INSTRUÇÃO NORMATIVA INSS Nº 77 DE 21.01.2015
D.O.U.: 22.01.2015
Estabelece
rotinas para agilizar e uniformizar o reconhecimento de direitos dos
segurados e beneficiários da Previdência Social, com observância dos
princípios estabelecidos no art. 37 da Constituição Federal de 1988.
Fundamentação Legal:
Constituição Federal de 1988;
Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006;
Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013;
Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990;
Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990;
Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991;
Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991;
Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993;
Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997;
Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999;
Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002;
Lei nº 10.666, de 8 de maio de 2003;
Lei nº 12.815, de 5 de junho de 2013;
Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999;
Decreto nº 6.932, de 11 de agosto de 2009; e
Decreto nº 7.556, de 24 de agosto de 2011.
A Presidenta do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, no uso da
atribuição que lhe confere o art. 26 do Anexo I do Decreto nº 7.556, de
24 de agosto de 2011,
Resolve:
Art. 1º Ficam disciplinados os procedimentos e
rotinas sobre cadastro, administração e retificação de informações dos
beneficiários, reconhecimento, manutenção, revisão, recursos e
monitoramento operacional de benefícios e serviços do Regime Geral de
Previdência Social - RGPS, compensação previdenciária, acordos
internacionais de Previdência Social e processo administrativo
previdenciário no âmbito do INSS.
CAPÍTULO I
DOS SEGURADOS E DA COMPROVAÇÃO DE ATIVIDADE
Art. 2º São segurados obrigatórios todas as pessoas
físicas filiadas ao RGPS nas categorias de empregado, trabalhador
avulso, empregado doméstico, contribuinte individual e segurado
especial.
Parágrafo único. É segurado facultativo o maior de dezesseis anos de
idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante
contribuição, observado o disposto no art. 55.
Seção I
Da Filiação e Inscrição
Art. 3º Filiação é o vínculo que se estabelece entre
pessoas que contribuem para a Previdência Social e esta, do qual
decorrem direitos e obrigações.
§ 1º A filiação à Previdência Social decorre automaticamente do
exercício de atividade remunerada para os segurados obrigatórios e da
inscrição formalizada com o pagamento da primeira contribuição sem
atraso para o segurado facultativo.
§ 2º Filiado é aquele que se relaciona com a Previdência Social na
qualidade de segurado obrigatório ou facultativo, mediante contribuição.
§ 3º O segurado que exercer mais de uma atividade remunerada é filiado obrigatório ao RGPS em relação a todas essas atividades.
§ 4º Permanece filiado ao RGPS o aposentado que exercer atividade abrangida por este regime.
§ 5º Não gera filiação obrigatória ao RGPS o exercício de atividade prestada de forma gratuita ou voluntária.
Art. 4º Considera-se inscrição, para os efeitos na
Previdência Social, o ato pelo qual a pessoa física é cadastrada no
Cadastro Nacional de Informações Sociais - CNIS mediante informações
pessoais e de outros elementos necessários e úteis à sua caracterização,
sendo-lhe atribuído um Número de Identificação do Trabalhador - NIT.
§ 1º O NIT, que identificará a pessoa física no CNIS, poderá ser um
número de NIT Previdência, Programa de Integração Social - PIS, Programa
de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PASEP, Ministério do
Trabalho e Emprego - MTE, Sistema Único de Saúde - SUS ou Cadastro Único
para Programas Sociais - CadÚnico.
§ 2º É vedada a inscrição post mortem, exceto para o segurado especial.
§ 3º A inscrição pode ocorrer na condição de filiado e de não filiado.
§ 4º Depois de efetivada a inscrição no CNIS, será emitido e fornecido
ao filiado o comprovante de inscrição, que tem por finalidade consolidar
as informações do cidadão, orientá-lo quanto a seus direitos, deveres e
sobre o cadastramento de senha para autoatendimento.
§ 5º Na impossibilidade de a inscrição ser efetuada pelo próprio
filiado, ela poderá ser providenciada por terceiros, sendo dispensado o
instrumento de procuração no ato da formalização do pedido, observado,
para o segurado especial, o previsto no § 2º do art. 45.
§ 6º Nos casos dos arts. 18, 21 e 45, o INSS poderá solicitar a
comprovação das informações prestadas a qualquer tempo, caso necessário,
para atualização de dados de cadastro.
Art. 5º Observado o disposto nos arts. 18, 21, 45 e
56, as inscrições do empregado doméstico, contribuinte individual,
segurado especial e facultativo, poderão ser efetuadas conforme Carta de
Serviços ao Cidadão do INSS, nos termos do art. 667.
Art. 6º A inscrição formalizada por segurado em
categoria diferente daquela em que deveria ocorrer deve ser alterada
para a categoria correta mediante apresentação de documentos
comprobatórios, alterando-se, inclusive, os códigos de pagamento das
respectivas contribuições, quando pertinente.
Parágrafo único. No caso de alteração da categoria de segurado
obrigatório para facultativo deverá ser solicitada declaração do
requerente e realizadas pesquisas nos sistemas corporativos da
Previdência Social a fim de comprovar a inexistência de filiação
obrigatória, inclusive em regime próprio.
Art. 7º Observadas às formas de filiação dispostas
nos arts. 8º, 13, 17, 20 e 39 a 41, deverão ser consideradas as
situações abaixo:
I - a partir de 11 de novembro de 1997, data da publicação da Medida
Provisória - MP nº 1.596-14, de 10 de novembro de 1997, convertida na
Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997, o dirigente sindical mantém
durante o seu mandato a mesma vinculação ao regime de previdência social
de antes da investidura;
II - o magistrado da Justiça Eleitoral, nomeado na forma do inciso II
do art. 119 ou inciso III do § 1º do art. 120, ambos da Constituição
Federal, mantém o mesmo enquadramento no RGPS que o anterior ao da
investidura no cargo; e
III - em relação ao servidor civil amparado por Regime Próprio de
Previdência Social - RPPS ou o militar, cedido para outro órgão ou
entidade:
a) até 15 de dezembro de 1998, véspera da publicação da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, filiava-se ao RGPS, caso não admitida a sua filiação na condição de servidor público no regime previdenciário do requisitante e houvesse remuneração pela entidade ou órgão para o qual foi cedido;
b) a partir de 16 de dezembro de 1998, data da publicação da Emenda
Constitucional nº 20, de 1998, até 28 de novembro de 1999, véspera da
publicação da Lei nº 9.876, de 26 de novembro de 1999, filiava-se ao
RGPS se houvesse remuneração da entidade ou do órgão para o qual foi
cedido; e
c) a partir de 29 de novembro de 1999, data da publicação da Lei nº
9.876, de 1999, permanece vinculado ao regime de origem, desde que o
regime previdenciário do órgão requisitante não permita sua filiação.
IV - a caracterização do trabalho como urbano ou rural, para fins
previdenciários, conforme disciplina inciso V do caput do art. 8º,
depende da natureza das atividades efetivamente prestadas pelo empregado
ou contribuinte individual e não do meio em que se inserem.
V - o segurado, ainda que tenha trabalhado para empregador rural ou
para empresa prestadora de serviço rural, no período anterior ou
posterior à vigência da Lei nº 8.213, de 1991, será considerado como
filiado ao regime urbano como empregado ou contribuinte individual,
conforme o caso, quando enquadrado, dentre outras, nas seguintes
categorias:
a) carpinteiro, pintor, datilógrafo, cozinheiro, doméstico e toda atividade que não se caracteriza como rural;
b) motorista, com habilitação profissional, e tratorista;
c) empregado do setor agrário específico de empresas industriais ou
comerciais, assim entendido o trabalhador que presta serviços ao setor
agrícola ou pecuário, desde que tal setor se destine, conforme o caso, à
produção de matéria-prima utilizada pelas empresas agroindustriais ou à
produção de bens que constituíssem objeto de comércio por parte das
empresas agrocomerciais, que, pelo menos, desde 25 de maio de 1971,
vigência da Lei Complementar - LC nº 11, de 25 de maio de 1971, vinha
sofrendo desconto de contribuições para o ex-Instituto Nacional de
Previdência Social - INPS, ainda que a empresa não as tenha recolhido;
d) empregado de empresa agroindustrial ou agrocomercial que presta
serviço, indistintamente, ao setor agrário e ao setor industrial ou
comercial;
e) motosserrista;
f) veterinário e administrador e todo empregado de nível universitário;
g) empregado que presta serviço em loja ou escritório; e
h) administrador de fazenda, exceto se demonstrado que as anotações
profissionais não correspondem às atividades efetivamente exercidas.
§ 1º O limite mínimo de idade para ingresso no RGPS do segurado
obrigatório que exerce atividade urbana ou rural, do facultativo e do
segurado especial, é o seguinte:
I - até 14 de março de 1967, véspera da vigência da Constituição Federal de 1967, quatorze anos;
II - de 15 de março de 1967, data da vigência da Constituição Federal
de 1967, a 4 de outubro de 1988, véspera da promulgação da Constituição
Federal de 1988, doze anos;
III - a partir de 5 de outubro de 1988, data da promulgação da
Constituição Federal de 1988 a 15 de dezembro de 1998, véspera da
vigência da Emenda
Constitucional nº 20, de 1998, quatorze anos, exceto para menor aprendiz, que conta com o limite de doze anos, por força do art. 7º, inciso XXXIII, da Constituição Federal; e
Constitucional nº 20, de 1998, quatorze anos, exceto para menor aprendiz, que conta com o limite de doze anos, por força do art. 7º, inciso XXXIII, da Constituição Federal; e
IV - a partir de 16 de dezembro de 1998, data da vigência da Emenda
Constitucional nº 20, de 1998, dezesseis anos, exceto para menor aprendiz, que é de quatorze anos, por força do art. 1º da referida
Emenda, que alterou o inciso XXXIII do art. 7º da Constituição Federal
de 1988.
§ 2º A partir de 25 de julho de 1991, data da publicação da Lei nº
8.213, de 1991, não há limite máximo de idade para o ingresso no RGPS.
Seção II
Do Empregado
Art. 8º É segurado na categoria de empregado,
conforme o inciso I do art. 9º do Regulamento da Previdência Social,
aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999:
I - aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa ou
equiparado à empresa, nos termos do parágrafo único do art. 14 da Lei nº
8.213, de 1991, em caráter não eventual, sob sua subordinação e
mediante remuneração, inclusive como diretor empregado;
II - o aprendiz, com idade de quatorze a 24 (vinte e quatro) anos,
sujeito à formação profissional metódica do ofício em que exerça o seu
trabalho, observando que a contratação poderá ser efetivada pela empresa
onde se realizará a aprendizagem ou pelas entidades sem fins
lucrativos, que têm por objetivo a assistência ao adolescente e a
educação profissional, atendidos os requisitos da Lei nº 10.097, de 19
de dezembro de 2000 e da Lei nº 11.180, de 23 de setembro de 2005;
III - o empregado de Conselho, Ordem ou Autarquia de fiscalização no
exercício de atividade profissional, na forma da Lei nº 5.410, de 9 de
abril de 1968;
IV - o trabalhador volante, que presta serviço a agenciador de
mão-de-obra constituído como pessoa jurídica, observado que, na hipótese
do agenciador não ser pessoa jurídica constituída, este também será
considerado empregado do tomador de serviços;
V - o assalariado rural safrista, de acordo com os arts. 14, 19 e 20 da
Lei nº 5.889, de 8 de junho de 1973, observado que para aqueles
segurados que prestam serviço a empresas agroindustriais e
agropecuárias, a caracterização, se urbana ou rural, dar-se-á pela
natureza da atividade exercida, conforme definido no Parecer CJ nº
2.522, de 9 de agosto de 2001, caracterizando, desta forma, a sua
condição em relação aos benefícios previdenciários, observado o disposto
nos incisos IV e V do caput do art. 7º;
VI - o trabalhador temporário que, a partir de 13 de março de 1974,
data da publicação do Decreto nº 73.841, de 13 de março de 1974, que
regulamentou a Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974, presta serviço a
uma empresa, para atender à necessidade transitória de substituição de
seu pessoal regular e permanente, ou para atender a acréscimo
extraordinário de serviço, usando a intermediação de empresa locadora de
mão-de-obra temporária;
VII - o trabalhador portuário, registrado no Órgão de Gestão de Mão de
Obra - OGMO, contratado pelo operador portuário, com vínculo
empregatício com prazo indeterminado, na forma do § 2º do art. 40 da Lei
nº 12.815, de 5 junho de 2013, que presta serviço de capatazia, estiva,
conferência de carga,
conserto de carga, bloco e vigilância de embarcações, definidos no § 3º do art. 13, na área dos portos organizados;
conserto de carga, bloco e vigilância de embarcações, definidos no § 3º do art. 13, na área dos portos organizados;
VIII - o servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o
das respectivas Autarquias e Fundações, ocupante de cargo efetivo, desde
que, nessa qualidade, não esteja amparado pelo RPPS;
IX - o contratado no exterior para trabalhar no Brasil em empresa
constituída e funcionando no território nacional, segundo as leis
brasileiras, ainda que com salário estipulado em moeda estrangeira,
salvo se amparado pela Previdência Social do país de origem, observado o
disposto nos acordos internacionais porventura existentes;
X - o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por RPPS;
XI - o contratado por titular de serventia da justiça, sob o regime da
legislação trabalhista, e qualquer pessoa que, habitualmente, presta-lhe
serviços remunerados sob sua dependência, sem relação de emprego com o
Estado, a partir de 1º de janeiro de 1967;
XII - o escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços
notariais e de registro a partir de 21 de novembro de 1994, bem como
aquele que optou pelo RGPS, em conformidade com a Lei nº 8.935, de 18 de
novembro de 1994;
XIII - o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008;
XIV - a partir de 19 de setembro de 2004, o exercente de mandato
eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a RPPS,
na forma estabelecida pela Lei nº 10.887, de 18 de junho de 2004,
observado o disposto no § 2º do art. 55 e arts. 79 a 85 desta IN;
XV - o servidor estadual, do Distrito Federal ou municipal, incluídas
suas Autarquias e Fundações, ocupante, exclusivamente, de cargo em
comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, em decorrência
da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, e o que,
nessa condição, mesmo que anteriormente a esta data, não esteja amparado
por RPPS;
XVI - o servidor da União, incluídas suas Autarquias e Fundações,
ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração, nos termos da Lei nº 8.647, de 13 de abril de
1993 e o que, nessa condição, mesmo que anteriormente a esta data, não
estivesse amparado por RPPS;
XVII - o servidor contratado pela União, Estado, Distrito Federal ou
Município, bem como pelas respectivas Autarquias e Fundações, por tempo
determinado, para atender a necessidade temporária de excepcional
interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição
Federal e da Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993;
XVIII - o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município,
incluídas suas Autarquias e Fundações, ocupante de emprego público;
XIX - o brasileiro civil que presta serviços à União no exterior, em
repartições governamentais brasileiras, lá domiciliado e contratado,
inclusive o auxiliar local previsto no art. 11, ainda que a título
precário e que, em razão de proibição da legislação local, não possa ser
filiado ao sistema previdenciário do país em domicílio;
XX - o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País, ou em empresa domiciliada no exterior com maioria do capital votante pertencente à empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração no País e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no País ou de entidade de direito público interno;
XXI - aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a
repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas
subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não
brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado
pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática
ou repartição consular;
XXII - o brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em
organismos oficiais internacionais dos quais o Brasil seja membro
efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado por
RPPS; e
XXIII - o trabalhador rural contratado por produtor rural pessoa
física, por pequeno prazo, para o exercício de atividade de natureza
temporária, na forma do art. 14-A da Lei nº 5.889, de 1973.
§ 1º Considera-se diretor empregado aquele que, participando ou não do
risco econômico do empreendimento, seja contratado ou promovido para
cargo de direção das sociedades anônimas, mantendo as características
inerentes à relação de emprego.
§ 2º Somente será admitida a filiação do cônjuge ou companheiro como
empregado quando contratado por sociedade em nome coletivo em que
participe o outro cônjuge ou companheiro como sócio, desde que
comprovado o efetivo exercício de atividade remunerada.
§ 3º Entende-se por serviço prestado em caráter não eventual aquele
realizado por pessoa física, sob subordinação e dependência do
empregador, bem como, mediante remuneração, relacionado direta ou
indiretamente com as atividades normais da empresa.
§ 4º Aplica-se o disposto nos incisos XV e XVI do caput ao ocupante de
cargo de Ministro de Estado, de Secretário Estadual, Distrital ou
Municipal, sem vínculo efetivo com a União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, suas Autarquias, ainda que em regime especial, e Fundações.
§ 5º Entende-se por equiparado à empresa, conforme redação dada pelo parágrafo único do art. 12 do Decreto nº 3.048, de 1999:
I - o contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço;
II - a cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou
finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de
carreiras estrangeiras;
III - o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra de que trata a Lei nº 12.815, de 2013; e
IV - o proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviço.
§ 6º Tendo em vista o tipo de vínculo com a Administração Pública
Direta e Indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, o servidor público civil será
considerado:
I - efetivo: o que tenha sido admitido na forma regulada no inciso II do art. 37 da Constituição Federal;
II - estável: o que estava em exercício na data da promulgação da
Constituição, há pelo menos cinco anos continuados, e que não tenha sido
admitido na forma regulada no art. 37 da Constituição Federal, conforme
art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT;
III - ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei
de livre nomeação e exoneração: conforme ressalva do inciso II do art.
37 da Constituição Federal;
IV - contratado: o que tenha sido contratado por tempo determinado para
atender a necessidade temporária de excepcional interesse público; ou
V - empregado público: quando estiver subordinado ao regime jurídico da
Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT e vinculado, consequentemente,
ao RGPS.
Subseção I
Da Filiação, Inscrição e Cadastramento do Empregado
Art. 9º A inscrição do filiado empregado será
formalizada pelo preenchimento, de responsabilidade do empregador, dos
documentos que o habilite ao exercício da atividade, por meio de
contrato de trabalho, observado o disposto no art. 58, com inclusão
automática no CNIS proveniente da declaração prestada em Guia de
Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP.
Subseção II
Da Comprovação do Vínculo e Remunerações do Empregado para Fins de
Inclusão, Alteração, Ratificação e Exclusão dos Dados no Cadastro
Nacional de Informações Sociais - Cnis
Art. 10. Observado o disposto no art. 58, a
comprovação do vínculo e das remunerações do empregado urbano ou rural,
far-se-á por um dos seguintes documentos:
I - da comprovação do vínculo empregatício:
a) Carteira Profissional - CP ou Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS;
b) original ou cópia autenticada da Ficha de Registro de Empregados ou
do Livro de Registro de Empregados, onde conste o referido registro do
trabalhador acompanhada de declaração fornecida pela empresa,
devidamente assinada e identificada por seu responsável;
c) contrato individual de trabalho;
d) acordo coletivo de trabalho, desde que caracterize o trabalhador
como signatário e comprove seu registro na respectiva Delegacia Regional
do Trabalho - DRT;
e) termo de rescisão contratual ou comprovante de recebimento do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço - FGTS;
f) extrato analítico de conta vinculada do FGTS, carimbado e assinado
por empregado da Caixa, desde que constem dados do empregador, data de admissão, data de rescisão, datas dos depósitos e atualizações
monetárias do saldo, ou seja, dados que remetam ao período em que se
quer comprovar;
g) recibos de pagamento contemporâneos ao fato alegado, com a necessária identificação do empregador e do empregado;
h) declaração fornecida pela empresa, devidamente assinada e identificada por seu responsável acompanhada de cópia autenticada do cartão, livro ou folha de ponto; ou
i) outros documentos contemporâneos que possam vir a comprovar o exercício de atividade junto à empresa;
II - da comprovação das remunerações:
a) contracheque ou recibo de pagamento contemporâneos ao período que se
pretende comprovar, com a identificação do empregador e do empregado;
b) ficha financeira;
c) anotações contemporâneas acerca das alterações de remuneração constantes da CP ou da CTPS com anuência do filiado; ou
d) original ou cópia autenticada da folha do Livro de Registro de
Empregados ou da Ficha de Registro de Empregados, onde conste a anotação
do nome do respectivo filiado, bem como das anotações de remunerações,
com a anuência do filiado e acompanhada de declaração fornecida pela
empresa, devidamente assinada e identificada por seu responsável.
§ 1º Na impossibilidade de apresentação dos documentos previstos no
caput, poderá ser aceita a declaração do empregador ou seu preposto,
atestado de empresa ainda existente, certificado ou certidão de órgão
público ou entidade representativa, devidamente assinada e identificada
por seu responsável, com afirmação expressa de que as informações foram
prestadas com base em documentação constante nos registros efetivamente
existentes e acessíveis para confirmação pelo INSS.
§ 2º A declaração referida no § 1º deste artigo deverá estar
acompanhada de informações que contenham as remunerações quando estas
forem o objeto da comprovação.
§ 3º Nos casos de comprovação na forma prevista nos § § 1º e 2º deste
artigo, deverá ser emitida Pesquisa Externa, exceto nos casos de órgão
público ou entidades oficiais por serem dotados de fé pública.
§ 4º A declaração do empregador, nos termos do § 1º deste artigo, no caso de trabalhador rural, também deverá conter:
I - a qualificação do declarante, inclusive os respectivos números do
Cadastro de Pessoa Física - CPF e do Cadastro Específico do INSS - CEI,
ou, quando for o caso, do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ;
II - identificação e endereço completo do imóvel rural onde os serviços
foram prestados, bem como, a que título detinha a posse deste imóvel;
III - identificação do trabalhador e indicação das parcelas salariais
pagas, bem como das datas de início e término da prestação de serviços; e
IV - informação sobre a existência de registro em livros, folhas de
salários ou qualquer outro documento que comprove o vínculo.
§ 5º A comprovação da atividade rural para os segurados empregados para
fins de aposentadoria por idade de que trata o art. 143 da Lei nº
8.213, de 1991, até 31 de dezembro de 2010, além dos documentos
constantes no caput, desde que baseada em início de prova material,
poderá ser feita por meio de declaração fundamentada de sindicato que
represente os trabalhadores rurais ou por duas declarações de
autoridades, na forma do inciso II do art. 47 ou do art. 100,
respectivamente, homologadas pelo INSS.
§ 6º De acordo com o art. 14-A da Lei nº 5.889, de 8 de junho de 1973,
com redação dada pela Lei nº 11.718, de 20 de junho de 2008, a
comprovação da relação de emprego do trabalhador rural por pequeno
prazo, de natureza
temporária, poderá ser feita mediante contrato contendo no mínimo as seguintes informações:
temporária, poderá ser feita mediante contrato contendo no mínimo as seguintes informações:
I - expressa autorização em acordo coletivo ou convenção;
II - identificação do produtor rural e do imóvel rural onde o trabalho foi realizado e identificação da respectiva matrícula; e
III - identificação do trabalhador, com a indicação do respectivo NIT.
§ 7º O contrato de trabalho considerado nulo produz efeitos
previdenciários até a data de sua nulidade, desde que tenha havido a
prestação efetiva de trabalho remunerado, observando que a filiação à
Previdência Social está ligada ao efetivo exercício da atividade, na
forma do art. 20 do RPS, e não à validade do contrato de trabalho.
§ 8º No caso de servidor público contratado conforme a Lei nº 8.745, de
1993, além dos documentos constantes no caput, poderão ser aceitos
outros documentos funcionais, tais como atos de nomeação e de
exoneração, que demonstrem o exercício da atividade e a vinculação ao
RGPS, ou ainda a declaração do Órgão Público que o contratou, contendo
no mínimo:
I - dados cadastrais do trabalhador;
II - matrícula e função;
III - assinatura do agente público responsável pela emissão e a indicação do cargo que ocupa no órgão público;
IV - período trabalhado;
V - indicação da lei que rege o contrato temporário;
VI - descrição, número e data do ato de nomeação;
VII - descrição, número e data do ato de exoneração, se houver; e
VIII - deve constar, no corpo da declaração, afirmação expressa de que
as informações foram prestadas com base em documentação constante dos
registros daquele órgão, e que se encontram à disposição do INSS para
consulta.
Subseção III
Do Auxiliar Local
Art. 11. Conforme definição dada pelo art. 56 da Lei
nº 11.440, de 29 de dezembro de 2006, auxiliar local é o brasileiro ou o
estrangeiro admitido para prestar serviços ou desempenhar atividades de
apoio que exijam familiaridade com as condições de vida, os usos e os
costumes do país onde esteja sediado o posto.
Parágrafo único. A comprovação do exercício de atividade na condição de
auxiliar local, observado o disposto no art. 58, far-seá por Declaração
de Tempo de Contribuição Referente ao Auxiliar Local emitida pelo órgão
contratante, conforme Anexo IX.
Art. 12. As Missões Diplomáticas e as Repartições
Consulares do Ministério das Relações Exteriores, as Representações da
Aeronáutica, as Representações da Marinha e as Representações do
Exército no exterior, deverão regularizar junto ao INSS a situação
previdenciária dos auxiliares locais de nacionalidade brasileira que, em
razão de proibição da legislação local, não possam ser filiados ao
sistema previdenciário do país de domicílio.
§ 1º Salvo o disposto no caput, as relações previdenciárias relativas
aos auxiliares locais contratados a partir de 10 de dezembro de 1993, em
conformidade com a Lei nº 8.745, de 1993, serão regidas pela legislação
vigente nos países em que estiverem sediados os postos das Missões
Diplomáticas e as Repartições Consulares do Ministério das Relações Exteriores, ou as Representações da Aeronáutica, Marinha ou Exército.
Diplomáticas e as Repartições Consulares do Ministério das Relações Exteriores, ou as Representações da Aeronáutica, Marinha ou Exército.
§ 2º A regularização da situação dos auxiliares locais de que trata o
caput será efetivada mediante o recolhimento de contribuições relativas
ao empregado e ao empregador, em conformidade com as Leis nº 8.212, de
1991, nº 8.745, de 1993 e nº 9.528, de 1997, e com o disposto a seguir:
I - as importâncias relativas a competências até 31 de dezembro de
1993, por força da Lei nº 8.745, de 1993, serão tratadas como
indenização, consideradas a partir da data de assinatura do contrato de
trabalho ou da efetiva data de entrada em exercício, quando estas não
coincidirem, sendo descontadas eventuais contribuições decorrentes de
recolhimento prévio efetuado por iniciativa própria;
II - para apuração dos valores a serem indenizados, serão adotadas as
alíquotas a que se referem os arts. 20 e 22 da Lei nº 8.212, de 1991, e o
salário de contribuição vigente no mês da regularização, observadas as
disposições do art. 28 do mesmo diploma legal; e
III - as importâncias devidas a partir da competência janeiro de 1994,
vencidas ou vincendas, obedecerão aos critérios da Lei nº 8.212, de
1991, e alterações posteriores.
§ 3º O pedido de regularização de que trata o caput, referente ao
registro/atualização no CNIS dos dados cadastrais, vínculos e
remunerações do auxiliar local será feito pelas Missões Diplomáticas e
Repartições Consulares do Ministério das Relações Exteriores, pelas
Representações da Aeronáutica, da Marinha e do Exército no exterior,
junto à Gerência-Executiva do INSS no Distrito Federal que fornecerá ou
atualizará os dados do NIT.
§ 4º Encerrado o contrato de trabalho com as Missões Diplomáticas e as
Repartições Consulares do Ministério das Relações Exteriores no
exterior, com as Representações da Aeronáutica, com a Organização da
Marinha Contratante e com as Representações do Exército Brasileiro no
exterior, o relacionamento do auxiliar local ou de seus dependentes com o
INSS dar-se-á diretamente ou por intermédio de procurador constituído
no Brasil.
§ 5º Na hipótese do auxiliar local, não constituir procurador no
Brasil, o seu relacionamento com a Previdência Social brasileira
far-se-á por intermédio do órgão local responsável pela execução do
Acordo Internacional de Previdência Social porventura existente ou na
forma estabelecida pelo INSS.
§ 6º Os auxiliares locais e seus dependentes, desde que regularizadas
as situações previstas nesta Instrução Normativa - IN, terão direito a
todos os benefícios do RGPS, conforme o disposto no art. 18 da Lei nº
8.213, de 1991.
§ 7º Quando o benefício decorrer de acidente de trabalho será
necessário o preenchimento e encaminhamento da Comunicação de Acidente
de Trabalho - CAT, conforme o disposto no art. 336 do RPS.
§ 8º O disposto nesta IN aplica-se também aos auxiliares locais de
nacionalidade brasileira, cujos contratos de trabalho se encontram
rescindidos no que se refere ao seu período de vigência, excluídos
aqueles que tiveram auxílio financeiro para ingresso em previdência
privada local ou compensação pecuniária no ato do encerramento do seu
contrato de trabalho.
§ 9º O auxiliar local que tenha, comprovadamente, recebido algumas das
importâncias a que se refere o § 8º deste artigo, ainda que em
atividade,
somente terá regularizado o período para o qual não ocorreu o referido pagamento.
somente terá regularizado o período para o qual não ocorreu o referido pagamento.
Seção III
Do Trabalhador Avulso
Art. 13. É segurado na categoria de trabalhador
avulso portuário ou não portuário, conforme o inciso VI do caput e § 7º,
ambos do art. 9º do RPS, sindicalizado ou não, que preste serviço de
natureza urbana ou rural a diversas empresas, sem vínculo empregatício,
com a intermediação obrigatória do órgão de gestão de mão de obra, nos
termos da Lei nº 9.719, de 27 de novembro de 1998, e da Lei nº 12.815,
de 5 de junho de 2013, ou do Sindicato da categoria, respectivamente.
§ 1º O trabalhador avulso portuário é aquele que, registrado ou
cadastrado no OGMO, sem vínculo empregatício, com a intermediação
obrigatória do órgão de gestão de mão de obra, nos termos da Lei nº
9.719, de 1998 e da Lei nº 12.815, de 2013, presta serviço a diversos
operadores portuários de capatazia, estiva, conferência de carga,
conserto de carga, bloco e vigilância de embarcações na área dos portos
organizados.
§ 2º O trabalhador avulso não-portuário, com a intermediação do sindicato da categoria, é aquele que:
I - presta serviços de carga e descarga de mercadorias de qualquer
natureza, inclusive carvão e minério, o trabalhador em alvarenga
(embarcação para carga e descarga de navios), o amarrador de embarcação,
o ensacador de café, cacau, sal e similares, aquele que trabalha na
indústria de extração de sal, o carregador de bagagem em porto, o
prático de barra em porto, o guindasteiro, o classificador, o
movimentador e o empacotador de mercadorias em portos; e
II - exerce atividade de movimentação de mercadorias em geral, nas
atividades de costura, pesagem, embalagem, enlonamento, ensaque,
arrasto, posicionamento, acomodação, reordenamento, reparação da carga,
amostragem, arrumação, remoção, classificação, empilhamento, transporte
com empilhadeiras, paletização, ova e desova de vagões, carga e descarga
em feiras livres e abastecimento de lenha em secadores e caldeiras,
operações de equipamentos de carga e descarga, pré-limpeza e limpeza em
locais necessários à viabilidade das operações ou à sua continuidade.
§ 3º Para efeito do disposto no § 1º deste artigo e no inciso VII do caput do art. 8º, entende-se por:
I - capatazia: a atividade de movimentação de mercadorias nas
instalações dentro do porto, compreendendo o recebimento, conferência,
transporte interno, abertura de volumes para conferência aduaneira,
manipulação, arrumação e entrega, bem como o carregamento e descarga de
embarcações, quando efetuados por aparelhamento portuário;
II - estiva: a atividade de movimentação de mercadorias nos conveses ou
nos porões das embarcações principais ou auxiliares, incluindo
transbordo, arrumação, peação e despeação, bem como o carregamento e a
descarga das mesmas, quando realizados com equipamentos de bordo;
III - conferência de carga: a contagem de volumes, anotação de suas
características, procedência ou destino, verificação do estado das
mercadorias, assistência à pesagem, conferência do manifesto e demais
serviços correlatos, nas operações de carregamento e descarga de
embarcações;
IV - conserto de carga: o reparo e a restauração das embalagens de mercadoria, nas operações de carregamento e descarga de embarcações, reembalagem, marcação, remarcação, carimbagem, etiquetagem, abertura de volumes para vistoria e posterior recomposição;
V - vigilância de embarcações: a atividade de fiscalização da entrada e
saída de pessoas a bordo das embarcações atracadas ou fundeadas ao
largo, bem como da movimentação de mercadorias nos portalós, rampas,
porões, conveses, plataformas e em outros locais da embarcação;
VI - bloco: a atividade de limpeza e conservação de embarcações
mercantes e de seus tanques, incluindo batimento de ferrugem, pintura,
reparos de pequena monta e serviços correlatos; e
VII - OGMO: a entidade civil de utilidade pública, sem fins lucrativos,
constituída pelos operadores portuários, em conformidade com a Lei nº
12.815, de 5 de junho de 2013, tendo por finalidade administrar o
fornecimento de mão de obra do trabalhador avulso portuário.
Subseção I
Da Filiação, da Inscrição e do Cadastramento do Trabalhador Avulso
Art. 14. A inscrição do filiado trabalhador avulso
será formalizada com o cadastramento e registro no sindicato ou órgão
gestor de mão de obra, responsável pelo preenchimento dos documentos que
o habilitem ao exercício de atividade, sendo a inclusão automática no
CNIS proveniente da declaração prestada em GFIP.
Subseção II
Da Comprovação do Período de Atividade e Remunerações do Trabalhador
Avulso, para Fins de Inclusão, Alteração, Ratificação e Exclusão
Art. 15. O período de atividade do trabalhador avulso
portuário ou não portuário, conforme inciso VI do caput e § 7º, ambos
do art. 9º do RPS, sindicalizado ou não, somente será reconhecido desde
que preste serviço de natureza urbana ou rural sem vínculo empregatício a
diversas empresas, com a intermediação obrigatória do órgão de gestão
de mão de obra ou do sindicato da categoria, respectivamente.
Parágrafo único. Verificada a prestação de serviço alegado como de
trabalhador avulso, portuário ou não portuário, sem a intermediação do
órgão de gestão de mão de obra ou do sindicato da categoria, deverá ser
analisado o caso e enquadrado na categoria de empregado ou na de
contribuinte individual, visto que a referida intermediação é
imprescindível para configuração do enquadramento na categoria.
Art. 16. Observado o disposto no art. 58, a
comprovação do tempo de contribuição do segurado trabalhador avulso
portuário e não portuário far-se-á por meio de documento contemporâneo
que comprove o exercício de atividade e a remuneração, ou do certificado
do órgão de gestão de mão de obra ou do sindicato da categoria,
respectivamente, desde que o certificado contenha no mínimo:
I - a identificação do trabalhador avulso, com indicação do respectivo NIT e se portuário ou não portuário;
II - a identificação do intermediador de mão de obra;
III - a identificação do(s) tomador(es) de serviços e as respectivas remunerações por tomador de serviços;
IV - a duração do trabalho e a condição em que foi prestado, referentes ao período certificado; e
V - no corpo da declaração, afirmação expressa de que as informações foram prestadas com base em documentação constante nos registros daquela entidade, e que se encontram à disposição do INSS para consulta.
§ 1º O órgão de gestão de mão de obra ou o sindicato da categoria
poderá utilizar o modelo do certificado proposto conforme Anexo XXIX.
§ 2º O período a ser certificado deverá ser aquele em que,
efetivamente, o segurado trabalhador avulso portuário e não portuário
tenha exercido atividade, computando-se como mês integral aquele que
constar da documentação apresentada, excluídos aqueles em que, embora o
segurado estivesse à disposição do órgão de gestão de mão de obra ou do
sindicato da categoria, não tenha havido exercício de atividade.
Seção IV
Do Empregado Doméstico
Art. 17. É segurado na categoria de empregado
doméstico, conforme o inciso II do caput do art. 9º do RPS, aquele que
presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou
família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos,
a partir da competência abril de 1973, em decorrência da vigência do
Decreto nº 71.885, de 9 de março de 1973, que regulamentou a Lei nº
5.859, de 11 de dezembro de 1972.
Subseção I
Da Filiação, da Inscrição e do Cadastramento do Empregado Doméstico
Art. 18. A inscrição do filiado empregado doméstico será formalizada:
I - para o que não possui cadastro no CNIS, a inscrição de dados
cadastrais em NIT Previdência mediante informações pessoais e de outros
elementos necessários e úteis a sua caracterização e para inclusão do
vínculo observar o art. 19; ou
II - para o que já possui cadastro no CNIS deve ser observado para inclusão do vínculo o art. 19.
Parágrafo único. No caso da inscrição do empregado doméstico decorrer
de decisão proferida em ação trabalhista, deverá ser observado o art.
71.
Subseção II
Da Comprovação do Vínculo e Contribuições do Empregado Doméstico para
Fins de Inclusão, Alteração, Ratificação e Exclusão dos Dados do
Cadastro Nacional de Informações Sociais - Cnis
Art. 19. Observado o disposto no art. 58, a
comprovação de contribuição do empregado doméstico far-se-á por meio do
comprovante ou guia de recolhimento e a comprovação de vínculo,
inclusive para fins de filiação, por meio de um dos seguintes
documentos:
I - registro contemporâneo com as anotações regulares em CP ou em CTPS, observado o art. 60;
II - contrato de trabalho registrado em época própria;
III - recibos de pagamento emitidos em época própria; ou
IV - na inexistência dos documentos acima citados, as informações de
recolhimentos efetuados em época própria constantes no CNIS, quando for
possível identificar a categoria de doméstico através do código de
recolhimento ou de categoria nos casos de microfichas, comprovam o
vínculo, desde que acompanhada da declaração do empregador.
§ 1º Quando o empregado doméstico desejar comprovar o exercício da
atividade e não apresentar comprovante dos recolhimentos, mas apenas a
CP ou a CTPS, devidamente assinada, o vínculo somente será considerado
se o registro apresentar características de contemporaneidade, observado o disposto no § 7º deste artigo, nos arts. 58 e 60.
§ 2º Na inexistência de registro na CP ou na CTPS e se os documentos
apresentados forem insuficientes para comprovar o vínculo do segurado
empregado doméstico no período pretendido, porém constituírem início de
prova material, poderá ser oportunizada a Justificação Administrativa -
JA.se o registro apresentar características de contemporaneidade, observado o disposto no § 7º deste artigo, nos arts. 58 e 60.
§ 3º Havendo dúvidas quanto à regularidade do contrato de trabalho de empregado doméstico, poderá ser tomada declaração do empregador doméstico, além de outras medidas pertinentes.
§ 4º São exemplos de dúvidas quanto à regularidade do contrato de trabalho as seguintes situações:
I - contrato de trabalho doméstico, entre ou após contrato de trabalho em outras profissões, cujas funções sejam totalmente discrepantes;
II - contrato onde se perceba que a intenção foi apenas para garantir a qualidade de segurado, inclusive para percepção de saláriomaternidade;
III - contrato em que não se pode atestar a contemporaneidade das datas de admissão ou demissão; ou
IV - contrato de trabalho doméstico em que o valor correspondente ao seu último salário de contribuição tenha sido discrepante em relação aos meses imediatamente anteriores, de forma que se perceba que a intenção foi garantir à segurada o recebimento de valores elevados durante a percepção do salário-maternidade.
§ 5º As anotações constantes na CP ou CTPS, somente serão
desconsideradas mediante despacho fundamentado que demonstre a sua
inconsistência, cabendo, nesta hipótese, o encaminhamento para apuração
de irregularidades, na forma desta IN.
§ 6º Na hipótese de óbito do empregador, o vínculo do empregado
doméstico, em regra, será encerrado na data do óbito. No caso em que
tenha ocorrido a continuidade do exercício da atividade aos demais
membros da família, deverá ser pactuado um novo contrato de trabalho.
§ 7º Após a cessação do contrato de trabalho, o empregado ou o
empregador doméstico deverá solicitar o encerramento no CNIS, em
qualquer Agência de Previdência Social - APS, mediante a apresentação da
CP ou CTPS, com o registro do encerramento do contrato.
§ 8º Enquanto não ocorrer o procedimento previsto no § 7º deste artigo,
o empregador doméstico será considerado em débito no período sem
contribuições.
§ 9º A partir de 21 de março de 1997, não é considerado vínculo
empregatício o contrato de empregado doméstico entre cônjuges, pais e
filhos, observando-se que:
I - o contrato de trabalho doméstico celebrado entre pais e filhos, bem
como entre irmãos, não gerou filiação previdenciária entre o período de
11 de julho de 1980 a 8 de março de 1992 (Parecer CGI/EB 040/80,
Circular 601-005.0/282, de 11 de julho de 1980, e até a publicação da
ORDEM DE SERVIÇO/INSS/DISES nº 078, de 9 de março de 1992). Entretanto, o
período de trabalho, mesmo que anterior a essas datas, será reconhecido
desde que devidamente comprovado e com as respectivas contribuições
vertidas em épocas próprias;
II - no período da vigência da OS/INSS/DISES nº 078, de 9 de março de
1992 até 20 de março de 1997 (ORIENTAÇÃO NORMATIVA/SPS nº 08, de 21 de
março de 1997) admitia-se a relação empregatícia entre pais, filhos e irmãos, entretanto, serão convalidados os contratos de trabalho doméstico entre pais e filhos iniciados no referido período e que continuarem vigendo após a ON/SPS nº 08, de 1997, desde que devidamente comprovado e com as respectivas contribuições vertidas em épocas próprias, não sendo permitida, após o término do contrato, a sua renovação.
março de 1997) admitia-se a relação empregatícia entre pais, filhos e irmãos, entretanto, serão convalidados os contratos de trabalho doméstico entre pais e filhos iniciados no referido período e que continuarem vigendo após a ON/SPS nº 08, de 1997, desde que devidamente comprovado e com as respectivas contribuições vertidas em épocas próprias, não sendo permitida, após o término do contrato, a sua renovação.
§ 10. Observado os arts. 66 a 70 para fins de ajustes das guias de
recolhimento ou comprovação do cálculo do débito do período compreendido
do vínculo do empregado doméstico, no que couber, poderão ser
considerados, entre outros, os seguintes documentos:
I - contracheque ou recibo de pagamento contemporâneos ao período que se pretende comprovar;
II - as anotações constantes da CP ou da CTPS, com anuência do filiado; ou
III - Guias de Recolhimento (GR, GR1 e GR2), Carnês de Contribuição,
Guias de Recolhimento de Contribuinte Individual (GRCI), Guias de
Recolhimento da Previdência Social (GRPS 3), Guia da Previdência Social
(GPS) e microfichas observando o art. 66.
Seção V
Do Contribuinte Individual
Art. 20. É segurado na categoria de contribuinte individual, conforme o inciso V do caput do art. 9º do RPS:
I - a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade
agropecuária (agrícola, pastoril ou hortifrutigranjeira), ou atividade
pesqueira e extrativista, a qualquer título, em caráter permanente ou
temporário, nas seguintes condições:
a) para o período de 1º de janeiro de 1976, data da vigência da Lei nº
6.260, de 6 de novembro de 1975, até 22 de junho de 2008, véspera da
publicação da Lei nº 11.718, de 20 de junho de 2008, diretamente ou por
intermédio de terceiros e com o auxílio de empregado, utilizado a
qualquer título, ainda que de forma não contínua; e
b) a partir de 23 de junho de 2008, data da publicação da Lei nº
11.718, de 2008, na atividade agropecuária em área, contínua ou
descontínua, superior a quatro módulos fiscais; ou, quando em área igual
ou inferior a quatro módulos fiscais ou atividade pesqueira ou
extrativista, com auxílio de empregados, em desacordo com o inciso VII
do art. 42, ou por intermédio de prepostos, ou ainda na hipótese do art.
41;
II - o condômino de propriedade rural quando utilizar-se de empregado
permanente ou quando a parte da propriedade por ele explorada
ultrapassar quatro módulos fiscais, independente de delimitação formal
da propriedade;
III - o assemelhado ao pescador que, utilizando ou não embarcação
pesqueira, exerce atividade de captura ou de extração de elementos
animais ou vegetais, que tenham na água seu meio normal ou mais
frequente de vida, na beira do mar, no rio ou na lagoa, com auxílio de
empregado em número que exceda à razão de 120 (cento e vinte)
pessoas/dia dentro do ano civil;
IV - a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de
extração mineral garimpo em caráter permanente ou temporário,
diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o auxílio de
empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não
contínua, observado o art. 100;
V - o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa;
VI - o síndico ou o administrador eleito, com percepção de remuneração ou que esteja isento da taxa de condomínio, a partir de 6 de março de 1997, data da publicação do Decreto nº 2.172, de 5 de março de 1997, sendo que até então era considerado segurado facultativo, independentemente de contraprestação remuneratória;
VII - o notário ou tabelião e o oficial de registros ou registrador,
titular de cartório, que detêm a delegação do exercício da atividade
notarial e de registro, não remunerados pelos cofres públicos, admitidos
a partir de 21 de novembro de 1994, data da publicação da Lei nº 8.935,
de 18 de novembro de 1994;
VIII - o médico residente de que trata a Lei nº 6.932, de 7 de julho de
1981, na redação dada pela Lei nº 10.405, de 9 de janeiro de 2002;
IX - o árbitro de jogos desportivos e seus auxiliares que atuem em
conformidade com a Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998, a partir de 25
de março de 1998;
X - o membro de cooperativa de produção que, nesta condição, preste
serviço à sociedade cooperativa mediante remuneração ajustada ao
trabalho executado;
XI - o membro de cooperativa de trabalho que, nesta condição, preste
serviço a empresas ou a pessoas físicas mediante remuneração ajustada ao
trabalho executado;
XII - o pescador que trabalha utilizando embarcação de arqueação bruta
maior que seis, ainda que com auxílio de parceiro; ou, na condição
exclusiva de parceiro outorgado, utiliza embarcação de arqueação bruta
maior que dez, ressalvado o disposto no § 2º do art. 40;
XIII - o membro do conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº
8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente -
ECA), quando remunerado, salvo disposição em contrário quando
estabelecido em lei criada pelo ente municipal ou distrital conforme
previsto no art. 134 da Lei nº 8.069, de 1990 alterado pela Lei nº
12.696, de 25 de julho de 2012;
XIV - o interventor, o liquidante, o administrador especial e o diretor
fiscal de instituição financeira de que trata o § 6º do art. 201 do
RPS;
XV - a pessoa física contratada para prestação de serviço em campanhas
eleitorais por partido político ou por candidato a cargo eletivo,
diretamente ou por meio de comitê financeiro, em razão do disposto no
art. 100 da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997;
XVI - desde que receba remuneração decorrente de trabalho na empresa:
a) o titular de firma individual urbana ou rural;
b) todos os sócios nas sociedades em nome coletivo, de capital e indústria;
c) o sócio administrador, o sócio cotista e o administrador não
empregado na sociedade limitada, urbana ou rural, conforme definido na
Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil);
d) o membro de conselho de administração na sociedade anônima ou o diretor não empregado; e
e) o membro de conselho fiscal de sociedade por ações;
XVII - o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, em
associação ou em entidade de qualquer natureza ou finalidade, desde que
receba remuneração pelo exercício do cargo;
XVIII - o síndico da massa falida, o administrador judicial, definido pela Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, e o comissário de concordata, quando remunerados;
XIX - o aposentado de qualquer regime previdenciário nomeado magistrado
classista temporário da Justiça do Trabalho, na forma dos incisos II do
§ 1º do art. 111 ou II do art. 115 ou do parágrafo único do art. 116,
todos da Constituição Federal, durante o período em que foi possível, ou
nomeado magistrado da Justiça Eleitoral, na forma dos incisos II do
art. 119 ou III do § 1º do art. 120, ambos da Constituição Federal;
XX - o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial
internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá
domiciliado e contratado, salvo quando coberto por RPPS;
XXI - quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter
eventual a uma ou mais empresas, fazendas, sítios, chácaras ou a um
contribuinte individual, em um mesmo período ou em períodos diferentes,
sem relação de emprego;
XXII - a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não;
XXIII - o incorporador de que trata o art. 29 da Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964;
XXIV - o bolsista da Fundação Habitacional do Exército contratado em
conformidade com a Lei nº 6.855, de 18 de novembro de 1980;
XXV - o diarista, assim entendido a pessoa física que, por conta
própria, presta serviços de natureza não contínua à pessoa ou à família
no âmbito residencial destas, em atividade sem fins lucrativos;
XXVI - o condutor autônomo de veículo rodoviário, assim considerado
aquele que exerce atividade profissional sem vínculo empregatício,
quando proprietário, co-proprietário ou promitente comprador de um só
veículo;
XXVII - aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor autônomo de
veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos
termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974;
XXVIII - aquele que, pessoalmente, por conta própria e a seu risco,
exerce pequena atividade comercial em via pública ou de porta em porta,
como comerciante ambulante, nos termos da Lei nº 6.586, de 6 de novembro
de 1978;
XXIX - aquele que, na condição de pequeno feirante, compra para revenda produtos hortifrutigranjeiros ou assemelhados;
XXX - a pessoa física que habitualmente edifica obra de construção civil com fins lucrativos;
XXXI - o armador de pesca, assim entendido a pessoa física ou jurídica
que, registrada e licenciada pelas autoridades competentes, apresta, em
seu nome ou sob sua responsabilidade, embarcação para ser utilizada na
atividade pesqueira, pondo-a ou não a operar por sua conta; e
XXXII - o Micro Empreendedor Individual - MEI, de que tratam os arts.
18-A e 18-C da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, que
opte pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais, observado:
a) é considerado MEI o empresário individual a que se refere o art. 966
da Lei nº 10.406, de 2002 (Código Civil), que tenha auferido receita
bruta, no ano-calendário anterior até o limite definido por lei
complementar, optante pelo
Simples Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática de recolhimento mencionada neste inciso; e
Simples Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática de recolhimento mencionada neste inciso; e
b) o disposto no art. 18-A, e seus parágrafos, da Lei Complementar nº
123, de 2006, poderá se enquadrar como MEI o empresário individual que
possua um único empregado que receba exclusivamente um salário mínimo ou
o piso salarial da categoria profissional.
§ 1º Para os fins previstos na alínea "b" do inciso I e no inciso IV
deste artigo, entende-se que a pessoa física, proprietária ou não,
explora atividade por intermédio de prepostos quando, na condição de
parceiro outorgante, desenvolve atividade agropecuária, pesqueira ou de
extração de minerais por intermédio de parceiros ou meeiros.
§ 2º Conforme contido na alínea "g" do inciso V, do art. 11 da Lei nº
8.213, de 1991, o correspondente internacional autônomo, assim entendido
o trabalhador de qualquer nacionalidade que presta serviços no
exterior, sem relação de emprego, a diversas empresas, não poderá ser
considerado segurado obrigatório da Previdência Social brasileira, ainda
que uma das tomadoras do serviço seja sediada no Brasil, considerando
que a mencionada Previdência Social aplicase aos trabalhadores que
prestam serviços autônomos dentro dos limites do território nacional.
§ 3º É vedada a inscrição na categoria de contribuinte individual para brasileiro residente ou domiciliado no exterior.
§ 4º Considera-se diretor não empregado aquele que, participando ou não
do risco econômico do empreendimento, seja eleito, por assembleia geral
dos acionistas, para cargo de direção das sociedades anônimas, não
mantendo as características inerentes à relação de emprego.
Subseção I
Da Filiação, da Inscrição e do Cadastramento do Contribuinte Individual
Art. 21. A inscrição do filiado contribuinte individual será formalizada na seguinte forma:
I - para o que não possui cadastro no CNIS, mediante informações
pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização
ou informações prestadas pela pessoa jurídica tomadora dos serviços,
declarando sua condição e exercício de atividade, nos termos do § 2º do
art. 4º da Lei nº 10.666, de 2003;
II - para o que já possui cadastro no CNIS, mediante inclusão de
atividade/ocupação em seu cadastro e havendo contribuições já
recolhidas, deverá ser observado o primeiro pagamento sem atraso; e
III - para o MEI, por meio do Portal do Empreendedor, no sítio
www.portaldoempreendedor.gov.br, sendo os dados enviados eletronicamente
ao CNIS.
Subseção II
Do Reconhecimento do Tempo de Filiação e da Retroação da Data do Início das Contribuições - Dic
Art. 22. Reconhecimento de filiação é o direito do
segurado de ter reconhecido, em qualquer época, o tempo de exercício de
atividade anteriormente abrangida pela Previdência Social.
Art. 23. Considera-se Retroação de Data do Início da
Contribuição - DIC o reconhecimento de filiação em período anterior a
inscrição mediante comprovação de atividade e recolhimento das
contribuições.
Parágrafo único. A partir da competência abril de 2003, o contribuinte individual informado em GFIP poderá ter deferido o pedido de reconhecimento da filiação mediante comprovação do exercício da atividade remunerada, independente do efetivo recolhimento das contribuições.
Subseção III
Do Cálculo da Indenização e do Débito
Art. 24. O pagamento referente às contribuições
relativas ao exercício de atividade remunerada, alcançadas pela
decadência, será efetuado mediante cálculo de indenização.
§ 1º Para fins de cálculo, o INSS utilizará como base de incidência o
valor da média aritmética simples dos maiores salários de contribuição
correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período contributivo
decorrido desde a competência julho de 1994, ainda que não recolhidas
às contribuições correspondentes, nos casos de empregados, trabalhadores
avulsos, empregados domésticos e prestadores de serviço a partir da
competência abril de 2003, corrigidos mês a mês pelos mesmos índices
utilizados para a obtenção do salário de benefício, respeitados os
limites mínimo e máximo do salário de contribuição.
§ 2º Para efeito de composição do PBC deverão ser considerados os
salários de contribuição apropriados em todos os NIT de titularidade do
filiado.
§ 3º Quando inexistir salário de contribuição em alguma competência no
CNIS, referente ao PBC e o filiado apresentar documento comprobatório,
deverá ser promovida a atualização da informação na base de dados do
CNIS, antes da efetivação do cálculo, objetivando a regularização do
cadastro. Na impossibilidade de comprovação do salário de contribuição
de alguma competência, deverá ser considerado o valor do salário mínimo
vigente a época.
§ 4º Não existindo efetivamente nenhum salário de contribuição em todo o
PBC, deverá ser informado o valor do salário mínimo na competência
imediatamente anterior ao requerimento.
§ 5º Não será considerado como salário de contribuição o salário de benefício, exceto o salário-maternidade.
§ 6º Estão sujeitos a indenização os períodos de contrato de trabalho
de empregados domésticos anteriores a 8 de abril de 1973, data de
vigência do Decreto nº 71.885, de 1973, em que a filiação à Previdência
Social não era obrigatória.
Art. 25. Para fins de contagem recíproca, poderá ser
certificado para a Administração Pública o tempo de contribuição do RGPS
correspondente ao período em que o exercício de atividade exigia ou não
filiação obrigatória, desde que efetivada na forma de indenização.
Parágrafo único. A indenização a que se refere o caput será calculada
com base na remuneração vigente na data do requerimento sobre a qual
incidem as contribuições para o RPPS, observado o limite máximo do
salário de contribuição, e, na hipótese de o requerente ser filiado
também ao RGPS, seu salário de contribuição nesse regime não será
considerado para fins de indenização.
Art. 26. O valor da indenização tratada nos arts. 24 e
25 terá alíquota de 20% (vinte por cento) sobre os valores apurados
incidirão juros moratórios de 0,5% (cinco décimos por cento) ao mês,
capitalizados anualmente, limitados
ao percentual máximo de 50% (cinquenta por cento), e multa de 10% (dez por cento).
ao percentual máximo de 50% (cinquenta por cento), e multa de 10% (dez por cento).
Art. 27. Estão sujeitas à legislação de regência e
não ao cálculo na forma de indenização, o recolhimento de contribuições
devidas à Previdência Social conforme abaixo:
I - as contribuições em atraso do segurado contribuinte individual,
passíveis de cálculo no período não alcançado pela decadência;
II - as contribuições em atraso do segurado facultativo;
III - as contribuições em atraso do empregado doméstico a partir de 8
de abril de 1973, data de vigência do Decreto nº 71.885, de 1973; e
IV - as diferenças apuradas do contribuinte individual quando provenientes de recolhimentos a menor.
Parágrafo único. Não se aplica o disposto nesse artigo o cálculo para
fins de contagem recíproca, que será na forma de indenização para
qualquer período.
Art. 28. O valor a ser indenizado poderá ser objeto
de parcelamento mediante solicitação do segurado, a ser requerido junto à
Receita Federal do Brasil - RFB, observando-se, para fins de sua
utilização perante o RGPS, o disposto no art. 168.
Art. 29. Caberá ao INSS promover o reconhecimento de
filiação e proceder ao cálculo para apuração da contribuição
previdenciária devida e as demais orientações pertinentes ao
recolhimento do débito ou indenização, mediante formalização do Processo
Administrativo a partir do pedido de requerimento conforme Anexo L ou
em requerimento de benefício, ressalvando-se a competência para a
cobrança, que é da RFB, nos termos do art. 2º da Lei nº 11.457, de 16 de
março de 2007.
Parágrafo único. No caso de cálculo de período não decadente posterior à
inscrição do filiado e quando não existir dúvida do exercício da
atividade correspondente, esse poderá ser realizado sem formalização de
Processo Administrativo.
Subseção IV
Da Comprovação da Atividade e Contribuições do Contribuinte Individual
para Fins de Inclusão, Alteração, Ratificação e Exclusão dos Dados do
Cadastro Nacional de Informações Sociais - Cnis
Art. 30. Para fins de inclusão, a data do início da atividade, corresponderá:
I - para o contribuinte individual e aqueles segurados anteriormente
denominados "empresários", "trabalhador autônomo" e "equiparado a
trabalhador autônomo", já cadastrados no CNIS com NIT
Previdência/PIS/PASEP ou outro Número de Identificação Social - NIS
administrado pela CEF, desde que inexista atividade cadastrada, ao
primeiro dia da competência do primeiro recolhimento sem atraso, sendo
que, para os períodos anteriores ao primeiro recolhimento em dia, deverá
ser comprovado o exercício de atividade, nos termos do art. 32, ainda
que concomitantemente possua remuneração declarada em GFIP, a partir de
abril de 2003, por serviços prestados à pessoa jurídica no caso de
prestador de serviço, excetuando-se os períodos anteriores a fevereiro
de 1994, conforme art. 63, os quais serão considerados quitados em tempo
hábil; e
II - para o contribuinte individual que encerre atividade cadastrada no
CNIS e reinicie atividade por conta própria sem o cadastramento, ao
primeiro dia da competência do primeiro recolhimento sem atraso, sendo
que, para os
períodos anteriores ao primeiro recolhimento em dia, deverá comprovar o exercício de atividade, nos termos do art. 32, ainda que concomitantemente possua remuneração declarada em GFIP, a partir de abril de 2003, por serviços prestados à pessoa jurídica.
períodos anteriores ao primeiro recolhimento em dia, deverá comprovar o exercício de atividade, nos termos do art. 32, ainda que concomitantemente possua remuneração declarada em GFIP, a partir de abril de 2003, por serviços prestados à pessoa jurídica.
Art. 31. Após a cessação da atividade, os segurados
contribuinte individual e aqueles segurados anteriormente denominados
"empresários", "trabalhador autônomo" e "equiparado a trabalhador
autônomo", deverão solicitar o encerramento em qualquer APS, mediante a
apresentação de um dos seguintes documentos:
I - declaração do próprio filiado ou procurador, ainda que
extemporânea, valendo para isso a assinatura em documento próprio
disponibilizado pelo INSS, independentemente de a última contribuição
ter sido efetivada em dia ou em atraso;
II - para o filiado empresário cujo encerramento da empresa se deu até
28 de novembro de 1999, véspera da publicação da Lei nº 9.876, de 1999,
deverá ser apresentado, entre outros documentos:
a) o distrato social;
b) a alteração contratual ou documento equivalente emitido por Junta
Comercial, Secretaria Municipal, Estadual ou Federal da Fazenda ou por
outros órgãos oficiais, cuja data de encerramento da atividade
corresponderá à data constante no documento apresentado;
c) a certidão de breve relato do órgão competente no qual ocorreu o arquivamento dos documentos constitutivos da empresa;
d) Certidão Negativa de Débito com a finalidade de baixa da empresa emitida pela RFB;
e) Relação anual de Informações sociais - RAIS; e
f) na falta de documento comprobatório do encerramento da atividade
nesta condição, por ato declaratório do filiado, sendo observada a
última competência paga em época própria;
III - para o filiado contribuinte individual na atividade de empresário
cujo encerramento da empresa se deu a partir de 29 de novembro de 1999,
data da publicação da Lei 9.876, de 1999, valerá como data de
encerramento aquele constante dos documentos relacionados nas alíneas
"a" a "e" do inciso II do caput deste artigo bem como a competência da
última remuneração, última informação prestada pela empresa por meio da
Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e
Informações à Previdência Social - GFIP, desde que não ultrapasse as
datas dos documentos citados nas alíneas "a" a "e" do inciso II do caput
deste artigo, ou documentos a que se refere o inciso XI do art. 32.
Parágrafo único. Para efeito do disposto no caput, deverá ser observado que:
I - enquanto não ocorrer os procedimentos previstos nos incisos do
caput deste artigo, presumir-se-á a continuidade do exercício da
atividade sem necessidade de comprovação, e em consequência o
contribuinte será considerado em débito no período sem contribuição; e
II - não será considerado em débito o período sem contribuição a partir
de 1º de abril de 2003, por força da MP nº 83, de 12 de dezembro de
2002, convertida na Lei nº 10.666, de 8 de maio de 2003, para o
contribuinte individual empresário ou prestador de serviço, sendo
presumido o recolhimento das contribuições dele descontados, na forma do
art. 216 do RPS.
Art. 32. A comprovação do exercício de atividade do segurado contribuinte individual e aqueles segurados anteriormente denominados "empresários", "trabalhador autônomo" e o "equiparado a trabalhador autônomo", observado o disposto no art. 58, conforme o caso, far-se-á:
I - para os profissionais liberais que exijam inscrição em Conselho de
Classe, pela inscrição e documentos que comprovem o efetivo exercício da
atividade;
II - para o motorista, mediante carteira de habilitação, certificado de
propriedade ou co-propriedade do veículo, certificado de promitente
comprador, contrato de arrendamento ou cessão do automóvel, para, no
máximo, dois profissionais sem vínculo empregatício, certidão do
Departamento de Trânsito - DETRAN ou quaisquer documentos contemporâneos
que comprovem o exercício da atividade;
III - para o ministro de confissão religiosa ou de membro de instituto
de vida consagrada, o ato equivalente de emissão de votos temporários ou
perpétuo ou compromissos equivalentes que habilitem ao exercício
estável da atividade religiosa e ainda, documentação comprobatória da
dispensa dos votos ou dos compromissos equivalentes, caso já tenha
cessado o exercício da atividade religiosa;
IV - para o médico residente mediante apresentação do contrato de
residência médica ou declaração fornecida pela instituição de saúde
responsável pelo referido programa, observado o inciso I desde artigo;
V - para o titular de firma individual, mediante apresentação do
documento registrado em órgão oficial que comprove o início ou a baixa,
quando for o caso;
VI - para os sócios nas sociedades em nome coletivo, de capital e
indústria, para os sócios-gerentes e para o sócio-cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho na sociedade por cota de
responsabilidade limitada, mediante apresentação de contratos sociais,
alterações contratuais ou documento equivalente emitido por órgãos
oficiais, tais como: junta comercial, secretaria municipal, estadual ou
federal da Fazenda ou, na falta desses documentos, certidões de breve
relato que comprovem a condição do requerente na empresa, bem como
quando for o caso, dos respectivos distratos, devidamente registrados,
ou certidão de baixa do cartório de registro público do comércio ou da
junta comercial, na hipótese de extinção da firma;
VII - para o diretor não empregado, os que forem eleitos pela
assembléia geral para os cargos de direção e o membro do conselho de
administração, mediante apresentação de atas da assembléia geral
constitutivas das sociedades anônimas e nomeação da diretoria e
conselhos, publicados no DOU ou em Diário Oficial do Estado em que a
sociedade tiver sede, bem como da alteração ou liquidação da sociedade;
VIII - a partir de 5 de setembro de 1960; publicação da Lei nº 3.807,
de 26 de agosto de 1960 (Lei Orgânica da Previdência Social - LOPS); a
28 de novembro de 1999, véspera da publicação da Lei nº 9.876, de 1999,
para o contribuinte individual empresário, deverá comprovar a retirada
de pró-labore ou o exercício da atividade na empresa;
IX - a partir de 29 de novembro de 1999, publicação da Lei 9.876, de
1999 até 31 de março de 2003, conforme art. 15 da Lei nº 10.666, de
2003, para o contribuinte individual prestador de serviço à empresa
contratante e para o assim associado à cooperativa, deverá apresentar
documentos que
comprovem a remuneração auferida em uma ou mais empresas, referente a sua contribuição mensal, que, mesmo declarada em GFIP, só será considerada se efetivamente recolhida;
comprovem a remuneração auferida em uma ou mais empresas, referente a sua contribuição mensal, que, mesmo declarada em GFIP, só será considerada se efetivamente recolhida;
X - a partir de abril de 2003, conforme os arts. 4º, 5º e 15 da Lei nº
10.666, de 2003, para o contribuinte individual prestador de serviço à
empresa contratante e para o assim associado à cooperativa na forma do
art. 216 do RPS, deverá apresentar recibo de prestação de serviços a ele
fornecido onde conste a razão ou denominação social, o CNPJ da empresa
contratada, a retenção da contribuição efetuada, o valor da remuneração
percebida, valor retido e a identificação do filiado;
XI - para o Microempreendedor Individual o Certificado da Condição de
Microempreendedor Individual, que é o documento comprobatório do
registro do Empreendedor Individual e o Documento de Arrecadação ao Simples Nacional - DASMei, emitido, exclusivamente, pelo Programa
Gerador do DAS do Microempreendedor Individual - PGMEI, constante do
Portal do Empreendedor, no sítio www.portaldoempreendedor.gov.br;
XII - para o associado eleito para cargo de direção em cooperativa,
associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como para
o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção
condominial, desde que recebam remuneração, mediante apresentação de
estatuto e ata de eleição ou nomeação no período de vigência dos cargos
da diretoria, registrada em cartório de títulos e documentos;
XIII - para o contribuinte individual que presta serviços por conta
própria a pessoas físicas ou presta serviço a outro contribuinte
individual equiparado a empresa, a produtor rural pessoa física, a
missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira; ou
brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial
internacional do qual o Brasil é membro efetivo, com apresentação das
guias ou carnês de recolhimento, observado o seguinte:
a) poderá deduzir da sua contribuição mensal, 45% (quarenta e cinco por
cento) da contribuição patronal do contratante, efetivamente recolhida
ou declarada, incidente sobre a remuneração que este lhe tenha pagado ou
creditado, no respectivo mês, limitada a 9% (nove por cento) do
respectivo salário de contribuição; e
b) para efeito de dedução, considera-se contribuição declarada a
informação prestada na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social ou declaração
fornecida pela empresa ao segurado, onde conste, além de sua
identificação completa, inclusive com o número no Cadastro Nacional de
Pessoas Jurídicas, o nome e o número da inscrição do contribuinte
individual, o valor da remuneração paga e o compromisso de que esse
valor será incluído na citada Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social e efetuado o
recolhimento da correspondente contribuição;
XIV - para os autônomos em geral, por comprovante do exercício da
atividade ou inscrição na prefeitura e respectivos recibos de pagamentos
do Imposto Sobre Serviço - ISS, em época própria ou declaração de Imposto de Renda, entre outros.
§ 1º Entende-se como empresa e sociedades de natureza urbana ou rural,
formalmente constituída, conforme descrito nos incisos VI, VII, VIII e
XI deste
artigo, aquela com registros de seus atos constitutivos nos órgãos competentes, tais como: Junta Comercial, Cartório de Registros de Títulos e Documentos, Ordem dos Advogados do Brasil - OAB,
artigo, aquela com registros de seus atos constitutivos nos órgãos competentes, tais como: Junta Comercial, Cartório de Registros de Títulos e Documentos, Ordem dos Advogados do Brasil - OAB,
Considerando-se para fins de início da atividade, salvo prova em contrário, a data do referido registro.
§ 2º Para fins de cômputo do período de atividade do contribuinte
individual, enquanto titular de firma coletiva ou individual deve ser
observada a data em que foi lavrado o contrato ou documento equivalente,
ou a data de início de atividade prevista em cláusulas contratuais.
Art. 33. Para comprovar o exercício da atividade
remunerada, com vistas à concessão do benefício, será exigido do
contribuinte individual, a qualquer tempo, o recolhimento das
correspondentes contribuições, observado o disposto no art. 167.
Art. 34. Os trabalhadores rurais denominados
volantes, eventuais ou temporários, caracterizados como contribuintes
individuais, deverão apresentar o NIT, ou o número do PIS/PASEP e os
comprovantes de contribuição, a partir de novembro de 1991, vigência do
Decreto nº 357, de 9 de dezembro de 1991, inclusive, quando forem
requeridos benefícios, exceto a aposentadoria por idade prevista no art.
231.
Art. 35. A comprovação da atividade rural para o
segurado contribuinte individual definido na alínea "g", inciso V do
art. 11 da Lei nº 8.213 de 1991, para fins de aposentadoria por idade
prevista no art. 143 da referida lei, até 31 de dezembro de 2010,
observado o art. 58, poderá ser feita por meio de declaração
fundamentada de sindicato que represente os trabalhadores rurais ou por
duas declarações de autoridade, na forma do inciso II do art. 47 ou do
art. 100, respectivamente, homologadas pelo INSS.
Art. 36. A comprovação do exercício de atividade
rural do segurado ex-empregador rural, atual contribuinte individual,
observado o disposto no art. 58, será feita por um dos seguintes
documentos:
I - antiga carteira de empregador rural, com os registros referentes à inscrição no ex-INPS;
II - comprovante de inscrição na Previdência Social (Ficha de Inscrição de Empregador Rural e Dependente - FIERD ou CEI);
III - cédula "G" da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física - IRPF;
IV - Declaração de Produção - DP, Declaração Anual para Cadastro de
Imóvel Rural (autenticada pelo INCRA) ou qualquer outro documento que
comprove a produção;
V - livro de registro de empregados rurais;
VI - declaração de firma individual rural; ou
VII - qualquer outro documento que possa levar à convicção do fato a comprovar.
Parágrafo único. O tempo de serviço comprovado na forma deste artigo
somente será computado se constarem os recolhimentos, conforme abaixo:
I - até 31 de dezembro de 1975, véspera da vigência da Lei nº 6.260, de 1975, desde que indenizado na forma do art. 122 do RPS;
II - de 1º de janeiro de 1976, data da vigência da Lei nº 6.260, de
1975, até 31 de outubro de 1991, por comprovante de contribuição anual; e
III - a partir de 1º de novembro de 1991, conforme Decreto nº 356, de 1991, por comprovante de contribuição mensal.
Art. 37. Observados os arts. 66 a 70 para fins de
ajustes das guias de recolhimento do contribuinte individual e aqueles
segurados anteriormente denominados "empresários", "trabalhador
autônomo" e "equiparado a trabalhador autônomo', no que couber, poderão
ser considerados, entre outros, as Guias de Recolhimento (GR, GR1 e
GR2), Carnês de Contribuição, Guias de Recolhimento de Contribuinte
Individual (GRCI), Guias de Recolhimento da Previdência Social (GRPS 3),
Guia da Previdência Social (GPS) e microfichas.
Art. 38. Para fins de comprovação das remunerações do
contribuinte individual prestador de serviço, a partir de abril de
2003, no que couber, poderão ser considerados entre outros, os seguintes
documentos:
I - comprovantes de retirada de pró-labore, que demonstre a remuneração decorrente do seu trabalho, nas situações de empresário;
II - comprovante de pagamento do serviço prestado, onde conste a
identificação completa da empresa, inclusive com o número do CNPJ/CEI, o
valor da remuneração paga, o desconto da contribuição efetuado e o
número de inscrição do segurado no RGPS;
III - declaração de Imposto de Renda Pessoa Física - IRPF, relativa ao
ano-base objeto da comprovação, que possam formar convicção das
remunerações auferidas; ou
IV - declaração fornecida pela empresa, devidamente assinada e
identificada por seu responsável, onde conste a identificação completa
da mesma, inclusive com o número do CNPJ/CEI, o valor da remuneração
paga, o desconto da contribuição efetuado e o número de inscrição do
segurado no RGPS.
Seção VI
Do Segurado Especial
Art. 39. São considerados segurados especiais o
produtor rural e o pescador artesanal ou a este assemelhado, desde que
exerçam a atividade rural individualmente ou em regime de economia
familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros.
§ 1º A atividade é desenvolvida em regime de economia familiar quando o
trabalho dos membros do grupo familiar é indispensável à sua
subsistência e desenvolvimento socioeconômico, sendo exercido em
condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de
empregados permanentes, independentemente do valor auferido pelo
segurado especial com a comercialização da sua produção, quando houver,
observado que:
I - integram o grupo familiar, também podendo ser enquadrados como
segurado especial, o cônjuge ou companheiro, inclusive homoafetivos, e o
filho solteiro maior de dezesseis anos de idade ou a este equiparado,
desde que comprovem a participação ativa nas atividades rurais do grupo
familiar;
II - a situação de estar o cônjuge ou o companheiro em lugar incerto e
não sabido, decorrente do abandono do lar, não prejudica a condição de
segurado especial do cônjuge ou do companheiro que permaneceu exercendo a
atividade, individualmente ou em regime de economia familiar;
III - o falecimento de um ou ambos os cônjuges ou companheiros não
retira a condição de segurado especial do filho maior de dezesseis anos,
desde que permaneça exercendo a atividade, individualmente ou em regime
de economia familiar;
IV - não integram o grupo familiar do segurado especial os filhos casados, separados, divorciados, viúvos e ainda aqueles que estão ou estiveram em união estável, inclusive os homoafetivos, os irmãos, os genros e as noras, os sogros, os tios, os sobrinhos, os primos, os netos e os afins; e
V - os pais podem integrar o grupo familiar dos filhos solteiros que não estão ou estiveram em união estável.
§ 2º Auxílio eventual de terceiros é aquele exercido ocasionalmente, em
condições de mútua colaboração, não existindo subordinação nem remuneração.
§ 3º É irrelevante a nomenclatura dada ao segurado especial nas
diferentes regiões do país, como lavrador, agricultor, e outros de mesma
natureza, cabendo a efetiva comprovação da atividade rural exercida,
seja individualmente ou em regime de economia familiar.
§ 4º Enquadra-se como segurado especial o indígena reconhecido pela
Fundação Nacional do Índio - FUNAI, inclusive o artesão que utilize
matéria-prima proveniente de extrativismo vegetal, desde que atendidos
os demais requisitos constantes no inciso V do art. 42,
independentemente do local onde resida ou exerça suas atividades, sendo
irrelevante a definição de indígena aldeado, não-aldeado, em vias de
integração, isolado ou integrado, desde que exerça a atividade rural
individualmente ou em regime de economia familiar e faça dessas
atividades o principal meio de vida e de sustento.
Art. 40. Para efeitos do enquadramento como segurado
especial, considera-se produtor rural o proprietário, condômino,
usufrutuário, possuidor, assentado, acampado, parceiro, meeiro,
comodatário, arrendatário rural, quilombola, seringueiro ou extrativista
vegetal, que reside em imóvel rural, ou em aglomerado urbano ou rural
próximo, e desenvolve atividade agrícola, pastoril ou
hortifrutigranjeira, individualmente ou em regime de economia familiar,
considerando que:
I - condômino é aquele que explora imóvel rural, com delimitação de
área ou não, sendo a propriedade um bem comum, pertencente a várias
pessoas;
II - usufrutuário é aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural,
tem direito à posse, ao uso, à administração ou à percepção dos frutos,
podendo usufruir o bem em pessoa ou mediante contrato de arrendamento,
comodato, parceria ou meação;
III - possuidor é aquele que exerce, sobre o imóvel rural, algum dos
poderes inerentes à propriedade, utilizando e usufruindo da terra como
se proprietário fosse;
IV - assentado é aquele que, como beneficiário das ações de reforma
agrária, desenvolve atividades agrícolas, pastoris ou
hortifrutigranjeiras nas áreas de assentamento;
V - acampado é aquele que se encontra organizado coletivamente no
campo, pleiteando sua inclusão como beneficiário dos programas de
reforma agrária, desenvolvendo atividades rurais em área de terra
pertencente a terceiros;
VI - parceiro é aquele que tem acordo de parceria com o proprietário da
terra ou detentor da posse e desenvolve atividade agrícola, pastoril ou
hortifrutigranjeira, partilhando lucros ou prejuízos;
VII - meeiro é aquele que tem acordo com o proprietário da terra ou
detentor da posse e, da mesma forma, exerce atividade agrícola, pastoril
ou hortifrutigranjeira, partilhando rendimentos ou custos;
VIII - comodatário é aquele que, por meio de acordo, explora a terra pertencente a outra pessoa, por empréstimo gratuito, por tempo determinado ou não, para desenvolver atividade agrícola, pastoril ou hortifrutigranjeira;
IX - arrendatário é aquele que utiliza a terra para desenvolver
atividade agrícola, pastoril ou hortifrutigranjeira, mediante pagamento
de aluguel, em espécie ou in natura, ao proprietário do imóvel rural;
X - quilombola é afrodescendente remanescente dos quilombos que integra
grupos étnicos compostos de descendentes de escravos, considerado
segurado especial, desde que comprove o exercício de atividade rural,
nos termos desta Seção; e
XI - seringueiro ou extrativista vegetal é aquele que explora atividade
de coleta e extração de recursos naturais renováveis, de modo
sustentável, e faz dessas atividades o principal meio de vida.
§ 1º Considera-se que o segurado especial reside em aglomerado urbano
ou rural próximo, quando resida no mesmo município ou em município
contíguo àquele em que desenvolve a atividade rural.
§ 2º O enquadramento na condição de segurado especial a partir de 23 de
junho de 2008, data da vigência da Lei nº 11.718, de 2008, está
condicionado à comprovação da atividade agropecuária em área contínua ou
não de até quatro módulos fiscais.
§ 3º O produtor rural sem empregados, classificado como IIB e IIC,
inscrito no órgão competente em função do módulo rural pelo art. 2º do
Decreto nº 77.514, de 29 de abril de 1976, alíneas "b" e "c" em sua
redação primitiva, com a redação dada pelo Decreto nº 83.924, de 30 de
agosto de 1979 passou a condição de trabalhador rural (atualmente
segurado especial) desde que tenha exercido a atividade individualmente
ou em regime de economia familiar.
Art. 41. Pescador artesanal, ou a este assemelhado, é
o segurado especial que, individualmente ou em regime de economia
familiar, faz da pesca sua profissão habitual ou principal meio de vida,
observado que:
I - pescador artesanal é aquele que:
a) não utiliza embarcação;
b) utiliza embarcação de arqueação bruta igual ou menor que seis, ainda que com auxílio de parceiro; ou
c) na condição exclusiva de parceiro outorgado, utiliza embarcação de arqueação bruta igual ou menor que dez;
II - é assemelhado ao pescador artesanal aquele que, utilizando ou não
embarcação pesqueira, exerce atividade de captura ou de extração de
elementos animais ou vegetais, que tenham na água seu meio normal ou
mais frequente de vida, na beira do mar, no rio ou na lagoa;
III - arqueação bruta é a expressão da capacidade total da embarcação
constante da respectiva certificação fornecida pelo órgão competente;
IV - os órgãos competentes para certificar a capacidade total da
embarcação são: a capitania dos portos, a delegacia ou a agência fluvial
ou marítima, sendo que, na impossibilidade de obtenção da informação
por parte desses órgãos, será solicitada ao segurado a apresentação da
documentação da embarcação fornecida pelo estaleiro naval ou construtor
da respectiva embarcação;
V - os sindicatos e as colônias de pesca e aqüicultura poderão
informar, utilizando a declaração conforme modelo constante do Anexo
XII, que o
pescador artesanal exerce suas atividades utilizando embarcação enquadrada no conceito de "Embarcação Miúda", definido em norma do Ministério da Defesa, Comando da Marinha do Brasil, sendo dispensada, em tais situações, a exigência de certificação emitida pelos órgãos competentes com a arqueação bruta da embarcação para fins de enquadramento;
pescador artesanal exerce suas atividades utilizando embarcação enquadrada no conceito de "Embarcação Miúda", definido em norma do Ministério da Defesa, Comando da Marinha do Brasil, sendo dispensada, em tais situações, a exigência de certificação emitida pelos órgãos competentes com a arqueação bruta da embarcação para fins de enquadramento;
VI - embarcação miúda é qualquer tipo de embarcação ou dispositivo flutuante:
a) com comprimento inferior ou igual a cinco metros; ou
b) com comprimento inferior a oito metros e que apresente as seguintes
características: convés aberto, convés fechado mas sem cabine habitável e
sem propulsão mecânica fixa e que, caso utilize motor de popa, este não
exceda trinta Horse-Power - HP;
VII - as embarcações miúdas sem propulsão a motor e as usadas como
auxiliares de outra maior e cujo motor não exceda a trinta HP, estão
dispensadas da inscrição nas Capitanias dos Portos - CP, suas Delegacias
- DL e Agências - AG e consequente registro no Tribunal Marítimo - TM.
Para as demais embarcações miúdas será exigida a apresentação da
inscrição simplificada nos termos definidos por norma do Ministério da
Defesa, Comando da Marinha do Brasil, dispensando-se, em tais situações,
a exigência de certificação emitida pelos órgãos competentes com a
arqueação bruta da embarcação para fins de caracterização do pescador
artesanal como segurado especial.
Art. 42. Não descaracteriza a condição de segurado especial:
I - a outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação ou
comodato, de até 50% (cinquenta por cento) do imóvel rural cuja área
total, contínua ou descontínua, não seja superior a quatro módulos
fiscais, desde que outorgante e outorgado continuem a exercer a
respectiva atividade, individualmente ou em regime de economia familiar;
II - a exploração da atividade turística da propriedade rural,
inclusive com hospedagem, por não mais de 120 (cento e vinte) dias ao
ano;
III - a participação em plano de previdência complementar instituído
por entidade classista a que seja associado, em razão da condição de
produtor rural;
IV - a participação como beneficiário, ou integrante de grupo familiar
que tem algum componente que seja beneficiário, de programa assistencial
oficial de governo, exceto benefício de prestação continuada previsto
na Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 (Lei Orgânica da Assistência
Social - LOAS);
V - a utilização pelo próprio grupo familiar, na exploração da
atividade de processo de beneficiamento ou industrialização artesanal,
assim entendido aquele realizado diretamente pelo próprio produtor rural
pessoa física, observado o disposto no § 5º do art. 200 do RPS, desde
que não sujeito à incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados -
IPI;
VI - a associação à cooperativa agropecuária;
VII - a contratação de trabalhadores, por prazo determinado, à razão
de, no máximo, 120 (cento e vinte) pessoas/dia dentro do ano civil, em
períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente em
horas de trabalho, à razão de oito horas/dia e 44 (quarenta e quatro)
horas/semana, não devendo ser computado o período em que o trabalhador
se afasta em decorrência da percepção de auxílio-doença;
VIII - a percepção de rendimentos decorrentes de:
a) benefício de pensão por morte, auxílio-acidente ou auxílioreclusão, durante o período em que seu valor não supere o do salário-mínimo vigente à época, considerado o valor de cada benefício quando receber mais de um;
b) benefícios cuja categoria de filiação seja a de segurado especial, independentemente do valor;
c) benefício previdenciário pela participação em plano de previdência
complementar, instituído nos termos do inciso III deste artigo;
d) exercício de atividade remunerada, urbana ou rural, em período não
superior a 120 (cento e vinte) dias, corridos ou intercalados, no ano
civil, observado o disposto no § 2º deste artigo;
e) exercício de mandato de vereador do município onde desenvolve a
atividade rural, ou de dirigente de cooperativa rural constituída
exclusivamente por segurados especiais, observado o disposto no § 2º
deste artigo;
f) exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de organização da categoria de trabalhadores rurais;
g) parceria ou meação outorgada na forma e condições estabelecidas no inciso I deste artigo;
h) atividade artesanal desenvolvida com matéria-prima produzida pelo
respectivo grupo familiar, independentemente da renda mensal obtida,
podendo ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que, neste
caso, a renda mensal obtida na atividade não exceda o salário-mínimo;
i) atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao salário-mínimo; e
j) aplicações financeiras;
IX - a participação do segurado especial em sociedade empresária ou em
sociedade simples, como empresário individual ou como titular, de
empresa individual de responsabilidade limitada de objeto ou âmbito
agrícola, agroindustrial ou agroturístico, considerada microempresa nos
termos da Lei Complementar nº 123, de 2006, desde que, mantido o
exercício da sua atividade rural na forma desta Seção, a pessoa jurídica
componha-se apenas de segurados de igual natureza e sedie-se no mesmo
município ou em município limítrofe àquele em que eles desenvolvam suas
atividades.
§ 1º Considerando o disposto na alínea "a" do inciso VIII deste artigo,
nos casos em que o benefício for pago a mais de um dependente, deverá
ser considerada a cota individual.
§ 2º O disposto nas alíneas "d" e "e" do inciso VIII deste artigo não
dispensa o recolhimento da contribuição devida, em relação ao exercício
das atividades de que tratam os referidos dispositivos.
§ 3º O grupo familiar fica descaracterizado da condição de segurado
especial se qualquer de seus membros deixar de atender alguma das
condições elencadas nos incisos I, II, V, VII e na alínea "g" do inciso
VIII, todos deste artigo e § 2º do art. 40, ou quando obtiverem
rendimentos decorrentes do inciso II do art. 44.
Art. 43. O segurado especial fica excluído dessa categoria:
I - a contar do primeiro dia do mês em que:
a) deixar de satisfazer as condições estabelecidas nesta Seção, sem
prejuízo dos prazos para manutenção da qualidade de segurado, ou exceder
qualquer dos limites estabelecidos no art. 42;
b) enquadrar-se em qualquer outra categoria de segurado obrigatório do RGPS, ressalvado o disposto nas alíneas "d", "e", "h" e "i" do inciso VIII do art. 42, sem prejuízo dos prazos para manutenção da qualidade de segurado;
c) tornar-se segurado obrigatório de outro regime previdenciário; e
d) participar de sociedade empresária ou de sociedade simples, como
empresário individual ou como titular, de empresa individual de
responsabilidade limitada em desacordo com as limitações impostas pelo
inciso IX do art. 42;
II - a contar do primeiro dia do mês subsequente ao da ocorrência, quando o grupo familiar a que pertence exceder o limite de:
a) utilização de trabalhadores nos termos do inciso VII do art. 42;
b) dias em atividade remunerada estabelecidos na alínea "d" do inciso VIII do art. 42; e
c) dias de hospedagem a que se refere o inciso II do art. 42;
III - pelo período em que o benefício de pensão por morte,
auxílio-acidente ou auxílio-reclusão foi recebido com valor superior ao
salário-mínimo, observado o disposto na alínea "a" do inciso VIII e §
1º, ambos do art. 42.
Art. 44. Não se considera segurado especial:
I - os filhos maiores de dezesseis anos, cujo pai e mãe perderam a
condição de segurado especial, salvo se comprovarem o exercício da
atividade rural individualmente; e
II - o arrendador de imóvel rural ou de embarcação.
Subseção I
Da Filiação, Inscrição e do Cadastramento do Segurado Especial
Art. 45. A inscrição do filiado segurado especial
será feita de forma a vinculá-lo ao seu respectivo grupo familiar e
conterá, além das informações pessoais, a identificação:
I - da forma do exercício da atividade, se individual ou em regime de economia familiar;
II - da condição no grupo familiar, se titular ou componente;
III - do grupo e do tipo de ocupação do titular de acordo com tabela do Código Brasileiro de Ocupações - CBO;
IV - da forma de ocupação do titular vinculando-o à propriedade ou à embarcação em que trabalhe; e
V - da propriedade em que desenvolve a atividade, se nela reside ou o
município onde reside e, quando for o caso, a identificação e inscrição
da pessoa responsável pelo grupo familiar, podendo ser exigida pelo INSS
a documentação que comprove estas informações para fins de homologação
do período de atividade na condição de segurado especial.
§ 1º As informações sobre o segurado especial constituirão o Cadastro
do Segurado Especial, observadas as demais disposições deste artigo,
podendo o INSS firmar convênio com órgãos federais, estaduais ou do
Distrito Federal e dos Municípios, bem como com entidades de classe, em
especial as respectivas confederações ou federações.
§ 2º Na impossibilidade da inscrição do segurado especial ser efetuada
pelo próprio filiado, ela poderá ser providenciada por Entidade
Representativa por meio da Internet no portal eletrônico
www.previdencia.gov.br, em módulo próprio, com senha de acesso
específica, mediante convênio firmado entre o INSS, Ministério da
Previdência e a Entidade, observadas as demais disposições deste artigo.
§ 3º As informações contidas no cadastro de que trata o § 1º deste artigo não dispensam a apresentação dos documentos previstos no inciso II do § 2º do art. 62 do RPS, exceto as que forem obtidas e acolhidas pela Previdência Social diretamente de banco de dados disponibilizados por órgãos do poder público.
§ 4º As informações obtidas e acolhidas pelo INSS, diretamente de
bancos de dados disponibilizados por órgãos do poder público, serão
utilizadas para validar ou invalidar informação para o cadastramento do
segurado especial, bem como, quando for o caso, para deixar de
reconhecer no segurado essa condição.
§ 5º O segurado especial integrante de grupo familiar que não seja
proprietário do imóvel rural ou embarcação em que desenvolve sua
atividade deve informar, no ato da inscrição, conforme o caso, o nome e o
CPF do parceiro ou meeiro outorgante, arrendador, comodante ou
assemelhado.
§ 6º Para a manutenção do cadastro, o segurado especial ou entidade
representativa poderá declarar anualmente o exercício da atividade
rural, por meio de aplicativo próprio disponibilizado no sítio da
Previdência Social, em www.previdencia.gov.br.
§ 7º Para aquele que já possui cadastro no CNIS, o próprio segurado ou a
entidade representativa poderá efetuar a complementação e manutenção
dos dados cadastrais, a fim de caracterizá-lo como segurado especial.
§ 8º Nos locais onde não esteja disponível o acesso à Internet para o
cadastramento, complementação das informações e manutenção da atividade
do segurado especial, poderão ser utilizados pelas entidades
representativas os Anexos XXXV e XXXVI, e pela FUNAI o Anexo XXXVII,
para posterior inclusão dos dados no CNIS.
§ 9º A aplicação do disposto neste artigo não poderá resultar nenhum
ônus para os segurados, sejam eles filiados ou não às entidades
representativas.
Art. 46. Presentes os pressupostos da filiação,
admite-se a inscrição post mortem do segurado especial, obedecidas as
condições para sua caracterização.
§ 1º A inscrição post mortem será solicitada por meio de requerimento
pelo dependente ou representante legal, sendo atribuído o NIT
Previdência somente após comprovação da atividade alegada.
§ 2º Na situação prevista no § 1º deste artigo, quando não comprovada a
condição de segurado especial, poderá ser atribuído NIT junto à
Previdência na qualidade de "não filiado", para fins de requerimento de
pensão por morte pelos seus dependentes.
§ 3º Não serão consideradas a inscrição post mortem e as contribuições
vertidas após a extemporânea inscrição para efeito de manutenção da
qualidade de segurado, salvo na hipótese de inscrição no PIS, autorizada
e incluída pela Caixa Econômica Federal - CEF.
Subseção II
Da Comprovação da Atividade do Segurado Especial para Fins de Inclusão,
Alteração, Ratificação e Exclusão dos Dados do Cadastro Nacional de
Informações Sociais - Cnis
Art. 47. A comprovação do exercício de atividade
rural do segurado especial, observado o disposto nos arts. 118 a 120,
será feita mediante a apresentação de um dos seguintes documentos:
I - contrato de arrendamento, parceria, meação ou comodato rural, cujo período da atividade será considerado somente a partir da data do registro ou do reconhecimento de firma do documento em cartório;
II - declaração fundamentada de sindicato que represente o trabalhador
rural ou, quando for o caso, de sindicato ou colônia de pescadores,
desde que homologada pelo INSS;
III - comprovante de cadastro do Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária - INCRA, através do Certificado de Cadastro de Imóvel
Rural - CCIR ou qualquer outro documento emitido por esse órgão que
indique ser o beneficiário proprietário de imóvel rural;
IV - bloco de notas do produtor rural;
V - notas fiscais de entrada de mercadorias, de que trata o § 24 do
art. 225 do RPS, emitidas pela empresa adquirente da produção, com
indicação do nome do segurado como vendedor;
VI - documentos fiscais relativos à entrega de produção rural à
cooperativa agrícola, entreposto de pescado ou outros, com indicação do
segurado como vendedor ou consignante;
VII - comprovantes de recolhimento de contribuição à Previdência Social decorrentes da comercialização da produção;
VIII - cópia da declaração de Imposto de Renda, com indicação de renda proveniente da comercialização de produção rural;
IX - comprovante de pagamento do Imposto sobre a Propriedade
Territorial Rural - ITR, Documento de Informação e Atualização Cadastral
do Imposto sobre a propriedade Territorial Rural - DIAC ou Documento de
Informação e Apuração do Imposto sobre a propriedade Territorial Rural -
DIAT entregue à RFB;
X - licença de ocupação ou permissão outorgada pelo INCRA ou qualquer
outro documento emitido por esse órgão que indique ser o beneficiário
assentado do programa de reforma agrária; ou
XI - certidão fornecida pela FUNAI, certificando a condição do índio como trabalhador rural, observado o § 2º do art. 118.
§ 1º Os documentos de que tratam os incisos I e III a X do caput devem
ser considerados para todos os membros do grupo familiar, para o período
que se quer comprovar, mesmo que de forma descontínua, quando
corroborados com outros que confirmem o vínculo familiar, sendo
indispensável a realização de entrevista e, restando dúvidas, deverão
ser tomados os depoimentos de testemunhas.
§ 2º Os documentos referidos nos incisos I e III a X do caput, ainda
que estejam em nome do cônjuge, do companheiro ou companheira, inclusive
os homoafetivos, que não detenham a condição de segurado especial,
poderão ser aceitos para os demais membros do grupo familiar, desde que
corroborados com o documento de que trata o inciso II do caput..
§ 3º Para fins de comprovação do exercício de atividade rural a
apresentação dos documentos referidos neste artigo não dispensa a
apreciação e confrontação dos mesmos com as informações constantes nos
sistemas corporativos da Previdência Social e dos órgãos públicos.
§ 4º Caso os documentos apresentados não sejam suficientes para
comprovar o tamanho da área, contínua ou descontínua, ou da embarcação
utilizada, para desenvolvimento da atividade, assim como para comprovar a
identificação do proprietário por meio do nome e CPF, deverá ser apresentada declaração de propriedade rural constante do anexo XLIV.
identificação do proprietário por meio do nome e CPF, deverá ser apresentada declaração de propriedade rural constante do anexo XLIV.
§ 5º No caso de benefícios de aposentadoria por invalidez,
auxílio-doença, auxílio-acidente, pensão por morte, auxílio-reclusão e
salário-maternidade, o segurado especial poderá apresentar um dos
documentos de que trata o caput deste artigo, independente de
apresentação de declaração do sindicato dos trabalhadores rurais, de
sindicato dos pescadores ou colônia de pescadores, desde que comprove
que a atividade rural vem sendo exercida nos últimos doze meses, dez
meses ou no período que antecede a ocorrência do evento, conforme o
benefício requerido.
Art. 48. A comprovação do exercício de atividade
rural para os filhos casados, separados, divorciados, viúvos e ainda
aqueles que estão ou estiveram em união estável, inclusive os
homoafetivos, que permanecerem ou retornarem ao exercício desta
atividade juntamente com seus pais, poderá ser feita por contrato de
arrendamento, parceria, meação, comodato ou assemelhado, para
regularização da situação daqueles e dos demais membros do novo grupo
familiar.
Art. 49. Deverá ser aceita a declaração de atividade
rural de que trata o inciso II do art. 47, emitida pelo sindicato dos
produtores rurais ou sindicato patronal, para os segurados que exercem a
atividade em regime de economia familiar enquadrados como empregadores
rurais na forma das alíneas "b" e "c" do inciso II, do art. 1º do
Decreto-Lei nº 1.166, de 15 de abril de 1971, observado o disposto no §
3º do art. 40.
Art. 50. O enquadramento do condômino na condição de
segurado especial independe da delimitação formal da área por este
explorada, cabendo a comprovação do exercício da atividade, se
individualmente ou em regime de economia familiar, observado o disposto
no, § 2º do art. 40 e nos arts. 118 a 120.
Art. 51. O enquadramento do herdeiro na condição de
segurado especial independe da realização da partilha dos bens, cabendo a
comprovação do exercício da atividade, se individualmente ou em regime
de economia familiar, observado o disposto no § 2º do art. 40 e nos
arts. 118 a 120.
Art. 52. Quando ficar evidenciado o exercício de
atividade em mais de uma propriedade, a comprovação da área, contínua ou
descontínua, assim como a identificação do(s) proprietário(s) por meio
do(s) nome(s) e CPF(s), poderá ser feita por meio da declaração emitida
pelo sindicato ou colônia, bem como através da declaração do segurado,
constante no Anexo XLIV.
Art. 53. A simples inscrição do segurado especial no
CNPJ não será suficiente para descaracterização da qualidade de segurado
especial, se comprovado o exercício da atividade rural na forma do
inciso VII do art. 11 da Lei nº 8.213, de 1991, com as alterações da Lei
nº 11.718, de 2008.
Art. 54. Considera-se início de prova material, para
fins de comprovação da atividade rural, entre outros, os seguintes
documentos, desde que neles conste a profissão ou qualquer outro dado
que evidencie o exercício da atividade rurícola e seja contemporâneo ao
fato nele declarado, observado o disposto no art. 111:
I - certidão de casamento civil ou religioso;
II - certidão de união estável;
III - certidão de nascimento ou de batismo dos filhos;
IV - certidão de tutela ou de curatela;
V - procuração;
VI - título de eleitor ou ficha de cadastro eleitoral;
VII - certificado de alistamento ou de quitação com o serviço militar;
VIII - comprovante de matrícula ou ficha de inscrição em escola, ata ou boletim escolar do trabalhador ou dos filhos;
IX - ficha de associado em cooperativa;
X - comprovante de participação como beneficiário, em programas
governamentais para a área rural nos estados, no Distrito Federal ou nos
Municípios;
XI - comprovante de recebimento de assistência ou de acompanhamento de empresa de assistência técnica e extensão rural;XII - escritura pública de imóvel;
XIII - recibo de pagamento de contribuição federativa ou confederativa;
XIV - registro em processos administrativos ou judiciais, inclusive inquéritos, como testemunha, autor ou réu;
XV - ficha ou registro em livros de casas de saúde, hospitais, postos de saúde ou do programa dos agentes comunitários de saúde;
XVI - carteira de vacinação;
XVII - título de propriedade de imóvel rural;
XVIII - recibo de compra de implementos ou de insumos agrícolas;
XIX - comprovante de empréstimo bancário para fins de atividade rural;
XX - ficha de inscrição ou registro sindical ou associativo junto ao sindicato de trabalhadores rurais, colônia ou associação de pescadores, produtores ou outras entidades congêneres;
XXI - contribuição social ao sindicato de trabalhadores rurais, à colônia ou à associação de pescadores, produtores rurais ou a outras entidades congêneres;
XXII - publicação na imprensa ou em informativos de circulação pública;
XXIII - registro em livros de entidades religiosas, quando da
participação em batismo, crisma, casamento ou em outros sacramentos;
XXIV - registro em documentos de associações de produtores rurais, comunitárias, recreativas, desportivas ou religiosas;
XXV - Declaração Anual de Produto - DAP, firmada perante o INCRA;
XXVI - título de aforamento;
XXVII - declaração de aptidão fornecida para fins de obtenção de
financiamento junto ao Programa Nacional de Desenvolvimento da
Agricultura Familiar - PRONAF; e
XXVIII - ficha de atendimento médico ou odontológico.
§ 1º Para fins de comprovação da atividade do segurado especial, os
documentos referidos neste artigo, serão considerados para todos os
membros do grupo familiar.
§ 2º Serão considerados os documentos referidos neste artigo, ainda que
anteriores ao período a ser comprovado, em conformidade com o Parecer
CJ/MPS nº 3.136, de 23 de setembro de 2003.
Seção VII
Do Facultativo
Art. 55. Podem filiar-se na qualidade de facultativo
os maiores de dezesseis anos, mediante contribuição, desde que não
estejam exercendo atividade remunerada que os enquadre como filiados
obrigatórios do RGPS.
§ 1º Podem filiar-se facultativamente, entre outros:
I - a dona de casa;
II - o síndico de condomínio, desde que não remunerado;
III - o estudante;
IV - o brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior;
V - aquele que deixou de ser segurado obrigatório da Previdência Social;
VI - o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº
8.069, de 1990, quando não remunerado e desde que não esteja vinculado a
qualquer regime de previdência social;
VII - o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa, de acordo com a Lei nº 11.788, de 2008;
VIII - o bolsista que se dedica em tempo integral à pesquisa, curso de
especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no
exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de
previdência social;
IX - o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social;
X - o brasileiro residente ou domiciliado no exterior, salvo se filiado
a regime previdenciário de país com o qual o Brasil mantenha acordo
internacional;
XI - o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto,
que, nesta condição, preste serviço, dentro ou fora da unidade penal, a
uma ou mais empresas, com ou sem intermediação da organização carcerária
ou entidade afim, ou que exerce atividade artesanal por conta própria;
XII - o beneficiário de auxílio-acidente ou de auxílio suplementar,
desde que simultaneamente não esteja exercendo atividade que o filie
obrigatoriamente ao RGPS; e
XIII - o segurado sem renda própria que se dedique exclusivamente ao
trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente à
família de baixa renda, com pagamento de alíquota de 5% (cinco por
cento), observado que:
a) o segurado facultativo que auferir renda própria não poderá recolher
contribuição na forma prevista no inciso II, b, do art. 21 da Lei nº
8.212, de 1991, salvo se a renda for proveniente, exclusivamente, de
auxílios assistenciais de natureza eventual e temporária e de valores
oriundos de programas sociais de transferência de renda;
b) considera-se de baixa renda, para os fins do disposto no inciso XIII
do caput deste artigo, aquele segurado inscrita no CadÚnico, cuja renda
mensal familiar seja de até dois salários mínimos;
c) o conceito de renda própria deve ser interpretado de forma a
abranger quaisquer rendas auferidas pela pessoa que exerce trabalho
doméstico no âmbito de sua residência e não apenas as rendas
provenientes de trabalho; e
d) as informações do CadÚnico devem ser atualizadas pelo menos a cada dois anos.
§ 2º O exercente de mandato eletivo, no período de 1º de fevereiro de
1998 a 18 de setembro de 2004, poderá optar pela filiação na qualidade
de segurado facultativo, desde que não tenha exercido outra atividade
que o filiasse ao RGPS ou ao RPPS, observado o disposto nos arts. 79 a
85 desta IN.
§ 3º O segurado em percepção de abono de permanência em serviço que
deixar de exercer atividade abrangida, obrigatoriamente, pelo RGPS,
poderá filiar-se na condição de facultativo.
§ 4º A filiação como segurado facultativo não poderá ocorrer:
I - dentro do mesmo mês em que iniciar ou cessar o exercício da atividade sujeita à filiação obrigatória, tanto no RGPS como no RPPS, ou pagamento de benefício previdenciário, ressalvadas as hipóteses de benefícios de pensão por morte, auxílio reclusão, e salário maternidade quando iniciar ou cessar em fração de mês; ou
II - para o servidor público aposentado, qualquer que seja o regime de previdência social a que esteja vinculado.
§ 5º É vedada a filiação como segurado facultativo no RGPS para os
participantes do RPPS, não podendo ser consideradas, para qualquer
efeito, as contribuições vertidas para o RGPS do:
I - servidor público civil ou militar da União, do Estado, do Distrito
Federal ou do Município, bem como o das respectivas autarquias e
fundações, sujeito a regime próprio de previdência social, inclusive
aquele que sofreu alteração de regime jurídico, no período de 6 de março
de 1997, data da publicação do RBPS, aprovado pelo Decreto nº 2.172, de
1997, até 15 de dezembro de 1998, véspera da vigência da Emenda
Constitucional nº 20, de 1998, exceto o que acompanha cônjuge que presta
serviço no exterior;
II - servidor público civil da União, do Estado, do Distrito Federal ou
do Município, bem como o das respectivas autarquias e fundações salvo
na hipótese de afastamento sem vencimento e desde que não permitida,
nesta condição, contribuição ao respectivo regime próprio a partir de 16
de dezembro de 1998, data da publicação da Emenda Constitucional nº 20,
de 1998; e
III - servidor público efetivo civil da União, de suas respectivas
Autarquias ou Fundações, participante de RPPS, inclusive na hipótese de
afastamento sem vencimentos, a partir de 15 de maio de 2003, data da
publicação da Lei nº 10.667, de 14 de maio de 2003.
Subseção I
Da Filiação, Inscrição e do Cadastramento Facultativo
Art. 56. Para o facultativo, a inscrição representa
ato de vontade e é formalizada após o primeiro recolhimento no código
específico, da seguinte forma:
I - quando não possui cadastro no CNIS, mediante apresentação de
documentos pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua
caracterização, bem como a inclusão da ocupação;
II - quando possui cadastro no CNIS, se não houver contribuição, poderá
ser efetuada a inclusão da ocupação e havendo contribuições já
recolhidas, deverá ser observado o primeiro pagamento em dia, não
podendo retroagir e não permitindo o pagamento de contribuições
relativas às competências anteriores ao início da opção de filiação de
facultativo.
Subseção II
Da Comprovação na Condição do Segurado Facultativo para Fins de
Inclusão, Alteração, Ratificação e Exclusão dos Dados do Cadastro
Nacional de Informações Sociais - Cnis
Art. 57. Observado disposto no art. 58, serão
comprovados por meio da inscrição na Previdência Social e das
respectivas contribuições, os períodos de contribuição do facultativo e
do contribuinte em dobro, devendo este último comprovar ainda o vínculo
ou atividade anterior, sem a ocorrência da perda da qualidade de
segurado.
Seção VIII
Das Disposições Especiais sobre a Comprovação de Atividade e Acerto de Dados do Cnis
Subseção I
Da Validade de Dados do Cnis
Art. 58. A partir de 31 de dezembro de 2008, data da
publicação do Decreto nº 6.722, de 30 de dezembro de 2008, os dados
constantes do CNIS relativos a atividade, vínculos, remunerações e
contribuições valem, a qualquer tempo, como prova de filiação à
Previdência Social, tempo de contribuição e salários de contribuição.
§ 1º Não constando do CNIS informações relativos a atividade, vínculos,
remunerações e contribuições, ou havendo dúvida sobre a regularidade
desses dados, essas informações somente serão incluídas, alteradas,
ratificadas ou excluídas mediante a apresentação, pelo filiado, da
documentação comprobatória solicitada pelo INSS, conforme o disposto
nesta IN.
§ 2º A exclusão de informações de atividade, vínculos e remunerações
divergentes no CNIS, observado o § 1º deste artigo, deverá ser efetivada
mediante declaração expressa do filiado, após pesquisas nos sistemas
corporativos da Previdência Social ou da RFB.
Art. 59. Para a prova do tempo de serviço ou
contribuição, além da documentação comprobatória disposta nesta IN,
observada a forma de filiação poderão ser aceitos, no que couber, os
seguintes documentos:
I - o contrato individual de trabalho, a CP, a CTPS;
II - a carteira de Férias;
III - a carteira sanitária;
IV - a caderneta de matrícula;
V - a caderneta de contribuições dos extintos institutos de aposentadoria e pensões;
VI - a caderneta de inscrição pessoal visada pela Capitania dos Portos,
pela Superintendência do Desenvolvimento da Pesca, pelo Departamento
Nacional de Obras Contra as Secas;
VII - as declarações da RFB;
VIII - certidão de inscrição em órgão de fiscalização profissional,
acompanhada do documento que prove o exercício da atividade;
IX - contrato social e respectivo distrato, quando for o caso, ata de assembleia geral e registro de empresário;
X - certificado de sindicato ou órgão gestor de mão de obra que agrupa trabalhadores avulsos; ou
XI - Certificado da Condição de Microempreendedor Individual, emitido
no Portal do Empreendedor, no sítio www.portaldoempreendedor. gov. br.
Parágrafo único. Os documentos devem ser contemporâneos aos fatos a
comprovar e mencionar datas de início, término e outras informações
relativas ao vínculo e período de atividade, quando se tratar de
trabalhador avulso, a duração do trabalho e a condição em que foi
prestado.
Art. 60. As anotações em CP e/ou CTPS relativas a Férias, alterações de salários e outras que demonstrem a sequência do
exercício da atividade podem suprir possível falha de registro de admissão ou dispensa.
§ 1º No caso de omissão, emenda ou rasura em registro quanto ao início
ou ao fim do período de trabalho, as anotações contemporâneas serão
consideradas para o reconhecimento da data a que se referir, servindo
como
parâmetro, os registros de admissão e de saída nos empregos anteriores ou posteriores.
parâmetro, os registros de admissão e de saída nos empregos anteriores ou posteriores.
§ 2º Para os casos em que a data da emissão da CP ou da CTPS for
anterior à data fim do contrato de trabalho, o vínculo relativo a este
período poderá ser computado, sem necessidade de quaisquer providências,
salvo existência de dúvida fundada.
§ 3º No caso de contrato de trabalho, cuja data fim seja anterior à
data da emissão da CP ou da CTPS, deverá ser exigida prévia comprovação
da relação de trabalho, por ficha de registro de empregado, registros
contábeis da empresa, admitindo-se outros documentos que levem à
convicção do fato a comprovar.
Art. 61. O filiado poderá solicitar a qualquer tempo
inclusão, alteração, ratificação ou exclusão das informações constantes
do CNIS, nos termos dos § § 1º e 2º do art. 58, independente de
requerimento de benefício, de acordo com os seguintes critérios:
I - para atualização de dados cadastrais da pessoa física será exigido:
a) dados pessoais: o documento legal de identificação;
b) no caso de endereço: declaração do segurado;
c) para determinar a titularidade da inscrição do filiado e não
filiado, o comprovante de inscrição do NIT Previdência, PIS/PASEP/SUS ou
outro NIS ou qualquer outro documento que comprove a titularidade.
II - para atualização de vínculos e remunerações do empregado, vínculos
e contribuições empregado doméstico e do período de atividade e
remunerações do trabalhador avulso deverá ser exigido, no que couber, os
documentos previstos nos arts. 10, 16 e 19;
III - para atualização de atividade, contribuições e remunerações do
contribuinte individual e aqueles segurados anteriormente denominados
"empresários", "trabalhador autônomo" e "equiparado a trabalhador
autônomo", deverão ser exigidos, no que couber, os documentos previstos
no art. 30 a 38;
IV - para comprovação de atividade do segurado especial, que contribui
facultativamente, deverão ser exigidos, no que couber, os documentos
previstos nos arts.47 e 54;
V - para atualização de filiação na condição de contribuinte em dobro e
facultativo, se necessário, deverá ser exigido o previsto no art. 57.
§ 1º Se após a análise da documentação prevista no caput, for
verificado que esta é contemporânea, não apresenta indícios de
irregularidade e forma convicção de sua regularidade, será efetuado o
acerto dos dados, emitindo-se a comunicação ao segurado, informando a
inclusão, alteração, ratificação ou exclusão do período ou remuneração
pleiteada.
§ 2º Caso verificado que a documentação apresentada é insuficiente a
formar convicção ao que se pretende comprovar, a Unidade de Atendimento,
conforme o caso, deverá realizar todas as ações necessárias a conclusão
do requerimento, ou seja, emitir carta de exigência, tomar depoimentos,
emitir Pesquisa Externa ou processar Justificação Administrativa.
§ 3º Informações inseridas extemporaneamente no CNIS, independentemente
de serem inéditas ou retificadoras de dados anteriormente informados,
somente serão aceitas se corroboradas por documentos que comprovem a sua
regularidade.
§ 4º Respeitadas as definições vigentes sobre a procedência e origem das informações, considera-se extemporânea a inserção de dados, observado o disposto no art. 19 do RPS:
I - relativo à data início do vínculo:
a) decorrentes de documento apresentado após o transcurso de até 120
(cento e vinte) dias do prazo estabelecido pela legislação; e
b) decorrentes de documento em desacordo com § 3º do art. 225 do RPS, para fatos geradores a partir de 1º de janeiro de 1999;
II - relativos às remunerações, sempre que decorrentes de documento apresentado:
a) após o último dia do quinto mês subsequente ao mês da data de
prestação de serviço pelo segurado, quando se tratar de dados informados
por meio da GFIP;
b) após o último dia do exercício seguinte a que se referem as
informações, quando se tratar de dados informados por meio da Relação
Anual de Informações Sociais - RAIS; e
c) após 120 (cento e vinte) dias do prazo estabelecido pela legislação,
relativo às remunerações do CI informadas em GFIP, para competências a
partir de abril de 2003;
III - relativos às contribuições, sempre que o recolhimento tiver sido feito sem observância do estabelecido em lei.
§ 5º A extemporaneidade de que trata o inciso I do § 4º deste artigo
será relevada após um ano da data do documento que tiver gerado a
informação, desde que, cumulativamente:
I - o atraso na apresentação do documento não tenha excedido o prazo de
que trata a alínea "a", inciso II do § 4º deste artigo; e
II - o segurado não tenha se valido da alteração para obter benefício
cuja carência mínima seja de até doze contribuições mensais.
§ 6º O INSS poderá definir critérios para apuração das informações
constantes da GFIP que ainda não tiverem sido processadas, bem como para
aceitação de informações relativas a situações cuja regularidade
depende de atendimento de critério estabelecido em lei.
§ 7º A comprovação de vínculos e remunerações de que trata o art. 62 do
RPS, poderá ser utilizada para suprir omissão do empregador, para
corroborar informação inserida ou retificada extemporaneamente ou para
subsidiar a validação dos dados do CNIS.
Art. 62. As solicitações de acertos de dados
cadastrais, atividades, vínculos, remunerações e contribuições
constantes ou não do CNIS deverão ser iniciadas mediante apresentação do
requerimento de atualização dos dados no CNIS, podendo ser utilizado o
modelo constante do Anexo XXIII, dispensado nas situações de
atualizações vinculadas ao requerimento de benefício, que não demandem
manifestação escrita do segurado.
Art. 63. Mediante o disposto no art. 29-A da Lei nº
8.213, de 1991, e no art. 19, 19-A e 19-B do RPS e manifestação da
Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência Social - MPS por meio
do Parecer/Conjur/MPS nº 57, de 5 de fevereiro de 2009, serão
consideradas quitadas em tempo hábil as contribuições previdenciárias
devidas pelos contribuintes individuais, contribuintes em dobro,
facultativos, equiparados a autônomos, empresários e empregados
domésticos, relativas ao período compreendido entre abril de 1973 e
fevereiro de 1994, quitadas até essa data, dispensando-se a
exigência da respectiva comprovação por parte do contribuinte quando estejam no CNIS e microficha.
exigência da respectiva comprovação por parte do contribuinte quando estejam no CNIS e microficha.
Art. 64. A empresa e o equiparado, sem prejuízo do
cumprimento de outras obrigações acessórias previstas na legislação
previdenciária, estão obrigados a fornecer ao contribuinte individual
que lhes presta serviços, comprovante do pagamento de remuneração,
consignando a identificação completa da empresa, inclusive com a razão
ou denominação social, o CNPJ, a identificação do filiado, o valor da remuneração percebida e o desconto da contribuição efetuada.
Art. 65. Fica o INSS, por meio da APS, obrigado a
fornecer aos segurados contribuinte individual, facultativo, empregado
doméstico e segurado especial que contribui facultativamente quando por
eles solicitados, extrato de recolhimento das suas contribuições
conforme disposto no inciso I do art. 368 do RPS, podendo valer-se o
segurado, para esta finalidade, do uso de senha eletrônica conforme
disposto no art. 491.
Subseção II
Do Ajuste de Guia de Recolhimento do Contribuinte Individual, Empregado
Doméstico, Segurado Facultativo e Segurado Especial que Contribui
Facultativamente
Art. 66. Entende-se por ajuste de Guia, as operações
de inclusão, alteração, exclusão, transferência ou desmembramento de
recolhimentos a serem realizadas em sistema próprio, a fim de corrigir
no CNIS as informações divergentes dos comprovantes de recolhimentos
apresentados pelo contribuinte individual, empregado doméstico,
facultativo e segurado especial que contribui facultativamente, sendo
que:
I - inclusão é a operação a ser realizada para inserir contribuições
inexistentes no CNIS e na Área Disponível para Acerto - ADA, mas
comprovadas em documentos próprios de arrecadação, sendo permitida
inserção de contribuições efetivadas em Guias de Recolhimento (GR, GR1 e
GR2), Carnês de Contribuição, Guias de Recolhimento de Contribuinte
Individual (GRCI), Guias de Recolhimento da Previdência Social (GRPS 3) e
microficha;
II - alteração é a operação a ser realizada para o mesmo NIT, a fim de
corrigir as informações constantes no CNIS, que estão divergentes das
comprovadas em documento próprio de arrecadação, ou decorrentes de erro
de preenchimento do mesmo, sendo permitido, nessa situação, alterar
competência, data de pagamento, valor autenticado, valor de contribuição
e código de pagamento, desde que obedecidos os critérios definidos;
III - exclusão é a operação a ser realizada para excluir contribuições
quando estas forem incluídas indevidamente por fraude ou erro do
servidor e não for possível desfazer a operação de inclusão;
IV - transferência é a operação a ser realizada:
a) de um NIT para outro, em razão de recolhimento em:
1. NIT de terceiro;
2. NIT indeterminado; ou
3. NIT pertencente à faixa crítica;
b) de um NIT para a ADA, a pedido do contribuinte, quando algum
recolhimento constar indevidamente em sua conta corrente ou a pedido dos
órgãos de controle;
c) de um NIT para o CNPJ ou o CEI, em razão de recolhimento efetuado indevidamente no NIT; e
d) da ADA para o NIT ou CNPJ/CEI em razão de recolhimento constante no "banco de inválidos";
V - desmembramento é a operação a ser realizada para distribuição de
valores recolhidos de forma consolidada em uma só competência ou nos
recolhimentos trimestrais, que não foram desmembrados automaticamente
para as demais competências incluídas no recolhimento, sendo que:
a) os recolhimentos devem ser comprovados em documento próprio de arrecadação;
b) o desmembramento é permitido para contribuições efetivadas em Guias
de Recolhimento (GR, GR1 e GR2), Carnês de Contribuição, Guias de
Recolhimento de Contribuinte Individual (GRCI), Guias de Recolhimento da
Previdência Social (GRPS 3) e Guia da Previdência Social (GPS).
§ 1º O código de pagamento deverá ser alterado sempre que houver
alteração da filiação e inscrição, observadas as condições previstas
nesta IN.
§ 2º Nos recolhimentos efetuados pelo filiado de forma indevida ou
quando não comprovada a atividade como segurado obrigatório, caberá a
convalidação destes para o código de facultativo, observada a
tempestividade dos recolhimentos e a concordância expressa do segurado.
§ 3º Considerando que os dados constantes do CNIS relativos a contribuições
valem como tempo de contribuição e prova de filiação à Previdência
Social, os recolhimentos constantes em microfichas, a partir de abril de
1973 para os empregados domésticos, e a partir de setembro de 1973 para
os autônomos, equiparados a autônomo e empresário, poderão ser
incluídos a pedido do filiado, observando-se a titularidade do NIT, bem
como os procedimentos definidos em manuais.
Art. 67. Observado o disposto no art. 66, os acertos
de recolhimento de contribuinte individual, empregado doméstico,
facultativo e segurado especial que contribui facultativamente,
identificados no requerimento de benefício ou de atualização de dados do
CNIS, são de responsabilidade do INSS, conforme estabelece a Portaria
Conjunta RFB/INSS nº 273, de 19 de janeiro de 2009.
Parágrafo único. Os acertos de GPS que envolvam solicitação do filiado
para inclusão de recolhimento, alteração da data de pagamento e
alteração de valor autenticado, bem como a operação de transferência de
CNPJ/CEI para NIT serão realizadas, exclusivamente, pela RFB.
Art. 68. O tratamento dos ajustes de GPS e de demais
guias de recolhimento previdenciário que a antecederam, de contribuinte
individual, empregado doméstico, facultativo e segurado especial que
contribui facultativamente, bem como o tratamento dos registros em
duplicidade, quando solicitado pelo agente arrecadador, em qualquer
situação, serão de responsabilidade da RFB, conforme Portaria Conjunta
RFB/INSS nº 273, de 19 de janeiro de 2009.
Art. 69. Na hipótese de não localização, pelo INSS,
do registro de recolhimento efetuado por meio de GPS, depois de
esgotadas todas as formas de pesquisa nos sistemas, deverá ser
encaminhada cópia legível da GPS para o Serviço/Seção de Orçamento,
Finanças e Contabilidade - SOFC da Gerência-Executiva de vinculação da
APS.
Art. 70. Observado o art. 69, o SOFC que receber cópia da guia, cujo registro de recolhimento não foi localizado, após a análise, deverá notificar o agente arrecadador, para que este proceda à regularização da situação junto à RFB ou se pronuncie sobre a autenticidade da guia em questão.
Subseção III
Da Reclamatória Trabalhista
Art. 71. A reclamatória trabalhista transitada em
julgado restringe-se à garantia dos direitos trabalhistas e, por si só,
não produz efeitos para fins previdenciários. Para a contagem do tempo
de contribuição e o reconhecimento de direitos para os fins previstos no
RGPS, a análise do processo pela Unidade de Atendimento deverá
observar:
I - a existência de início de prova material, observado o disposto no art. 578;
II - o início de prova referido no inciso I deste artigo deve
constituir-se de documentos contemporâneos juntados ao processo judicial
trabalhista ou no requerimento administrativo e que possibilitem a
comprovação dos fatos alegados;
III - observado o inciso I deste artigo, os valores de remunerações
constantes da reclamatória trabalhista transitada em julgado, salvo o
disposto no § 3º deste artigo, serão computados, independentemente de
início de prova material, ainda que não tenha havido o recolhimento das
contribuições devidas à Previdência Social, respeitados os limites
máximo e mínimo de contribuição; e
IV - tratando-se de reclamatória trabalhista transitada em julgado
envolvendo apenas a complementação de remuneração de vínculo
empregatício devidamente comprovado, não será exigido início de prova
material, independentemente de existência de recolhimentos
correspondentes.
§ 1º A apresentação pelo filiado da decisão judicial em inteiro teor,
com informação do trânsito em julgado e a planilha de cálculos dos
valores devidos homologada pelo Juízo que levaram a Justiça do Trabalho a
reconhecer o tempo de contribuição ou homologar o acordo realizado, na
forma do inciso I do caput, não exime o INSS de confrontar tais
informações com aquelas existentes nos sistemas corporativos disponíveis
na Previdência Social para fins de validação do tempo de contribuição.
§ 2º O cálculo de recolhimento de contribuições devidas por empregador
doméstico em razão de determinação judicial em reclamatória trabalhista
não dispensa a obrigatoriedade do requerimento de inclusão de vínculo
com vistas à atualização de informações no CNIS.
§ 3º O disposto nos incisos III e IV do caput não se aplicam ao
contribuinte individual para competências anteriores a abril de 2003 e
nem ao empregado doméstico, em qualquer data.
Art. 72. Tratando-se de reclamatória trabalhista que
determine a reintegração do empregado, para a contagem do tempo de
contribuição e o reconhecimento de direitos para os fins previstos no
RGPS, deverá ser observado:
I - apresentação de cópia do processo de reintegração com trânsito em
julgado ou certidão de inteiro teor emitida pelo órgão onde tramitou o
processo judicial; e
II - não será exigido início de prova material, caso comprovada a existência do vínculo anteriormente.
Art. 73. Nas situações previstas nos arts. 71 e 72, em caso de dúvida fundada, o processo deverá ser enviado à Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS - PFE-INSS Local, após o servidor emitir relatório fundamentado, com ciência da chefia imediata e trânsito pelo Serviço/Seção de Administração de Informações do Segurado, ficando pendente a decisão em relação ao cômputo do período.
Art. 74. Se com base no início de prova material,
restar comprovado exercício da atividade do trabalhador, o
reenquadramento deste em outra categoria de filiação, por força de
reclamatória trabalhista transitada em julgado, deverá ser acatado pelo
INSS, mesmo que os documentos evidenciem categoria diferente.
Art. 75. Quando se tratar de ofício da Justiça do
Trabalho determinando a inclusão, exclusão, alteração ou ratificação de
vínculos e remunerações e a averbação de tempo de contribuição ou outra
determinação decorrente de reclamatória trabalhista, o documento deverá
ser encaminhado à PFE-INSS Local para conhecimento e adoção das medidas
cabíveis.
Subseção IV
Do Aluno aprendiz
Art. 76. Os períodos de aprendizado profissional
realizados até 16 de dezembro de 1998, data da vigência da Emenda
Constitucional nº 20, de 1998, serão considerados como tempo de
serviço/contribuição independentemente do momento em que o segurado
venha a implementar os demais requisitos para a concessão de
aposentadoria no RGPS, podendo ser contados:
I - os períodos de frequência às aulas dos aprendizes matriculados em escolas profissionais mantidas por empresas ferroviárias;
II - o tempo de aprendizado profissional realizado como aluno aprendiz,
em escolas industriais ou técnicas, com base no Decreto-Lei nº 4.073,
de 30 de janeiro de 1942 (Lei Orgânica do Ensino Industrial), a saber:
a) período de frequência em escolas técnicas ou industriais mantidas
por empresas de iniciativa privada, desde que reconhecidas e dirigidas a
seus empregados aprendizes, bem como o realizado com base no Decreto nº
31.546, de 6 de outubro de 1952, em curso do Serviço Nacional da
Indústria - SENAI, ou Serviço Nacional do Comércio - SENAC, ou
instituições por eles reconhecidas, para formação profissional metódica
de ofício ou ocupação do trabalhador menor; e
b) período de frequência em cursos de aprendizagem ministrados pelos
empregadores a seus empregados em escolas próprias para essa finalidade
ou em qualquer estabelecimento de ensino industrial;
III - os períodos de frequência em escolas industriais ou técnicas da
rede de ensino federal, escolas equiparadas ou reconhecidas, desde que
tenha havido retribuição pecuniária à conta do orçamento respectivo do
Ente Federativo, ainda que fornecida de maneira indireta ao aluno,
observando que:
a) só poderão funcionar sob a denominação de escola industrial ou
escola técnica os estabelecimentos de ensino industrial mantidos pela
União e os que tiverem sido reconhecidos ou a eles equiparados (incluído
pelo Decreto-Lei nº 8.680, de 15 de janeiro de 1946);
b) entende-se como equiparadas as escolas industriais ou técnicas
mantidas e administradas pelos Estados ou pelo Distrito Federal e que
tenham sido
autorizadas pelo Governo Federal (disposição do Decreto-Lei nº 4.073, de 1942); e
autorizadas pelo Governo Federal (disposição do Decreto-Lei nº 4.073, de 1942); e
c) entende-se como reconhecidas as escolas industriais ou técnicas
mantidas e administradas pelos Municípios ou por pessoa natural ou
pessoa jurídica de direito privado e que tenham sido autorizadas pelo
Governo Federal (disposição do Decreto-Lei nº 4.073, de 1942).
Art. 77. Os períodos citados no art. 76 serão considerados, observando que:
I - o Decreto-Lei nº 4.073, de 1942, vigente no período compreendido
entre 30 de janeiro de 1942 a 15 de fevereiro de 1959, reconhecia o aprendiz como empregado bastando assim a comprovação do vínculo;
II - o tempo de aluno aprendiz desempenhado em qualquer época, ou seja,
mesmo fora do período de vigência dos dispositivos do Decreto-Lei nº
4.073, de 1942, de que trata o tema, somente poderá ser considerado como
tempo de contribuição desde que comprovada a remuneração e o vínculo
empregatício, conforme Parecer MPAS/CJ nº 2.893, de 12 de novembro de
2002; e
III - considerar-se-á como vínculo e remuneração a comprovação de
frequência e os valores recebidos a título de alimentação, fardamento,
material escolar e parcela de renda auferida com a execução de
encomendas para terceiros, entre outros.
Art. 78. A comprovação do período de frequência em curso do aluno aprendiz a que se refere o art. 76, far-se-á:
I - por meio de certidão emitida pela empresa quando se tratar de aprendizes matriculados em escolas profissionais mantidas por empresas
ferroviárias;
II - por certidão escolar nos casos de frequência em escolas
industriais ou técnicas a que se refere o inciso II do art. 76, na qual
deverá constar que:
a) o estabelecimento era reconhecido e mantido por empresa de iniciativa privada;
b) o curso foi efetivado sob seu patrocínio; ou
c) o curso de aprendizagem nos estabelecimentos oficiais ou congêneres
foi ministrado mediante entendimentos com as entidades interessadas.
III - por meio de Certidão de Tempo de Contribuição - CTC, na forma da
Lei nº 6.226, de 14 de julho de 1975, e do Decreto nº 85.850, de 30 de
março de 1981, quando se tratar de frequência em escolas industriais ou
técnicas da rede federal, bem como em escolas equiparadas ou
reconhecidas citadas nas alíneas "b" e "c" do inciso III do art. 76, nos
casos de entes federativos estaduais, distritais e municipais, desde
que à época, o Ente Federativo mantivesse RPPS;
IV - por meio de certidão escolar emitida pela instituição onde o
ensino foi ministrado, nos casos de frequência em escolas industriais ou
técnicas a que se refere o inciso III do caput, desde que à época, o
ente federativo não mantivesse RPPS, devendo constar as seguintes
informações:
a) a norma que autorizou o funcionamento da instituição;
b) o curso frequentado;
c) o dia, o mês e o ano do início e do fim do vínculo de aluno aprendiz; e
d) a forma de remuneração, ainda que indireta.
Parágrafo único. Para efeito do disposto na alínea "a" do inciso IV do
caput,, deverá restar comprovado que o funcionamento da instituição foi
autorizado pelo Governo Federal, conforme art. 60 do Decreto-Lei nº
4.073, de 1942.
Subseção V
Do Exercício de Mandato Eletivo
Art. 79. Aquele que exerceu mandato eletivo no
período de 1º de fevereiro de 1998 a 18 de setembro de 2004, poderá
optar pela manutenção da filiação na qualidade de segurado facultativo,
nos termos da Portaria MPS nº 133, de 2 de maio de 2006 e Portaria
Conjunta RFB/INSS nº 2.517, de 22 de dezembro de 2008, em razão da
declaração de inconstitucionalidade da alínea "h", inciso I do art. 12
da Lei nº 8.212, de 1991.
§ 1º É vedada opção pela filiação na qualidade de segurado facultativo
ao exercente de mandato eletivo que exercia, durante o período previsto
no caput, outra atividade que o filiasse ao RGPS ou a RPPS.
§ 2º Nos casos de exercício de atividade na condição de contribuinte
individual ou empregado concomitante com a de exercente de mandato
eletivo no período de que trata o caput, as contribuições vertidas em
função desta atividade serão convalidadas, a pedido do segurado, na
forma dos incisos I e II do § 3º deste artigo, para a de contribuinte
individual ou empregado, conforme o caso, com base no Parecer nº
505/2012/CONJUR-MPS/CGU/AGU, de 22 de setembro de 2012.
§ 3º Obedecidas as disposições contidas no § 1º deste artigo, o exercente de mandato eletivo poderá optar por:
I - manter como contribuição somente o valor retido, considerando como
salário de contribuição no mês o valor recolhido dividido por dois
décimos; ou
II - considerar o salário de contribuição pela totalidade dos valores
recebidos do ente federativo, complementando os valores devidos à
alíquota de 20% (vinte por cento).
§ 4º Em qualquer das hipóteses previstas nos incisos I e II do § 3º
deste artigo, deverão ser observados os limites mínimo e máximo do
salário de contribuição.
§ 5º No caso do exercente de mandato eletivo optar por manter como
contribuição somente o valor retido e recolhido e o cálculo do salário
de contribuição efetuado na forma estabelecida no inciso I do § 3º deste
artigo resultar em valor inferior ao limite mínimo de contribuição, o
requerente terá de complementar o recolhimento à alíquota de 20% (vinte
por cento) até que atinja o referido limite.
§ 6º Os recolhimentos complementares referidos no inciso II do § 3º e §
5º deste artigo serão acrescidos de juros e multa de mora.
§ 7º O recolhimento de complementação referido no inciso II do § 3º deste artigo será efetuado por meio de GPS.
§ 8º A opção de que trata o caput não pode ser feita pelo dependente do
exercente de mandato eletivo, salvo na condição de procurador do
segurado, com base no Parecer nº 505/2012/CONJUR/MPS/CGU/AGU, de 22 de
setembro de 2012.
Art. 80. Para instrução e análise do direito à opção
pela filiação ao RGPS na qualidade de segurado facultativo e para
convalidação das contribuições como contribuinte individual ou
empregado, o INSS encaminhará o pedido à RFB com solicitação de
informações relativas:
I - à existência ou não de compensação ou de restituição da parte retida;
II - ao recolhimento ou parcelamento dos valores descontados pelo ente federativo;
III - ao valor do salário de contribuição convertido com base no valor retido;
IV - ao valor do salário de contribuição a complementar e ao respectivo valor da contribuição, se for o caso; e
V - à retificação de GFIP, conforme orientação constante na Instrução
Normativa SRP nº 15, de 12 de setembro de 2006, alterada pela Instrução
Normativa RFB nº 909, de 14 de janeiro de 2009.
Art. 81. O pedido de opção de que trata esta
Subseção será recepcionado pela APS e deverá ser instruído com os
seguintes documentos:
I - termo de Opção de Filiação como Facultativo - Agente Político (TOF -
EME), conforme Anexo XX, em duas vias, assinadas pelo requerente e
protocolizado na APS;
II - procuração por instrumento particular, ou público, com poderes específicos para representar o requerente, se for o caso;
III - original e cópia do documento de identidade e do comprovante de
inscrição no CPF do requerente e do procurador, se for o caso;
IV - original e cópia do ato de diplomação do exercente de mandato eletivo, referente ao período objeto da opção;
V - declaração do requerente, de que não requereu a restituição dos
valores descontados pelo ente federativo e de que não exerceu outra
atividade determinante de filiação obrigatória ao RGPS nem ao RPPS,
conforme Anexo XXI; e
VI - discriminativo das remunerações e dos valores recolhidos relativos
ao exercente de mandato eletivo, conforme formulário constante do Anexo
XXII, relacionando as remunerações e os valores descontados nas
competências a que se refere a opção.
Parágrafo único. O INSS poderá exigir do requerente outros documentos
que se façam necessários à instrução e análise do requerimento de opção,
desde que os dados não estejam disponíveis nos sistemas informatizados
da Previdência Social.
Art. 82. Compete à APS decidir sobre o requerimento
de opção pela filiação na qualidade de segurado facultativo, a que se
refere o art. 79.
Art. 83. Após retorno do processo da RFB, em caso de
deferimento total ou parcial do requerimento de opção, a unidade de
atendimento, obrigatoriamente, providenciará a alteração na categoria do
filiado, efetuando o cadastramento na qualidade de segurado facultativo
nos sistemas informatizados da Previdência Social.
Art. 84. A Unidade de Atendimento deverá cientificar o
requerente sobre o deferimento ou indeferimento do pedido e dos valores
das contribuições a serem complementadas, se for o caso.
Art. 85. Deverá ser indeferida a opção pela filiação a que se refere o art. 79, quando:I - não restar comprovado o recolhimento ou o parcelamento dos valores retidos por parte do ente federativo;
II - o ente federativo já tiver compensado ou solicitado a restituição da parte descontada;
III - o exercente de mandato eletivo exercer atividade que o filiar ao RGPS ou RPPS observado o § 2º do art. 79; ou
IV - o exercente de mandato eletivo já tiver sido restituído da parte descontada, nos termos da Portaria MPS nº 133, de 2006.
Art. 86. O INSS deverá rever os benefícios em
manutenção para cuja aquisição do direito tenha sido considerado o
período de exercício de
mandato eletivo, bem como as CTC emitidas com a inclusão do referido período, quando não verificada a opção de que trata o art. 79 e da complementação prevista no inciso II do § 3º do mesmo artigo.
mandato eletivo, bem como as CTC emitidas com a inclusão do referido período, quando não verificada a opção de que trata o art. 79 e da complementação prevista no inciso II do § 3º do mesmo artigo.
§ 1º Para os casos de revisão de benefício e de emissão de CTC,
aplica-se o disposto no § 3º do art. 79, quando feita a opção pela
manutenção da filiação na qualidade de segurado facultativo.
§ 2º Não havendo a opção de que trata o § 3º do art. 79, deverão ser
excluídos os referidos períodos na revisão de benefício ou quando da
emissão de CTC.
Art. 87. O exercente de mandato eletivo que obtiver a
restituição dos valores referidos junto à RFB ou que os tiver
restituído pelo ente federativo, desde que comprovada a atividade de
Contribuinte Individual, somente poderá ter incluído o respectivo
período no seu tempo de contribuição mediante indenização das
contribuições, exclusivamente, na forma estabelecida no art. 122 do RPS.
Art. 88. Da decisão de indeferimento ou deferimento
parcial do requerimento de opção pela filiação ao RGPS, na qualidade de
segurado facultativo, contribuinte individual e empregado, caberá
recurso no prazo de trinta dias contados da data da ciência da decisão.
Art. 89. No caso de inexistência de recurso no prazo
previsto no art. 88, o processo deverá ser arquivado com parecer
conclusivo.
Subseção VI
Do Magistrado
Art. 90. Os magistrados classistas temporários da
Justiça do Trabalho, nomeados na forma do inciso II do § 1º do art. 111,
na forma do inciso II do art. 115 e na forma do parágrafo único do art.
116, todos da Constituição Federal, com redação anterior à Emenda
Constitucional nº 24, de 9 de dezembro de 1999, e os magistrados da
Justiça Eleitoral nomeados na forma do inciso II do art. 119 e do inciso
III do art. 120, ambos da Constituição Federal, serão aposentados, a
partir de 14 de outubro de 1996, data da publicação da MP nº 1.523, de
11 de outubro de 1996, convertida na Lei nº 9.528, de 1997, de acordo
com as normas estabelecidas pela legislação do regime previdenciário a
que estavam submetidos, antes da investidura, mantida a referida
vinculação previdenciária durante o exercício do mandato.
§ 1º Caso o segurado possua os requisitos mínimos para concessão de uma
aposentadoria no RGPS, o mandato de juiz classista e o de magistrado da
Justiça Eleitoral, exercidos a partir de 14 de outubro de 1996, serão
considerados, para fins de tempo de contribuição, como segurados
obrigatórios na categoria correspondente àquela em que estavam
vinculados antes da investidura na magistratura, observado que permanece
o entendimento de que:
I - a partir da Emenda Constitucional nº 24, de 1999, publicada em 10
de dezembro de 1999, que alterou os arts. 111, 112, 113, 115 e 116 da
Constituição Federal a figura do juiz classista da Justiça do Trabalho
foi extinta; e
II - a partir de 10 de dezembro de 1999, não existe mais nomeação para
juiz classista junto à Justiça do Trabalho, ficando resguardado o
cumprimento dos mandatos em vigor e do tempo exercido até a extinção do
mandato, mesmo sendo posterior à data da referida emenda.
§ 2º O aposentado de qualquer regime previdenciário que exercer magistratura nos termos do caput, vincula-se, obrigatoriamente, ao RGPS, devendo contribuir a partir de 14 de outubro de 1996, data da publicação da MP nº 1.523, de 1996, convertida na Lei nº 9.528, de 1997, observados os incisos I e II do § 1º deste artigo, na condição de contribuinte individual.
§ 3º Para a comprovação da atividade de juiz classista e de magistrado
da Justiça Eleitoral, quando o requerente for filiado ao RPPS antes da
investidura no mandato, será obrigatória a apresentação de CTC, nos
termos da Lei da Contagem Recíproca, observado o inciso II do art. 164.
Subseção VII
Do Marítimo
Art. 91. Será computado como tempo de contribuição o
tempo de serviço marítimo exercido nos moldes do art. 93, até 16 de
dezembro de 1998, vigência da Emenda Constitucional nº 20, de 1998, em
navios mercantes nacionais, independentemente do momento em que o
segurado venha a implementar os demais requisitos para a concessão de
aposentadoria no RGPS.
§ 1º O termo navio aplica-se a toda construção náutica destinada à
navegação de longo curso, de grande ou pequena cabotagem, apropriada ao
transporte marítimo ou fluvial de carga ou passageiro.
§ 2º O período de marítimo embarcado exercido na forma do caput será
convertido, na razão de 255 (duzentos e cinquenta e cinco) dias de
embarque para 360 (trezentos e sessenta) dias de atividade comum,
contados da data do embarque à de desembarque em navios mercantes
nacionais.
Art. 92. O marítimo embarcado terá que comprovar a
data do embarque e desembarque, não tendo ligação com a atividade
exercida, mas com o tipo de embarcação e o local de trabalho, observando
que:
I - o tempo de serviço em terra será computado como tempo comum; e
II - o período compreendido entre um desembarque e outro, somente será
considerado se este tiver ocorrido por uma das causas abaixo:
a) acidente no trabalho ou moléstia adquirida em serviço;
b) moléstia não adquirida no serviço;
c) alteração nas condições de viagem contratada;
d) desarmamento da embarcação;
e) transferência para outra embarcação do mesmo armador;
f) disponibilidade remunerada ou Férias; ou
g) emprego em terra com mesmo armador.
Art. 93. Não se aplica a conversão para período de
atividade exercida em navegação de travessia, assim entendida a
realizada como ligação entre dois portos de margem de rios, lagos,
baias, angras, lagoas e enseadas ou ligação entre ilhas e essas margens.
Art. 94. A conversão do marítimo embarcado na forma
do art. 92 não está atrelada aos anexos dos Decretos nº 53.831, de 25 de
março de 1964 e nº 83.080, de 24 de janeiro de 1979, não sendo exigido o
preenchimento do Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP.
Subseção VIII
Do atleta profissional de Futebol
Art. 95. A comprovação da atividade do atleta
profissional de futebol poderá ser feita por meio da carteira do atleta,
CTPS do atleta profissional de futebol ou contrato de trabalho.
§ 1º Os documentos previstos no caput deverão conter:
I - identificação e qualificação do atleta;
II - denominação da associação empregadora e respectiva federação;
III - datas de início e término do contrato de trabalho;
IV - descrição das remunerações e respectivas alterações; e
V - o registro no Conselho Nacional de Desportos - CND, Conselho
Superior de Desportos - CSD, Conselho Regional de Desportos - CRD,
Conselho Nacional de Esporte -CNE, Federação Estadual ou Confederação
Brasileira de Futebol.
§ 2º Na impossibilidade de apresentação dos documentos constantes do
caput, de acordo com o § 3º, art. 62 do RPS, a certidão emitida pela
Federação Estadual ou pela Confederação Brasileira de Futebol poderá ser
aceita, desde que contenha os dados citados no § 1º deste artigo e a
informação de que foram extraídos de registros efetivamente existentes e
acessíveis à confirmação pelo INSS.
Subseção IX
Do Anistiado - Art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - Adct
Art. 96. A partir de 1º de junho de 2001, o segurado
anistiado pelo art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, regulamentada pela Lei nº 10.559, de 13 de novembro de
2002, terá direito à contagem de tempo do período de anistia,
reconhecido pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, no âmbito
do RGPS, observadas as orientações contidas nos arts. 735 a 742, vedada
a adoção de requisitos diferenciados para a concessão de benefícios.
§ 1º A comprovação da condição de anistiado e do período de anistia, em
que esteve compelido ao afastamento de suas atividades profissionais,
em virtude de punição ou de fundada ameaça de punição, por razões
exclusivamente políticas, será por meio da apresentação da portaria do
Ministério da Justiça, publicada no DOU.
§ 2º O período de anistia, comprovado na forma do § 1º deste artigo,
poderá ser utilizado para fins de contagem recíproca, desde que
devidamente indenizado pelo trabalhador anistiado político, na forma dos
§ § 13 e 14 do art. 216 do RPS e dos arts. 26 e 27 desta IN.
Subseção X
Do Anistiado - Leis nº 8.632, de 1993 e nº 11.282, de 2006
Art. 97. Aos dirigentes ou representantes sindicais
anistiados pela Lei nº 8.632, de 4 de março de 1993, que no período
compreendido entre 5 de outubro de 1988 e 5 de março de 1993, data de
publicação da lei, sofreram punições em virtude de motivação política,
de participação em movimento reivindicatório ou outra modalidade de
exercício do mandato ou representação sindical, é assegurada a contagem
do tempo de contribuição referente ao período em que estiveram afastados
por suspensão disciplinar ou demissão.
Art. 98. Aos trabalhadores da Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos - ECT anistiados pela Lei nº 11.282, de 23 de
fevereiro de 2006, que no período compreendido entre 4 de março de 1997 e
23 de março de 1998, sofreram punições, dispensas e alterações
unilaterais contratuais em razão da participação em movimento
reivindicatório, é assegurada a contagem do
tempo de contribuição referente ao período em que estiveram afastados por dispensas ou suspensões contratuais.
tempo de contribuição referente ao período em que estiveram afastados por dispensas ou suspensões contratuais.
Art. 99. A comprovação da anistia e das remunerações do período anistiado a que se referem os art. 97 e 98 far-se-á por:
I - declaração da empresa a qual se vincula o anistiado informando os
dados de identificação do trabalhador, as datas de início, de
demissão/suspensão e de reintegração no vínculo e a lei a que se refere a
reintegração;
II - relação das remunerações do período de afastamento autenticada pela empresa;
III - cópia da portaria de anistia publicada no Diário Oficial da União - DOU, emitida pelo Ministério competente.
Subseção XI
Do Garimpeiro
Art. 100. A comprovação do exercício de atividade de garimpeiro far-se-á por:
I - Certificado de Matrícula expedido pela Receita Federal para períodos anteriores a fevereiro de 1990;
II - Certificado de Matrícula expedido pelos órgãos estaduais
competentes para os períodos posteriores ao referido no inciso I deste
artigo; e
III - Certificado de Permissão de Lavra Garimpeira, emitido pelo
Departamento Nacional da Produção Mineral - DNPM ou declaração emitida
pelo sindicato que represente a categoria, para o período de 1º de
fevereiro de 1990 a 31 de março de 1993, véspera da publicação do
Decreto nº 789, de 31 de março de 1993.
Parágrafo único. Para efeito do disposto no caput, observarseá que a
partir de 8 de janeiro de 1992, data da publicação da Lei nº 8.398, de 7
de janeiro de 1992, o garimpeiro passou à categoria de equiparado a
autônomo, atual contribuinte individual, com ou sem auxílio de
empregados.
Subseção XII
Do Servidor Público
Art. 101. A comprovação dos períodos de atividade no
serviço público federal, estadual, distrital ou municipal, para fins de
contagem de tempo de contribuição no RGPS, será feita mediante a
apresentação de certidão na forma da Lei nº 6.226, de 14 de julho de
1975, com as alterações da Lei nº 6.864, de 1º de dezembro de 1980 e da
Lei nº 8.213, de 1991, observado o disposto no art. 130 do RPS.
Art. 102. A comprovação do tempo de serviço do
servidor da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios,
inclusive suas Autarquias e Fundações, ocupante, exclusivamente, de
cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração,
observado o disposto no art. 57, a partir de 16 de dezembro de 1998,
data da publicação da Emenda Constitucional nº 20, dar-se-á pela
apresentação de declaração, fornecida pelo órgão ou entidade, conforme o
Anexo VIII.
Subseção XIII
Da Pesquisa Externa
Art. 103. Entende-se por pesquisa externa as
atividades realizadas junto a beneficiários, empresas, órgãos públicos,
entidades representativas de classe, cartórios, e demais entidades e
profissionais credenciados, necessárias para a atualização do CNIS, o
reconhecimento, manutenção e revisão de direitos, bem como para o
desempenho das atividades de serviço
social, perícias médicas, habilitação e reabilitação profissional, bem como para o acompanhamento da execução dos contratos com as instituições financeiras pagadoras de benefícios.
social, perícias médicas, habilitação e reabilitação profissional, bem como para o acompanhamento da execução dos contratos com as instituições financeiras pagadoras de benefícios.
§ 1º A pesquisa externa será realizada por servidor do INSS previamente designado por meio de Portaria.
§ 2º Na pesquisa externa poderão ser colhidos depoimentos e examinados
documentos aos quais a lei não assegure sigilo e que visem sanar as
dúvidas do solicitante, conforme disposições em ato específico.
§ 3º No caso de órgão público poderá ser dispensada a pesquisa externa
quando, por meio de ofício, restar esclarecido o que se pretende
comprovar.
§ 4º A pesquisa externa somente será autorizada depois de verificada a
impossibilidade de o interessado apresentar os documentos solicitados
pelo INSS ou restarem dúvidas nos documentos apresentados.
Art. 104. A empresa colocará à disposição do servidor
designado por dirigente do INSS as informações ou registros de que
dispuser, relativamente a segurado a seu serviço e previamente
identificado, para fins de instrução ou revisão de processo de
reconhecimento de direitos e outorga de benefícios do RGPS, nos termos
do § 7º do art. 62 do RPS.
Subseção XIV
Da Declaração de Exercício de Atividade Rural
Art. 105. A declaração expedida por sindicato que
represente os trabalhadores rurais, sindicato patronal previsto no art.
49 e sindicato ou colônia de pescadores, conforme modelo constante do
Anexo XII, deverá ser fornecida em duas vias, em papel timbrado da
entidade, com numeração sequencial controlada e ininterrupta, contendo,
além da identificação e qualificação pessoal do filiado, as seguintes
informações referentes a cada período de atividade:
I - a categoria de trabalhador rural (segurado especial, contribuinte individual, empregado ou avulso);
II - a forma de ocupação em que o trabalhador rural ou pescador
artesanal (proprietário, condômino, posseiro, parceiro, meeiro,
arrendatário, comodatário, etc.), a forma de exercício da atividade
(individual ou regime de economia familiar) e a condição no grupo
familiar (titular, outro titular ou componente) quando se tratar de
segurado especial, bem como o NIT do titular e grau de parentesco com o
mesmo, nos casos em que a declaração seja para componente;
III - período de exercício de atividade rural;
IV - nome e endereço da propriedade ou nome da embarcação, nome e CPF
do proprietário da terra ou embarcação, área total e área explorada da
terra, arqueação bruta da embarcação ou se exerce ou exerceu a atividade
em embarcação miúda, conforme o caso;
V - principais produtos agropecuários ou pesqueiros produzidos ou comercializados pela unidade familiar;
VI - atividades agropecuárias ou pesqueiras desempenhadas pelo requerente;
VII - fontes documentais que foram utilizadas para emitir a declaração;
VIII - dados de identificação da entidade que emitiu a declaração com
nome, e CNPJ, nome do presidente ou diretor emitente da declaração, com
indicação do seu RG, CPF e do período de mandato, além do nome do
cartório e do número de registro da respectiva ata em que foi eleito, assinatura ou rubrica em todas as folhas e carimbo; e
cartório e do número de registro da respectiva ata em que foi eleito, assinatura ou rubrica em todas as folhas e carimbo; e
IX - assinatura ou rubrica do segurado em todas as folhas e datas de emissão e ciência da declaração.
§ 1º A declaração fornecida não poderá conter informação referente a
período anterior ao início das atividades da entidade declarante, salvo
se baseada em documento que constitua prova material do exercício da
atividade.
§ 2º Sempre que a categoria de produtor for de parceiro, meeiro,
arrendatário, comodatário ou outra modalidade de outorgado, deverá ser
informado na declaração:
I - o nome do outorgante, seu número do CPF e o respectivo endereço; e
II - a área total da propriedade do outorgante e a área explorada pelo outorgado.
§ 3º A segunda via da declaração deverá ser mantida na própria
entidade, com numeração sequencial em ordem crescente, à disposição do
INSS e demais órgãos de fiscalização e controle.
§ 4º Na hipótese da ata de eleição da diretoria da entidade ainda não
ter sido levada a registro no Cartório, cópia dela deverá acompanhar a
declaração, conforme previsto no § 5º do art. 8º da Portaria MPS nº 170,
de 25 de abril de 2007.
§ 5º Para ser considerada fundamentada, a declaração mencionada no
inciso II do art. 47 e art. 49 deverá consignar os documentos e
informações que serviram de base para a sua emissão, inclusive o nome,
data de nascimento, filiação, números de RG e CPF e endereço das
testemunhas ouvidas para confirmação da prestação de serviços, bem como,
se for o caso, a origem dos dados extraídos de registros existentes na
própria entidade declarante ou em outro órgão, entidade ou empresa,
desde que idôneos e acessíveis à Previdência Social, observado o art.
106.
Art. 106. Para subsidiar o fornecimento da declaração
por parte dos sindicatos de que trata o inciso II do art. 47, poderão
ser aceitos, entre outros, os documentos mencionados no art. 54, desde
que neles conste a profissão ou qualquer outro dado que evidencie o
exercício da atividade rurícola e seja contemporâneo ao fato nele
declarado, sem exigir que se refira ao período a ser comprovado,
observado o disposto no art. 111.
Art. 107. A ausência de documentos que subsidiem a
declaração fornecida, deverá, obrigatoriamente, ficar consignada na
referida declaração, devendo constar, também, os critérios utilizados
para o seu fornecimento.
Art. 108. Caso as informações constantes das
declarações de que tratam o inciso II do art. 47 e os arts. 49 e 110
sejam insuficientes, deverá ser cadastrada exigência para o segurado
constando os dados a serem complementados, acompanhada de cópia da
declaração.
Art. 109. A declaração mencionada no inciso II do
art. 47 e art. 49 poderá ser considerada para fins de comprovação do
exercício da atividade rural, em relação ao período em que o segurado
exerceu ou exerce atividade na respectiva área de abrangência do
sindicato, observando que:
I - se o segurado exerceu atividade rural em vários municípios,
competirá a cada um dos sindicatos, conforme sua base territorial,
expedir a respectiva declaração;
II - se o segurado exerceu atividade rural em localidade pertencente à área de abrangência de um sindicato, e esta foi posteriormente alterada, passando a pertencer a outro sindicato, poderá ser aceita a declaração deste último, referente a todo período de atividade, inclusive o anterior à modificação da base territorial. Neste caso, a declaração deverá vir acompanhada de cópia do estatuto social dos sindicatos envolvidos, bem como cópia da ficha de inscrição do segurado, se houver; e
III - a base territorial de atuação do sindicato pode não se limitar à
do município de seu domicílio sede, sendo que, em caso de dúvidas,
deverão ser solicitadas informações ao sindicato, que poderão ser
confirmadas por meio da apresentação de seu estatuto social.
Art. 110. Onde não houver sindicato que represente os
trabalhadores rurais e sindicato ou colônia de pescadores, a declaração
de que trata o inciso II do art. 47 e art. 49 poderá ser suprida pela
apresentação de duas declarações firmadas por autoridades
administrativas ou judiciárias locais, conforme o modelo constante no
Anexo XVI.
§ 1º As autoridades de que trata o caput são:
I - os juízes federais, estaduais ou do Distrito Federal;
II - os promotores de justiça;
III - os delegados de polícia, comandantes de unidades militares do Exército, Marinha, Aeronáutica ou forças auxiliares;
IV - os titulares de representação local do MTE; ou
V - os diretores titulares de estabelecimentos públicos de ensino
fundamental e médio em exercício de suas funções no município ou na
jurisdição vinculante do lugar onde o segurado exerce ou exerceu suas
atividades.
§ 2º As autoridades mencionadas no § 1º deste artigo somente poderão
fornecer declaração relativa a período anterior à data do início das
suas funções na localidade se puderem fundamentá-la com documentos
contemporâneos ao fato declarado, que evidenciem plena convicção de sua
veracidade.
§ 3º A declaração de que trata o caput deverá obedecer, no que couber, ao disposto no art. 109.
Subseção XV
Da Homologação da Declaração do Exercício de Atividade Rural
Art. 111. As declarações fornecidas por entidades ou
autoridades referidas no inciso II do art. 47 e arts. 49 e 110, serão
submetidas à homologação do INSS, conforme Termo de Homologação
constante do Anexo XIV, condicionada à apresentação de documento de
início de prova material, dos mencionados no art. 54, contemporâneo ou
anterior ao fato nele declarado, observado o disposto no art. 106.
§ 1º A declaração não poderá deixar de ser homologada sem que tenham
sido esgotadas todas as possibilidades de convicção do servidor quanto à
comprovação do exercício da atividade rural, inclusive a realização da
tomada de depoimentos de testemunhas.
§ 2º A certidão fornecida pela FUNAI, atestando a condição de segurado
especial do indígena será submetida à homologação somente quanto à
forma.
§ 3º Para subsidiar a instrução do processo do indígena, pode-se emitir
ofício a FUNAI, para fins de apuração da veracidade das informações
prestadas, quando:
I - ocorrer dúvida fundada, em razão de divergências entre a documentação apresentada, emitida pela FUNAI e as informações constantes no CNIS ou em outras bases de dados a que o INSS tenha acesso;
II - houver indícios de irregularidades na documentação apresentada; ou
III - houver a necessidade de maiores esclarecimentos no que se refere à
documentação apresentada ou à condição de indígena, bem como a
categoria de trabalhador rural do requerente ou membro do grupo
familiar, declarada pela FUNAI, conforme Anexo I, desta IN.
Subseção XVI
Da Entrevista
Art. 112. Ressalvadas as hipóteses do § 5º deste
artigo, a entrevista é indispensável à comprovação do exercício de
atividade rural, com vistas à confirmação das seguintes informações:
I - da categoria (segurado especial, contribuinte individual ou empregado);
II - da forma de ocupação (proprietário, posseiro, parceiro, meeiro, arrendatário, comodatário, dentro outros);
III - da forma de exercício da atividade (individual ou de economia familiar);
IV - da condição no grupo familiar (titular ou componente) quando se tratar de segurado especial;
V - do período de exercício de atividade rural;
VI - da utilização de assalariados;
VII - de outras fontes de rendimentos; e
VIII - de outros fatos que possam caracterizar ou não sua condição.
§ 1º A realização da entrevista está condicionada à apresentação de documento constante nos arts. 47 e 54.
§ 2º O servidor deverá emitir parecer conclusivo acerca do exercício da atividade rural no momento da entrevista.
§ 3º Restando dúvida quanto ao fato a comprovar, deverão ser tomados os
depoimentos de testemunhas, após os quais deverá o servidor emitir
parecer conclusivo.
§ 4º Antes de iniciar a entrevista o servidor deverá cientificar o
entrevistado sobre as penalidades previstas no art. 299 do Código Penal.
§ 5º A entrevista é obrigatória em todas as categorias de trabalhador rural, sendo dispensada:
I - para o indígena;
II - para as categorias de empregado e contribuinte individual que
comprovem essa condição, respectivamente, nas formas dos arts. 10 e 32,
observado o § 6º do presente artigo; ou
III - nas hipóteses previstas de migração de períodos positivos de atividade de segurado especial, na forma do art. 120.
§ 6º Deverá ser realizada a entrevista para o empregado e o
contribuinte individual de que trata o art. 143 da Lei nº 8.213, de
1991, para período até 31 de dezembro de 2010, na forma do § 5º do art.
10 e art. 35 desta IN, respectivamente.
§ 7º No caso de benefício de pensão por morte, a entrevista deverá ser
realizada com o dependente e, no caso de benefícios por incapacidade,
havendo impossibilidade de comunicação do titular comprovada mediante atestado médico, a entrevista será realizada com os seus familiares.
Art. 113. Salvo quando se tratar de confirmação de
autenticidade e contemporaneidade de documentos, para fins de
reconhecimento de
atividade, a realização de Pesquisa Externa deverá ser substituída por entrevista com parceiros, confrontantes, empregados, vizinhos ou outros.
atividade, a realização de Pesquisa Externa deverá ser substituída por entrevista com parceiros, confrontantes, empregados, vizinhos ou outros.
Subseção XVII
Da Comprovação de Tempo Rural para Fins de Concessão de Benefício Urbano ou Contagem Recíproca
Art. 114. A comprovação de atividade rural para fins
de cômputo em benefício urbano ou certidão de contagem recíproca será
feita na forma do art. 9º para a categoria de empregado, dos arts. 32 a
34 para o contribuinte individual e dos arts. 47 e 54 para o segurado
especial.
Art. 115. Tratando-se de comprovação na categoria de
segurado especial, o documento existente em nome de um dos componentes
do grupo familiar poderá ser utilizado como início de prova material por
qualquer dos integrantes desse grupo, assim entendidos os pais,
cônjuges, companheiros, inclusive os homoafetivos e filhos solteiros ou a
estes equiparados.
Art. 116. A declaração referida no inciso II do art.
47 e nos arts. 49 e 110, será homologada mediante a apresentação de
início de prova material, contemporânea ao fato que se quer provar, por
elementos de convicção em que conste a profissão ou qualquer outro dado
que evidencie o exercício da atividade rurícola, observando que:
I - servem como início de prova material os documentos relacionados nos
arts. 47 e 54, devendo ser observado o ano de expedição, de edição, de
emissão ou do assentamento dos documentos;
II - poderá ser homologado no todo, ou em parte, o período constante na
declaração, mediante apresentação de início de prova material, devendo
ser demonstrado um ou mais indícios como marco inicial e outro como
marco final, bem como, se for o caso, outro para o período
intermediário, a fim de comprovar a continuidade do exercício da
atividade;
III - para a homologação da declaração da entidade, é indispensável a
realização de entrevista rural com o requerente, e, se houver dúvidas,
deverá ser realizada a entrevista com parceiros, confrontantes,
empregados, vizinhos e outros, conforme o caso; e
IV - a aceitação de um único documento está restrita a prova do(s) ano(s) a qual se refere.
Art. 117. Na hipótese de períodos intercalados de
exercício de atividade rural e urbana o requerente deverá apresentar um
documento, em nome próprio, de início de prova material do exercício de
atividade rural após cada período de atividade urbana.
Subseção XVIII
Dos Dados Disponibilizados por Órgão Públicos
Art. 118. As informações obtidas pelo INSS dos bancos
de dados disponibilizados por órgãos do poder público estão sendo
utilizadas para a construção do cadastro do segurado especial, para fins
de reconhecimento dessa atividade.
§ 1º As informações referidas no caput observarão critérios de
utilização e valoração definidos por meio de resolução específica.
§ 2º Os dados da Fundação Nacional do Índio - FUNAI são obtidos por
meio de inscrição e certificação dos períodos de exercício de atividade
do indígena na condição de segurado especial, que são realizadas por
servidores públicos desta Fundação, mediante sistema informatizado
disponibilizado no sítio da Previdência Social, nos termos do Acordo de
Cooperação Técnica
celebrado entre o Ministério da Previdência Social e Ministério da Justiça, INSS e FUNAI.
celebrado entre o Ministério da Previdência Social e Ministério da Justiça, INSS e FUNAI.
§ 3º A FUNAI deverá manter sob sua guarda e responsabilidade os
documentos que serviram de base para a inscrição e certificação dos
períodos de exercício da atividade, podendo o INSS solicitá-los a
qualquer momento.
Art. 119. Os períodos de atividades do cadastro do
segurado especial serão submetidos a cruzamento com outros bancos de
dados a que o INSS tenha acesso, para fins da validação prevista no art.
329-B do RPS.
§ 1º Do cruzamento das informações, referidas no caput, poderá resultar
na consideração ou desconsideração do período de atividade,
caracterizando ou não a condição de segurado especial, respeitado o
disposto na Seção VI do Capítulo I.
§ 2º Constando registro de óbito no sistema informatizado de óbitos, o
período formado será encerrado no dia anterior à data desta ocorrência.
Art. 120. Os períodos de atividades validados de
acordo com o disposto nesta Subseção serão considerados para fins de
reconhecimento de direito aos benefícios previstos no inciso I e
parágrafo único do art. 39 da Lei nº 8.213, de 1991, e migrarão para os
sistemas de benefícios com observância dos seguintes critérios:
I - períodos positivos: caracterizam a condição de segurado especial,
dispensando a apresentação de documento comprobatório e realização de
entrevista;
II - períodos pendentes: dependerão de comprovação da condição de
segurado especial pelo segurado ou dependente e de realização de
entrevista; e.
III - períodos negativos: descaracterizam a condição de segurado especial.
§ 1º Os períodos positivos e negativos deverão ser confirmados de forma
expressa pelo filiado, mediante ratificação no CNIS, por meio de
ciência formal no Termo de Comunicação de Ratificação, conforme Anexo
XL, independentemente de apresentação de documentos comprobatórios.
§ 2º Os períodos de que trata o caput poderão ser excluídos do CNIS
mediante solicitação expressa do filiado, por meio de ciência formal no
Termo de Comunicação de Exclusão, conforme Anexo XXXIX,
independentemente de apresentação de documentos comprobatórios.
§ 3º Havendo discordância do requerente em relação a algum dos períodos
migrados, colher-se-á imediatamente manifestação expressa do período
impugnado, devendo o servidor esclarecer, em carta de exigência, os
documentos que propiciem a correção dos dados migrados, conforme Seção
VI, Capítulo I.
CAPÍTULO II
DOS DEPENDENTES E NÃO FILIADOS
Seção I
Caracterização dos Dependentes
Art. 121. São beneficiários do RGPS, na condição de dependentes do segurado:
I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado de
qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que
tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou
relativamente incapaz, assim declarado judicialmente;
II - os pais; ou.
III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e
um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que
o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado
judicialmente.
§ 1º Os dependentes de uma mesma classe concorrem entre si em igualdade
de condições, sendo que a comprovação da dependência, respeitada a
sequência das classes, exclui definitivamente o direito dos dependentes
das classes seguintes.
§ 2º A dependência econômica das pessoas de que trata o inciso I do caput é presumida e a das demais deve ser comprovada.
§ 3º A dependência econômica pode ser parcial ou total, devendo, no entanto, ser permanente.
§ 4º O dependente que tenha deficiência intelectual ou mental na forma
dos incisos I e III do caput deverá comprovar a incapacidade absoluta
(total) ou relativa (parcial) por meio de termo de curatela ou cópia da
sentença de interdição, para fato gerador ocorrido a partir de 1º de
setembro de 2011, data da publicação da Lei nº 12.470, de 31 de agosto
de 2011, dispensado o encaminhamento à perícia médica.
§ 5º No caso do § 4º deste artigo, não sendo possível identificar no
documento judicial a data do início da deficiência intelectual ou
mental, poderá o interessado ser encaminhado à períciamédica para
fixação da DII, para fins de verificar o cumprimento ao disposto no
inciso III do art. 131.
Art. 122. Considera-se por companheira ou companheiro
a pessoa que mantém união estável com o segurado ou a segurada, sendo
esta configurada na convivência pública, contínua e duradoura,
estabelecida com intenção de constituição de família, observando que não
constituirá união estável a relação entre:
I - os ascendentes com os descendentes seja o parentesco natural ou civil;
II - os afins em linha reta;
III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;
IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive;
V - o adotado com o filho do adotante;
VI - as pessoas casadas; e
VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.
Parágrafo único. Não se aplica a incidência do inciso VI do caput no
caso de a pessoa casada se achar separada de fato, judicial ou
extrajudicialmente.
Art. 123. Filhos de qualquer condição são aqueles
havidos ou não da relação de casamento, ou adotados, que possuem os
mesmos direitos e qualificações dos demais, proibidas quaisquer
designações discriminatórias relativas à filiação, nos termos do § 6º do
art. 227 da Constituição Federal.
Art. 124. Os nascidos dentro dos trezentos dias
subsequentes à dissolução da sociedade conjugal por morte são
considerados filhos concebidos na constância do casamento, conforme
inciso II do art. 1.597 do Código Civil.
Art. 125. Equiparam-se aos filhos, mediante
comprovação da dependência econômica, o enteado e o menor que esteja sob
a tutela do segurado, desde que este tutelado não possua bens aptos a
garantirlhe o sustento e a educação.
Parágrafo único. Para caracterizar o vínculo deverá ser apresentada a certidão judicial de tutela do menor e, em se tratando de enteado, a certidão de nascimento do dependente e a certidão de casamento do segurado ou provas da união estável entre o(a) segurado(a) e o(a) genitor(a) do enteado.
Art. 126. O filho ou o irmão inválido maior de 21
(vinte e um) anos, observado o art. 127, somente, figurará como
dependente do segurado se restar comprovado em exame médico-pericial,
cumulativamente, que:
I - a incapacidade para o trabalho é total e permanente, ou seja, com diagnóstico de invalidez;
II - a invalidez é anterior a eventual ocorrência de uma das hipóteses
do inciso III do art. 131 ou à data em que completou 21 (vinte e um)
anos; e
III - a invalidez manteve-se de forma ininterrupta até o preenchimento de todos os requisitos de elegibilidade ao benefício.
Art. 127. O filho ou irmão maior de 21 (vinte e um)
anos, que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta
ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente, será
considerado dependente do segurado desde que o termo de curatela ou
cópia da sentença de interdição seja anterior à eventual ocorrência da
emancipação ou à data em que completou 21 (vinte e um) anos e que
mantenha-se inalterada até o preenchimento de todos os requisitos
necessários para o reconhecimento do direito.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput para óbito ou reclusão
ocorridos a partir de 1º de setembro de 2011, data da publicação da Lei
nº 12.470, de 2011.
Art. 128. A emancipação ocorrerá na forma do parágrafo único do art. 5º do Código Civil Brasileiro:
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante
instrumento público, independente de homologação judicial ou por
sentença de juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos
completos;II - pelo casamento;
III - pelo exercício de emprego público efetivo;
IV - pela colação de grau em ensino de curso superior; e
V - pelo estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.
§ 1º A união estável do filho ou do irmão entre os dezesseis e antes dos dezoito anos de idade não constitui causa de emancipação.
§ 2º É assegurada a qualidade de dependente perante a Previdência Social do filho e irmão inválido maior de 21 (vinte e um) anos, que se emanciparem em decorrência, unicamente, de colação de grau científico em curso de ensino superior, assim como para o menor de 21 (vinte e um) anos, durante o período de serviço militar, obrigatório ou voluntário.
Art. 129. O cônjuge ou o companheiro do sexo masculino passou a integrar o rol de dependentes para óbitos ocorridos a partir de 5 de abril de 1991, conforme o disposto no art. 145 da Lei nº 8.213, de 1991, revogado pela MP nº 2.187-13, de 24 de agosto de 2001.
Art. 130. De acordo com a Portaria MPS nº 513, de 9 de dezembro de 2010, publicada no DOU, de 10 de dezembro de 2010, o companheiro ou a companheira do mesmo sexo de segurado inscrito no RGPS integra o rol dos dependentes e, desde que comprovada a união estável, concorre, para fins
de pensão por morte e de auxílio-reclusão, com os dependentes preferenciais de que trata o inciso I do art. 16 da Lei nº 8.213, de 1991, para óbito ou reclusão ocorridos a partir de 5 de abril de 1991, conforme o disposto no art. 145 do mesmo diploma legal, revogado pela MP nº 2.187-13, de 2001.
Art. 131. A perda da qualidade de dependente ocorrerá:
I - para o cônjuge pela separação judicial ou o divórcio, desde que não receba pensão alimentícia, pela anulação do casamento, pelo óbito ou por sentença judicial transitada em julgado;
II - para a companheira ou o companheiro, inclusive do mesmo sexo, pela cessação da união estável com o segurado ou segurada, desde que não receba pensão alimentícia;
III - para o filho, a pessoa a ele equiparada, ou o irmão, de qualquer condição, ao completarem 21 (vinte e um) anos de idade, exceto se tiverem deficiência intelectual ou mental que os tornem absoluta ou relativamente incapazes, assim declarados judicialmente, ou inválidos, desde que a invalidez ou a deficiência intelectual ou mental tenha ocorrido antes:
a) de completarem 21 (vinte e um) anos de idade;
b) do casamento;
c) do início do exercício de emprego público efetivo;
d) da constituição de estabelecimento civil ou comercial ou da existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria; ou
e) da concessão de emancipação, pelos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;
IV - pela adoção, para o filho adotado que receba pensão por morte dos pais biológicos, observando que a adoção produz efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença que a concede, conforme inciso IV do art. 114 do RPS; e
V - para os dependentes em geral:
a) pela cessação da invalidez; ou
b) pelo falecimento.
§ 1º Não se aplica o disposto no inciso IV do caput, quando o cônjuge ou companheiro adota o filho do outro.
§ 2º Aplica-se o disposto no caput aos dependentes maiores de dezoito e menores de 21 (vinte e um) anos, que incorrerem em uma das situações previstas nas alíneas "b", "c" e "d" do inciso III deste artigo.
§ 3º Aplica-se o disposto no § 2º deste artigo ao dependente que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente.
Art. 132. A partir de 14 de outubro de 1996, data da publicação da MP nº 1.523, de 1996, reeditada e convertida na Lei nº 9.528, de 1997, o menor sob guarda deixa de integrar a relação de dependentes para os fins previstos no RGPS, inclusive aquele já inscrito, salvo se o óbito do segurado ocorreu em data anterior.
Art. 133. A pessoa cuja designação como dependente do segurado tenha sido feita até 28 de abril de 1995, véspera da publicação da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995, fará jus à pensão por morte ou ao auxílio-reclusão, se o fato gerador do benefício, o óbito ou a prisão, ocorreu até aquela data, desde que comprovadas as condições exigidas pela legislação vigente.
Seção II
Da Inscrição e da Comprovação da Condição de Dependente
Art. 134. A partir de 10 de janeiro de 2002, data da
publicação do Decreto nº 4.079, de 9 de janeiro de 2002, a inscrição de
dependente será promovida quando do requerimento do benefício a que
tiver direito, mediante a apresentação dos seguintes documentos:
I - para os dependentes preferenciais:
a) cônjuge e filhos: certidões de casamento e de nascimento;
b) companheira ou companheiro, inclusive do mesmo sexo: certidão de
casamento com averbação da separação judicial ou divórcio, quando um dos
companheiros ou ambos já tiverem sido casados, ou de óbito, se for o
caso, observando-se o § 2º deste artigo; e
c) equiparado a filho: certidão judicial de tutela e, em se tratando de
enteado, certidão de casamento do segurado e de nascimento do
dependente, observado o disposto no art. 126;
II - pais: certidão de nascimento do segurado; e
III - irmão: certidão de nascimento.
§ 1º Para a inscrição dos maiores de dezesseis anos é necessária a
apresentação de pelo menos um dos documentos oficiais de identificação
com foto.
§ 2º Para os dependentes mencionados na alínea "b", inciso I do caput,
deverá ser comprovada a união estável e, para os mencionados nos incisos
II e III do mesmo dispositivo, a dependência econômica.
§ 3º O equiparado a filho deverá comprovar a dependência econômica e
apresentar declaração de que não é emancipado, além de declaração
escrita do segurado falecido manifestando a intenção de equiparação, no
caso de pensão por morte.
§ 4º Os pais ou irmãos, além dos documentos constantes no caput,
deverão apresentar declaração firmada perante o INSS de inexistência de
dependentes preferenciais.
§ 5º O dependente maior de dezesseis e menor que dezoito anos de idade
deverá apresentar declaração de não emancipação e, se maior de dezoito
anos, de não ter incorrido em nenhuma das situações previstas nas
alíneas do inciso III do art. 131.
§ 6º No caso de dependente inválido será realizado exame médico-pericial a cargo do INSS para comprovação da invalidez.
§ 7º Somente será exigida a certidão judicial de adoção quando esta for
anterior a 14 de julho de 1990, data da vigência da Lei nº 8.069, de
1990.
§ 8º O fato superveniente à concessão de benefício que importe em
exclusão ou inclusão de dependente deve ser comunicado ao INSS, com a
apresentação das provas que demonstrem a situação alegada.
Art. 135. Para fins de comprovação da união estável e
da dependência econômica, conforme o caso, devem ser apresentados, no
mínimo, três dos seguintes documentos:
I - certidão de nascimento de filho havido em comum;
II - certidão de casamento religioso;
III - declaração do Imposto de Renda do segurado, em que conste o interessado como seu dependente;
IV - disposições testamentárias;
V - declaração especial feita perante tabelião;
VI - prova de mesmo domicílio;
VII - prova de encargos domésticos evidentes e existência de sociedade ou comunhão nos atos da vida civil;
VIII - procuração ou fiança reciprocamente outorgada;
IX - conta bancária conjunta;
X - registro em associação de qualquer natureza, onde conste o interessado como dependente do segurado;
XI - anotação constante de ficha ou livro de registro de empregados;
XII - apólice de seguro da qual conste o segurado como instituidor do seguro e a pessoa interessada como sua beneficiária;
XIII - ficha de tratamento em instituição de assistência médica, da qual conste o segurado como responsável;
XIV - escritura de compra e venda de imóvel pelo segurado em nome de dependente;
XV - declaração de não emancipação do dependente menor de 21 (vinte e um) anos; ou
XVI - quaisquer outros que possam levar à convicção do fato a comprovar.
§ 1º Os três documentos a serem apresentados na forma do caput, podem
ser do mesmo tipo ou diferentes, desde que demonstrem a existência de
vínculo ou dependência econômica, conforme o caso, entre o segurado e o
dependente.
§ 2º Caso o dependente possua apenas um ou dois dos documentos
enumerados no caput, deverá ser oportunizado o processamento de
Justificação Administrativa - JA.
§ 3º O acordo judicial de alimentos não será suficiente para a
comprovação da união estável para efeito de pensão por morte, vez que
não prova, por si só, a existência anterior de união estável nos moldes
estabelecidos pelo art. 1.723 do Código Civil.
§ 4º A sentença judicial proferida em ação declaratória de união
estável não constitui prova plena para fins de comprovação de união
estável, podendo ser aceita como uma das três provas exigidas no caput
deste artigo, ainda que a decisão judicial seja posterior ao fato
gerador.
Seção III
Do não Filiado
Art. 136. O não filiado é todo aquele que não possui
forma de filiação definida no art. 3º, mas se relaciona com a
Previdência Social.
§ 1º A inscrição do não filiado será efetuada por meio da Central de
Atendimento 135, portal do INSS pelo sítio www.previdencia.gov.br, ou
nas APS.
§ 2º Não será observada idade mínima para o cadastramento do não filiado, exceto do representante legal e do procurador.
CAPÍTULO III
DA MANUTENÇÃO E PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO
Art. 137. Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuição:
I - sem limite de prazo, para aquele em gozo de benefício, inclusive
durante o período de recebimento de auxílio-acidente ou de auxílio
suplementar;
II - até doze meses após a cessação de benefícios por incapacidade,
salário maternidade ou após a cessação das contribuições, para o
segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela
Previdência Social ou
estiver suspenso ou licenciado sem remuneração, observado que o salário maternidade deve ser considerado como período de contribuição;
estiver suspenso ou licenciado sem remuneração, observado que o salário maternidade deve ser considerado como período de contribuição;
III - até doze meses após cessar a segregação, para o segurado acometido de doença de segregação compulsória;
IV - até doze meses após o livramento, para o segurado detido ou recluso;
V - até três meses após o licenciamento, para o segurado incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar; e
VI - até seis meses após a cessação das contribuições, para o segurado facultativo, observado o disposto no § 8º deste artigo.
§ 1º O prazo de manutenção da qualidade de segurado será contado a
partir do mês seguinte ao das ocorrências previstas nos incisos II a VI
do caput.
§ 2º O prazo previsto no inciso II do caput será prorrogado para até 24
(vinte e quatro) meses, se o segurado já tiver pago mais de 120 (cento e
vinte) contribuições mensais sem interrupção que acarrete a perda da
qualidade de segurado, observando que, na hipótese desta ocorrência, a
prorrogação para 24 (vinte e quatro) meses somente será devida quando o
segurado completar novamente 120 (cento e vinte) contribuições mensais
sem perda da qualidade de segurado.
§ 3º Aplica-se o disposto no inciso II do caput e no § 2º deste artigo
ao segurado que se desvincular de RPPS, desde que se vincule ao RGPS.
§ 4º O segurado desempregado do RGPS terá o prazo do inciso II do caput
ou do § 1º deste artigo acrescido de doze meses, desde que comprovada
esta situação por registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho e
Emprego - MTE, podendo comprovar tal condição, dentre outras formas:
I - comprovação do recebimento do seguro-desemprego; ou
II - inscrição cadastral no Sistema Nacional de Emprego - SINE, órgão
responsável pela política de emprego nos Estados da federação.
§ 5º O registro no órgão próprio do MTE ou as anotações relativas ao
seguro-desemprego deverão estar dentro do período de manutenção da
qualidade de segurado de doze ou 24 (vinte e quatro) meses, conforme o
caso, relativo ao último vínculo do segurado.
§ 6º A prorrogação do prazo de doze meses, previsto no § 4º deste
artigo, em razão da situação de desemprego, dependerá da inexistência de
outras informações que venham a descaracterizar tal condição, ou seja,
exercício de atividade remunerada, recebimento de benefícios por
incapacidade e salário maternidade, dentro do período de manutenção de
qualidade de segurado.
§ 7º O segurado facultativo, após a cessação de benefícios por
incapacidade e salário-maternidade, manterá a qualidade de segurado pelo
prazo de doze meses.
§ 8º O segurado obrigatório que, durante o gozo de período de graça [12
(doze), 24 (vinte e quatro) ou 36 (trinta e seis) meses, conforme o
caso], se filiar ao RGPS na categoria de facultativo, ao deixar de
contribuir nesta última, terá direito de usufruir o período de graça de
sua condição anterior, se mais vantajoso.
§ 9º O segurado obrigatório que, durante o período de manutenção da
qualidade de segurado decorrente de percepção do benefício por
incapacidade, salário maternidade ou auxílio-reclusão, se filiar ao RGPS
na categoria de facultativo, terá direito de usufruir do período de
graça decorrente da sua condição anterior, se mais vantajoso.
§ 10. Para o segurado especial que esteja contribuindo facultativamente ou não, observam-se as condições de perda e manutenção de qualidade de segurado a que se referem os incisos I a V do caput.
Art. 138. Durante os prazos previstos no art. 137, o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social.
§ 1º A perda da qualidade de segurado ocorrerá no dia seguinte ao do
término do prazo fixado para recolhimento da contribuição referente ao
mês imediatamente posterior ao do final dos prazos fixados no art. 137,
devendo ser observada a tabela constante no art. 146.
§ 2º O prazo fixado para manutenção da qualidade de segurado se encerra
no dia imediatamente anterior ao do reconhecimento da perda desta
qualidade nos termos do § 1º deste artigo.
§ 3º Se o fato gerador ocorrer durante os prazos fixados para a
manutenção da qualidade de segurado e o requerimento do benefício for
posterior aos prazos do art. 137, este será concedido sem prejuízo do
direito, observados os demais requisitos exigidos.
§ 4º Se, por força de lei, ocorrer alteração nas datas de vencimento de
recolhimento, deverão ser obedecidos para manutenção ou perda da
qualidade de segurado os prazos vigentes no dia do desligamento da
atividade ou na data da última contribuição.
Art. 139. No caso de fuga do recolhido à prisão, será
descontado do prazo de manutenção da qualidade de segurado a partir da
data da fuga, o período de graça já usufruído anteriormente ao
recolhimento.
Art. 140. Para benefícios requeridos a partir de 25
de julho de 1991, data da publicação da Lei nº 8.213, de 1991, o
exercício de atividade rural ocorrido entre atividade urbana, ou
vice-versa, assegura a manutenção da qualidade de segurado, quando,
entre uma atividade e outra, não ocorreu interrupção que acarretasse a
perda dessa qualidade.
Art. 141. A perda da qualidade de segurado importa em extinção dos direitos inerentes a essa qualidade.
Art. 142. Para os requerimentos protocolados a partir
de 13 de dezembro de 2002, data da publicação da MP nº 83, de 12 de
dezembro de 2002, convalidada pela Lei nº 10.666, de 2003, a perda da
qualidade de segurado não será considerada para a concessão das
aposentadorias por tempo de contribuição, inclusive de professor,
especial e por idade.
Parágrafo único. Aplicar-se-á o disposto no caput ao trabalhador rural:
I - empregado e trabalhador avulso, referidos na alínea "a" do inciso I
e inciso VI, ambos do art. 11 da Lei nº 8.213, de 1991, que comprovem a
atividade a partir de novembro de 1991, independente da comprovação do
recolhimento das contribuições; e
II - contribuinte individual e segurado especial, referidos na alínea
"g" do inciso V e inciso VII, ambos do art. 11 da Lei nº 8.213, de 1991,
desde que comprovem o recolhimento de contribuições após novembro de
1991.
Art. 143. Não se aplica o disposto no caput do art.
142, para o segurado empregado doméstico que não comprovar a carência
exigida em contribuições.
Art. 144. A pensão por morte concedida na vigência da
Lei nº 8.213, de 1991, com base no art. 240 do Regulamento dos
Benefícios da Previdência Social - RBPS, aprovado pelo Decreto nº 611,
de 21 de julho de 1992, sem que tenha sido observada a qualidade de
segurado, não está sujeita à
revisão específica para a verificação desse requisito, sendo indispensável a sua observância, para os benefícios despachados a partir de 21 de dezembro 1995, data da publicação da ON/INSS/SSBE nº 13, de 20 de dezembro de 1995.
revisão específica para a verificação desse requisito, sendo indispensável a sua observância, para os benefícios despachados a partir de 21 de dezembro 1995, data da publicação da ON/INSS/SSBE nº 13, de 20 de dezembro de 1995.
Parágrafo único. Poderá ser concedida, a qualquer tempo, outra pensão
com o mesmo instituidor em decorrência de desdobramento com a
anteriormente concedida, e ainda ativa, na forma do caput, para inclusão
de novos dependentes, sendo devidas as parcelas somente a partir da
data da entrada do requerimento, conforme art. 76 da Lei nº 8.213, de
1991.
CAPÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS RELATIVAS AOS BENEFÍCIOS
Seção I
Da Carência
Art. 145. Período de carência é o tempo
correspondente ao número mínimo de contribuições indispensáveis para que
o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas a partir do
transcurso do primeiro dia dos meses de suas competências, observado que
um dia de trabalho, no mês, vale como contribuição para aquele mês,
para qualquer categoria de segurado, observadas as especificações
relativas aos trabalhadores rurais.
Parágrafo único. A carência exigida para a concessão dos benefícios
devidos pela Previdência Social será sempre aquela prevista na
legislação vigente, na data em que o interessado tenha implementado
todos os requisitos para a concessão, ainda que, após essa data venha a
perder a qualidade de segurado, observado o disposto no § 2º do art.
149.
Art. 146. O período de carência será considerado de
acordo com a filiação, a inscrição ou o recolhimento efetuado pelo
segurado da Previdência Social observado os critérios descritos na
tabela abaixo:
Forma de Filiação
A Partir de
Data Limite
Início-Cálculo
Empregado
Indefinida
Sem limite
Data da Filiação
Avulso
Indefinida
Sem limite
Data da Filiação
Empresário
Indefinida
24.07.1991
Data da Filiação
25.07.1991
28.11.1999
Data da 1ª contribuição sem atraso
Doméstico
08.04.1973
24.07.1991
Data da Filiação
25.07.1991
Sem limite
Data da 1ª contribuição sem atraso
Facultativo
25.07.1991
Sem limite
Data da 1ª contribuição sem atraso
Equiparado a autônomo
05.09.1960
09.09.1973
Data da 1ª contribuição
10.09.1973
01.02.1976
Data da inscrição
02.02.1976
23.01.1979
Data da 1ª contribuição sem atraso
24.01.1979
23.01.1984
Data da inscrição
24.01.1984
28.11.1999
Data da 1ª contribuição sem atraso
Empregador rural
01.01.1976
24.07.1991
Data da 1ª contribuição sem atraso
Contribuinte em dobro
09.1960
24.07.1991
Data da Filiação
Segurado especial que não optou contribuir facultativamente (§ 2º do art. 200 do RPS)
Indefinida
Sem limite
Data da filiação
Segurado especial que optou contribuir facultativamente (§ 2º do art. 200 do RPS)
11.1991
Sem limite
Data da 1ª contribuição sem atraso
Autônomo
05.09.1960
09.09.1973
Data do 1º pagamento
10.09.1973
01.02.1976
Data da inscrição
02.02.1976
23.01.1979
Data da 1ª contribuição sem atraso
24.01.1979
23.01.1984
Data da inscrição
24.01.1984
28.11.1999
Data da 1ª contribuição sem atraso
Contribuinte Individual
29.11.1999
Sem limite
Data da 1ª contribuição sem atraso
Contribuinte Individual (prestador de serviços a empresa - inclusive - "empresário")
01.04.2003
Sem limite
Data da filiação
§ 1º Para efeito de carência, considera-se presumido o recolhimento
das contribuições do segurado empregado, do trabalhador avulso e
relativamente
ao contribuinte individual prestador de serviço, a partir da competência abril de 2003, as contribuições dele descontadas pela empresa, na forma do inciso I, alínea "a", do art. 216 do RPS.
ao contribuinte individual prestador de serviço, a partir da competência abril de 2003, as contribuições dele descontadas pela empresa, na forma do inciso I, alínea "a", do art. 216 do RPS.
§ 2º Para o segurado contribuinte individual, observado o disposto no §
1º deste artigo, o empregado doméstico, o facultativo, e o segurado
especial que esteja contribuindo facultativamente da data do efetivo
recolhimento da primeira contribuição sem atraso, não sendo consideradas
para esse fim as contribuições recolhidas com atraso referentes a
competências anteriores.
§ 3º Para os optantes pelo recolhimento trimestral previsto nos § § 15 e
16 do art. 216 do RPS, o período de carência é contado a partir do mês
da inscrição do segurado, desde que efetuado o recolhimento da primeira
contribuição trimestral dentro do prazo regulamentar.
§ 4º Para fins do previsto no § 3º deste artigo deverá ser observado o
trimestre civil, sendo que a inscrição no segundo ou terceiro mês deste
não prejudica a opção pelo recolhimento trimestral.
§ 5º Para o empregado doméstico não será exigida a comprovação de
contribuições para a concessão de benefício no valor de um salário
mínimo, nos termos do art. 36 da Lei nº 8.213, de 1991, devendo ser
verificado o número de meses de exercício da atividade para efeito de
carência, assim como a qualidade de doméstico na DER ou na data de
implementação das condições.
§ 6º Nos casos de concessão de benefícios com valor superior a um salário mínimo, para o empregado doméstico, será exigido para fins da
contagem do início da carência a comprovação do efetivo recolhimento da
primeira contribuição em dia, observado o disposto do art. 170.
Subseção I
Dos Períodos de Carência e das Isenções
Art. 147. Para fins do direito aos benefícios de auxíliodoença e aposentadoria por invalidez, deverá ser observado o que segue:
I - como regra geral será exigida a carência mínima de doze contribuições mensais; e
II - independerá de carência nos casos de acidente de qualquer
natureza, inclusive decorrente do trabalho, bem como, quando após
filiar-se ao RGPS, o segurado for acometido de alguma das doenças ou
afecções descritas no Anexo XLV.
Parágrafo único. Entende-se como acidente de qualquer natureza aquele
de origem traumática e por exposição a agentes exógenos (físicos,
químicos ou biológicos), que acarrete lesão corporal ou perturbação
funcional que cause a morte, a perda ou a redução permanente ou
temporária da capacidade laborativa.
Art. 148. Na análise do direito ao
salário-maternidade, deverá ser observada a categoria do requerente na
data do fato gerador, verificando-se a carência da seguinte forma:
I - dez contribuições mensais para os segurados contribuinte
individual, facultativo e especial, assim como para os que estiverem em
período de manutenção da qualidade de segurado decorrente dessas
categorias; e
II - isenção de carência para os segurados empregado, empregado
doméstico e trabalhador avulso, assim como para os que estiverem em
prazo de manutenção de qualidade de segurado decorrente dessas
categorias.
§ 1º Em caso de parto antecipado, o período de carência a que se refere o inciso I do caput será reduzido em número de contribuições equivalentes ao número de meses em que o parto for antecipado.
§ 2º Para os segurados que exercem atividades concomitantes, inclusive
aqueles em prazo de manutenção da qualidade de segurado decorrente
dessas atividades, a exigência de carência ou a isenção deverá observar
cada categoria de forma independente.
§ 3º Caso o segurado esteja no período de graça, em decorrência de
vínculo como empregado, empregado doméstico (com ou sem contribuições)
ou trabalhador avulso e passe a contribuir como facultativo ou
contribuinte individual ou se vincule como segurado especial, sem
cumprir o período de carência exigido nesta condição para a concessão do
benefício nos termos do inciso I deste artigo, fará jus ao
salário-maternidade independentemente de carência.
§ 4º A regra prevista no § 3º deste artigo será aplicada para
benefícios requeridos a partir de 22 de março de 2013, bem como aos
pendentes de análise, somente quando o (a) requerente não satisfizer a
carência exigida na condição de facultativo, contribuinte individual e
segurado especial, sendo vedada a exclusão de contribuições quando
preenchido o direito ao salário maternidade nessas categorias.
Art. 149. Para fins de concessão da aposentadoria por
tempo de contribuição, inclusive a do professor, a especial e a por
idade, a carência a ser considerada deverá observar:
I - se segurado inscrito até 24 de julho de 1991, véspera da publicação
da Lei nº 8.213 de 1991, inclusive no caso de reingresso, a constante
da tabela progressiva do art. 142 do mesmo dispositivo legal; e
II - se segurado inscrito a partir de 25 de julho de 1991, data de
vigência da Lei nº 8.213, de 1991, 180 (cento e oitenta) contribuições
mensais.
§ 1º Aplica-se o previsto no inciso I deste artigo para os trabalhadores rurais amparados pela antiga Previdência Social Rural.
§ 2º No caso da aposentadoria por idade, o número de meses de
contribuição da tabela progressiva a ser exigido para efeito de carência
será a do ano em que for preenchido o requisito etário, ainda que
cumprido em ano posterior ao que completou a idade, não se obrigando que
a carência exigida seja a da data do requerimento do benefício.
§ 3º O segurado que tiver solicitado a emissão de CTC para todo o
período de vinculação com o RGPS anterior a 24 de julho de 1991 e
reingressar no regime após esta data, manterá o direito à carência de
acordo com a tabela progressiva do art. 142 da Lei nº 8.213, de 1991.
§ 4º O exercício de atividade rural anterior a novembro de 1991 será
considerado para a utilização da tabela progressiva do art. 142 da Lei
nº 8.213, de 1991.
Art. 150. A perda da qualidade não será considerada
para fins de requerimento de aposentadoria por tempo de contribuição,
especial e por idade, protocolados a partir de 13 de dezembro de 2002,
data da publicação da MP nº 83, de 12 de dezembro de 2002, convertida na
Lei nº 10.666, de 2003.
§ 1º Especificamente para a aposentadoria por idade, será devida a
concessão do benefício, independentemente do lapso transcorrido entre a
implementação do número mínimo de meses de contribuição considerado para fins da carência e o requisito etário.
implementação do número mínimo de meses de contribuição considerado para fins da carência e o requisito etário.
§ 2º Não se aplica o disposto na Lei nº 10.666, de 2003 ao segurado
especial que não contribua facultativamente, bem como ao empregado
doméstico que tenha o seu período de atividade reconhecido sem a
existência de contribuição, devendo, o segurado estar no exercício da
atividade ou em prazo de qualidade de segurado nestas categorias no
momento do preenchimento dos requisitos necessários ao benefício
pleiteado.
Art. 151. Para os benefícios requeridos a partir de
25 de julho de 1991, data da publicação da Lei nº 8.213, de 1991, quando
ocorrer a perda da qualidade de segurado, qualquer que seja a época da
inscrição ou da filiação do segurado na Previdência Social, as
contribuições anteriores a essa data só poderão ser computadas para
efeito de carência depois que o segurado contar, a partir da nova
filiação ao RGPS, com, no mínimo, 1/3 (um terço) do número de
contribuições exigidas para a concessão do respectivo benefício, sendo
que:
I - para o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez deverá
possuir no mínimo quatro contribuições mensais sem perda da qualidade de
segurado, que somadas às anteriores deverá totalizar doze
contribuições;
II - para o salário-maternidade, nos casos em que seja exigida carência
mínima, deverá possuir no mínimo três contribuições, sem perda da
qualidade de segurado, que somadas às anteriores deverá totalizar dez
contribuições; e
III - para as aposentadorias por idade, por tempo de contribuição,
inclusive de professor e especial, a regra de 1/3 (um terço) incide
sobre a carência de 180 (cento e oitenta) contribuições mensais, cuja
observância encontra-se prejudicada para requerimentos protocolados a
partir de 13 de dezembro de 2002, data da publicação da MP nº 83, de 12
de dezembro de 2002.
§ 1º No caso de aplicação da carência constante da tabela progressiva
do art. 142 da Lei nº 8.213, de 1991, deverá incidir sobre esta a regra
de 1/3 (um terço) do número de contribuições exigidas para o benefício
requerido.
§ 2º O disposto no caput não se aplica aos trabalhadores rurais sem contribuição, observado o contido no § 2º do art. 150.
§ 3º Aplica-se o disposto neste artigo ao segurado oriundo de RPPS que
se filiar ao RGPS após os prazos previstos no caput e no § 1º do art. 13
do RPS.
Art. 152. Independe de carência, a concessão das seguintes prestações no RGPS:
I - auxílio-acidente;
II - salário-família;
III - pensão por morte e auxílio-reclusão; e
IV - Reabilitação Profissional.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput, aos benefícios de
salário maternidade, auxílio doença e aposentadoria por invalidez, para
as exceções previstas nesta Seção.
Art. 153. Considera-se para efeito de carência:
I - o tempo de contribuição para o Plano de Seguridade Social do
Servidor Público anterior à Lei nº 8.647, de 1993, efetuado pelo
servidor público ocupante de cargo em comissão sem vínculo efetivo com a
União, Autarquias, ainda que em regime especial, e Fundações Públicas
Federais;
II - o período em que a segurada recebeu salário-maternidade, exceto o da segurada especial que não contribui facultativamente;
III - o período relativo ao prazo de espera de quinze dias do
afastamento do trabalho de responsabilidade do empregador, desde que
anterior a data do início da incapacidade - DII do benefício requerido;
IV - as contribuições vertidas para o RPPS certificadas na forma da
contagem recíproca, desde que o segurado não tenha utilizado o período
naquele regime, esteja filiado ao RGPS e desvinculado do regime de
origem, observado o disposto no § 3º do art. 137;
V - o período na condição de anistiado político que, em virtude de
motivação exclusivamente política, foi atingido por atos de exceção,
institucional ou complementar ou abrangido pelo Decreto Legislativo nº
18, de 15 de dezembro de 1961, pelo Decreto-Lei nº 864, de 12 de
setembro de 1969, ou que, em virtude de pressões ostensivas ou de
expedientes oficiais sigilosos, tenha sido demitido ou compelido pelo
afastamento de atividade remunerada, no período compreendido de 18 de
setembro de 1946 a 5 de outubro de 1988, desde que detentor de ato
declaratório que lhe reconhece essa condição;
VI - as contribuições previdenciárias vertidas pelos contribuintes
individuais, contribuintes em dobro, facultativos, equiparados a
autônomos, empresários e empregados domésticos, relativas ao período de
abril de 1973 a fevereiro de 1994, cujas datas de pagamento não constam
no CNIS, conforme art. 63;
VII - o tempo de atividade do empregado doméstico, observado o disposto
no § 4º do art. 146, independentemente da prova do recolhimento da
contribuição previdenciária, desde a sua filiação como segurado
obrigatório; e
VIII - o período constante no inciso V do caput art. 7º.
§ 1º Por força de decisão judicial proferida na Ação Civil Pública -
ACP nº 2009.71.00.004103-4, para benefícios requeridos a partir de 19 de
setembro de 2011, fica garantido o cômputo, para fins de carência, do
período em gozo de benefício por incapacidade, inclusive os decorrentes
de acidente do trabalho, desde que intercalado com períodos de
contribuição ou atividade:
I - no período compreendido entre 19 de setembro de 2011 a 3 de
novembro de 2014 a decisão judicial teve abrangência nacional; e
II - a partir de 4 de novembro de 2014 a decisão passou a ter
abrangência restrita aos residentes nos Estados dos Rio Grande do Sul,
Santa Catarina e Paraná, observada a decisão proferida pelo Superior
Tribunal de Justiça no Recurso Especial nº 1.414.439-RS.
§ 2º Para benefícios requeridos até 18 de setembro de 2011, somente
contarão para carência os períodos de auxílio-doença ou aposentadoria
por invalidez recebidos no período de 1º de junho de 1973 a 30 de junho
de 1975.
Art. 154. Não será computado como período de carência:
I - o tempo de serviço militar, obrigatório ou voluntário;
II - o tempo de serviço do segurado trabalhador rural anterior à
competência novembro de 1991, exceto para os benefícios do inciso I do
art. 39 e caput e § 2º do art. 48, ambos da Lei nº 8.213 de 24 de julho
de 1991;
III - o período de retroação da DIC e o referente à indenização de período, observado o disposto no art. 155;
IV - o período indenizado de segurado especial posterior a novembro de 1991, exceto para os benefícios devidos na forma do inciso I do art. 39 da Lei nº 8.213, de 1991; e
V - o período em que o segurado está ou esteve em gozo de auxílio-acidente ou auxílio-suplementar.
Art. 155. Ressalvado o disposto no art. 150, o
período em que o segurado tenha exercido atividades na mesma categoria
ou em categorias diferenciadas como empregado, trabalhador avulso,
empregado doméstico e contribuinte individual, e não tenha ocorrido a
perda da qualidade de segurado entre os períodos de atividade, será
computado para fins de carência.
Parágrafo único. Aplica-se, também, o disposto no caput, quando for
comprovado o recolhimento de contribuição em todo o período, desde a
filiação como empregado ou como trabalhador avulso, mesmo que na
categoria subsequente, de contribuinte individual e de empregado
doméstico, tenha efetuado recolhimentos em atraso, inclusive quando se
tratar de retroação de DIC.
Subseção II
Do Segurado Especial e Demais Trabalhadores Rurais
Art. 156. Para o segurado especial que não contribui
facultativamente, o período de carência de que trata o § 1º do art. 26
do RPS é contado a partir do efetivo exercício da atividade rural,
mediante comprovação, na forma do disposto no art. 47 a 54.
Art. 157. No caso de comprovação de desempenho de
atividade urbana entre períodos de atividade rural, com ou sem perda da
qualidade de segurado, poderá ser concedido benefício previsto no inciso
I do art. 39 e caput e § 2º do art. 48, ambos da Lei nº 8.213, de 1991,
desde que cumpra o número de meses de trabalho idêntico à carência
relativa ao benefício, exclusivamente em atividade rural.
Parágrafo único. Na hipótese de períodos intercalados de exercício de atividade rural e urbana, observado o disposto nos arts.
159 e 233, o requerente deverá apresentar um documento de início de
prova material do exercício de atividade rural após cada período de
atividade urbana.
Art. 158. Para fins de concessão dos benefícios
devidos ao trabalhador rural previstos no inciso I do art. 39 e caput §
2º do art. 48 ambos da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991,
considera-se como período de carência o tempo de efetivo exercício de
atividade rural, ainda que de forma descontínua, correspondente ao
número de meses necessários à concessão do benefício requerido,
computados os períodos a que se referem as alíneas "d" e "i" do inciso
VIII do art. 42 observando-se que:
I - para a aposentadoria por idade prevista no art. 230 do trabalhador
rural empregado, contribuinte individual e especial será apurada
mediante a comprovação de atividade rural no período imediatamente
anterior ao requerimento do benefício ou, conforme o caso, no mês em que
cumprir o requisito etário, computando-se exclusivamente, o período de
natureza rural; e
II - para o segurado especial e seus dependentes, para os benefícios de
aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, auxílioacidente, pensão
por morte, auxílio-reclusão e salário-maternidade, o período de
atividade rural
deve ser apurado em relação aos últimos doze ou 24 (vinte e quatro) meses, sem prejuízo da necessária manutenção da qualidade de segurado e do preenchimento da respectiva carência, comprovado na forma do art. 47.
deve ser apurado em relação aos últimos doze ou 24 (vinte e quatro) meses, sem prejuízo da necessária manutenção da qualidade de segurado e do preenchimento da respectiva carência, comprovado na forma do art. 47.
Parágrafo único. Entendem-se como forma descontínua os períodos
intercalados de exercício de atividades rurais, ou urbana e rural, com
ou sem a ocorrência da perda da qualidade de segurado, observado o
disposto no art. 157.
Art. 159. Observado o disposto no inciso II do art.
158, para fins de benefícios de aposentadoria por invalidez,
auxílio-doença, auxílio-acidente, pensão por morte, auxílio-reclusão e
salário-maternidade, o segurado especial deverá estar em atividade ou em
prazo de manutenção desta qualidade na data da entrada do requerimento -
DER ou na data em que implementar todas as condições exigidas para o
benefício requerido.
§ 1º Será devido o benefício, ainda que a atividade exercida na DER
seja de natureza urbana, desde que preenchidos todos os requisitos para a
concessão do benefício requerido até a expiração do prazo para
manutenção da qualidade de segurado na categoria de segurado especial e
não tenha adquirido a carência necessária na atividade urbana.
§ 2º Na hipótese do § 1º deste artigo, não será permitido somar, para
fins de carência, o tempo de efetivo exercício de atividade rural com as
contribuições vertidas para o RGPS na atividade urbana.
§ 3º Ressalvada a hipótese prevista no art. 158, o trabalhador rural
enquadrado como contribuinte individual e seus dependentes, para fazer
jus aos demais benefícios, deverão comprovar o recolhimento das
contribuições.
Art. 160. Para a aposentadoria por idade do
trabalhador rural com renda mensal superior ao valor do salário mínimo e
com redução de idade, ou seja, sessenta anos se homem, 55 (cinquenta e
cinco) anos, se mulher, as contribuições para fins de carência serão
computadas, exclusivamente, em razão do exercício da atividade rural,
observando que serão exigidas 180 (cento e oitenta) contribuições ou,
estando o segurado enquadrado no art. 142 da Lei nº 8.213, de 1991,
satisfaça os seguintes requisitos, cumulativamente:
I - esteve vinculado ao Regime de Previdência Rural - RPR ou RGPS,
anteriormente a 24 de julho de 1991, véspera da publicação da Lei nº
8.213, de 1991;
II - exerceu atividade rural após aquela data; e
III - completou a carência necessária a partir de novembro de 1991.
Art. 161. Tratando-se de aposentadoria por idade do
empregado rural, em valor equivalente ao salário mínimo, serão contados
para efeito de carência:
I - até 31 de dezembro de 2010, o período de atividade comprovado na forma do art. 9º, observado o disposto no art. 183 do RPS;
II - de janeiro de 2011 a dezembro de 2015, cada mês comprovado de
emprego, multiplicado por três, limitado a doze meses dentro do
respectivo ano civil; e
III - de janeiro de 2016 a dezembro de 2020, cada mês comprovado de
emprego, multiplicado por dois, limitado a doze meses dentro do
respectivo ano civil.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput e respectivo inciso I
deste artigo, ao trabalhador rural enquadrado na categoria de segurado
contribuinte individual, que tenha prestado serviço de natureza rural,
em caráter eventual,
a uma ou mais empresas, sem relação de emprego, comprovada na forma do art. 143 da Lei nº 8.213, de 1991.
a uma ou mais empresas, sem relação de emprego, comprovada na forma do art. 143 da Lei nº 8.213, de 1991.
Seção II
Do Tempo de Contribuição
Art. 162. Considera-se tempo de contribuição o tempo,
contado de data a data, desde o início até a data do desligamento de
atividade abrangida pela Previdência Social ou até a data de
requerimento de benefício, descontados os períodos legalmente
estabelecidos, tais como:
I - o de interrupção de exercício e de desligamento da atividade;
II - o de suspensão ou licença de contrato de trabalho, sem contribuição previdenciária;
III - o compreendido entre a interrupção ou o encerramento e o reinício
da atividade no caso do contribuinte individual, observada as
disposições constantes no inciso X, art. 166.
Parágrafo único. A contagem do tempo de contribuição no RGPS observará o
mês de trinta e o ano de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.
Art. 163. Poderá ser objeto de contagem do tempo de contribuição para o RGPS:
I - o período em que o exercício da atividade não exigia filiação
obrigatória à Previdência Social, desde que efetivada, pelo segurado, a
respectiva indenização na forma do art. 25;
II - o período em que o exercício de atividade exigia filiação
obrigatória à Previdência Social como segurado contribuinte individual,
mediante recolhimento, devendo a retroação da DIC ser previamente
autorizada pelo INSS, observado o art. 26; e
III - o período em que o exercício da atividade teve filiação a RPPS
devidamente certificado pelo respectivo ente federativo, na forma da
contagem recíproca, observado que o tempo a ser considerado é o tempo
líquido de efetivo exercício da atividade.
Art. 164. Até que lei específica discipline a
matéria, são contados como tempo de contribuição, entre outros, conforme
previsto no art. 60 do RPS:
I - o de serviço militar obrigatório, voluntário e o alternativo, que
serão certificados na forma da lei, por autoridade competente, desde que
não tenham sido computados para inatividade remunerada nas Forças
Armadas ou para aposentadoria no serviço público, assim definidos:
a) obrigatório: aquele prestado pelos incorporados em organizações da
ativa das Forças Armadas ou matriculados em órgãos de formação de
reserva;
b) alternativo (também obrigatório): aquele considerado como o
exercício de atividade de caráter administrativo, assistencial,
filantrópico ou mesmo produtivo, em substituição às atividades de
caráter essencialmente militares, prestado em organizações militares da
ativa ou em órgãos de formação de reserva das Forças Armadas ou em
órgãos subordinados aos ministérios civis, mediante convênios entre tais
ministérios e o Ministério da Defesa; e
c) voluntário: aquele prestado pelos incorporados voluntariamente e
pelos militares, após o período inicial, em organizações da ativa das
Forças Armadas ou matriculados em órgãos de formação de reserva ou,
ainda, em academias ou escolas de formação militar;
II - o de exercício de mandato classista da Justiça do Trabalho e o
magistrado da Justiça Eleitoral junto a órgão de deliberação coletiva,
desde
que, vinculado ao RGPS antes da investidura do mandato, nos termos do art. 90;
que, vinculado ao RGPS antes da investidura do mandato, nos termos do art. 90;
III - o de serviço público federal exercido anteriormente à opção pelo
regime da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, salvo se aproveitado
no RPPS ou certificado através de CTC pelo RGPS;
IV - o período em que a segurada esteve recebendo saláriomaternidade,
observada exceção constante na alínea "b", inciso X, do art. 166;
V - o de tempo de serviço prestado à Justiça dos Estados, às serventias
extrajudiciais e às escrivaninhas judiciais, desde que não tenha havido
remuneração pelos cofres públicos e que a atividade não estivesse, à
época, vinculada a RPPS, estando abrangidos:
a) os servidores de Justiça dos Estados, não remunerados pelos cofres públicos, que não estavam filiados a RPPS;
b) aquele contratado pelos titulares das Serventias de Justiça, sob o
regime da CLT, para funções de natureza técnica ou especializada, ou
ainda, qualquer pessoa que preste serviço sob a dependência dos
titulares, mediante salário e sem qualquer relação de emprego com o
Estado; e
c) os servidores que na data da vigência da Lei nº 3.807, de 1960, já
estivessem filiados ao RGPS, por força da legislação anterior, tendo
assegurado o direito de continuarem filiados à Previdência Social
Urbana;
VI - o em que o servidor ou empregado de fundação, empresa pública,
sociedade de economia mista e suas respectivas subsidiárias, filiado ao
RGPS, tenha sido colocado à disposição da Presidência da República;
VII - o de atividade como ministro de confissão religiosa, membro de
instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa,
mediante os correspondentes recolhimentos;
VIII - o de detentor de mandato eletivo federal, estadual, distrital ou
municipal, observado o disposto no inciso XIV do art. 8º e art. 79,
desde que não vinculado a qualquer RPPS, por força da Lei nº 9.506, de
30 de outubro de 1997, ainda que aposentado;
IX - as contribuições recolhidas em época própria como contribuinte em dobro ou facultativo:
a) pelo detentor de mandato eletivo estadual, municipal ou distrital
até janeiro de 1998, observado o disposto no inciso VIII deste artigo e o
contido no art. 79;
b) pelo detentor de mandato eletivo federal até janeiro de 1999; e
c) na ausência de recolhimentos como contribuinte em dobro ou
facultativo em épocas próprias para os períodos citados nas alíneas ¨a¨ e
¨ b¨ deste inciso, as contribuições poderão ser efetuadas na forma de
indenização, estabelecida no art. 122 do RPS;
X - o de atividade como pescador autônomo, inscrito na Previdência
Social urbana até 5 de dezembro de 1972, véspera da publicação do
Decreto nº 71.498, de 5 de dezembro de 1972, ou inscrito, por opção, a
contar de 2 de setembro de 1985, com base na Lei nº 7.356, de 30 de
agosto de 1985;
XI - o de atividade como garimpeiro autônomo, inscrito na Previdência
Social urbana até 12 de janeiro de 1975, véspera da publicação do
Decreto nº 75.208, de 10 de janeiro de 1975, bem como o período
posterior a essa data em que o garimpeiro continuou a recolher nessa
condição;
XII - o de atividade anterior à filiação obrigatória, desde que
devidamente comprovada e indenizado na forma do art. 122 do RPS;
XIII - o de atividade do bolsista e o do estagiário que prestam serviços à empresa em desacordo com a Lei nº 11.788, de 2008;
XIV - o de atividade do estagiário de advocacia ou o do solicitador,
desde que inscritos na OAB, como tal e que comprovem recolhimento das
contribuições como facultativo em época própria;
XV - o de atividade do médico residente, nas seguintes condições:
a) anterior a 8 de julho de 1981, véspera da publicação da Lei nº
6.932, de 1981, desde que indenizado na forma do art. 122 do RPS; e
b) a partir de 9 de julho de 1981, data da publicação da Lei nº 6.932,
de 1981, na categoria de contribuinte individual, ex autônomo, desde que
haja contribuição.
XVI - o período de recebimento de benefício por incapacidade:
a) o não decorrente de acidente do trabalho, entre períodos de
atividade, ainda que em outra categoria de segurado, sendo que as
contribuições como contribuinte em dobro, até outubro de 1991 ou como
facultativo, a partir de novembro de 1991 suprem a volta ao trabalho
para fins de caracterização;
b) por acidente do trabalho intercalado ou não com período de atividade ou contribuição;
c) o período a que se refere o art. 218, desde que intercalado entre
atividades ou contribuições, salvo quando se tratar de benefício
decorrente de acidente do trabalho.
XVII - o tempo de serviço dos titulares de serviços notariais e de
registros, ou seja, a dos tabeliães ou notários e oficiais de registros
ou registradores sem RPPS, desde que haja o recolhimento das
contribuições ou indenizações, observando que:
a) até 24 de julho de 1991, véspera da publicação da Lei nº 8.213, de 1991, como segurado empregador; e
b) a partir de 25 de julho de 1991, data da publicação da Lei nº 8.213,
de 1991, como segurado autônomo, denominado contribuinte individual a
partir de 29 de novembro de 1999, data da publicação da Lei nº 9.876, de
1999;
XVIII - o de tempo de serviço dos escreventes e dos auxiliares
contratados por titulares de serviços notariais e de registros, quando
não sujeitos ao RPPS, desde que comprovado o exercício da atividade,
nesta condição;
XIX - o tempo de serviço público federal, estadual, do Distrito Federal
ou municipal, inclusive o prestado a autarquia ou a sociedade de
economia mista ou fundação instituída pelo Poder Público, devidamente
certificado na forma da Lei nº 3.841, de 15 de dezembro de 1960, desde
que a respectiva certidão tenha sido requerida na entidade para a qual o
serviço foi prestado até 30 de setembro de 1975, véspera do início da
vigência da Lei nº 6.226, de 14 de junho de 1975, sendo considerado
certificado o tempo de serviço quando a certidão tiver sido requerida:
a) até 15 de dezembro de 1962, nos termos da Lei nº 3.841, de 1960, se a
admissão no novo emprego, após a exoneração do serviço público, for até
14 de dezembro de 1960, véspera da publicação da Lei nº 3.841, de 1960;
e
b) até dois anos a contar da admissão no novo emprego, se esta tiver
ocorrido a partir de 15 de dezembro de 1960, data da publicação da Lei
nº 3.841, de 1960, não podendo o requerimento ultrapassar a data de 30
de setembro de 1975, nos termos da Lei nº 6.226, de 1975;
XX - as contribuições efetivadas por segurado facultativo, após o
pagamento da primeira contribuição em época própria, desde que não tenha
transcorrido
o prazo previsto para a perda da qualidade de segurado, na forma do inciso VI do art. 13 do RPS;
o prazo previsto para a perda da qualidade de segurado, na forma do inciso VI do art. 13 do RPS;
XXI - o tempo de serviço do segurado trabalhador rural anterior à competência novembro de 1991; e
XXII - o tempo de contribuição ao RGPS que constar da CTC na forma da
contagem recíproca, mas que não tenha sido, comprovadamente,
utilizado/aproveitado para aposentadoria ou vantagens no RPPS, mesmo que
de forma concomitante com o de contribuição para RPPS,
independentemente de existir ou não aposentadoria no RPPS, observado o
disposto no § 1º do art. 452.
§ 1º O período de que trata o inciso I do caput, inferior a dezoito
meses, comprovado por meio do certificado de reservista, será contado de
data a data.
§ 2º Na situação descrita no inciso XXVI do caput o tempo só poderá ser
utilizado para fins de benefício junto ao INSS após processamento de
revisão da CTC independentemente de existir ou não aposentadoria já
concedida no RPPS.
Art. 165. Considera-se também como tempo de
contribuição as contribuições vertidas na qualidade de segurado
facultativo, observado o disposto no § 5º do art. 55, por servidor
público civil ou militar da União, do Estado, do Distrito Federal ou do
Município, bem como o das respectivas Autarquias e Fundações, sujeito a
RPPS, observando o que segue:
I - no período de 25 de julho de 1991, data da publicação da Lei nº
8.213, até 5 de março de 1997, véspera da publicação do RBPS, aprovado
pelo Decreto nº 2.172, de 1997, para o servidor público civil ou militar
da União, do Estado, do Distrito Federal ou do Município, bem como o
das respectivas Autarquias e Fundações, sujeito a RPPS;
II - no período de 6 de março de 1997 até 15 de dezembro de 1998,
véspera da publicação da Emenda Constitucional nº 20, de 1998, somente
para o servidor público previsto no caput, que acompanhou cônjuge em
prestação de serviço no exterior;
III - no período de 16 de dezembro de 1998 a 15 de maio de 2003, data
da publicação da Lei nº 10.667, de 2003, para o servidor público civil
da União, inclusive de suas respectivas Autarquias ou Fundações,
participante de RPPS, desde que afastado sem vencimentos;
IV - a partir de 16 de dezembro de 1998, data da publicação da Emenda
Constitucional nº 20, de 1998, para o servidor público do Estado, do
Distrito Federal ou do Município durante o afastamento sem vencimentos,
desde que não permitida, nesta condição, contribuição ao respectivo
regime próprio.
§ 1º Será vedado o cômputo de contribuições vertidas na categoria de
facultativo a partir de 16 de maio de 2003, ainda que em licença sem remuneração, do servidor público civil da União, inclusive de suas
respectivas Autarquias ou Fundações, observado o disposto no inciso III
deste artigo.
§ 2º A filiação na categoria de facultativo dependerá de inscrição
formalizada perante a Previdência Social, observado art. 55, tendo
efeito a partir do primeiro recolhimento sem atraso, sendo vedado o
cômputo de contribuições anteriores ao início da opção para essa
categoria.
§ 3º Aplica-se as disposições deste artigo para o servidor público
efetivo sujeito à alteração de regime próprio de previdência social.
Art. 166. Não serão computados como tempo de contribuição, para fins de benefícios no RGPS, os períodos:
I - correspondentes ao emprego ou a atividade não vinculada ao RGPS;
II - em que o segurado era amparado por RPPS, exceto se certificado regularmente por CTC nos termos da contagem recíproca;
III - de parcelamento de contribuições em atraso ou de retroação de DIC
do Contribuinte individual até que haja liquidação declarada pela RFB;
IV - que tenham sido considerados para a concessão de outra
aposentadoria pelo RGPS ou qualquer outro regime de previdência social,
independente de emissão de CTC;
V - exercidos com idade inferior a prevista na Constituição Federal,
salvo as exceções previstos em lei e observado o § 1º do art. 7º;
VI - de contagem em dobro das licenças prêmio não gozadas do servidor
público optante pelo regime da CLT e os de servidor de instituição
federal de ensino, na forma prevista no Decreto nº 94.664, de 23 de
julho de 1987;
VII - do bolsista e do estagiário que prestam serviços à empresa, de
acordo com a Lei nº 11.788, de 2008, exceto se houver recolhimento à
época na condição de facultativo;
VIII - exercidos a título de colaboração por monitores ou
alfabetizadores recrutados pelas comissões municipais da Fundação
Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL, para desempenho de
atividade de caráter não econômico e eventual, por não acarretar
qualquer ônus de natureza trabalhista ou previdenciária, conforme
estabelecido no Decreto nº 74.562, de 16 de setembro de 1974, ainda que
objeto de CTC;
IX - os períodos de aprendizado profissional realizados a partir de 16
de dezembro de 1998, data da publicação da Emenda Constitucional nº 20,
de 1998, na condição de aluno aprendiz nas escolas técnicas, previstos
no art. 76; e
X - para efeito de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição e CTC:
a) o período em que o segurado contribuinte individual e facultativo
tiver contribuído com base na alíquota reduzida de 5% (cinco por cento)
ou 11% (onze por cento) na forma do § 2º do art. 21 da Lei nº 8.212, de
24 de julho de 1991, salvo se efetuar a complementação das contribuições
para o percentual de 20% (vinte por cento), conforme § 3º do respectivo
artigo; e
b) de recebimento do salário-maternidade da contribuinte individual,
facultativa e as em prazo de manutenção da qualidade de segurado dessas
categorias, concedido em decorrência das contribuições efetuadas com
base na alíquota reduzida de 5% (cinco por cento) ou 11% (onze por
cento) na forma do § 2º do art. 21 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de
1991, salvo se efetuar a complementação das contribuições para o
percentual de 20% (vinte por cento), conforme § 3º do respectivo artigo.
Seção III
Do não Cômputo do Período de Débito
Art. 167. A existência de débito relativo a
contribuições devidas pelo segurado à Previdência Social não é óbice,
por si só, para a concessão de benefícios quando, excluído o período de
débito, estiverem preenchidos todos os requisitos legais para a
concessão do benefício requerido, inclusive nas situações em que o
período em débito compuser o PBC.
Parágrafo único. A pedido do segurado, após a quitação do débito, caberá revisão do benefício.
Art. 168. Tratando-se de débito objeto de
parcelamento, o período de trabalho correspondente a este somente será
utilizado para fins de benefício e CTC no RGPS, após a comprovação da
quitação de todos os valores devidos.
Seção IV
Do Cálculo do Valor do Benefício
Subseção I
Do Período Básico de Cálculo - Pbc
Art. 169. O Período Básico de Cálculo - PBC é fixado, conforme o caso, de acordo com a:
I - data do afastamento da atividade ou do trabalho - DAT;
II - data de entrada do requerimento - DER;
III - data do início da incapacidade - DII, quando anterior à DAT;
IV - data da publicação da Emenda Constitucional nº 20, de 1998 - DPE;
V - data da publicação da Lei nº 9.876, de 1999 - DPL;
VI - data de implementação das condições necessárias à concessão do benefício - DICB.
§ 1º Considera-se período básico de cálculo:
I - para os filiados ao RGPS até 28 de novembro de 1999, véspera da
publicação da Lei nº 9.876, de 1999, que tenham implementado todas as
condições para a concessão do beneficio até essa data, o disposto no
art. 178;
II - para os filiados ao RGPS até 28 de novembro de 1999, véspera da
publicação da Lei nº 9.876, de 1999, que tenham implementado as
condições para a concessão do benefício após essa data, todas as
contribuições a partir de julho de 1994, observado o disposto no art. 3º
da Lei nº 9.876, de 1999; e
III - para os filiados ao RGPS a partir de 29 de novembro de 1999, data
da publicação da Lei nº 9.876, de 1999, todo o período contributivo.
§ 2º O término do PBC será fixado no mês imediatamente anterior ao da
ocorrência de uma das situações previstas nos incisos I ao VI do caput.
§ 3º Para fixação do PBC, não importa se na data do requerimento do
benefício de aposentadoria especial o segurado estava ou não
desempenhando atividade sujeita a condições especiais.
§ 4º No PBC do auxílio-doença, inclusive o decorrente de acidente de
qualquer natureza, para o segurado que exerça atividades concomitantes e
se afastar em mais de uma, prevalecerá:
I - DAT de empregado, se empregado e contribuinte individual ou empregado doméstico; e
II - a DAT do último afastamento como empregado, nos casos de possuir mais de um vínculo empregatício.
§ 5º Em caso de pedido de reabertura de CAT, com afastamento inicial
até quinze dias consecutivos, o PBC será fixado em função da data do
novo afastamento.
§ 6º No caso de auxílio-doença em que o segurado empregado possui mais
de um afastamento dentro de sessenta dias em decorrência da mesma
doença, a fixação do PBC ocorrerá da seguinte forma:
I - em função do novo afastamento, quando tiver se afastado,
inicialmente, quinze dias consecutivos, retornando à atividade no 16º
(décimo sexto) dia; e
II - no dia seguinte ao que completar o período de quinze dias de afastamento, quando tiver se afastado, inicialmente, por período inferior a quinze dias.
Art. 170. Serão utilizadas, a qualquer tempo, as
remunerações ou as contribuições constantes no CNIS para fins de
formação do PBC e de apuração do salário de benefício.
§ 1º Não constando no CNIS as informações sobre contribuições ou remunerações, ao ser formado o PBC, deverá ser observado:
I - para o segurado empregado e trabalhador avulso, nos meses
correspondentes ao PBC em que existir vínculo e não existir remuneração,
será considerado o valor do salário mínimo, podendo solicitar revisão
do valor do benefício com a comprovação do valor das remunerações
faltantes, observado o prazo decadencial;
II - para o segurado empregado doméstico, nos meses correspondentes ao
PBC em que existir vínculo e não existir remuneração, será considerado o
valor do salário mínimo, podendo solicitar revisão do valor do
benefício com a comprovação do efetivo recolhimento das contribuições
faltantes, efetuado a partir dos valores registrados em CP ou CTPS,
observado o prazo decadencial; e
III - para os demais segurados, os salários de contribuição referentes aos meses de contribuições efetivamente recolhidas.
§ 2º Aplica-se o disposto no § 1º deste artigo, quando da análise de
pedido de revisão de benefício ou de reabertura de benefício indeferido,
para fins de formação do PBC.
§ 3º Para o período de RPPS, serão considerados os salários de remuneração que estiverem relacionados na Certidão de Tempo de
Contribuição.
Art. 171. Para o segurado oriundo de outro regime de
previdência, após a sua filiação ao RGPS, para formação do PBC e
apuração do salário de benefício serão considerados os salários de
contribuição, de acordo com o disposto no art. 214 do RPS, vertidos para
o RPPS.
Parágrafo único. Se o período em que o segurado exerceu atividade para o
RGPS for concomitante com o tempo de serviço prestado à Administração
Pública, não serão consideradas no PBC as contribuições vertidas no
período para o outro regime de previdência, conforme as disposições
estabelecidas no art. 96 da Lei nº 8.213, de 1991.
Art. 172. Se no PBC o segurado tiver recebido
benefício por incapacidade, entre períodos intercalados de atividade ou
de contribuição, considerar-se-á como salário de contribuição, no
período, o salário de benefício que serviu de base para o cálculo da
renda mensal, reajustado nas mesmas épocas e nas mesmas bases dos
benefícios em geral, não podendo ser inferior ao salário mínimo nem
superior ao limite máximo do salário de contribuição.
§ 1º Quando após a cessação de benefício por incapacidade não houver
retorno à atividade ou contribuição, e havendo novo requerimento de
beneficio, o salário de benefício daquele não poderá compor o período
básico de cálculo deste.
§ 2º Quando no início ou no término do período o segurado tiver
percebido benefício por incapacidade e remuneração, será considerada, na
fixação do salário de contribuição do mês em que ocorreu esse fato, a
soma dos valores do salário de benefício e do salário de contribuição,
respectivamente,
proporcionais aos dias de benefício e aos dias trabalhados, respeitado o limite máximo do salário de contribuição.
proporcionais aos dias de benefício e aos dias trabalhados, respeitado o limite máximo do salário de contribuição.
§ 3º Havendo dúvida quanto ao salário de contribuição informado pela
empresa, se no valor mensal ou proporcional aos dias trabalhados,
deverão ser solicitados esclarecimentos à empresa e, persistindo a
dúvida, ser emitida diligência.
§ 4º Para o empregado doméstico e o contribuinte individual prestador
de serviço à pessoa física, a remuneração prevista no parágrafo terceiro
somente será somada ao salário de benefício se houver o respectivo
recolhimento, que será sempre considerado proporcional aos dias
trabalhados.
Art. 173. Por ocasião do requerimento de outro
benefício, se o período de que trata o art. 47 da Lei nº 8.213, de 1991
integrar o PBC será considerado como salário de contribuição o salário
de benefício que serviu de base para o cálculo da aposentadoria por
invalidez, reajustado nas mesmas épocas e bases dos benefícios em geral,
não podendo ser inferior ao valor de um salário mínimo nem superior ao
limite máximo do salário de contribuição.
Art. 174. Para a aposentadoria requerida ou com
direito adquirido a partir de 11 de novembro de 1997, data da publicação
da Medida Provisória nº 1.596-14, de 10 de novembro de 1997, convertida
na Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997, o valor mensal do
auxílio-acidente integrará o PBC para fins de apuração do salário de
benefício, o qual será somado ao salário de contribuição existente no
PBC, limitado ao teto de contribuição.
§ 1º Inexistindo período de atividade ou gozo de benefício por
incapacidade dentro do PBC, o valor do auxílio-acidente não supre a
falta do salário de contribuição.
§ 2º Se, dentro do PBC, o segurado tiver recebido auxíliodoença,
inclusive decorrente de acidente de qualquer natureza, concomitantemente
com auxílio-acidente de outra origem, a renda mensal desse será somada,
mês a mês, ao salário de benefício daquele, observado o teto de
contribuição, para fins de apuração do salário de benefício da
aposentadoria.
Art. 175. O salário de benefício do auxílio-acidente,
cujas lesões tenham se consolidado até 10 de novembro de 1997, véspera
da publicação da Medida Provisória nº 1.596-14, convertida na Lei nº
9.528, de 1997, não será considerado no cálculo das aposentadorias com
DIB até a mesma data, observada a permissão de acumulação prevista no
inciso V do art. 528.
Art. 176. Para óbito ocorrido a partir de 11 de
novembro de 1997, data da publicação da Medida Provisória nº 1.596-14,
de 10 de novembro de 1997, convertida na Lei nº 9.528, de 1997,
aplicam-se as mesmas disposições do art. 174 à pensão por morte do
segurado em gozo de auxílio-acidente, observado, no que couber, o
disposto no art. 202 do mesmo ato normativo.
Art. 177. Os salários de contribuição referentes ao
período de atividade exercida a partir de 14 de outubro de 1996, data da
publicação da Medida Provisória nº 1.523, de 1996, como juiz classista
ou magistrado da Justiça Eleitoral, na forma do art. 86, serão
considerados no PBC, limitados ao teto de contribuição.
§ 1º Caso o segurado tenha exercido mandato de juiz classista e de
magistrado da Justiça Eleitoral, exercida até 13 de outubro de 1996,
véspera da publicação da Medida Provisória nº 1.523, de 1996 e possua os
requisitos
para a concessão de aposentadoria anterior à investidura o PBC será fixado levando-se em consideração as seguintes situações:
para a concessão de aposentadoria anterior à investidura o PBC será fixado levando-se em consideração as seguintes situações:
I - sem o cômputo do período de atividade de juiz classista e de
magistrado da Justiça Eleitoral, o PBC será fixado em relação à data em
que o segurado se licenciou para exercer o mandato e, em se tratando de
contribuinte individual, essa data corresponderá ao dia anterior à
investidura no mandato; e
II - com o cômputo do período de atividade de juiz classista e de
magistrado da Justiça Eleitoral, esse período de atividade deverá ser
apresentado por CTC, sendo o PBC fixado em relação à DAT ou de acordo
com a DER, se não houver afastamento, observadas as disposições art. 86.
§ 2º Nas situações previstas no § 1º deste artigo, deverá ser observada
a legislação vigente na data de implementação dos requisitos para
aquisição do direito ao benefício.
Art. 178. Fica garantido ao segurado que até o dia 28
de novembro de 1999, véspera da publicação da Lei nº 9.876, de 26 de
novembro de 1999, tenha cumprido os requisitos necessários para a
concessão do benefício, o cálculo do valor inicial segundo as regras até
então vigentes,
Considerando como PBC os últimos 36 (trinta e seis) salários de
contribuição, apurados em período não superior a 48 (quarenta e oito)
meses imediatamente anteriores àquela data, assegurada a opção pelo
cálculo na forma prevista nos arts.180, 185 e 187.
Art. 179. O índice de correção dos salários de
contribuição utilizados no cálculo do salário de benefício é a variação
integral do Índice Nacional de Preço ao Consumidor - INPC, referente ao
período decorrido, a partir da primeira competência do salário de
contribuição que compõe o PBC, até o mês anterior ao do início do
benefício, de modo a preservar o seu valor real, conforme definido no
art. 29-B da Lei nº 8.213, de 1991.
Subseção II
Do Fator Previdenciário
Art. 180. O fator previdenciário será calculado
considerandose a idade, a expectativa de sobrevida e o tempo de
contribuição do segurado ao se aposentar, mediante a fórmula:
CÁLCULO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO
f = Tc x a x [ 1 + (Id + Tc x
a) ] Es 100
Em que: f = fator previdenciário;
Es = expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria;
Tc = tempo de contribuição até o momento da aposentadoria;
Id = idade no momento da aposentadoria; a = alíquota de contribuição correspondente a 0,31.
Parágrafo único. Para efeito do disposto no caput deste artigo, a
expectativa de sobrevida do segurado na idade da aposentadoria será
obtida a partir da tábua completa de mortalidade construída pela
Fundação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, para
toda a população brasileira,
Considerando-se a média nacional única para ambos os sexos.
Art. 181. O fator previdenciário de que trata o art.
180, será aplicado para fins de cálculo da renda mensal inicial - RMI de
aposentadoria por tempo de contribuição, inclusive de professor,
observando que será adicionado ao tempo de contribuição do segurado:
I - cinco anos, se mulher;
II - cinco anos, se professor que exclusivamente comprove tempo de
efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil, no
ensino fundamental ou médio; e
III - dez anos, se professora que comprove exclusivamente tempo de
efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil, ensino
fundamental ou médio.
Parágrafo único. Ao segurado com direito à aposentadoria por idade
prevista no inciso II do art. 185 e para as aposentadorias previstas na
LC nº 142, de 8 de maio de 2013, e no art. 425 desta IN, é assegurada a
aplicação do fator previdenciário, se for mais vantajoso.
Subseção III
Do Salário de Benefício
Art. 182. Observado o disposto no art. 31 do RPS, o
valor dos seguintes benefícios de prestação continuada será calculado
com base no salário de benefício:
I - aposentadoria por idade;
II - aposentadoria por tempo de contribuição;
III - aposentadoria especial;
IV - auxílio-doença;
V - auxílio-acidente de qualquer natureza;
VI - aposentadoria por invalidez;
VII - aposentadoria de ex-combatente; e
VIII - aposentadoria por tempo de serviço de professor.
Parágrafo único. As prestações previstas nos incisos VII e VIII do caput são regidas por legislação especial.
Art. 183. Não será calculado com base no salário de benefício o valor dos seguintes benefícios de prestação continuada:
I - pensão por morte;
II - auxílio-reclusão;
III - salário-família;
IV - salário-maternidade;
V - pensão mensal vitalícia de seringueiros e respectivos dependentes;
VI - pensão especial devida às vítimas da Síndrome da Talidomida;
VII - benefício de prestação continuada de que trata a Lei nº 8.742, de 1993;
VIII - pensão especial mensal aos dependentes das vítimas fatais de
hemodiálise (acidentes ocorridos em Caruaru/PE), na forma da Lei nº
9.422, de 24 de dezembro de 1996; e
IX - pensão especial hanseníase, às pessoas atingidas pela hanseníase e
que foram submetidas a isolamento e internação compulsórios, prevista
na Lei nº 11.520, de 18 de setembro de 2007.
Parágrafo único. As prestações dos incisos V a IX do caput são regidas por legislação especial.
Art. 184. Serão admitidos, para fins de cálculo do salário de benefício, os seguintes aumentos salariais:
I - os obtidos pela respectiva categoria, constantes de dissídios ou de
acordos coletivos, bem como os decorrentes de disposição legal ou de
atos das autoridades competentes; e
II - os voluntários, concedidos individualmente em decorrência do
preenchimento de vaga ocorrida na estrutura de pessoal da empresa, seja
por acesso, promoção, transferência ou designação para o exercício de função, seja em face de expansão da firma, com a criação de novos cargos, desde que o respectivo ato esteja de acordo com as normas gerais de pessoal, expressamente em vigor nas empresas e nas disposições relativas à legislação trabalhista.
por acesso, promoção, transferência ou designação para o exercício de função, seja em face de expansão da firma, com a criação de novos cargos, desde que o respectivo ato esteja de acordo com as normas gerais de pessoal, expressamente em vigor nas empresas e nas disposições relativas à legislação trabalhista.
Art. 185. Para os segurados inscritos na Previdência
Social a partir de 29 de novembro de 1999, data da publicação da Lei nº
9.876, de 1999, o salário de beneficio consiste:
I - para a aposentadoria por tempo de contribuição inclusive de
professor, na média aritmética simples dos maiores salários de
contribuição correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período
contributivo, corrigidos mês a mês, multiplicado pelo fator
previdenciário;
II - para a aposentadoria por idade, na média aritmética simples dos
maiores salários de contribuição correspondentes a 80% (oitenta por
cento) de todo o período contributivo, corrigidos mês a mês,
multiplicado pelo fator previdenciário, se mais vantajoso; e
III - para as aposentadorias por invalidez, especial, auxíliodoença e
auxílio-acidente, na média aritmética simples dos maiores salários de
contribuição correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período
contributivo, corrigidos mês a mês.
§ 1º O salário de benefício não poderá ser inferior a um salário mínimo e nem superior ao limite máximo do salário de contribuição.
§ 2º Para o segurado especial, o salário de benefício consiste no valor
equivalente ao salário mínimo, ressalvado o disposto no inciso II do §
2º do art. 39 do RPS.
§ 3º Para efeito do disposto no § 2º do art. 230, o salário de
benefício será apurado na forma do inciso II do caput, considerando como
salário de contribuição mensal do período como segurado especial o
limite mínimo do salário de contribuição da Previdência Social, desde
que a última categoria seja de trabalhador rural.
Art. 186. Para o segurado filiado à Previdência
Social até 28 de novembro de 1999, véspera da publicação da Lei nº
9.876, de 1999, inclusive o oriundo de RPPS, que vier a cumprir os
requisitos necessários à concessão de benefício a partir de 29 de
novembro de 1999, o salário de benefício consiste:
I - para auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, na média
aritmética simples dos maiores salários de contribuição, corrigidos mês a
mês, correspondentes a 80% (oitenta por cento) do período contributivo
decorrido desde julho de 1994;
II - para aposentadoria especial na média aritmética simples dos
maiores salários de contribuição, corrigidos mês a mês, correspondentes
a, no mínimo, 80% (oitenta por cento) do período contributivo decorrido
desde julho de 1994, observado o parágrafo único deste artigo; e
III - para as aposentadorias por idade e tempo de contribuição,
inclusive de professor, na média aritmética simples dos maiores salários
de contribuição, corrigidos mês a mês, correspondentes ano mínimo, 80%
(oitenta por cento) de todo o período contributivo decorrido desde julho
de 1994, multiplicado pelo fator previdenciário que será aplicado de
acordo com o art. 180, observado o parágrafo único deste artigo.
Parágrafo único. Tratando-se de aposentadoria por idade, por tempo de contribuição e aposentadoria especial, para apuração do valor do salário de benefício, deverá ser observado:
I - contando o segurado com menos de 60% (sessenta por cento) de
contribuições no período decorrido de julho de 1994 até a data do início
do benefício - DIB, o divisor a ser considerado no cálculo da média
aritmética simples dos 80% (oitenta por cento) maiores salários de
contribuição de todo o período contributivo desde julho de 1994, não
poderá ser inferior a 60% (sessenta por cento) desse mesmo período; e
II - contando o segurado com 60% (sessenta por cento) a 80% (oitenta
por cento) de contribuições no período decorrido de julho de 1994 até a
DIB, aplicar-se-á a média aritmética simples.
Art. 187. Para obtenção do valor do salário de benefício, observar-se-á:
I - para benefícios com data de início até 30 de novembro de 2004, data
fim da aplicabilidade do fator previdenciário proporcional, devem ser
somadas as seguintes parcelas, conforme fórmula abaixo:
a) primeira parcela: o fator previdenciário multiplicado pela fração
que varia de 1/60 (um sessenta avos) a sessenta avos, equivalente ao
número de competências transcorridas a partir do mês de novembro de 1999
e pela média aritmética simples dos maiores salários de contribuição,
correspondente a 80% (oitenta por cento) de todo o período contributivo,
desde a competência julho de 1994; e
b) segunda parcela: a média aritmética simples dos maiores salários de
contribuição, correspondente a 80% (oitenta por cento) de todo o período
contributivo, desde a competência julho de 1994, multiplicada por uma
fração que varia de forma regressiva, cujo numerador equivale ao
resultado da subtração de sessenta, menos o número de competências
transcorridas a partir do mês de novembro de 1999:
1ª Parcela 2ª Parcela SB = f. X. M + M. (60 - X)
60 60
Em que:
f = fator previdenciário;
X = número equivalente às competências transcorridas a partir do mês de novembro de 1999;
M = média aritmética simples dos salários de contribuição corrigidos mês a mês.
II - para benefício com data de início a partir de 1º de dezembro de
2004, data da aplicabilidade do fator previdenciário integral, salário
de benefício consiste na seguinte fórmula:
SB = f. M
Em que:
f = fator previdenciário;
M = média aritmética simples dos salários de contribuição corrigidos mês a mês.
Parágrafo único. Para os benefícios com data de início nos meses de
novembro e dezembro de 1999, a fração referida na alínea "a", inciso I
do caput, será considerada igual a 1/60 (um sessenta avos).
Art. 188. O salário de benefício do segurado que
contribui em razão de atividades concomitantes será calculado na forma
disciplinada nos arts. 190 a 197.
Art. 189. Observado o disposto nos arts. 114 e 116, quando se tratar de comprovação do exercício de atividade rural de segurado especial, exercida a partir de novembro de 1991, para fins de cômputo em benefício urbano, deverá ser verificado:
I - se o segurado recolheu facultativamente e em época própria,
conforme o previsto no § 2º do art. 55 da Lei nº 8.213, de 1991 e inciso
I do art. 60, art. 199 e § 2º do art. 200, todos do RPS; e
II - no caso de o segurado não ter realizado as contribuições na forma
do inciso I deste artigo e, uma vez comprovado o exercício de atividade
rural, deverá efetuar os recolhimentos na forma de indenização,
observado o § 1º do art. 348 do RPS.
Subseção IV
Da Múltipla Atividade
Art. 190. Para cálculo do salário de benefício com
base nas regras previstas para múltiplas atividades será imprescindível a
existência de remunerações ou contribuições concomitantes, provenientes
de duas ou mais atividades, dentro do PBC.
Art. 191. Não será considerada múltipla atividade quando:
I - o segurado satisfizer todos os requisitos exigidos ao benefício em todas as atividades concomitantes;
II - nos meses em que o segurado contribuiu apenas por uma das
atividades concomitantes, em obediência ao limite máximo do salário de
contribuição;
III - nos meses em que o segurado tenha sofrido redução dos salários de
contribuição das atividades concomitantes em respeito ao limite máximo
desse salário;
IV - se tratar de mesmo grupo empresarial, ou seja, quando uma ou mais
empresas tenham, cada uma delas, personalidade jurídica própria e
estiverem sob a direção, controle ou administração de outra,
constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade
econômica, sendo, para efeito da relação de emprego, solidariamente
responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas; e
V - se tratar de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez isentos
de carência ou decorrentes de acidente de qualquer natureza, inclusive
por acidente do trabalho.
Art. 192. Nas situações mencionadas no art. 191, o
salário de benefício será calculado com base na soma dos salários de
contribuição das atividades exercidas até a data do requerimento ou do
afastamento da atividade, observado o disposto no art. 32 do RPS.
Art. 193. Será considerada múltipla atividade quando o
segurado exercer atividades concomitantes dentro do PBC e não cumprir
as condições exigidas ao benefício requerido em relação a cada
atividade, devendo ser adotado os seguintes critérios para
caracterização das atividades em principal e secundária:
I - será considerada atividade principal a que corresponder ao maior
tempo de contribuição, apurado a qualquer tempo, ou seja, dentro ou fora
do PBC, classificadas as demais como secundárias;
II - se a atividade principal cessar antes de terminar o PBC, esta será
sucedida por uma ou mais atividades concomitantes, conforme o caso,
observada, na ordem de sucessão a de início mais remoto ou, se iniciadas
ao mesmo tempo, a de salário mais vantajoso; e
III - quando a atividade principal for complementada por uma ou mais concomitantes ou secundárias, elas serão desdobradas em duas partes: uma integrará a atividade principal e a outra constituirá a atividade secundária.
Art. 194. Ressalvado o disposto no art. 193, o
salário de benefício do segurado que contribui em razão de atividades
concomitantes, será calculado com base na soma dos salários de
contribuição das atividades exercidas até a data do requerimento ou do
afastamento da atividade, adotando-se os seguintes procedimentos:
I - aposentadoria por idade:
a) apurar-se-á, em primeiro lugar, o salário de benefício parcial dos
empregos ou da atividade em que tenha sido satisfeita a carência, na
forma estabelecida, conforme o caso, nos arts. 185 ou 191; e
b) em seguida, apurar-se-á a média dos salários de contribuição de cada
um dos demais empregos ou das demais atividades constantes no PBC em
que não foi cumprida a carência, aplicando-se a cada média um percentual
equivalente ao número de meses de contribuições concomitantes, apuradas
a qualquer tempo, e o número de contribuições exigidas como carência,
cujo resultado será o salário de benefício parcial de cada atividade;
II - aposentadoria por tempo de contribuição:
a) apurar-se-á, em primeiro lugar, o salário de benefício parcial dos
empregos ou das atividades em que tenha sido preenchida a condição de
tempo de contribuição, na forma estabelecida, conforme o caso, nos arts.
185 ou 186; e
b) em seguida, apurar-se-á a média dos salários de contribuição de cada
um dos demais empregos ou das demais atividades constantes do PBC em
que não foi comprovado o tempo de contribuição mínimo necessário,
aplicando-se a cada média um percentual equivalente aos anos completos
de contribuição das atividades concomitantes, apuradas a qualquer tempo,
e o número de anos completos de tempo de contribuição considerados para
a concessão do benefício, cujo resultado será o salário de benefício
parcial de cada atividade, observado o disposto no art. 183;
III - aposentadoria por tempo de contribuição de professor e aposentadoria especial:
a) apurar-se-á, em primeiro lugar, o salário de benefício parcial dos
empregos ou das atividades em que tenha sido preenchida a condição de
tempo de contribuição, na forma estabelecida, conforme o caso, nos arts.
184 ou 186; e
b) em seguida, apurar-se-á a média dos salários de contribuição de cada
um dos demais empregos ou das demais atividades constantes do PBC em
que não foi comprovado o tempo de contribuição mínimo necessário,
aplicando-se a cada média um percentual equivalente à relação que
existir entre os anos completos de contribuição das atividades
concomitantes, apuradas a qualquer tempo, e o tempo de contribuição
mínimo necessário à concessão do benefício, cujo resultado será o
salário de benefício parcial de cada atividade, observado, no caso de
aposentadoria por tempo de contribuição de professor, o disposto no art.
182;
IV - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez:
a) apurar-se-á, em primeiro lugar, o salário de benefício parcial dos
empregos ou das atividades em que tenham sido satisfeitas as condições
exigidas para o benefício, na forma estabelecida, conforme o caso, dos
arts. 185 ou 186; e
b) em seguida, apurar-se-á a média dos salários de contribuição de cada
um dos demais empregos ou das demais atividades constantes no PBC em
que
não foi cumprida a carência, aplicando-se a cada média um percentual equivalente ao número de meses concomitantes, apurados a qualquer tempo, e o número estipulado como período de carência, cujo resultado será o salário de benefício parcial de cada atividade.
não foi cumprida a carência, aplicando-se a cada média um percentual equivalente ao número de meses concomitantes, apurados a qualquer tempo, e o número estipulado como período de carência, cujo resultado será o salário de benefício parcial de cada atividade.
§ 1º O percentual referido nas alíneas "b" dos incisos I, II, III e IV do caput, corresponderá a uma fração ordinária em que:
I - o numerador será igual:
a) para aposentadoria por idade, auxílio-doença e aposentadoria por
invalidez, ao total de contribuições mensais de todo o período
concomitante, apuradas a qualquer tempo, ou seja, dentro ou fora do PBC;
e
b) para as demais aposentadorias aos anos completos de contribuição de
toda a atividade concomitante prestada pelo segurado, a qualquer tempo,
ou seja, dentro ou fora do PBC;
II - o denominador será igual:
a) para aposentadoria por idade aos segurados inscritos até 24 de julho
de 1991, véspera da publicação da Lei nº 8.213, de 1991, ao número
estipulado como período de carência constante na tabela transitória e
aos inscritos após esta data, a 180 (cento e oitenta) contribuições;
b) para auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, ao número
estabelecido como período de carência, ou seja, doze contribuições;
c) para aposentadoria especial, ao número mínimo de anos completos de
tempo de contribuição, ou seja, quinze, vinte ou 25 (vinte e cinco);
d) para aposentadoria por tempo de contribuição de professor, ao número
mínimo de anos completos de tempo necessário à concessão, ou seja, 25
(vinte e cinco), se mulher, e trinta, se homem; e
e) para aposentadoria por tempo de contribuição:
1. no período de 25 de julho de 1991 a 16 de dezembro 1998, ao número
mínimo de anos de serviço considerado para a concessão, ou seja, 25
(vinte e cinco) anos, se mulher e trinta anos, se homem;
2. a partir de 16 de dezembro de 1998, aos segurados que ingressaram no
RGPS até a respectiva data, ao número de anos completos de tempo de
contribuição considerados para a concessão do benefício; e
3. a partir de 17 de dezembro de 1998, aos segurados que ingressaram no
RGPS, inclusive aos oriundos de RPPS a partir da respectiva data, a
trinta anos, se mulher, e 35 (trinta e cinco), se homem.
§ 2º A soma dos salários de benefício parciais, apurados na forma das
alíneas "a" e "b" dos incisos I, II, III e IV do caput, será o salário
de benefício global para efeito de cálculo da RMI.
§ 3º Para os casos de direito adquirido até 28 de novembro de 1999,
véspera da publicação da Lei nº 9.876, de 1999, o salário de benefício
deverá ser apurado de acordo com a legislação da época.
Art. 195. Constatada a incapacidade do segurado para
cada uma das demais atividades concomitantes durante o recebimento do
auxílio-doença concedido nos termos do inciso IV e § § 1º e 2º do art.
194, o benefício deverá ser recalculado com base nos salários de
contribuição da(s) atividade(s) a incluir, sendo que:
I - para o cálculo do salário de benefício correspondente a essa(s) atividade(s), será fixado novo PBC até o mês anterior:
a) ao último afastamento do trabalho, do segurado empregado ou avulso;
b) ao pedido de inclusão das atividades concomitantes, no caso dos demais segurados; e
II - o novo salário de benefício, será a soma das seguintes parcelas:
a) valor do salário de benefício do auxílio-doença em manutenção,
reajustado na mesma época e na mesma base dos benefícios em geral; e
b) valor do salário de benefício parcial de cada uma das demais
atividades não consideradas no cálculo do auxílio-doença, apurado na
forma da alínea "b", inciso IV do art. 194.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput para o cálculo do valor
da aposentadoria por invalidez, se no momento da inclusão da(s)
atividade(s), ocorrer o reconhecimento da invalidez em todas elas.
Subseção V
Da Renda Mensal Inicial
Art. 196. A RMI do benefício de prestação continuada
que substituir o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do
segurado não terá valor inferior ao do salário mínimo nem superior ao
limite máximo do salário de contribuição, exceto no caso previsto no §
3º do art. 206 e art. 216.
§ 1º Na hipótese de o segurado exercer mais de uma atividade abrangida
pelo RGPS, o auxílio-doença será concedido em relação à atividade para a
qual ele estiver incapacitado, podendo o valor do benefício ser
inferior ao salário mínimo, desde que, somado às demais remunerações
resultar em valor superior a este.
§ 2º Observado o disposto no parágrafo único do art. 234, o segurado
contribuinte individual e facultativo que tiver contribuído sob a
alíquota reduzida, de 11% (onze por cento) ou de 5% (cinco por cento) na
forma do § 2º do art. 21 da Lei nº 8.212, de 1991, terá a RMI apurada,
na forma do arts.187 ou 188.
Art. 197. A RMI do benefício será calculada aplicando-se sobre o salário de benefício os seguintes percentuais:
I - auxílio-doença: 91% (noventa e um por cento) do salário de benefício;
II - aposentadoria por invalidez: 100% (cem por cento) do salário de benefício;
III - aposentadoria por idade: 70% (setenta por cento) do salário de
benefício, mais 1% (um por cento) deste, por grupo de doze
contribuições, não podendo ultrapassar 100% (cem por cento) do salário
de benefício;
IV - aposentadoria por tempo de contribuição:
a) para a mulher: 100% (cem por cento) do salário de benefício aos trinta anos de contribuição;
b) para o homem: 100% (cem por cento) do salário de benefício aos 35 (trinta e cinco) anos de contribuição; e
c) para o professor e para a professora: 100% (cem por cento) do
salário de benefício aos trinta anos de contribuição, se do sexo
masculino, e aos 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, se do sexo
feminino, de efetivo exercício em função de magistério na educação
infantil, no ensino fundamental ou no ensino médio;
V - aposentadoria especial: 100% (cem por cento) do salário de benefício; e
VI - auxílio-acidente: 50% (cinquenta por cento) do salário de benefício.
§ 1º O valor da renda mensal da aposentadoria proporcional prevista no
inciso II do art. 235, será equivalente a 70% (setenta por cento) do
valor da aposentadoria a que se referem as alíneas "a" e "b" do inciso
IV do caput,
acrescido de 5% (cinco por cento) por ano de contribuição que supere a soma do tempo da alínea "b" e "c" do inciso II do art. 235, até o limite de 100% (cem por cento).
acrescido de 5% (cinco por cento) por ano de contribuição que supere a soma do tempo da alínea "b" e "c" do inciso II do art. 235, até o limite de 100% (cem por cento).
§ 2º Após a cessação do auxílio-doença decorrente de acidente de
qualquer natureza ou causa, tendo o segurado retornado ou não ao
trabalho, se houver agravamento ou seqüela que resulte na reabertura do
benefício, a renda mensal será igual a 91% (noventa e um por cento) do
salário de benefício do auxílio-doença cessado, corrigido até o mês
anterior ao da reabertura do benefício, pelos mesmos índices de correção
dos benefícios em geral.
§ 3º Para os segurados especiais, inclusive os com deficiência, é garantida a concessão, alternativamente:
I - de aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez,
auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte, no valor de um salário mínimo, observado o disposto no inciso II do art. 158; ou
II - dos benefícios especificados nesta IN, observados os critérios e a
forma de cálculo estabelecidos, desde que contribuam, facultativamente,
de acordo com o disposto no § 2º do art. 200 do RPS.
§ 4º Para o segurado empregado doméstico que, mesmo tendo satisfeito as
condições exigidas para a concessão do benefício requerido, não possa
comprovar o efetivo recolhimento das contribuições devidas, será
concedido o benefício de valor mínimo, devendo sua renda ser recalculada
quando da apresentação da prova do recolhimento das contribuições,
observado, no que couber, o disposto nos arts. 20 e 567.
§ 5º Exceto quanto ao salário-família e ao auxílio-acidente, quando não
houver salário de contribuição no PBC, as prestações que independem de
carência, relacionadas no art. 152, serão pagas pelo valor mínimo de
benefício.
Art. 198. Ao segurado empregado doméstico que,
comprovando o efetivo recolhimento de uma ou mais contribuições em valor
igual ou superior ao salário mínimo, com ou sem atraso, não atinja o
período de carência exigido na forma do art. 146, poderá ser concedido
benefício no valor mínimo, observado o disposto no art. 567.
Art. 199. O valor mensal da pensão por morte e do
auxílioreclusão será de 100% (cem por cento) do valor da aposentadoria
que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se estivesse
aposentado por invalidez na data do óbito ou da prisão, conforme o caso.
§ 1º Não será incorporado ao valor da pensão por morte o acréscimo de
25% (vinte e cinco por cento) recebido pelo aposentado por invalidez que
necessita da assistência permanente de outra pessoa, nos termos art.
217.
§ 2º Nos casos de concessão de pensão por morte decorrente de benefício
precedido que possua complementação da renda mensal - Rede Ferroviária
Federal S/A - RFFSA e Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT -
deverá ser considerado no cálculo somente o valor da parte
previdenciária do benefício.
§ 3º A parte individual da pensão do dependente com deficiência
intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz,
assim declarado judicialmente, que exerça atividade remunerada, será
reduzida em 30% (trinta por cento), devendo ser integralmente
restabelecida em face da extinção da relação de trabalho ou da atividade
empreendedora.
Art. 200. A partir de 13 de dezembro de 2002, data da publicação da Medida Provisória nº 83, de 12 de dezembro de 2002, convalidada pela Lei nº 10.666, de 2003, o valor da pensão por morte devida aos dependentes do segurado recluso que, nessa condição, exercia atividade remunerada, será obtido mediante cálculo com base no novo tempo de contribuição e salários de contribuição correspondentes, neles incluídas as contribuições recolhidas enquanto recluso, facultada a opção pelo valor de auxílio-reclusão, se este for mais vantajoso.
§ 1º A opção pelo benefício mais vantajoso deverá ser manifestada por
declaração escrita dos dependentes, juntada aos respectivos processos.
§ 2º Não será cabível a opção acima mencionada se, quando da reclusão, o
segurado já era beneficiário de auxílio-doença ou aposentadoria por
opção realizada nos termos do § 4º do art. 383.
Art. 201. O valor da RMI do auxílio-acidente com
início a partir de 29 de abril de 1995, data da publicação da Lei nº
9.032, de 28 de abril de 1995, será calculado, observando-se a DIB do
auxíliodoença que o precedeu, conforme a seguir:
I - se a DIB do auxílio-doença for anterior a 5 de outubro de 1988,
vigência da Constituição Federal, a RMI do auxílio-acidente será de 50%
(cinquenta por cento) do salário de benefício do auxíliodoença, com a
devida equivalência de salários mínimos até agosto de 1991 e reajustado,
posteriormente, pelos índices de manutenção até a data do início do
auxílio-acidente; e
II - se a DIB do auxílio-doença for a partir de 5 de outubro de 1988,
vigência da Constituição Federal, a RMI do auxílio-acidente será de 50%
(cinquenta por cento) do salário de benefício do auxíliodoença,
reajustado pelos índices de manutenção até a DIB do auxílioacidente.
Art. 202. Se na data do óbito o segurado estiver
recebendo cumulativamente aposentadoria e auxílio-acidente, o valor
mensal da pensão por morte será calculado conforme o disposto no caput
do art. 199, a ela não se incorporando o valor do auxílio-acidente.
Art. 203. A aposentadoria por idade do trabalhador
rural com renda mensal superior ao valor do salário mínimo e com redução
de idade, ou seja, sessenta anos, se homem, 55 (cinquenta e cinco)
anos, se mulher, dependerá da comprovação da idade mínima e da carência
exigida na forma do art. 160, observando que para o cálculo da RMI serão
utilizados os salários de contribuição vertidos ao RGPS.
Art. 204. Se mais vantajoso, fica assegurado o
direito à aposentadoria, nas condições legalmente previstas na data do
cumprimento de todos os requisitos necessários à obtenção do benefício,
ao segurado que, tendo completado 35 (trinta e cinco) anos de serviço,
se homem, ou trinta anos, se mulher, optou por permanecer em atividade.
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo somente será aplicado
à aposentadoria requerida ou com direito adquirido a partir de 28 de
junho de 1997, data da publicação da Medida Provisória nº 1.523-9, de 27
de junho de 1997, e reedições, convertida na Lei nº 9.528, de 1997,
observadas as seguintes disposições:
I - o valor da renda mensal do benefício será calculado considerando-se
como PBC os meses de contribuição imediatamente anteriores ao mês em
que o segurado completou o tempo de contribuição, nos termos do caput
deste artigo;
II - a renda mensal apurada deverá ser reajustada, nos mesmos meses e índices oficiais de reajustamento utilizados para os benefícios em manutenção, até a DIB;
III - na concessão serão informados a RMI apurada, conforme inciso I
deste parágrafo e os salários de contribuição referentes ao PBC
anteriores à DAT ou a DER, para considerar a renda mais vantajosa; e
IV - para a situação prevista neste artigo, considera-se como DIB, a
DER ou a data do desligamento do emprego, nos termos do art. 54 da Lei
nº 8.213, de 1991, não sendo devido nenhum pagamento relativamente ao
período anterior a essa data.
Art. 205. Para apuração da RMI do benefício, a APS
deverá promover a análise contributiva somente quando o segurado
voluntariamente efetuar complementação dos recolhimentos a partir da
data de publicação da Orientação Normativa MPS/SPS nº 5, de 23 de
dezembro de 2004.
Subseção VI
Da Renda Mensal do Salário-Maternidade
Art. 206. A renda mensal do salário-maternidade será calculada da seguinte forma:
I - para a segurada empregada, consiste numa renda mensal igual à sua remuneração no mês do seu afastamento ou, em caso de salário total ou
parcialmente variável, na média aritmética simples dos seus seis últimos
salários, apurada de acordo com o valor definido para a categoria
profissional em lei ou dissídio coletivo, excetuandose, para esse fim, o
décimo terceiro-salário, adiantamento de Férias e as rubricas
constantes do § 9º do art. 214 do RPS, observado, em qualquer caso, o §
2º deste artigo;
II - para a segurada trabalhadora avulsa, corresponde ao valor de sua
última remuneração integral equivalente a um mês de trabalho, não
sujeito ao limite máximo do salário de contribuição, observado o
disposto no inciso I deste artigo em caso de salário variável;
III - para a segurada empregada doméstica, corresponde ao valor do seu
último salário de contribuição sujeito aos limites mínimo e máximo de
contribuição, observado o inciso II, § 1º do art. 170;
IV - para as seguradas contribuinte individual, facultativa, segurada
especial que esteja contribuindo facultativamente, para as que mantenham
a qualidade de segurado observado o parágrafo único do art. 341,
corresponde a 1/12 (um doze avos) da soma dos doze últimos salários de
contribuição, apurados em período não superior a quinze meses,
anteriores ao fato gerador, sujeito aos limites mínimo e máximo do
salário de contribuição; e
V - para a segurada especial que não esteja contribuindo facultativamente, corresponde ao valor de um salário mínimo.
§ 1º A renda mensal do salário maternidade de que trata o IV do caput,
será no valor de um salário mínimo, se no período dos quinze meses
inexistir salários de contribuição.
§ 2º Entende-se por remuneração da segurada empregada:
I - fixa, é aquela constituída de valor fixo que varia em função dos reajustes salariais normais;
II - parcialmente variável, é aquela constituída de parcelas fixas e variáveis; e
III - totalmente variável, é aquela constituída somente de parcelas variáveis.
§ 3º O benefício de salário-maternidade devido às seguradas
trabalhadora avulsa e empregada, exceto a doméstica, terá a renda mensal
sujeita ao
limite máximo fixado no art. 37, XI da Constituição Federal, nos termos do art. 248 do mesmo diploma legal.
limite máximo fixado no art. 37, XI da Constituição Federal, nos termos do art. 248 do mesmo diploma legal.
Art. 207. No caso de empregos concomitantes ou de
atividade simultânea na condição de segurada empregada com contribuinte
individual ou doméstica, a beneficiária fará jus ao saláriomaternidade
relativo a cada emprego ou atividade, observadas as seguintes situações:
I - inexistindo contribuição na condição de segurada contribuinte
individual ou empregada doméstica, em respeito ao limite máximo do
salário de contribuição como segurada empregada, o benefício será devido
apenas nesta condição, no valor correspondente à remuneração integral
dela; e
II - se a segurada estiver vinculada à Previdência Social na condição
de empregada ou trabalhadora avulsa, com remuneração inferior ao limite
máximo do salário de contribuição e, concomitantemente, exercer
atividade que a vincule como contribuinte individual:
a) terá direito ao salário-maternidade na condição de segurada
empregada ou trabalhadora avulsa com base na remuneração integral; e
b) o benefício como segurada contribuinte individual terá a renda
mensal calculada na forma do inciso IV do caput do art. 206, podendo ser
inferior ao salário mínimo, considerando que a somatória de todos os
benefícios devidos não pode ultrapassar o limite máximo do salário de
contribuição vigente na data do evento.
Art. 208. Se após a extinção do vínculo empregatício o
segurado ou a segurada tiver se filiado como contribuinte individual,
facultativo, ou segurado especial que esteja contribuindo
facultativamente e, nessas condições, ainda que cumprida a carência, não
contar com as doze contribuições necessárias para o cálculo da RMI,
serão consideradas para efeito do período de cálculo as contribuições
como empregada, observado que:
I - a RMI consistirá em 1/12 (um doze avos) da soma dos doze últimos
salários de contribuição, apurados em um período não superior a quinze
meses, anterior ao fato gerador;
II - no cálculo, deverão ser incluídas as contribuições vertidas na
condição de segurada empregada, limitado ao teto de contribuição, no
extinto vínculo;
III - na hipótese da segurada contar com menos de doze contribuições,
no período de quinze meses anteriores ao fato gerador, a soma dos
salários de contribuição apurado será dividido por doze; e
IV - se o valor apurado for inferior ao salário mínimo, o benefício será concedido com o valor mínimo.
Art. 209. Fará jus ao benefício, independentemente de
carência, a segurada que se encontrar em período de graça, em
decorrência de vinculo como empregada, empregada doméstica com ou sem
contribuição ou avulsa e passar a contribuir como facultativa ou
contribuinte individual ou se vincular ao RGPS como segurada especial,
sem cumprir o período de carência exigido para a concessão do salário
maternidade nesta condição.
Parágrafo único. O cálculo do salário maternidade na hipótese do caput
deve ser realizado com base nos últimos salários de contribuição
apurados quando a segurada estava exercendo atividade de empregada,
empregada doméstica ou avulsa, excluídas as contribuições vertidas
posteriormente na qualidade de facultativa ou contribuinte individual,
observado a orientação contida inciso IV do art. 206.
Art. 210. Nas situações em que a segurada estiver em gozo de auxílio-doença e requerer o salário-maternidade, o valor deste corresponderá:
I - para a segurada empregada, observado o disposto no § 3º do art. 206:
a) com remuneração fixa, ao valor da remuneração que estaria recebendo, como se em atividade estivesse; e
b) com remuneração variável, à média aritmética simples das seis
últimas remunerações recebidas da empresa, anteriores ao auxíliodoença,
devidamente corrigidas;
II - para a segurada trabalhadora avulsa, o valor da sua última remuneração integral equivalente a um mês de trabalho, observado
disposto no inciso I deste artigo e no § 3º do art. 206;
III - para a segurada empregada doméstica, ao valor do seu último salário de contribuição;
IV - para a segurada especial que não contribui facultativamente, ao valor do salário-mínimo; e
V - para a segurada contribuinte individual, facultativa, segurada
especial que esteja contribuindo facultativamente e para as que
mantenham a qualidade de segurada na forma do art. 13 do RPS, à média
aritmética dos doze últimos salários de contribuição apurados em período
não superior a quinze meses, incluído o valor do salário de benefício
do auxílio-doença, quando intercalado entre períodos de atividade,
reajustado nas mesmas épocas e bases dos benefícios pagos pela
Previdência Social.
Parágrafo único. Na situação prevista no inciso I do caput, se houver
reajuste salarial da categoria após o afastamento do trabalho que
resultar no auxílio-doença, caberá à segurada comprovar o novo valor da
parcela fixa da respectiva remuneração ou o índice de reajuste, que
deverá ser aplicado unicamente sobre a parcela fixa.
Art. 211. Para efeito de salário maternidade, nos
casos de pagamento a cargo do INSS, os eventuais valores decorrentes de
aumentos salariais, dissídios coletivos, entre outros, serão pagos da
seguinte forma:
I - se o aumento ocorreu desde a DIB, por meio de revisão do benefício;
II - se o aumento ocorreu após a DIB por meio de:
a) atualização especial - AE, se o benefício estiver ativo; ou
b) pagamento alternativo de benefício - PAB, de resíduo, se o benefício
estiver cessado, observando-se quanto à contribuição previdenciária,
calculada automaticamente pelo sistema próprio, o limite máximo de
contribuição.
Seção V
Do Reajustamento do Valor do Benefício
Art. 212. Os valores dos benefícios em manutenção
serão reajustados na mesma data de reajuste do salário mínimo, pro rata,
de acordo com suas respectivas datas de início ou do seu último
reajustamento, com base na variação anual do INPC, apurado pela Fundação
IBGE, conforme definido no art. 41-A da Lei nº 8.213, de 1991, exceto
para o ano de 2010, no qual foi atribuído reajuste excepcional
específico pela Lei nº 12.254, de 15 de junho de 2010.
§ 1º No caso de benefício precedido, para fins de reajuste, deverá ser considerada a DIB anterior.
§ 2º Nenhum benefício previdenciário ou assistencial reajustado poderá
ter valor de mensalidade superior ao limite máximo do salário de
contribuição,
respeitado o direito adquirido, nem inferior ao valor de um salário mínimo, exceto para os benefícios de auxílioacidente, auxílio-suplementar, abono de permanência em serviço, salário família benefícios desdobrados, e a parcela a cargo do RGPS dos benefícios por totalização, concedidos com base em acordos internacionais de Previdência Social.
respeitado o direito adquirido, nem inferior ao valor de um salário mínimo, exceto para os benefícios de auxílioacidente, auxílio-suplementar, abono de permanência em serviço, salário família benefícios desdobrados, e a parcela a cargo do RGPS dos benefícios por totalização, concedidos com base em acordos internacionais de Previdência Social.
§ 3º O valor mensal dos benefícios de auxílio-acidente e
auxílio-suplementar, decorrente de reajustamento, não poderá ser
inferior ao respectivo percentual de benefício aplicado sobre o salário
mínimo vigente.
§ 4º Os benefícios de legislação especial pagos pela Previdência Social
à conta do Tesouro Nacional e de ex-combatentes, serão reajustados com
base nos mesmos índices aplicáveis aos benefícios de prestação
continuada da Previdência Social, salvo disposição específica em
contrário.
§ 5º A partir de 1º de junho de 1997, para os benefícios que tenham
sofrido majoração devido à elevação do salário mínimo, o referido
aumento deverá incidir sobre o valor da renda mensal do benefício,
anterior ao reajustamento do salário mínimo.
CAPÍTULO V
DOS BENEFÍCIOS E SERVIÇOS
Seção I
Da Aposentadoria por Invalidez
Art. 213. A aposentadoria por invalidez, uma vez
cumprida a carência exigida, quando for o caso, será devida ao segurado
que, estando ou não em gozo de auxílio-doença, for considerado incapaz
para o trabalho e insuscetível de reabilitação para o exercício de
atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto
permanecer nessa condição.
§ 1º A concessão de aposentadoria por invalidez dependerá da
verificação da condição de incapacidade, mediante exame médicopericial a
cargo da Previdência Social, podendo o segurado, às suas expensas,
fazer-se acompanhar de médico de sua confiança.
§ 2º A doença ou lesão que o segurado possuía ao se filiar ao RGPS não
lhe conferirá direito à aposentadoria por invalidez, salvo quando a
incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa
doença ou lesão.
Art. 214. A concessão de aposentadoria por invalidez,
inclusive decorrente da transformação de auxílio-doença concedido a
segurado com mais de uma atividade, está condicionada ao afastamento por
incapacidade de todas as atividades, devendo a DIB ser fixada levando
em consideração a data do último afastamento.
§ 1º Tratando-se de aposentadoria por invalidez decorrente de
transformação do auxílio-doença, a DIB será fixada no dia imediato ao da
cessação deste, nos termos do art. 44 do RPS.
§ 2º Concluindo a perícia médica inicial pela existência de
incapacidade total e definitiva para o trabalho, a aposentadoria por
invalidez será devida:
I - ao segurado empregado, a contar do 16º (décimo sexto) dia do
afastamento da atividade ou a partir da entrada do requerimento, se
entre o afastamento e a entrada do requerimento decorrerem mais de
trinta dias; e
II - ao segurado empregado doméstico, trabalhador avulso, contribuinte
individual, especial e facultativo, a contar da DII ou da DER, se entre
essas datas decorrerem mais de trinta dias.
§ 3º Durante os primeiros quinze dias de afastamento da atividade por
motivo de invalidez, caberá à empresa pagar ao segurado empregado o
salário.
Art. 215. A aposentadoria por invalidez consiste numa renda mensal calculada na forma do inciso II do art. 197.
Art. 216. O aposentado por invalidez a partir de 5 de
abril de 1991, que necessitar da assistência permanente de outra
pessoa, terá direito ao acréscimo de 25% (vinte e cinco por cento) sobre
o valor da renda mensal de seu benefício, ainda que a soma ultrapasse o
limite máximo do salário de contribuição, independentemente da data do
início da aposentadoria sendo devido a partir:
I - da data do início do benefício, quando comprovada a situação na perícia que sugeriu a aposentadoria por invalidez; ou
II - da data do pedido do acréscimo, quando comprovado que a situação
se iniciou após a concessão da aposentadoria por invalidez, ainda que a
aposentadoria tenha sido concedida em cumprimento de ordem judicial.
§ 1º Observada a relação constante do Anexo I do RPS, as situações em
que o aposentado por invalidez terá direito ao acréscimo previsto no
caput deste artigo são:
I - cegueira total;
II - perda de nove dedos das mãos ou superior a esta;
III - paralisia dos dois membros superiores ou inferiores;
IV - perda dos membros inferiores, acima dos pés, quando a prótese for impossível;
V - perda de uma das mãos e de dois pés, ainda que a prótese seja possível;
VI - perda de um membro superior e outro inferior, quando a prótese for impossível;
VII - alteração das faculdades mentais com grave perturbação da vida orgânica e social;
VIII - doença que exija permanência contínua no leito; e
IX - incapacidade permanente para as atividades da vida diária.
§ 2º Reconhecido o direito ao acréscimo de 25% (vinte e cinco por
cento) sobre a renda mensal, após a cessação da aposentadoria por
invalidez, o valor será pago aos dependentes, no caso de óbito, na forma
prevista no art. 521, observados em ambos os casos os incisos I e II do
caput.
§ 3º O acréscimo de que trata o caput cessará com a morte do aposentado, não sendo incorporado ao valor da pensão por morte.
Art. 217. O aposentado por invalidez que se julgar
apto a retornar à atividade deverá solicitar a realização de nova
avaliação médico-pericial.
Parágrafo único. Concluindo a perícia médica do INSS pela recuperação
da capacidade laborativa, a aposentadoria será cancelada, observando o
disposto no art. 218.
Art. 218. Verificada a recuperação da capacidade de
trabalho do aposentado por invalidez, excetuando-se a situação prevista
no caput do art. 220, serão observadas as normas seguintes:
I - quando a recuperação for total e ocorrer dentro de cinco anos
contados da data do início da aposentadoria por invalidez ou do
auxílio-doença que a antecedeu sem interrupção, o beneficio cessará:
a) de imediato, para o segurado empregado que tiver direito a retornar à
função que desempenhava na empresa ao se aposentar, na forma da
legislação trabalhista, valendo como documento, para tal fim, o
certificado de capacidade fornecido pela Previdência Social; ou
b) após tantos meses quantos forem os anos de duração do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez, para os demais segurados;
II - quando a recuperação for parcial ou ocorrer após cinco anos
contados da data do início da aposentadoria por invalidez ou do
auxílio-doença que a antecedeu sem interrupção, ou ainda quando o
segurado for declarado apto para o exercício de trabalho diverso do qual
habitualmente exercia, a aposentadoria será mantida, sem prejuízo da
volta à atividade:
a) pelo seu valor integral, durante seis meses contados da data em que for verificada a recuperação da capacidade;
b) com redução de 50% (cinquenta por cento), no período seguinte de seis meses; e
c) com redução de 75% (setenta e cinco por cento), também por igual
período de seis meses, ao término do qual cessará definitivamente.
Art. 219. Durante o período de que trata o art. 218,
apesar de o segurado continuar mantendo a condição de aposentado, será
permitido voltar ao trabalho sem prejuízo do pagamento da aposentadoria,
exceto na situação prevista na alínea "a" do inciso I do art. 218.
§ 1º Durante o período de que trata a alínea "b" do inciso I e na
alínea "a" do inciso II, do art. 218, não caberá concessão de novo
benefício.
§ 2º Durante o período de que trata as alíneas "b" e "c" do inciso II
do art. 218, poderá ser requerido novo benefício, devendo o segurado
optar pela concessão do benefício mais vantajoso.
Art. 220. O aposentado por invalidez que retornar
voluntariamente à atividade e permanecer trabalhando terá sua
aposentadoria cessada administrativamente a partir da data do retorno.
§ 1º É garantido ao segurado o direito de submeter-se à exame
médico-pericial para avaliação de sua capacidade laborativa, quando
apresentada defesa ou interposto recurso alegando incapacidade, conforme
o disposto nos arts. 179 e 305, ambos do RPS.
§ 2º Os valores recebidos indevidamente pelo segurado aposentado por
invalidez que retornar à atividade voluntariamente deverão ser
devolvidos conforme disposto no § 2º do art. 154 e art. 365, ambos do
RPS.
Art. 221. O segurado que retornar à atividade poderá
requerer, a qualquer tempo, novo benefício, tendo este processamento
normal, observando os § § 1º e 2º do art. 219.
Art. 222. A Perícia Médica do INSS deverá rever o
benefício de aposentadoria por invalidez, inclusive o decorrente de
acidente do trabalho, a cada dois anos, contados da data de seu início,
para avaliar a persistência, atenuação ou o agravamento da incapacidade
para o trabalho, alegada como causa de sua concessão, nos termos do art.
46 do RPS.
§ 1º Constatada a capacidade para o trabalho, o segurado ou seu
representante legal deverá ser notificado por escrito para, se não
concordar com a decisão, requerer novo exame médico-pericial no prazo de
trinta dias, que será realizado por profissional diferente daquele que
efetuou o último exame.
§ 2º Caso o segurado, inclusive o representado por curador, não
apresente solicitação de novo exame médico pericial dentro do prazo
previsto no § 1º deste artigo ou, após o novo exame referido no § 1º
deste artigo, não seja reconhecida a incapacidade para o trabalho, o seu
benefício deverá ser
cessado, independentemente da existência de interdição judicial, observando-se, no que couber, o disposto no art. 218.
cessado, independentemente da existência de interdição judicial, observando-se, no que couber, o disposto no art. 218.
Art. 223. A aposentadoria por invalidez, concedida ou
restabelecida por decisão judicial, inclusive os decorrentes de
acidente do trabalho, em manutenção, deverá ser revista a cada dois
anos, na forma e condições fixadas em ato conjunto com a Procuradoria.
Art. 224. É vedada a transformação de aposentadoria
por invalidez ou auxílio-doença em aposentadoria por idade para
requerimentos efetivados a partir de 31 de dezembro de 2008, data da
publicação do Decreto nº 6.722, de 2008, haja vista a revogação do art.
55 do RPS.
Seção II
Da Aposentadoria por Idade
Art. 225. A aposentadoria por idade será devida ao
segurado que, cumprida a carência exigida, completar 65 (sessenta e
cinco anos) de idade, se homem, e sessenta, se mulher, observados os
arts. 230 a 233.
Art. 226. A comprovação da idade do segurado será
feita por meio de qualquer documento oficial de identificação com foto,
certidão de nascimento ou certidão de casamento.
Art. 227. A aposentadoria por idade será devida:
I - ao segurado empregado, inclusive o doméstico:
a) a partir da data do desligamento do emprego, quando requerida até noventa dias depois desta; ou
b) a partir da data do requerimento, quando não houver desligamento do
emprego ou quando for requerida após o prazo da alínea "a" do inciso I
do caput; e
II - para os demais segurados, a partir da DER.
Art. 228. A aposentadoria por idade pode ser
requerida pela empresa, desde que o segurado tenha cumprido a carência,
quando este completar setenta anos de idade, se do sexo masculino, ou 65
(sessenta e cinco), se do sexo feminino, sendo compulsória, caso em que
será garantida ao empregado a indenização prevista na legislação
trabalhista, considerada como data da rescisão do contrato de trabalho a
imediatamente anterior à do início da aposentadoria.
Art. 229. A aposentadoria por idade consiste numa renda mensal calculada na forma do inciso III do art. 197.
Subseção I
Da Aposentadoria por Idade do Trabalhador Rural
Art. 230. A aposentadoria por idade dos trabalhadores
rurais referidos na alínea "a" do inciso I, na alínea "g" do inciso V e
nos incisos VI e VII do art. 11, todos da Lei nº 8.213, de 1991, será
devida para o segurado que, cumprida a carência exigida, completar
sessenta anos de idade, se homem, e 55 (cinquenta e cinco) anos, se
mulher.
§ 1º Para os efeitos do disposto no caput, o trabalhador rural deverá
comprovar o efetivo exercício de atividade rural, ainda que de forma
descontínua, no período imediatamente anterior ao requerimento do
benefício, ou, conforme o caso, ao mês em que cumpriu o requisito
etário, por tempo igual ao número de meses de contribuição
correspondente à carência exigida.
§ 2º Os trabalhadores rurais referidos no caput que não atendam o
disposto no § 1º deste artigo, mas que satisfaçam a carência exigida
computando-se
os períodos de contribuição sob outras categorias, inclusive urbanas, farão jus à aposentadoria por idade ao completarem 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e sessenta anos, se mulher, observado o § 3º do art. 185.
os períodos de contribuição sob outras categorias, inclusive urbanas, farão jus à aposentadoria por idade ao completarem 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e sessenta anos, se mulher, observado o § 3º do art. 185.
§ 3º O disposto no caput se aplica aos que comprovadamente trabalharam
na condição de garimpeiros em regime de economia familiar até 8 de
janeiro de 1992, se apresentarem a documentação elencada no art. 100.
Art. 231. Para fins de aposentadoria por idade
prevista no inciso I do art. 39 e caput e § 2º do art. 48, ambos da Lei
nº 8.213, de 1991 dos segurados empregados, contribuintes individuais e
especiais, referidos na alínea "a" do inciso I, na alínea "g" do inciso V
e no inciso VII do art. 11, todos do mesmo diploma legal, não será
considerada a perda da qualidade de segurado nos intervalos entre as
atividades rurícolas, devendo, entretanto, estar o segurado exercendo a
atividade rural ou em período de graça na DER ou na data em que
implementou todas as condições exigidas para o benefício.
§ 1º A atividade rural exercida até 31 de dezembro de 2010 pelos
trabalhadores rurais de que trata o caput enquadrados como empregado e
contribuinte individual, para fins de aposentadoria por idade, no valor
de um salário mínimo, observará as regras de comprovação relativas ao
segurado especial, mesmo que a implementação das condições para o
benefício seja posterior à respectiva data.
§ 2º O trabalhador enquadrado como segurado especial poderá requerer a
aposentadoria por idade sem observância à data limite prevista no § 1º,
em razão do disposto no inciso I do art. 39 da Lei nº 8.213, de 1991.
Art. 232. Na hipótese do art. 231, será devido o
benefício ao segurado empregado, contribuinte individual e segurado
especial, ainda que a atividade exercida na DER seja de natureza urbana,
desde que o segurado tenha preenchido todos os requisitos para a
concessão do benefício rural até a expiração do prazo de manutenção da
qualidade na condição de segurado rural.
Parágrafo único. Será concedido o benefício de natureza urbana se,
dentro do período de manutenção da qualidade decorrente da atividade
rural, o segurado exercer atividade urbana e preencher os requisitos à
concessão de benefício nessa categoria.
Art. 233. Para o trabalhador rural empregado,
contribuinte individual e segurado especial, que esteja contribuindo
facultativamente, referidos na alínea "a" do inciso I, alínea "g" do
inciso V e inciso VII do art. 11, todos da Lei nº 8.213, de 1991, com
contribuições posteriores a novembro de 1991, aplicar-se-á, no que
couber, o disposto nos arts. 142 e 203.
Seção III
Da Aposentadoria por Tempo de Contribuição
Art. 234. A aposentadoria por tempo de contribuição
será devida aos segurados da Previdência Social que comprovem o tempo de
contribuição e a carência, na forma disciplinada nesta IN.
Parágrafo único. Para o segurado contribuinte individual e facultativo
que tiver contribuído com base na alíquota reduzida de 11% (onze por
cento) ou 5% (cinco por cento) na forma do § 2º do art. 21 da Lei nº
8.212, de 1991, ou recebido salário maternidade na forma do inciso X,
alínea "b" do art. 166 desta IN, o referido período só será considerado
para fins do benefício previsto no caput se efetuada a complementação
das contribuições para o
percentual de 20% (vinte por cento), na forma do § 3º do art. 21 da Lei nº 8.212, de 1991.
percentual de 20% (vinte por cento), na forma do § 3º do art. 21 da Lei nº 8.212, de 1991.
Art. 235. Os segurados filiados ao RGPS até o dia 16
de dezembro de 1998, vigência da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de
dezembro de 1998, desde que cumprida a carência exigida, terão direito à
aposentadoria por tempo de contribuição nas seguintes hipóteses:
I - com renda mensal no valor de 100% (cem por cento) do salário de benefício, desde que cumpridos:
a) homem: 35 (trinta e cinco) anos de contribuição; e
b) mulher: trinta anos de contribuição;
II - com renda mensal proporcional ao tempo de contribuição, desde que cumpridos os seguintes requisitos, cumulativamente:
a) idade: 53 (cinquenta e três) anos para o homem e quarenta e oito anos para a mulher;
b) tempo de contribuição: trinta anos, se homem, e 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, se mulher; e
c) um período adicional de contribuição equivalente a 40% (quarenta por
cento) do tempo que, em 16 de dezembro de 1998, vigência da Emenda
Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, faltava para atingir o
tempo de contribuição estabelecido na alínea "a" deste inciso.
§ 1º Aplica-se o disposto no caput aos oriundos de outro regime de
previdência social que ingressaram ou reingressaram no RGPS até 16 de
dezembro de 1998, vigência da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de
dezembro de 1998.
§ 2º Constatado o direito somente à aposentadoria proporcional, sua
concessão está condicionada à manifestação expressa do segurado ou de
seu representante legal.
§ 3º Não havendo manifestação, na forma do § 2º deste artigo, dentro do
prazo para cumprimento de exigências, o requerimento deverá ser
indeferido por falta de tempo de contribuição.
Art. 236. Os segurados filiados ao RGPS a partir de
17 de dezembro de 1998, inclusive os oriundos de outro regime de
previdência social, desde que cumprida a carência exigida, terão direito
à aposentadoria por tempo de contribuição desde que comprovem 35
(trinta e cinco) anos de contribuição, se homem ou trinta anos de
contribuição, se mulher.
Art. 237. Ressalvado o direito adquirido, o segurado
filiado ao RGPS até 16 de dezembro de 1998, que perder a qualidade de
segurado e vier a reingressar neste regime a partir de 17 de dezembro de
1998, terá direito à aposentadoria por tempo de contribuição nos termos
do art. 235.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput ao segurado que
reingressar ao RGPS a partir de 17 de dezembro de 1998, oriundo de outro
regime de previdência, desde que tenha sido filiado ao RGPS em algum
momento até 16 de dezembro de 1998.
Art. 238. A União, os Estados, o Distrito Federal e
os Municípios assumirão integralmente a responsabilidade pelo pagamento
dos benefícios concedidos durante a vigência de seus Regimes Próprios
que foram ou venham a ser extintos, bem como daqueles benefícios a que o
segurado faça jus por ter implementado os requisitos necessários a sua
concessão, anteriormente à extinção do regime, nos termos do § 1º do
art. 40 da Constituição Federal.
§ 1º Ainda que o servidor tenha implementado os requisitos necessários à concessão de aposentadoria proporcional pelo RPPS até a data da lei de extinção do regime, caso permaneça em atividade, vincula-se obrigatoriamente ao RGPS, sendo-lhe assegurado o direito à aposentadoria por tempo de contribuição do regime geral:
I - nos termos do art. 235, para os casos que o ingresso ao RGPS
ocorreu até 16 de dezembro de 1998, véspera da vigência da Emenda
Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998; e
II - nos termos do art. 236, para os casos de ingresso no RGPS a partir
de 17 de dezembro de 1998, vigência da Emenda Constitucional nº 20, de
15 de dezembro de 1998.
§ 2º Para a concessão de benefícios previstos no RGPS deverá ser observada a ocorrência do fato gerador:
I - se anterior à mudança do regime, o benefício será concedido e mantido pelo regime a que pertencia; e
II - se posterior, pelo RGPS.
Seção IV
Da Aposentadoria por Tempo de Contribuição do Professor
Art. 239. A aposentadoria por tempo de contribuição
será devida ao professor que comprovar, exclusivamente, tempo de
atividade exercida em funções de magistério em estabelecimento de
educação básica, bem como em cursos de formação autorizados e
reconhecidos pelos Órgãos competentes do Poder Executivo Federal,
Estadual, do Distrito Federal ou Municipal, nos termos da Lei de
Diretrizes e Bases - LDB, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 e
alterações posteriores, após completar trinta anos se homem e 25 (vinte e
cinco) anos, se mulher, independentemente da idade, e desde que
cumprida a carência exigida para o benefício.
§ 1º Função de magistério são as atividades exercidas por professores
em estabelecimento de educação básica em seus diversos níveis e
modalidades, conforme definidos na Lei nº 9.394, de 1996.
§ 2º Educação básica é a formada pela educação infantil, ensino
fundamental e ensino médio nas modalidades presencial e à distância.
Art. 240. A comprovação do período de atividade de professor far-se-á:
I - mediante a apresentação da CP ou CTPS, complementada, quando for o
caso, por declaração do estabelecimento de ensino onde foi exercida a
atividade, sempre que necessária essa informação, para efeito de sua
caracterização;
II - informações constantes do CNIS; ou
III - CTC nos termos da Contagem Recíproca para o período em que esteve vinculado a RPPS.
Parágrafo único. A comprovação do exercício da atividade de magistério é
suficiente para o reconhecimento do período trabalhado para fins de
concessão de aposentadoria de professor, presumindose a existência de
habilitação.
Art. 241. Para fins de aposentadoria por tempo de
contribuição de professor, poderão ser computados os períodos de
atividades exercidas pelo professor em entidade educacional, da seguinte
forma:
I - como docentes, a qualquer título;
II - em funções de direção de unidade escolar, de coordenação e assessoramento pedagógico; ou
III - em atividades de administração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação educacional.
Art. 242. Considera-se, também, como tempo de serviço para aposentadoria por tempo de contribuição de professor os períodos:
I - de Serviço Público Federal, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal;
II - de afastamento em decorrência de percepção de benefício por
incapacidade, entre períodos de atividade de magistério, desde que à
data do afastamento o segurado estivesse exercendo atividade de docente;
III - de afastamento em decorrência de percepção de benefício por
incapacidade decorrente de acidente de trabalho, intercalado ou não,
desde que, à data do afastamento, o segurado estivesse exercendo
atividade de docente;
IV - os períodos de descanso determinados pela legislação trabalhista, inclusive Férias e salário-maternidade;
V - de licença prêmio no vínculo de professor;
VI - de professor auxíliar que exerce atividade docente, nas mesmas condições do titular.
Art. 243. O tempo de contribuição exercido em
atividade diversa da atividade de docente não será contado para fins da
totalização na aposentadoria do professor, entretanto, deverá ser
considerado na formação do Período Básico de Calculo - PBC.
Art. 244. O professor universitário deixou de ser
contemplado com a aposentadoria por tempo de contribuição de professor
com a publicação da Emenda Constitucional nº 20, de 1998, porém, se
cumpridos todos os requisitos exigidos para a espécie até 16 de dezembro
de 1998, data da publicação da Emenda Constitucional nº 20, de 1998,
terá direito de requerer a aposentadoria, a qualquer tempo, observada a
legislação vigente na data da implementação das condições.
Art. 245. O professor, inclusive o universitário, que
não implementou as condições para aposentadoria por tempo de serviço de
professor até 16 de dezembro de 1998, vigência da Emenda Constitucional
nº 20, de 1998, poderá ter contado o tempo de atividade de magistério
exercido até esta data, com acréscimo de 17% (dezessete por cento), se
homem, e de 20% (vinte por cento), se mulher, se optar por aposentadoria
por tempo de contribuição, independentemente de idade e do período
adicional referido na alínea "c" do inciso II do art. 235 desta IN,
desde que cumpridos 35 (trinta e cinco) anos de contribuição, se homem, e
trinta anos, se mulher, exclusivamente em funções de magistério.
Seção V
Da Aposentadoria Especial
Art. 246. A concessão de aposentadoria especial, uma
vez cumprida a carência exigida, dependerá de caracterização da
atividade exercida em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a
integridade física, durante o período de quinze, vinte ou 25 (vinte e
cinco) anos, conforme o caso, podendo ser enquadrado nesta condição:
I - por categoria profissional até 28 de abril de 1995, véspera da
publicação da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995, conforme critérios
disciplinados nos arts. 269 a 275 desta IN; e
ou
II - por exposição à agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou a associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física, em qualquer época, conforme critérios disciplinados nos arts. 276 a 290 desta IN.
Parágrafo único. Para fins de concessão de aposentadoria especial, além
dos artigos mencionados nos incisos I e II deste artigo, deverá ser
observado, também, o disposto nos arts. 258 a 268 e arts. 296 a 299.
Art. 247. A aposentadoria especial será devida, somente, aos segurados:
I - empregado;
II - trabalhador avulso;
III - contribuinte individual por categoria profissional até 28 de abril de 1995; e
IV - contribuinte individual cooperado filiado à cooperativa de
trabalho ou de produção, para requerimentos a partir de 13 de dezembro
de 2002, data da publicação da MP nº 83, de 2002, por exposição à
agente(s) nocivo(s).
Art. 248. As informações constantes no CNIS serão
observadas para fins do reconhecimento do direito à aposentadoria
especial, nos termos do art. 19 e § 3º do art. 68, ambos do RPS.
Parágrafo único. Fica assegurado ao INSS a contraprova das informações
referidas no caput no caso de dúvida justificada, desde que comprovada
mediante o devido processo legal.
Art. 249. Para fins de concessão de aposentadoria
especial somente serão considerados os períodos de atividade especial,
sendo vedada a conversão de tempo comum em especial.
Art. 250. O direito à aposentadoria especial não fica
prejudicado na hipótese de exercício de atividade em mais de um
vínculo, com tempo de trabalho concomitante (comum e especial), desde
que constatada a nocividade do agente e a permanência em, pelo menos, um
dos vínculos nos termos do art. 276.
Art. 251. Para o segurado que houver exercido
sucessivamente duas ou mais atividades sujeitas a condições especiais
prejudiciais à saúde ou à integridade física, sem completar em qualquer
delas o prazo mínimo exigido para a aposentadoria especial, os
respectivos períodos serão somados, após a conversão do tempo relativo
às atividades não preponderantes, cabendo, dessa forma, a concessão da
aposentadoria especial com o tempo exigido para a atividade
preponderante não convertida.
Parágrafo único. Será considerada atividade preponderante aquela que,
após a conversão para um mesmo referencial, tenha maior número de anos.
Art. 252. O direito à concessão de aposentadoria
especial aos quinze e aos vinte anos, constatada a nocividade e a
permanência nos termos do art. 278, aplica-se às seguintes situações:
I - quinze anos: trabalhos em mineração subterrânea, em frentes de
produção, com exposição à associação de agentes físicos, químicos ou
biológicos; ou
II - vinte anos:
a) trabalhos com exposição ao agente químico asbestos (amianto); ou
b) trabalhos em mineração subterrânea, afastados das frentes de
produção, com exposição à associação de agentes físicos, químicos ou
biológicos.
Art. 253. A data de início da aposentadoria especial será fixada:
I - para o segurado empregado:
a) a partir da data do desligamento do emprego, quando requerida até noventa dias após essa data; ou
b) a partir da data do requerimento, quando não houver desligamento do emprego ou quando a aposentadoria for requerida após o prazo estabelecido na alínea "a";
II - para os demais segurados, a partir da data entrada do requerimento.
Art. 254. A aposentadoria especial requerida e
concedida a partir de 29 de abril de 1995, data da publicação da Lei nº
9.032, de 1995, em virtude da exposição do trabalhador a agentes
nocivos, será cessada pelo INSS, se o beneficiário permanecer ou
retornar à atividade que enseje a concessão desse benefício, na mesma ou
em outra empresa, qualquer que seja a forma de prestação de serviço ou
categoria de segurado.
§ 1º A cessação do benefício de que trata o caput ocorrerá da seguinte forma:
I - a partir de 3 de dezembro de 1998, data da publicação da MP nº
1.729, de 1998, convertida na Lei nº 9.732, de 1998, para as
aposentadorias concedidas no período anterior à edição do referido
diploma legal; e
II - a partir da data do efetivo retorno ou da permanência, para as
aposentadorias concedidas a partir de 3 de dezembro de 1998, data da
publicação da MP nº 1.729, de 1998.
§ 2º A cessação do benefício deverá ser precedida de procedimento que garanta o contraditório e a ampla defesa do segurado.
§ 3º Não será considerado permanência ou retorno à atividade o período
entre a data do requerimento da aposentadoria especial e a data da
ciência da decisão concessória do benefício.
Art. 255. Os valores indevidamente recebidos deverão ser devolvidos ao INSS, na forma dos arts. 154 e 365 do RPS.
Subseção I
Da Aplicação da Conversão de Período de Atividade Especial Aos Demais Benefícios
Art. 256. O tempo de trabalho exercido sob condições
especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física do trabalhador,
conforme a legislação vigente à época da prestação do serviço será
somado após a respectiva conversão ao tempo de trabalho exercido em
atividade comum, qualquer que seja o período trabalhado, aplicandose
para efeito de concessão de qualquer benefício, a tabela de conversão
constante no Anexo XXVIII.
Art. 257. Será considerado, para fins de alternância
entre períodos comum e especial, o tempo de serviço militar, mandato
eletivo, aprendizado profissional, tempo de atividade rural,
contribuinte em dobro ou facultativo, período de CTC do serviço público e
benefício por incapacidade previdenciário (intercalado).
Subseção II
Da Caracterização de Atividade Exercida em Condições Especiais
Art. 258. Para caracterizar o exercício de atividade
sujeita a condições especiais o segurado empregado ou trabalhador avulso
deverá apresentar, original ou cópia autenticada da Carteira
Profissional - CP ou da Carteira de Trabalho e Previdência Social -
CTPS, observado o art. 246, acompanhada dos seguintes documentos:
I - para períodos laborados até 28 de abril de 1995, véspera da publicação da Lei nº 9.032, de 1995:
a) os antigos formulários de reconhecimento de períodos laborados em
condições especiais emitidos até 31 de dezembro de 2003, e quando se
tratar de exposição ao agente físico ruído, será obrigatória a apresentação, também, do Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho - LTCAT; ou
tratar de exposição ao agente físico ruído, será obrigatória a apresentação, também, do Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho - LTCAT; ou
b) Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP emitido a partir de 1 de janeiro de 2004;
II - para períodos laborados entre 29 de abril de 1995, data da
publicação da Lei nº 9.032, de 1995, a 13 de outubro de 1996, véspera da
publicação da MP nº 1.523, de 1996:
a) os antigos formulários de reconhecimento de períodos laborados em
condições especiais emitidos até 31 de dezembro de 2003, e quando se
tratar de exposição ao agente físico ruído, será obrigatória a
apresentação do LTCAT ou demais demonstrações ambientais arroladas no
inciso V do caput do art. 261; ou
b) Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP emitido a partir de 1 de janeiro de 2004;
III - para períodos laborados entre 14 de outubro de 1996, data da
publicação da MP nº 1.523, de 1996 a 31 de dezembro de 2003, data
estabelecida pelo INSS em conformidade com o determinado pelo § 3º do
art. 68 do RPS:
a) os antigos formulários de reconhecimento de períodos laborados em
condições especiais emitidos até 31 de dezembro de 2003 e, LTCAT para
exposição a qualquer agente nocivo ou demais demonstrações ambientais
arroladas no inciso V do caput do art. 261; ou
b) Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP emitido a partir de 1 de janeiro de 2004;
IV - para períodos laborados a partir de 1º de janeiro de 2004, o
documento a ser apresentado deverá ser o PPP, conforme estabelecido por
meio da Instrução Normativa INSS/DC nº 99, de 5 de dezembro de 2003, em
cumprimento ao § 3º do art. 68 do RPS.
Art. 259. Para fins de caracterização de atividade
exercida como segurado contribuinte individual em condições especiais a
comprovação será realizada mediante a apresentação de original ou cópia
autenticada dos seguintes documentos:
I - por categoria profissional até 28 de abril de 1995, véspera da data
da publicação da Lei nº 9.032, de 1995, documentos que comprovem, ano a
ano, a habitualidade e permanência na atividade exercida arrolada para
enquadramento, estando dispensado de apresentar o formulário legalmente
previsto no art. 258 desta IN para reconhecimento de períodos alegados
como especiais.
II - por exposição agentes nocivos, somente ao contribuinte individual
cooperado filiado à cooperativa de trabalho ou de produção, mediante
apresentação dos formulários de reconhecimento de períodos laborados em
condições especiais, emitidos pela cooperativa, observados a alínea "b"
do § 2º do art. 260 e o art. 295.
Art. 260. Consideram-se formulários legalmente
previstos para reconhecimento de períodos alegados como especiais para
fins de aposentadoria, os antigos formulários em suas diversas
denominações, sendo que, a partir de 1º de janeiro de 2004, o formulário
a que se refere o § 1º do art. 58 da Lei nº 8.213, de 1991, passou a
ser o PPP.
§ 1º Para as atividades exercidas até 31 de dezembro de 2003, serão aceitos os antigos formulários, desde que emitidos até essa data, observando as normas de regência vigentes nas respectivas datas de emissão.
§ 2º Os formulários indicados no caput deste artigo serão aceitos quando emitidos:
a) pela empresa, no caso de segurado empregado;
b) pela cooperativa de trabalho ou de produção, no caso de cooperado filiado;
c) pelo órgão gestor de mão de obra ou pelo sindicato da categoria no
caso de trabalhador avulso portuário a ele vinculado que exerça suas
atividades na área dos portos organizados;
d) pelo sindicato da categoria no caso de trabalhador avulso portuário a
ele vinculado que exerça suas atividades na área dos terminais de uso
privado; e
e) pelo sindicato da categoria no caso de trabalhador avulso não portuário a ele vinculado.
Art. 261. Poderão ser aceitos, em substituição ao
LTCAT, e ainda de forma complementar, desde que contenham os elementos
informativos básicos constitutivos relacionados no art. 262, os
seguintes documentos:
I - laudos técnico-periciais realizados na mesma empresa, emitidos por
determinação da Justiça do Trabalho, em ações trabalhistas, individuais
ou coletivas, acordos ou dissídios coletivos, ainda que o segurado não
seja o reclamante, desde que relativas ao mesmo setor, atividades,
condições e local de trabalho;
II - laudos emitidos pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO;
III - laudos emitidos por órgãos do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE;
IV - laudos individuais acompanhados de:
a) autorização escrita da empresa para efetuar o levantamento, quando o responsável técnico não for seu empregado;
b) nome e identificação do acompanhante da empresa, quando o responsável técnico não for seu empregado; e
c) data e local da realização da perícia.
V - as demonstrações ambientais:
a) Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA;
b) Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR;
c) Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção - PCMAT; e
d) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO.
§ 1º Para o disposto no caput deste artigo, não será aceito:
I - laudo elaborado por solicitação do próprio segurado, sem o
atendimento das condições previstas no inciso IV do caput deste artigo;
II - laudo relativo à atividade diversa, salvo quando efetuada no mesmo setor;
III - laudo relativo a equipamento ou setor similar;
IV - laudo realizado em localidade diversa daquela em que houve o exercício da atividade; e
V - laudo de empresa diversa.
§ 2º As demonstrações ambientais referidas no inciso V do caput deste
artigo devem ser atualizadas pelo menos uma vez ao ano, quando da
avaliação global, ou sempre que ocorrer qualquer alteração no ambiente
de trabalho ou em sua organização, observado o § 4º deste artigo, por
força dos itens
9.2.1.1 da NR-09, 18.3.1.1 da NR-18 e da alínea "g" do item 22.3.7.1 e do item 22.3.7.1.3, ambos da NR-22, e todas do MTE.
9.2.1.1 da NR-09, 18.3.1.1 da NR-18 e da alínea "g" do item 22.3.7.1 e do item 22.3.7.1.3, ambos da NR-22, e todas do MTE.
§ 3º O LTCAT e os laudos mencionados nos incisos de I a IV do caput
deste artigo emitidos em data anterior ou posterior ao período de
exercício da atividade do segurado poderão ser aceitos desde que a
empresa informe expressamente que não houve alteração no ambiente de
trabalho ou em sua organização ao longo do tempo, observado o § 4º deste
artigo.
§ 4º São consideradas alterações no ambiente de trabalho ou em sua organização, entre outras, aquelas decorrentes de:
I - mudança de layout;
II - substituição de máquinas ou de equipamentos;
III - adoção ou alteração de tecnologia de proteção coletiva; e
IV - alcance dos níveis de ação estabelecidos nos subitens do item
9.3.6 da NR-09, aprovadas pela Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978,
do MTE, se aplicável.
Art. 262. Na análise do Laudo Técnico de Condições
Ambientais do Trabalho - LTCAT, quando apresentado, deverá ser
verificado se constam os seguintes elementos informativos básicos
constitutivos:
I - se individual ou coletivo;
II - identificação da empresa;
III - identificação do setor e da função;
IV - descrição da atividade;
V - identificação de agente nocivo capaz de causar dano à saúde e integridade física, arrolado na Legislação Previdenciária;
VI - localização das possíveis fontes geradoras;
VII - via e periodicidade de exposição ao agente nocivo;
VIII - metodologia e procedimentos de avaliação do agente nocivo;
IX - descrição das medidas de controle existentes;
X - conclusão do LTCAT;
XI - assinatura e identificação do médico do trabalho ou engenheiro de segurança; e
XII - data da realização da avaliação ambiental.
Parágrafo único. O LTCAT deverá ser assinado por engenheiro de
segurança do trabalho, com o respectivo número da Anotação de
Responsabilidade Técnica - ART junto ao Conselho Regional de Engenharia e
Agronomia - CREA ou por médico do trabalho, indicando os registros
profissionais para ambos.
Art. 263. O LTCAT e as demonstrações ambientais de
que trata o inciso V do caput do art. 261 deverão embasar o
preenchimento da GFIP e dos formulários de reconhecimento de períodos
laborados em condições especiais.
Parágrafo único. O INSS poderá solicitar o LTCAT ou as demais
demonstrações ambientais, ainda que não exigidos inicialmente, toda vez
que concluir pela necessidade da análise destes para subsidiar a decisão
de caracterização da atividade como exercida em condições especiais,
estando a empresa obrigada a prestar as informações na forma do inciso
III do art. 225 do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 1999.
Art. 264. O PPP constitui-se em um documento
histórico laboral do trabalhador, segundo modelo instituído pelo INSS,
conforme formulário do Anexo XV, que deve conter as seguintes
informações básicas:
I - Dados Administrativos da Empresa e do Trabalhador;
II - Registros Ambientais;
III - Resultados de Monitoração Biológica; e
IV - Responsáveis pelas Informações.
§ 1º O PPP deverá ser assinado pelo representante legal da empresa ou
seu preposto, que assumirá a responsabilidade sobre a fidedignidade das
informações prestadas quanto a:
a) fiel transcrição dos registros administrativos; e
b) veracidade das demonstrações ambientais e dos programas médicos de responsabilidade da empresa.
§ 2º Deverá constar no PPP o nome, cargo e NIT do responsável pela
assinatura do documento, bem como o carimbo da empresa com a razão
social, e o CNPJ.
§ 3º A prestação de informações falsas no PPP constitui crime de
falsidade ideológica, nos termos do art. 299 do Código Penal, bem como
crime de falsificação de documento público, nos termos do art. 297 do
Código Penal.
§ 4º O PPP dispensa a apresentação de laudo técnico ambiental para fins
de comprovação de condição especial de trabalho, desde que demonstrado
que seu preenchimento foi feito por Responsável Técnico habilitado,
amparado em laudo técnico pericial.
§ 5º Sempre que julgar necessário, o INSS poderá solicitar documentos
para confirmar ou complementar as informações contidas no PPP, de acordo
com § 7º do art. 68 e inciso III do art. 225, ambos do RPS.
Art. 265. O PPP tem como finalidade:
I - comprovar as condições para obtenção do direito aos benefícios e serviços previdenciários;
II - fornecer ao trabalhador meios de prova produzidos pelo empregador
perante a Previdência Social, a outros órgãos públicos e aos sindicatos,
de forma a garantir todo direito decorrente da relação de trabalho,
seja ele individual, ou difuso e coletivo;
III - fornecer à empresa meios de prova produzidos em tempo real, de
modo a organizar e a individualizar as informações contidas em seus
diversos setores ao longo dos anos, possibilitando que a empresa evite
ações judiciais indevidas relativas a seus trabalhadores; e
IV - possibilitar aos administradores públicos e privados acessos a
bases de informações fidedignas, como fonte primária de informação
estatística, para desenvolvimento de vigilância sanitária e
epidemiológica, bem como definição de políticas em saúde coletiva.
Parágrafo único. As informações constantes no PPP são de caráter
privativo do trabalhador, constituindo crime nos termos da Lei nº 9.029,
de 13 de abril de 1995, práticas discriminatórias decorrentes de sua
exigibilidade por outrem, bem como de sua divulgação para terceiros,
ressalvado quando exigida pelos órgãos públicos competentes.
Art. 266. A partir de 1º de janeiro de 2004, conforme
estabelecido pela Instrução Normativa INSS/DC nº 99, de 5 de dezembro
de 2003, a empresa ou equiparada à empresa deverá preencher o formulário
PPP, conforme Anexo XV, de forma individualizada para seus empregados,
trabalhadores avulsos e contribuintes individuais cooperados, que
trabalhem expostos a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou
associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física,
ainda que não presentes os
requisitos para fins de caracterização de atividades exercidas em condições especiais, seja pela eficácia dos equipamentos de proteção, coletivos ou individuais, seja por não se caracterizar a permanência.
requisitos para fins de caracterização de atividades exercidas em condições especiais, seja pela eficácia dos equipamentos de proteção, coletivos ou individuais, seja por não se caracterizar a permanência.
§ 1º A partir da implantação do PPP em meio digital, este documento
deverá ser preenchido para todos os segurados, independentemente do ramo
de atividade da empresa, da exposição a agentes nocivos e deverá
abranger também informações relativas aos fatores de riscos ergonômicos e
mecânicos.
§ 2º A implantação do PPP em meio digital será gradativa e haverá
período de adaptação conforme critérios definidos pela Previdência
Social.
§ 3º O PPP substitui os antigos formulários de reconhecimento de
períodos laborados em condições especiais, a partir de 1º de janeiro de
2004, conforme art. 260.
§ 4º O PPP deverá ser atualizado sempre que houver alteração que implique mudança das informações contidas nas suas seções.
§ 5º O PPP deverá ser emitido com base no LTCAT ou nas demais demonstrações ambientais de que trata o inciso V do artigo 261.
§ 6º A exigência do PPP referida no caput, em relação aos agentes
químicos e ao agente físico ruído, fica condicionada ao alcance dos
níveis de ação de que tratam os subitens do item 9.3.6, da NR-09, do
MTE, e aos demais agentes, a simples presença no ambiente de trabalho.
§ 7º A empresa ou equiparada à empresa deve elaborar e manter
atualizado o PPP para os segurados referidos no caput, bem como
fornecê-lo nas seguintes situações:
I - por ocasião da rescisão do contrato de trabalho ou da desfiliação
da cooperativa, sindicato ou órgão gestor de mão de obra, com
fornecimento de uma das vias para o trabalhador, mediante recibo;
II - sempre que solicitado pelo trabalhador, para fins de requerimento
de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais;
III - para fins de análise de benefícios e serviços previdenciários e quando solicitado pelo INSS;
IV - para simples conferência por parte do trabalhador, pelo menos uma
vez ao ano, quando da avaliação global anual do Programa de Prevenção de
Riscos Ambientais - PPRA; e
V - quando solicitado pelas autoridades competentes.
§ 8º A comprovação da entrega do PPP, na rescisão de contrato de
trabalho ou da desfiliação da cooperativa, sindicato ou órgão gestor de
mão de obra, poderá ser feita no próprio instrumento de rescisão ou de
desfiliação, bem como em recibo a parte.
§ 9º O PPP e a comprovação de entrega ao trabalhador, na rescisão de
contrato de trabalho ou da desfiliação da cooperativa, sindicato ou
órgão gestor de mão de obra, deverão ser mantidos na empresa por vinte
anos.
Art. 267. Quando o PPP for emitido para comprovar
enquadramento por categoria profissional, na forma do Anexo II do RBPS,
aprovado pelo Decreto nº 83.080, de 1979 e a partir do código 2.0.0 do
quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964, deverão ser preenchidos
todos os campos pertinentes, excetuados os referentes a registros
ambientais e resultados de monitoração biológica.
Art. 268. Quando apresentado o PPP, deverão ser observadas, quanto ao preenchimento, para fins de comprovação de enquadramento de atividade exercida em condições especiais por exposição agentes nocivos, o seguinte:
I - para atividade exercida até 13 de outubro de 1996, véspera da
publicação da MP 1.523, de 1996, quando não se tratar de ruído, fica
dispensado o preenchimento do campo referente ao responsável pelos
Registros Ambientais;
II - para atividade exercida até 13 de outubro de 1996, véspera da
publicação da MP 1.523, de 1996, fica dispensado o preenchimento dos
campos referentes às informações de EPC eficaz;
III - para atividade exercida até 03 de dezembro de 1998, data da
publicação da MP nº 1.729, de 02 de dezembro de 1998, convertida na Lei.
9.732, de 11 de dezembro de 1998, fica dispensado o preenchimento dos
campos referentes às informações de EPI eficaz;
IV - para atividade exercida até 31 de dezembro de 1998, fica dispensado o preenchimento do campo código de ocorrência GFIP; e
V - por força da Resolução do Conselho Federal de Medicina - CFM nº
1.715, de -8 de janeiro de 2004, não deve ser exigido o preenchimento
dos campos de Resultados de Monitoração Biológica para qualquer período.
Subseção III
Do Enquadramento por Categoria Profissional
Art. 269. Para enquadramento de atividade exercida em
condição especial por categoria profissional o segurado deverá
comprovar o exercício de função ou atividade profissional até 28 de
abril de 1995, véspera da publicação da Lei nº 9.032, de 1995, arroladas
nos seguintes anexos legais:
I - quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964, a partir do código 2.0.0 (Ocupações); e
II - Anexo II do Decreto nº 83.080, de 1979.
Parágrafo único. Serão consideradas as atividades e os agentes
arrolados em outros atos administrativos, decretos ou leis
previdenciárias que determinem o enquadramento por atividade para fins
de caracterização de atividades exercida em condições especiais.
Art. 270. Para comprovar a função ou atividade
profissional do segurado por categoria profissional, para fins do
disposto no art. 269 deverá ser apresentado formulário de reconhecimento
de períodos laborados em condições especiais, mencionados no art. 260,
desde que esteja acompanhado dos seguintes documentos:
I - para o segurado empregado:
a) CP ou CTPS; ou
b) ficha ou Livro de Registro do Empregado, onde conste o referido
registro do trabalhador e a informação do cargo e suas alterações,
conforme o caso;
II - para o trabalhador avulso:
a) certificado de sindicato ou órgão gestor de mão de obra que agrupa
trabalhadores avulsos, acompanhado de documentos contemporâneos.
§ 1º No caso de empresa legalmente extinta, a não apresentação do
formulário de reconhecimento de períodos laborados em condições
especiais ou PPP não será óbice ao enquadramento do período como
atividade especial por categoria profissional para o segurado empregado,
desde que conste a função ou cargo, expresso e literal, nos documentos
relacionados no inciso I deste artigo, idêntica às atividades arroladas
em um dos anexos
legais indicados no art. 269, devendo ser observada, nas anotações profissionais, as alterações de função ou cargo em todo o período a ser enquadrado.
legais indicados no art. 269, devendo ser observada, nas anotações profissionais, as alterações de função ou cargo em todo o período a ser enquadrado.
§ 2º Na hipótese descrita no § 1º, poderá ser realizada JA, conforme disposto no art. 582.
§ 3º Para fins do disposto no § 1º entende-se por empresa legalmente
extinta aquela que se encontra baixada no Cadastro Nacional de Pessoa
Jurídica - CNPJ ou cancelada, inapta ou extinta no respectivo órgão de
registro.
§ 4º A comprovação da extinção da empresa far-se-á por documento que
demonstre a sua baixa, cancelamento, inaptidão ou extinção em algum dos
órgãos ou registros competentes.
Art. 271. A comprovação da função ou atividade
profissional para enquadramento de atividade especial por categoria
profissional do segurado contribuinte individual será feita mediante a
apresentação de documentos que comprovem, ano a ano, a habitualidade e
permanência na atividade exercida, sendo dispensada a apresentação do
formulário de reconhecimento de períodos laborados em condições
especiais.
Parágrafo único. O contribuinte individual deverá apresentar documento
que comprove a habilitação acadêmica e registro no respectivo conselho
de classe, quando legalmente exigido para exercício da atividade a ser
enquadrada.
Art. 272. Não será admitido enquadramento por
categoria profissional por analogia, ou seja, a função ou atividade
profissional tem que estar expressamente contida em um dos anexos
relacionados nos incisos I e II do art. 269.
Art. 273. Deverão ser observados os seguintes
critérios para o enquadramento do tempo de serviço como especial nas
categorias profissionais ou nas atividades abaixo relacionadas:
I - telefonista em qualquer tipo de estabelecimento:
a) o tempo de atividade de telefonista poderá ser enquadrado como
especial no código 2.4.5 do quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de 25 de
março de 1964, até 28 de abril de 1995;
b) se completados os 25 (vinte e cinco) anos, exclusivamente na
atividade de telefonista, até 13 de outubro de 1996, poderá ser
concedida a aposentadoria especial; ou
c) a partir de 14 de outubro de 1996, data da publicação da MP nº
1.523, de 11 de outubro de 1996, não será permitido o enquadramento em
função da denominação profissional de telefonista;
II - guarda, vigia ou vigilante até 28 de abril de 1995:
a) entende-se por guarda, vigia ou vigilante o empregado que tenha sido
contratado para garantir a segurança patrimonial, com uso de arma de
fogo, impedindo ou inibindo a ação criminosa em patrimônio das
instituições financeiras e de outros estabelecimentos públicos ou
privados, comerciais, industriais ou entidades sem fins lucrativos, bem
como pessoa contratada por empresa especializada em prestação de
serviços de segurança, vigilância e transporte de valores, para prestar
serviço relativo atividade de segurança privada de pessoa e residências;
e
b) a atividade do guarda, vigia ou vigilante na condição de contribuinte individual não será considerada como especial;
III - professor: a partir da Emenda Constitucional nº 18, de 30 de junho de 1981, não é permitida a conversão do tempo de exercício de magistério para qualquer espécie de benefício, exceto se o segurado implementou todas as condições até 29 de junho de 1981, considerando que a Emenda Constitucional retirou esta categoria profissional do quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964, para incluíla em legislação especial e específica, que passou a ser regida por legislação própria;
IV - agropecuária:
a) o período de atividade rural do trabalhador rural amparado pela Lei
nº 11, de 25 de maio de 1971 (FUNRURAL) exercido até 24 de julho de
1991, não será computado como especial, por inexistência de
recolhimentos previdenciários e consequente fonte de custeio à
Previdência Social; e
b) somente a atividade desempenhada na agropecuária (prática de
agricultura e da pecuária nas suas relações mútuas), exercida por
trabalhadores amparados pelo RGPS, permite o enquadramento no item 2.2.1
do quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964, não se enquadrando como
tal a exercida apenas na lavoura.
Art. 274. Observados os critérios para o
enquadramento do tempo de serviço exercido em condições especiais,
poderão ser considerados por categoria profissional os períodos em que o
segurado exerceu as funções de auxiliar ou ajudante de qualquer das
atividades constantes dos quadros anexos aos Decretos nº 53.831, de 1964
e Decreto nº 83.080, de 1979, até 28 de abril de 1995, véspera da
publicação da Lei nº 9.032, de 1995, situação em que o enquadramento
será possível desde que o trabalho, nessas funções, seja exercido nas
mesmas condições e no mesmo ambiente em que trabalha o profissional
abrangido por esses decretos.
Parágrafo único. Para o enquadramento previsto no caput, deverá constar
expressamente no formulário previsto no art. 260, a informação de que o
segurado tenha exercido as atividades nas mesmas condições e no mesmo
ambiente do respectivo profissional.
Art. 275. O servidor administrativo, nos casos de não
enquadramento por categoria profissional, deverá registrar no processo o
motivo e a fundamentação legal, de forma clara e objetiva e, somente
encaminhar para análise técnica da perícia médica, quando houver agentes
nocivos citados nos formulários para reconhecimento de períodos
alegados como especiais ou PPP, em conformidade com art. 296.
Subseção IV
Do Enquadramento por Exposição a Agentes Nocivos
Art. 276. O enquadramento de períodos exercidos em
condições especiais por exposição a agentes nocivos dependerá de
comprovação, perante o INSS, de efetiva exposição do segurado a agentes
nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes
prejudiciais à saúde ou à integridade física durante tempo de trabalho
permanente, não ocasional nem intermitente.
Art. 277. São consideradas condições especiais que
prejudicam a saúde ou a integridade física, conforme definido no Anexo
IV do RPS, a exposição a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos
ou à associação de agentes, em concentração ou intensidade e tempo de
exposição que ultrapasse os limites de tolerância estabelecidos segundo
critérios quantitativos, ou que,
dependendo do agente, torne a simples exposição em condição especial prejudicial à saúde, segundo critérios de avaliação qualitativa.
dependendo do agente, torne a simples exposição em condição especial prejudicial à saúde, segundo critérios de avaliação qualitativa.
§ 1º Os agentes nocivos não arrolados no Anexo IV do RPS não serão
considerados para fins de caracterização de período exercido em
condições especiais.
§ 2º Para requerimentos a partir de 17 de outubro de 2013, data da
publicação do Decreto nº 8.123, de 16 de outubro de 2013, poderão ser
considerados os agentes nocivos reconhecidamente cancerígenos em
humanos, listados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
§ 3º As atividades constantes no Anexo IV do RPS são exemplificativas, ressalvadas as disposições contrárias.
Art. 278. Para fins da análise de caracterização da
atividade exercida em condições especiais por exposição à agente nocivo,
consideramse:
I - nocividade: situação combinada ou não de substâncias, energias e
demais fatores de riscos reconhecidos, presentes no ambiente de
trabalho, capazes de trazer ou ocasionar danos à saúde ou à integridade
física do trabalhador; e
II - permanência: trabalho não ocasional nem intermitente no qual a
exposição do empregado, do trabalhador avulso ou do contribuinte
individual cooperado ao agente nocivo seja indissociável da produção do
bem ou da prestação do serviço, em decorrência da subordinação jurídica a
qual se submete.
§ 1º Para a apuração do disposto no inciso I do caput, há que se considerar se a avaliação de riscos e do agente nocivo é:
I - apenas qualitativo, sendo a nocividade presumida e independente de
mensuração, constatada pela simples presença do agente no ambiente de
trabalho, conforme constante nos Anexos 6, 13 e 14 da Norma
Regulamentadora nº 15 - NR-15 do MTE, e no Anexo IV do RPS, para os
agentes iodo e níquel, a qual será comprovada mediante descrição:
a) das circunstâncias de exposição ocupacional a determinado agente
nocivo ou associação de agentes nocivos presentes no ambiente de
trabalho durante toda a jornada;
b) de todas as fontes e possibilidades de liberação dos agentes mencionados na alínea "a"; e
c) dos meios de contato ou exposição dos trabalhadores, as vias de
absorção, a intensidade da exposição, a frequência e a duração do
contato;
II - quantitativo, sendo a nocividade considerada pela ultrapassagem
dos limites de tolerância ou doses, dispostos nos Anexos 1, 2, 3, 5, 8,
11 e 12 da NR-15 do MTE, por meio da mensuração da intensidade ou da
concentração consideradas no tempo efetivo da exposição no ambiente de
trabalho.
§ 2º Quanto ao disposto no inciso II do caput deste artigo, não
descaracteriza a permanência o exercício de função de supervisão,
controle ou comando em geral ou outra atividade equivalente, desde que
seja exclusivamente em ambientes de trabalho cuja nocividade tenha sido
constatada.
Art. 279. Os procedimentos técnicos de levantamento ambiental, ressalvadas as disposições em contrário, deverão considerar:
I - a metodologia e os procedimentos de avaliação dos agentes nocivos
estabelecidos pelas Normas de Higiene Ocupacional - NHO da FUNDACENTRO; e
II - os limites de tolerância estabelecidos pela NR-15 do MTE.
§ 1º Para o agente químico benzeno, também deverão ser observados a metodologia e os procedimentos de avaliação, dispostos nas Instruções Normativas MTE/SSST nº 1 e 2, de 20 de dezembro de 1995.
§ 2º O Ministério do Trabalho e Emprego definirá as instituições que
deverão estabelecer as metodologias e procedimentos de avaliação não
contempladas pelas NHO da FUNDACENTRO.
§ 3º Deverão ser consideradas as normas referenciadas nesta Subseção, vigentes à época da avaliação ambiental.
§ 4º As metodologias e os procedimentos de avaliação contidos nesta
instrução somente serão exigidos para as avaliações realizadas a partir
de 1º de janeiro de 2004, sendo facultado à empresa a sua utilização
antes desta data.
§ 5º Será considerada a adoção de Equipamento de Proteção Coletiva -
EPC, que elimine ou neutralize a nocividade, desde que asseguradas as
condições de funcionamento do EPC ao longo do tempo, conforme
especificação técnica do fabricante e respectivo plano de manutenção,
estando essas devidamente registradas pela empresa.
§ 6º Somente será considerada a adoção de Equipamento de Proteção
Individual - EPI em demonstrações ambientais emitidas a partir de 3 de
dezembro de 1998, data da publicação da MP nº 1.729, de 2 de dezembro de
1998, convertida na Lei nº 9.732, de 11 de dezembro de 1998, e desde
que comprovadamente elimine ou neutralize a nocividade e seja respeitado
o disposto na NR-06 do MTE, havendo ainda necessidade de que seja
assegurada e devidamente registrada pela empresa, no PPP, a observância:
I - da hierarquia estabelecida no item 9.3.5.4 da NR-09 do MTE, ou
seja, medidas de proteção coletiva, medidas de caráter administrativo ou
de organização do trabalho e utilização de EPI, nesta ordem,
admitindo-se a utilização de EPI somente em situações de inviabilidade
técnica, insuficiência ou interinidade à implementação do EPC ou, ainda,
em caráter complementar ou emergencial;
II - das condições de funcionamento e do uso ininterrupto do EPI ao
longo do tempo, conforme especificação técnica do fabricante, ajustada
às condições de campo;
III - do prazo de validade, conforme Certificado de Aprovação do MTE;
IV - da periodicidade de troca definida pelos programas ambientais,
comprovada mediante recibo assinado pelo usuário em época própria; e
V - da higienização.
§ 7º Entende-se como prova incontestável de eliminação dos riscos pelo
uso de EPI, citado no Parecer CONJUR/MPS/Nº 616/2010, de 23 de dezembro
de 2010, o cumprimento do disposto no § 6º deste artigo.
Art. 280. A exposição ocupacional a ruído dará ensejo
a caracterização de atividade exercida em condições especiais quando os
níveis de pressão sonora estiverem acima de oitenta dB (A), noventa dB
(A) ou 85 (oitenta e cinco) dB (A), conforme o caso, observado o
seguinte:
I - até 5 de março de 1997, véspera da publicação do Decreto nº 2.172,
de 1997, será efetuado o enquadramento quando a exposição for superior a
oitenta dB (A), devendo ser informados os valores medidos;
II - de 6 de março de 1997, data da publicação do Decreto nº 2.172, de
1997, até 10 de outubro de 2001, véspera da publicação da Instrução
Normativa INSS/DC nº 57, de 10 de outubro de 2001, será efetuado o
enquadramento
quando a exposição for superior a noventa dB (A), devendo ser informados os valores medidos;
quando a exposição for superior a noventa dB (A), devendo ser informados os valores medidos;
III - de 11 de outubro de 2001, data da publicação da Instrução
Normativa nº 57, de 2001, até 18 de novembro de 2003, véspera da
publicação do Decreto nº 4.882, de 18 de novembro de 2003, será efetuado
o enquadramento quando a exposição for superior a noventa dB (A),
devendo ser anexado o histograma ou memória de cálculos; e
IV - a partir de 01 de janeiro de 2004, será efetuado o enquadramento
quando o Nível de Exposição Normalizado - NEN se situar acima de 85
(oitenta e cinco) dB (A) ou for ultrapassada a dose unitária, conforme
NHO 1 da FUNDACENTRO, sendo facultado à empresa a sua utilização a
partir de 19 de novembro de 2003, data da publicação do Decreto nº
4.882, de 2003, aplicando:
a) os limites de tolerância definidos no Quadro do Anexo I da NR-15 do MTE; e
b) as metodologias e os procedimentos definidos nas NHO-01 da FUNDACENTRO.
Art. 281. A exposição ocupacional a temperaturas
anormais, oriundas de fontes artificiais, dará ensejo à caracterização
de atividade exercida em condições especiais quando:
I - até 5 de março de 1997, véspera da publicação do Decreto nº 2.172,
de 1997, estiver acima de 28ºC (vinte e oito) graus Celsius, não sendo
exigida a medição em índice de bulbo úmido termômetro de globo - IBUTG;
II - de 6 de março de 1997, data da publicação do Decreto nº 2.172, de
1997, até 18 de novembro de 2003, véspera da publicação do Decreto nº
4.882, de 2003, estiver em conformidade com o Anexo 3 da NR-15 do MTE,
Quadros 1, 2 e 3, atentando para as taxas de metabolismo por tipo de
atividade e os limites de tolerância com descanso no próprio local de
trabalho ou em ambiente mais ameno; e
III - a partir de 1 de janeiro de 2004, para o agente físico calor,
forem ultrapassados os limites de tolerância definidos no Anexo 3 da
NR-15 do MTE, sendo avaliado segundo as metodologias e os procedimentos
adotados pelas NHO-06 da FUNDACENTRO, sendo facultado à empresa a sua
utilização a partir de 19 de novembro de 2003, data da publicação do
Decreto nº 4.882, de 2003.
Parágrafo único. Considerando o disposto no item 2 da parte que trata
dos Limites de Tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho
intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de
serviço do Anexo 3 da NR-15 do MTE e no art. 253 da CLT, os períodos de
descanso são considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.
Art. 282. A exposição ocupacional a radiações ionizantes dará ensejo à caracterização de período especial quando:
I - até 5 de março de 1997, véspera da publicação do Decreto nº 2.172,
de 1997, de forma qualitativa em conformidade com o código 1.0.0 do
quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964 ou Código 1.0.0 do Anexo I do
Decreto nº 83.080, de 1979, por presunção de exposição;
II - a partir de 6 de março de 1997, quando forem ultrapassados os
limites de tolerância estabelecidos no Anexo 5 da NR-15 do MTE.
Parágrafo único. Quando se tratar de exposição ao raio-X em serviços de
radiologia, deverá ser obedecida a metodologia e os procedimentos de
avaliação constantes na NHO-05 da FUNDACENTRO, para os demais casos, aqueles constantes na Resolução CNENNE-3.01.
avaliação constantes na NHO-05 da FUNDACENTRO, para os demais casos, aqueles constantes na Resolução CNENNE-3.01.
Art. 283. A exposição ocupacional a vibrações
localizadas ou no corpo inteiro dará ensejo à caracterização de período
especial quando:
I - até 5 de março de 1997, véspera da publicação do Decreto nº 2.172,
de 1997, de forma qualitativa em conformidade com o código 1.0.0 do
quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964 ou Código 1.0.0 do Anexo I do
Decreto nº 83.080, de 1979, por presunção de exposição;
II - a partir de 6 de março de 1997, quando forem ultrapassados os
limites de tolerância definidos pela Organização Internacional para
Normalização - ISO, em suas Normas ISO nº 2.631 e ISO/DIS nº 5.349,
respeitando-se as metodologias e os procedimentos de avaliação que elas
autorizam; e
III - a partir de 13 de agosto de 2014, para o agente físico vibração,
quando forem ultrapassados os limites de tolerância definidos no Anexo 8
da NR-15 do MTE, sendo avaliado segundo as metodologias e os
procedimentos adotados pelas NHO-09 e NHO-10 da FUNDACENTRO, sendo
facultado à empresa a sua utilização a partir de 10 de setembro de 2012,
data da publicação das referidas normas.
Art. 284. Para caracterização de período especial por
exposição ocupacional a agentes químicos e a poeiras minerais
constantes do Anexo IV do RPS, a análise deverá ser realizada:
I - até 5 de março de 1997, véspera da publicação do Decreto nº 2.172,
de 1997, de forma qualitativa em conformidade com o código 1.0.0 do
quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964 ou Código 1.0.0 do Anexo I do
Decreto nº 83.080, de 1979, por presunção de exposição;
II - a partir de 6 de março de 1997, em conformidade com o Anexo IV do
RBPS, aprovado pelo Decreto nº 2.172, de 1997, ou do RPS, aprovado pelo
Decreto nº 3.048, de 1999, dependendo do período, devendo ser avaliados
conformes os Anexos 11, 12, 13 e 13-A da NR-15 do MTE; e
III - a partir de 01 de janeiro de 2004 segundo as metodologias e os
procedimentos adotados pelas NHO-02, NHO-03, NHO-04 e NHO-07 da
FUNDACENTRO., sendo facultado à empresa a sua utilização a partir de 19
de novembro de 2003, data da publicação do Decreto nº 4.882, de 2003.
Parágrafo único. Para caracterização de períodos com exposição aos
agentes nocivos reconhecidamente cancerígenos em humanos, listados na
Portaria Interministerial nº 9 de 07 de outubro de 2014, Grupo 1 que
possuem CAS e que estejam listados no Anexo IV do Decreto nº 3.048, de
1999, será adotado o critério qualitativo, não sendo considerados na
avaliação os equipamentos de proteção coletiva e ou individual, uma vez
que os mesmos não são suficientes para elidir a exposição a esses
agentes, conforme parecer técnico da FUNDACENTRO, de 13 de julho de 2010
e alteração do § 4º do art. 68 do Decreto nº 3.048, de 1999.
Art. 285. A exposição ocupacional a agentes nocivos
de natureza biológica infectocontagiosa dará ensejo à caracterização de
atividade exercida em condições especiais:
I - até 5 de março de 1997, véspera da publicação do Decreto nº 2.172,
de 1997, o enquadramento poderá ser caracterizado, para trabalhadores
expostos ao contato com doentes ou materiais infectocontagiantes, de
assistência médica, odontológica, hospitalar ou outras atividades afins,
independentemente da atividade ter sido exercida em estabelecimentos e
saúde e de acordo com o código 1.0.0 do quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964 e do Anexo I do Decreto nº 83.080, de 1979, considerando as atividades profissionais exemplificadas; e
saúde e de acordo com o código 1.0.0 do quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964 e do Anexo I do Decreto nº 83.080, de 1979, considerando as atividades profissionais exemplificadas; e
II - a partir de 6 de março de 1997, data da publicação do Decreto nº
2.172, de 1997, tratando-se de estabelecimentos de saúde, somente serão
enquadradas as atividades exercidas em contato com pacientes acometidos
por doenças infectocontagiosas ou com manuseio de materiais
contaminados, considerando unicamente as atividades relacionadas no
Anexo IV do RPBS e RPS, aprovados pelos Decretos nº 2.172, de 1997 e nº
3.048, de 1999, respectivamente.
Art. 286. A exposição ocupacional a pressão
atmosférica anormal dará ensejo ao enquadramento nas atividades
descritas conforme determinado no código 2.0.5 do Anexo IV do RPS.
Art. 287. A exposição ocupacional a associação de
agentes dará ensejo ao enquadramento exclusivamente nas atividades
especificadas no código 4.0.0. do Anexo IV do RPS.
Art. 288. As atividades, de modo permanente, com
exposição aos agentes nocivos frio, eletricidade, radiações não
ionizantes e umidade, o enquadramento somente será possível até 5 de
março de 1997.
Art. 289. As dúvidas para efeito de enquadramento por
agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes
relacionados no Anexo IV do RPS serão resolvidas pelo Ministério do
Trabalho e Emprego ou pelo Ministério da Previdência Social.
Art. 290. O exercício de funções de chefe, gerente,
supervisor ou outra atividade equivalente e servente, desde que
observada à exposição a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou
associação de agentes, não impede o reconhecimento de enquadramento do
tempo de serviço exercido em condições especiais.
Subseção V
Disposições Gerais da Caracterização de Períodos de Atividade Exercida em Condições Especiais
Art. 291. São considerados para caracterização de
atividade exercida em condições especiais os períodos de descanso
determinados pela legislação trabalhista, inclusive Férias, os de
afastamento decorrentes de gozo de benefícios de auxílio-doença ou
aposentadoria por invalidez acidentários, bem como os de recebimento de
saláriomaternidade, desde que, à data do afastamento, o segurado
estivesse exercendo atividade considerada especial.
Parágrafo único. Os períodos de afastamento decorrentes de gozo de
benefício por incapacidade de espécie não acidentária não serão
considerados como sendo de trabalho sob condições especiais.
Art. 292. A redução de jornada de trabalho por
acordo, convenção coletiva de trabalho ou sentença normativa não
descaracteriza a atividade exercida em condições especiais.
Art. 293. Qualquer que seja a data do requerimento
dos benefícios previstos no RGPS, as atividades exercidas deverão ser
analisadas, conforme quadro constante no Anexo XXVII.
§ 1º As alterações trazidas pelo Decreto nº 4.882, de 2003, não geram
efeitos retroativos em relação às alterações conceituais por ele
introduzidas.
§ 2º Na hipótese de atividades concomitantes sob condições especiais, no mesmo ou em outro vínculo empregatício, será considerada aquela que exigir menor tempo para a aposentadoria especial.
§ 3º Quando for constatada divergência entre os registros constantes na
CTPS ou CP e no formulário legalmente previsto para reconhecimento de
períodos alegados como especiais, disposto no art. 260, esta deverá ser
esclarecida, por diligência prévia na empresa, a fim de verificar a
evolução profissional do segurado, bem como os setores de trabalho, por
meio de documentos contemporâneos aos períodos laborados.
§ 4º Em caso de divergência entre o formulário legalmente previsto para
reconhecimento de períodos alegados como especiais e o CNIS ou entre
estes e outros documentos ou evidências, o INSS deverá analisar a
questão no processo administrativo, com adoção das medidas necessárias.
§ 5º Serão consideradas evidências, de que trata o § 4º deste artigo,
entre outros, os indicadores epidemiológicos dos benefícios
previdenciários cuja etiologia esteja relacionada com os agentes
nocivos.
Art. 294. O período em que o empregado esteve
licenciado da atividade para exercer cargo de administração ou de
representação sindical, exercido até 28 de abril de 1995, véspera da
publicação da Lei nº 9.032, de 1995, será computado como tempo de
serviço especial, desde que, à data do afastamento, o segurado estivesse
exercendo atividade considerada especial.
Art. 295. Quando houver prestação de serviço mediante
cessão ou empreitada de mão de obra de cooperativa de trabalho ou
empresa contratada, os formulários mencionados no art. 260 emitidos por
estas terão como base os laudos técnicos de condições ambientais de
trabalho emitidos pela empresa contratante, quando o serviço for
prestado em estabelecimento da contratante.
Subseção VI
Da Ação do Servidor Responsável pela Análise Administrativa
Art. 296. Caberá ao servidor administrativo a análise
dos requerimentos de benefício, recurso e revisão para efeito de
caracterização de atividade exercida em condições especiais,
preenchimento do formulário denominado Despacho e Análise Administrativa
da Atividade Especial - Anexo LI, com observação dos procedimentos a
seguir:
I - quando da apresentação de formulário legalmente previsto para
reconhecimento de período alegado como especial, verificar seu correto
preenchimento, conforme critérios contidos nos arts. 258, 260 e 261,
confrontando com os documentos contemporâneos apresentados e os dados
constantes do CNIS, inclusive quanto à indicação sobre a exposição do
segurado a agentes nocivos, para período de trabalho a partir de janeiro
de 1999;
II - verificar a necessidade de corrigir falhas ou a falta de
informações no formulário e no LTCAT, quando exigido, atentando-se para
as normas previdenciárias vigentes e, caso as inconsistências
impossibilitarem a análise, o servidor deverá emitir exigência ao
segurado ou à empresa, conforme o caso, visando a regularização da
documentação. Serão consideradas falhas ou falta de informações, dentre
outras:
a) a inexistência de identificação da empresa, dados do segurado e sua profissiografia, data da emissão, dados do responsável pelas informações no formulário para reconhecimento de atividade especial e respectiva assinatura;
b) falta de apresentação de LTCAT ou documento substitutivo, quando exigido, conforme disposto no art. 258; e
c) na hipótese de apresentação de LTCAT ou documentos substitutivos
informados no art. 259, a identificação da empresa, data da emissão e
assinatura do médico do trabalho ou engenheiro de segurança e respectivo
registro profissional;
III - na hipótese de não haver cumprimento da exigência prevista no II
deste artigo, dentro do prazo de trinta dias, o processo deverá ser
encaminhado para a análise técnica, com o respectivo relato das
pendências não atendidas e indicação das informações do CNIS sobre a
exposição do segurado a agentes nocivos, para período de trabalho a
partir de janeiro de 1999;
IV - analisar se a atividade informada permite enquadramento por
categoria profissional até 28 de abril de 1995, véspera da publicação da
Lei nº 9.032, de 1995, no quadro II, anexo ao RBPS, aprovado pelo
Decreto nº 83.080, de 1979 e a partir do código 2.0.0 (Ocupações) do
quadro III, a que se refere o art. 2º do Decreto nº 53.831, de 1964,
promovendo o enquadramento, ainda que para o período analisado, conste
também exposição à agente nocivo;
V - quando do não enquadramento por categoria profissional registrar o
motivo e a fundamentação legal de forma clara e objetiva no processo e
encaminhar para análise técnica do Serviço ou Seção de Saúde do
Trabalhador, somente quando houver agentes nocivos citados nos
formulários para reconhecimento de períodos alegados como especiais;
VI - na hipótese de solicitação de documento complementar emitida pelo
Serviço ou Seção de Saúde do Trabalhador para subsidiar a análise
técnica, esta será feita e acompanhada por servidor administrativo;
VII - tratando-se de processo em fase recursal, quando da apresentação
de novos elementos que impliquem em nova análise técnica, deve ser
submetido à perícia médica, antes do encaminhamento ao órgão julgador.
Parágrafo único. Nos períodos já reconhecidos como de atividade
especial, deverão ser respeitadas as orientações vigentes à época, sendo
que, neste caso, a análise pela perícia médica dar-se-á exclusivamente
nas situações em que houver períodos com agentes nocivos ainda não
analisados.
Subseção VII
Da Ação do Servidor Responsável Técnico-Pericial
Art. 297. Na análise dos requerimentos, recursos e
revisões que envolvam a caracterização de atividade exercidas em
condições especiais caberá ao Perito Médico Previdenciário - PMP:
I - realizar análise técnica dos períodos de atividade exercida em
condições especiais com exposição a agentes nocivos químicos, físicos,
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à
integridade física, quando requisitado tanto em processos
administrativos, quanto em processos judiciais, avaliando as
informações:
a) dos formulários de reconhecimento de períodos laborados em condições
especiais, conforme o caso, observando o disposto no art. 260,
confrontando as informações com os documentos contemporâneos
apresentados; e
b) do LTCAT ou documentos substitutivos informados no art. 261,
confrontando com os documentos apresentados, observando o art. 262;
II - solicitar esclarecimentos, remetendo às solicitações ao servidor administrativo para os devidos encaminhamentos, caso identifique inconsistência, divergência ou falta de informações indispensáveis ao reconhecimento do direito de enquadramento de período de atividade exercido em condições especiais;
III - emitir parecer técnico através do preenchimento do formulário
denominado Análise e Decisão Técnica de Atividade Especial - Anexo LII,
de forma clara, objetiva e legível, com a fundamentação que justifique a
decisão e realizar o enquadramento no sistema do(s) período(s) de
atividade exercido em condições especiais por exposição à agente nocivo.
Art. 298. O PMP poderá, sempre que julgar necessário,
solicitar as demonstrações ambientais de que trata o inciso V do caput
do art. 261 e outros documentos pertinentes à empresa responsável pelas
informações, bem como inspecionar o ambiente de trabalho.
§ 1º As inspeções já realizadas em outros processos administrativos
poderão ser utilizadas e anexadas no processo em análise, caso haja
coincidência fática relativa à empresa, setor, atividades, condições e
local de trabalho.
§ 2º O PMP não poderá realizar avaliação médico-pericial nem analisar
qualquer das demonstrações ambientais de que trata o inciso V do caput
do art. 261, quando estas tiverem a sua participação, nos termos do art.
120 do Código de Ética Médica e do art. 12 da Resolução CFM nº 1.488,
de 11 de fevereiro de 1998.
Art. 299. Em análise médico-pericial, além das outras providências cabíveis, o PMP indicará a necessidade de emissão de:
I - Representação Administrativa - RA ao Serviço de Segurança e Saúde
do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho do MTE, sempre que,
em tese, ocorrer desrespeito às normas de segurança e saúde do trabalho
que reduzem os riscos inerentes ao trabalho ou às normas
previdenciárias relativas aos documentos LTCAT, CAT, PPP e GFIP, quando
relacionadas ao gerenciamento dos riscos ocupacionais;
II - RA aos conselhos regionais das categorias profissionais, com cópia
a Procuradoria Federal, sempre que a confrontação da documentação
apresentada com os ambientes de trabalho revelar indícios de
irregularidades, fraudes ou imperícia dos responsáveis técnicos pelas
demonstrações ambientais;
III - encaminhar à Procuradoria Federal, para Representação para Fins
Penais - RFP, ao Ministério Público Federal ou Estadual competente,
sempre que as irregularidades ensejarem a ocorrência, em tese, de crime
ou contravenção penal; e
IV - Informação Médico Pericial - IMP à Procuradoria Federal, para fins
de ajuizamento de ação regressiva contra os empregadores ou
subempregadores, quando identificar indícios de dolo ou culpa destes, em
relação aos acidentes ou às doenças ocupacionais, incluindo o
gerenciamento ineficaz dos riscos ambientais, ergonômicos e mecânicos ou
outras irregularidades afins.
§ 1º As representações deste artigo deverão ser emitidas pelo Serviço/Seção de Saúde do Trabalhador da Gerência Executiva.
§ 2º O Serviço/Seção de Saúde do Trabalhador da Gerência Executiva
deverá enviar cópia da representação de que trata este artigo à unidade
local da RFB e à Procuradoria Federal, preferencialmente por meio digital,
bem como remeter um comunicado, conforme modelo constante no Anexo XIX.
§ 3º A Procuradoria Federal deverá auxiliar e orientar a elaboração das
representações de que trata este artigo, sempre que solicitada.
Seção VI
Do Auxílio-Doença
Art. 300. O auxílio-doença será devido ao segurado
que, após cumprida a carência exigida, quando for o caso, ficar
incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por
mais de quinze dias consecutivos.
Parágrafo único. Não será devido auxílio-doença ao segurado que se
filiar ao RGPS com doença ou lesão invocada como causa para a concessão
do benefício, salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de
progressão ou agravamento dessa doença ou lesão.
Art. 301. O direito ao benefício de auxílio-doença,
inclusive o decorrente de acidente do trabalho, deverá ser analisado com
base na DII fixada no ato da perícia médica para o segurado empregado,
empregado doméstico, trabalhador avulso, contribuinte individual,
facultativo, segurado especial e para aqueles em prazo de manutenção da
qualidade de segurado.
Parágrafo único. Para fins de concessão de benefício por incapacidade, a
partir de 1º de janeiro de 2004, a perícia médica do INSS poderá
solicitar o PPP à empresa, com vistas à fundamentação do reconhecimento
do nexo técnico previdenciário e para avaliação de potencial laborativo,
inclusive objetivando processo de reabilitação profissional.
Art. 302. Nos casos de afastamentos sucessivos pela
mesma doença, dentro dos sessenta dias, nos termos dos § § 3º e 4º do
art. 75 do RPS, a empresa deverá informar todos os períodos de
afastamento e retorno à atividade.
Art. 303. A DIB será fixada:
I - no décimo sexto dia do afastamento da atividade para o segurado empregado, exceto o doméstico;
II - na DII, para os demais segurados, quando requerido até o trigésimo
dia do afastamento da atividade ou da cessação das contribuições; ou
III - na DER, quando requerido após o trigésimo dia do afastamento da
atividade ou da cessação das contribuições para todos os segurados.
§ 1º Quando o acidentado empregado não se afastar do trabalho no dia do
acidente, os quinze dias de responsabilidade da empresa serão contados a
partir da data que ocorrer o afastamento.
§ 2º No caso da DII do segurado ser fixada quando este estiver em gozo
de Férias ou licença-prêmio ou qualquer outro tipo de licença
remunerada, o prazo de quinze dias de responsabilidade da empresa, será
contado a partir do dia seguinte ao término das Férias ou da licença.
§ 3º Se o segurado empregado, por motivo de doença, afastarse do
trabalho durante quinze dias, retornando à atividade no décimo sexto
dia, e se dela voltar a se afastar dentro de sessenta dias desse
retorno, em decorrência da mesma doença, fará jus ao auxílio doença a
partir da data do novo afastamento.
§ 4º Na hipótese do § 3º deste artigo, se o retorno à atividade tiver
ocorrido antes de quinze dias do afastamento, o segurado fará jus ao
auxílio-doença a partir do dia seguinte ao que completar os quinze dias
de afastamento, somados os períodos de afastamento intercalados.
Art. 304. O INSS poderá estabelecer, mediante avaliação médico-pericial, o prazo suficiente para a recuperação da capacidade para o trabalho do segurado.
§ 1º Na análise médico-pericial deverá ser fixada a data do início da
doença - DID e a data do início da incapacidade - DII, devendo a decisão
ser fundamentada a partir de dados clínicos objetivos, exames
complementares, comprovante de internação hospitalar, atestados de
tratamento ambulatorial, entre outros elementos, conforme o caso, sendo
que os critérios utilizados para fixação dessas datas deverão ficar
consignados no relatório de conclusão do exame.
§ 2º Caso o prazo fixado para a recuperação da capacidade para o seu
trabalho ou para a sua atividade habitual se revele insuficiente, o
segurado poderá:
I - nos quinze dias que antecederem a DCB, solicitar a realização de
nova perícia médica por meio de pedido de prorrogação - PP;
II - após a DCB, solicitar pedido de reconsideração - PR, observado o
disposto no § 3º do art. 303, até trinta dias depois do prazo fixado,
cuja perícia poderá ser realizada pelo mesmo profissional responsável
pela avaliação anterior; ou
III - no prazo de trinta dias da ciência da decisão, interpor recurso à JRPS.
Art. 305. No caso de indeferimento de perícia inicial
(AX1) e PP, poderá ser solicitado PR ou interposto recurso à JR/CRPS no
prazo de até trinta dias, contados da comunicação da conclusão
contrária.
§ 1º O PR será apreciado por meio de novo exame médicopericial em face
da apresentação de novos elementos por parte do segurado, podendo ser
realizado por qualquer perito médico, inclusive o responsável pela
avaliação anterior.
§ 2º O prazo para apresentação do PR é de até trinta dias, contados:
I - da data de realização do exame de conclusão contrária, nos casos de perícia inicial;
II - do dia seguinte à Data da Cessação do Benefício - DCB, ressalvada a existência de PP não atendido ou negado; e
III - da data da realização do exame da decisão contrária do PP.
§ 3º Não caberá solicitação de novo PR em benefício no qual já tenha ocorrido outro PR.
§ 4º No caso de indeferimento do PR poderá ser interposto recurso à
JR/CRPS no prazo de até trinta dias, contados da comunicação da
conclusão contrária.
Art. 306. Constatada incapacidade decorrente de
doença diversa da geradora do benefício objeto de PP ou PR, com
alteração do Código Internacional de Doenças - CID devidamente
justificado, o pedido será transformado em requerimento de novo
benefício, independente da data de fixação da DII, observando-se o
cumprimento do requisito carência, se for o caso.
Parágrafo único. A DIB e a DIP serão fixadas:
I - no dia seguinte à DCB, se a DII for menor ou igual à data da cessação do benefício anterior; e
II - na DII, se a DII for maior que a data da cessação do benefício anterior.
Art. 307. A análise do direito ao auxílio-doença, após parecer médico-pericial, deverá levar em consideração:
I - se a DII for fixada anteriormente à primeira contribuição, não caberá a concessão do benefício;
II - se a DII for fixada posteriormente à décima segunda contribuição,
será devida a concessão do benefício, independentemente da data de
fixação da DID, desde que atendidas as demais condições; e
III - se a DID for fixada anteriormente à primeira contribuição e a DII
for fixada anteriormente à décima segunda contribuição, não caberá a
concessão do benefício.
Parágrafo único. Havendo a perda da qualidade de segurado e fixada a
DII após ter cumprido um terço da carência exigida, caberá a concessão
do benefício se, somadas às anteriores, totalizarem, no mínimo, a
carência definida para o benefício.
Art. 308. Por ocasião da análise do pedido de
auxílio-doença, quando o segurado não contar com a carência mínima
exigida para a concessão do benefício, deverá ser observado se a
situação isenta de carência, conforme especificação do inciso II do art.
147.
§ 1º Na situação prevista no caput, a DID e a DII devem recair a partir
do segundo dia da data da filiação para que o requerente tenha direito
ao benefício, observado o disposto no inciso III do art. 30 do RPS.
§ 2º Quando se tratar de acidente de trabalho típico ou de trajeto
haverá direito à isenção de carência, ainda que DII venha a recair no
primeiro dia do primeiro mês da filiação.
Art. 309. No caso de novo requerimento, se a perícia
médica concluir que se trata de direito a mesma espécie de benefício,
decorrente da mesma doença e sendo fixada a DIB até sessenta dias
contados da data da DCB do anterior, será indeferido o novo pedido,
restabelecido o benefício anterior e descontados os dias trabalhados,
quando for o caso.
Parágrafo único. Na situação prevista no caput, a data de início do
pagamento - DIP será fixada no dia imediatamente seguinte ao da cessação
do benefício anterior, ficando a empresa, no caso de empregado,
desobrigada do pagamento relativo aos quinze primeiros dias do novo
afastamento, conforme previsto no § 3º do art. 75 do RPS.
Art. 310. No requerimento de auxílio-doença
previdenciário ou acidentário, quando houver, respectivamente, a mesma
espécie de benefício anterior já cessado, a verificação do direito ao
novo benefício ou ao restabelecimento do benefício anterior, será de
acordo com a DER e a conclusão da perícia médica, conforme definições a
seguir:
I - se a DER ocorrer até sessenta dias da DCB anterior:
a) tratando-se de mesmo subgrupo de doença de acordo com o Código
Internacional de Doenças - CID e a DII menor, igual ou maior que a DCB
anterior, será restabelecido o benefício anterior; e
b) tratando-se de subgrupo de doença de acordo com o CID diferente e
DII menor, igual ou maior à DCB anterior, será concedido novo benefício;
II - se a DER ocorrer após o prazo de sessenta dias da DCB anterior:
a) tratando-se do mesmo subgrupo de doença de acordo com o CID e a DII
menor ou igual à DCB anterior, deverá ser concedido novo benefício, haja
vista a expiração do prazo de sessenta dias previsto no § 3º do art. 75
do RPS, contado, neste caso, da DCB;
b) tratando-se de mesmo subgrupo de doença de acordo com o CID e DII maior que a DCB anterior:
1. se a DER for até trinta dias da DII e a DIB até sessenta dias da DCB, restabelecimento, visto o disposto no § 3º do art. 75 do RPS;
2. se a DER e a DIB forem superiores a sessenta dias da DCB, deverá ser
concedido novo benefício, considerando não tratarse da situação
prevista no § 3º do art. 75 do RPS; e
c) tratando-se de doença diferente, independente da DII, deverá ser concedido novo benefício.
§ 1º Nas hipóteses previstas na alínea "b" do inciso I e alínea "c" do
inciso II deste artigo, tratando-se de segurado empregado, o pagamento
relativo aos quinze dias do novo afastamento será de responsabilidade da
empresa.
§ 2º Se ultrapassado o prazo para o restabelecimento ou tratando-se de
outra doença, poderá ser concedido novo benefício desde que, na referida
data, seja comprovada a qualidade de segurado.
Art. 311. Somente poderá ser realizado novo
requerimento de benefício por incapacidade após trinta dias, contados da
Data da Realização do Exame Inicial Anterior - DRE, ou da Data da
Cessação do Benefício - DCB, ou da Data da Cessação Administrativa -
DCA, conforme o caso.
Art. 312. Ao segurado que exercer mais de uma
atividade abrangida pela Previdência Social, e estando incapacitado para
uma ou mais atividades, inclusive em decorrência de acidente do
trabalho, será concedido um único benefício.
§ 1º No caso de incapacidade apenas para o exercício de uma das
atividades, o direito ao benefício deverá ser analisado com relação
somente a essa atividade, devendo a perícia médica ser conhecedora de
todas as atividades que o segurado estiver exercendo.
§ 2º Se, por ocasião do requerimento, o segurado estiver incapaz para
todas as atividades que exercer, a DIB e a DIP, observadas as
disposições constantes no art. 72 do RPS, serão fixadas em função do
último afastamento se o trabalhador estiver empregado, ou, serão fixadas
em função do afastamento como empregado, se exercer a atividade de
empregado concomitantemente com outra de contribuinte individual ou de
empregado doméstico.
§ 3º O segurado em gozo de auxílio-doença, inclusive decorrente de
acidente do trabalho, que ficar incapacitado para qualquer outra
atividade que exerça, cumulativamente ou não, deverá ter o seu benefício
revisto para inclusão dos salários de contribuição, conforme disposto
no art. 195.
§ 4º Quando o segurado que exercer mais de uma atividade se incapacitar
definitivamente para uma delas, deverá o auxílio-doença ser mantido
indefinidamente, não cabendo sua transformação em aposentadoria por
invalidez, enquanto essa incapacidade não se estender às demais
atividades.
Art. 313. Tratando-se de segurada gestante em gozo de
auxíliodoença, inclusive o decorrente de acidente de trabalho, o
benefício deverá ser suspenso administrativamente no dia anterior ao da
DIB do salário-maternidade.
§ 1º Se após o período do salário-maternidade, a requerente mantiver a
incapacidade laborativa, deverá ser submetida a uma nova perícia médica.
§ 2º Aplica-se o disposto neste artigo no caso de concessão de
salário-maternidade pela adoção ou guarda judicial para fins de adoção.
Art. 314. O processamento do auxílio-doença de ofício
pela Previdência Social, conforme previsto no art. 76 do RPS dar-se-á
nas situações em que o
INSS tiver ciência da incapacidade do segurado por meio de documentos que comprovem essa situação e desde que a incapacidade seja confirmada pela perícia médica.
INSS tiver ciência da incapacidade do segurado por meio de documentos que comprovem essa situação e desde que a incapacidade seja confirmada pela perícia médica.
Parágrafo único. Nas situações em que a ciência do INSS ocorrer depois
de transcorridos trinta dias do afastamento da atividade, aplica-se o
disposto inciso III do art. 303.
Art. 315. Os benefícios de auxílio-doença, concedidos
ou restabelecidos por decisão judicial, inclusive os decorrentes de
acidente do trabalho, em manutenção, deverão ser revistos
preferencialmente, após seis meses da implantação judicial ou do
trânsito em julgado, salvo fato novo, conforme os procedimentos
previstos na Portaria Conjunta PGF/INSS nº 04, de 2014 ou outra que
venha substituir.
Art. 316. O benefício de auxílio-doença será suspenso
quando o segurado deixar de submeter-se a exames médico-periciais, a
tratamentos e a processo de reabilitação profissional proporcionados
pela Previdência Social, exceto a tratamento cirúrgico e a transfusão de
sangue, devendo ser restabelecido a partir do momento em que deixar de
existir o motivo que ocasionou a suspensão, desde que persista a
incapacidade.
§ 1º Para os fins previstos no caput, o setor responsável pela
Reabilitação Profissional comunicará à Divisão/Serviço de Benefícios da
Gerência Executiva, informando a data da suspensão do benefício, por
recusa ou abandono do Programa de Reabilitação Profissional.
§ 2º O benefício suspenso poderá ser reativado, mediante comunicação à
Divisão/Serviço de Benefícios, desde que o interessado apresente
justificativa documental que comprove motivo de força maior, em
cumprimento ao estabelecido no art. 67 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro
de 1999, e/ou caso fortuito para o não comparecimento e restar
comprovada a persistência ou agravamento da situação que ensejou a
incapacidade desde a data da concessão do benefício, observada a
prescrição quinquenal.
§ 3º Conforme mencionado no § 2º, no caso de não comprovados os motivos
de restabelecimento do benefício, o mesmo deverá ser cessado na data da
suspensão por meio de comunicado à Divisão/Serviço de Benefícios.
§ 4º A recusa ou abandono do Programa de Reabilitação Profissional, em
caso de inexistência de decisão pericial sobre a capacidade laborativa
do segurado, imputa em pendência de regularização da situação do
benefício, suspendendo a quitação de créditos devidos ao beneficiário.
Art. 317. A comprovação da incapacidade do trabalho
dos segurados aeronautas, para fins de auxílio-doença, poderá ser
subsidiada por avaliação da Diretoria de Saúde da Aeronáutica, mediante
exame por Junta Mista Especial de Saúde da Aeronáutica - JMES, podendo a
área médico-pericial do quadro permanente do INSS emitir seu parecer
conclusivo com base em normas específicas da Diretoria de Saúde da
Aeronáutica.
Subseção I
Das Disposições Relativas ao Acidente do Trabalho
Art. 318. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo
exercício da atividade a serviço da empresa ou pelo exercício do
trabalho do segurado especial, provocando lesão corporal ou perturbação
funcional que cause a morte, a perda ou a redução, permanente ou
temporária, da capacidade para o trabalho.
§ 1º Será devido o benefício de auxílio-doença decorrente de acidente do trabalho ao segurado empregado, exceto o doméstico, trabalhador avulso e segurado especial.
§ 2º Para o empregado, o nexo técnico entre o trabalho e o agravo só
será estabelecido pela pericia médica se a previsão de afastamento for
superior a quinze dias consecutivos, observando-se que nos casos de
acidente de trabalho que não geram afastamento superior a esse período, o
registro da CAT servirá como prova documental do acidente.
§ 3º O segurado especial e o trabalhador avulso que sofreram acidente
de trabalho com incapacidade para a sua atividade habitual serão
encaminhados à perícia médica para avaliação do grau de incapacidade e o
estabelecimento do nexo técnico logo após o acidente, sem necessidade
de aguardar os quinze dias consecutivos de afastamento.
§ 4º Para o segurado especial, quando da comprovação da atividade
rural, deverá ser observado o disposto, no que couber o art. 47, e
adotados os mesmos procedimentos dos demais benefícios previdenciários.
Art. 319. Consideram-se acidente do trabalho:
I - doença profissional, produzida ou desencadeada pelo exercício do
trabalho peculiar a determinada atividade, conforme relação constante no
Anexo II do RPS; e
II - doença do trabalho, adquirida ou desencadeada em função de
condições especiais em que o trabalho é realizado com ele se relacione
diretamente, constante da relação que trata o Anexo II do RPS.
§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho:
I - a doença degenerativa;
II - a inerente a grupo etário;
III - a que não produza incapacidade laborativa; e
IV - a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em
que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de
exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.
§ 2º Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na
relação prevista no Anexo II do RPS, resultou das condições especiais em
que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente, a
Previdência Social deverá considerá-la acidente do trabalho.
Art. 320. Equiparam-se também ao acidente do trabalho:
I - o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa
única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para
redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão
que exija atenção médica para a sua recuperação;
II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de:
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho;
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão; e
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior;
III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade; e
IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando
financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão
de obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive
veículo de propriedade do segurado; e
d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para
aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de
propriedade do segurado.
§ 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da
satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou
durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho.
§ 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho
a lesão que, resultante de acidente de outra origem, se associe ou se
superponha às consequências do anterior.
§ 3º Considera-se como o dia do acidente, no caso de doença
profissional ou doença do trabalho, a data do início da incapacidade
para o exercício da atividade ou o dia em que for realizado o
diagnóstico, valendo para esse efeito o que ocorrer primeiro.
§ 4º Se o acidente do trabalhador avulso ocorrer no trajeto do órgão
gestor de mão de obra ou sindicato para a residência, é indispensável
para caracterização do acidente o registro de comparecimento ao órgão
gestor de mão de obra ou ao sindicato.
§ 5º Não se caracteriza como acidente de trabalho o acidente de trajeto
sofrido pelo segurado que, por interesse pessoal, tiver interrompido ou
alterado o percurso habitual.
§ 6º Quando houver registro policial da ocorrência do acidente, será exigida a apresentação do respectivo boletim.
Art. 321. A perícia médica do INSS considerará
caracterizada a natureza acidentária da incapacidade quando constatar
ocorrência de nexo técnico epidemiológico entre o trabalho e o agravo,
decorrente da relação entre a atividade da empresa e a entidade mórbida
motivadora da incapacidade elencada na CID, em conformidade com o
disposto na lista C do Anexo II do Decreto nº 3.048, de 1999.
§ 1º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto neste
artigo quando demonstrada a inexistência do nexo de que trata o caput.
§ 2º A empresa poderá requerer a não aplicação do nexo técnico
epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso com efeito suspensivo, da
empresa ou do segurado, ao CRPS.
Art. 322. Para a identificação do nexo entre o
trabalho e o agravo, que caracteriza o acidente do trabalho, a perícia
médica do INSS, se necessário, poderá ouvir testemunhas, efetuar
pesquisa ou realizar vistoria do local de trabalho ou solicitar o PPP
diretamente ao empregador para o esclarecimento dos fatos.
Art. 323. Os pedidos de reabertura de auxílio-doença decorrente de acidente de trabalho deverão ser formulados quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão do acidente ou doença ocupacional que gerar incapacidade laborativa, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 310.
§ 1º Se concedida reabertura de auxílio-doença acidentário, em razão de
agravamento de seqüela decorrente de acidente do trabalho ou doença
profissional ou do trabalho, com fixação da DIB dentro de sessenta dias
da cessação do benefício anterior, o novo pedido será indeferido
prorrogando o benefício anterior, descontandose os dias trabalhados,
quando for o caso.
§ 2º Na situação prevista no § 1º deste artigo, a DIB e a DIP serão fixadas observando o disposto no caput do art. 310.
§ 3º Se ultrapassado o prazo estabelecido para o restabelecimento,
poderá ser concedido novo benefício, desde que na referida data comprove
a qualidade de segurado, devendo ser cadastrada a CAT de reabertura
quando apresentada.
§ 4º Ao servidor de órgão público que tenha sido excluído do RGPS em
razão da transformação do regime de previdência social, com averbação
automática, ou que tenha averbado período de vinculação ao RGPS por CTC,
não caberá reabertura do acidente ocorrido quando contribuinte do RGPS.
Art. 324. Quando do acidente resultar a morte imediata do segurado, deverá ser exigido:
I - o boletim de registro policial da ocorrência ou, se necessário, cópia do inquérito policial;
II - o laudo de exame cadavérico ou documento equivalente, se houver; e
III - a Certidão de Óbito.
Art. 325. Quando do requerimento da pensão, o
reconhecimento técnico do nexo entre a causa mortis e o acidente ou a
doença, será realizado pela perícia médica, mediante análise documental,
nos casos de óbitos decorrentes de acidente do trabalho ou de doença
ocupacional, independente de o segurado haver falecido em gozo de
benefício acidentário, devendo ser encaminhado àquele setor os seguintes
documentos:
I - cópia da CAT;
II - Certidão de Óbito;
III - Laudo do Exame Cadavérico, se houver; e
IV - Boletim de Registro Policial, se houver.
Parágrafo único. Após a análise documental, a avaliação do local de trabalho ficará a critério da perícia médica do INSS.
Art. 326. Caberá à Previdência Social cooperar na
integração interinstitucional, avaliando os dados estatísticos e
repassando informações aos outros setores envolvidos na atenção à saúde
do trabalhador, como subsídios à Superintendência Regional do Trabalho e
Emprego - SRTE ou à Vigilância Sanitária do Sistema Único de Saúde -
SUS.
Parágrafo único. Nos casos em que entender necessário, o Serviço/Seção
de Saúde do Trabalhador da Gerência Executiva acionará os órgãos citados
no caput para que determinem a adoção por parte da empresa de medidas
de proteção à saúde do segurado, aplicandose, no que couber, as
disposições previstas no art. 300.
Subseção II
Da Comunicação de Acidente do Trabalho - Cat
Art. 327. O acidente de trabalho ocorrido deverá ser
comunicado ao INSS por meio da CAT, observado o art. 328, e deve se
referir às seguintes ocorrências:
I - CAT inicial: acidente do trabalho típico, trajeto, doença profissional, do trabalho ou óbito imediato;
II - CAT de reabertura: afastamento por agravamento de lesão de
acidente do trabalho ou de doença profissional ou do trabalho; ou
III - CAT de comunicação de óbito: falecimento decorrente de acidente
ou doença profissional ou do trabalho, após o registro da CAT inicial.
Art. 328. A CAT será registrada preferencialmente no
sítio eletrônico: www.previdencia.gov.br ou em uma das Unidades de
Atendimento.
§ 1º A CAT registrada pela Internet é válida para todos os fins perante o INSS.
§ 2º No ato do cadastramento da CAT por meio da Internet, o emissor
deverá transcrever as informações constantes no atestado médico para o
respectivo campo da CAT.
Art. 329. A CAT deverá ser preenchida com todos os
dados informados nos seus respectivos campos, devendo ser comunicado o
INSS, preferencialmente por meio eletrônico.
§ 1º O emitente deverá entregar cópia da CAT ao acidentado, ao sindicato da categoria e à empresa.
§ 2º Nos casos de óbito, a CAT também deverá ser entregue aos dependentes e à autoridade competente.
§ 3º Compete ao emitente da CAT a responsabilidade pela entrega dessa
comunicação às pessoas e às entidades indicadas nos § § 1º e 2º deste
artigo.
§ 4º O formulário da CAT poderá ser substituído por impresso da própria
empresa, desde que contenha todos os campos necessários ao seu
preenchimento.
§ 5º Para fins de cadastramento da CAT, caso o campo atestado médico do
formulário desta não esteja preenchido e assinado pelo médico
assistente, deverá ser apresentado atestado médico, desde que nele
conste a devida descrição do atendimento realizado ao acidentado do
trabalho, inclusive o diagnóstico com o CID, e o período provável para o
tratamento, contendo assinatura, o número do Conselho Regional de
Medicina, data e carimbo do profissional médico, seja particular, de
convênio ou do SUS.
§ 6º Na CAT de reabertura de acidente do trabalho, deverão constar as
mesmas informações da época do acidente, exceto quanto ao afastamento,
último dia trabalhado, atestado médico e data da emissão, que serão
relativos à data da reabertura.
§ 7º Não serão consideradas CAT de reabertura para as situações de
simples assistência médica ou de afastamento com menos de quinze dias
consecutivos.
§ 8º O óbito decorrente de acidente ou de doença profissional ou do
trabalho, ocorrido após a emissão da CAT inicial ou de reabertura, será
comunicado ao INSS, por CAT de comunicação de óbito, constando a data do
óbito e os dados relativos ao acidente inicial.
Art. 330. São responsáveis pelo preenchimento e encaminhamento da CAT:
I - no caso de segurado empregado, a empresa empregadora;
II - para o segurado especial, o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical da categoria, o médico assistente ou qualquer autoridade pública;
III - no caso do trabalhador avulso, a empresa tomadora de serviço e,
na falta dela, o sindicato da categoria ou o órgão gestor de mão de
obra; e
IV - no caso de segurado desempregado, nas situações em que a doença
profissional ou do trabalho manifestou-se ou foi diagnosticada após a
demissão, as pessoas ou as entidades constantes do § 1º do art. 331.
§ 1º No caso do segurado empregado e trabalhador avulso exercerem
atividades concomitantes e vierem a sofrer acidente de trajeto entre uma
e outra empresa na qual trabalhe, será obrigatória a emissão da CAT
pelas duas empresas.
§ 2º É considerado como agravamento do acidente aquele sofrido pelo
acidentado quando estiver sob a responsabilidade da reabilitação
profissional, neste caso, caberá ao técnico da reabilitação profissional
comunicar à perícia médica o ocorrido.
Art. 331. A empresa deverá comunicar o acidente
ocorrido com o segurado empregado, exceto o doméstico, e o trabalhador
avulso até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de
morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa aplicada e
cobrada na forma do art. 286 do RPS.
§ 1º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizar o
próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o
médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública, não prevalecendo
nestes casos o prazo previsto no caput.
§ 2º Para efeito do disposto no § 1º deste artigo, consideramse
autoridades públicas reconhecidas para tal finalidade os magistrados em
geral, os membros do Ministério Público e dos Serviços Jurídicos da
União e dos estados, os comandantes de unidades militares do Exército,
da Marinha, da Aeronáutica e das Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e
Polícia Militar), prefeitos, delegados de polícia, diretores de
hospitais e de asilos oficiais e servidores da Administração Direta e
Indireta Federal, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal, quando
investidos de função.
§ 3º A CAT entregue fora do prazo estabelecido no caput e anteriormente
ao início de qualquer procedimento administrativo ou de medida de
fiscalização, exclui a multa prevista no caput.
§ 4º A CAT formalizada nos termos do § 1º deste artigo, não exclui a multa prevista no caput.
§ 5º Não caberá aplicação de multa, por não emissão de CAT, quando o
enquadramento decorrer de aplicação do NTEP, conforme disposto no § 5º,
art. 22 da Lei nº 8.213, de 1991, redação dada pela Lei nº 11.430, de
2006.
Art. 332. As CAT relativas ao acidente do trabalho ou
à doença do trabalho ou à doença profissional ocorridos com o
aposentado que permaneceu na atividade como empregado ou a ela retornou,
deverão ser registradas e encerradas, observado o disposto no art. 173
do RPS.
Parágrafo único. O segurado aposentado deverá ser cientificado do
encerramento da CAT e orientado quanto ao direito à Reabilitação
Profissional, desde que atendidos os requisitos legais, em face do
disposto no § 2º do art. 18 da Lei nº 8.213, de 1991.
Seção VII
Do Auxílio-Acidente
Art. 333. O auxílio-acidente será devido ao segurado
empregado, exceto o doméstico, ao trabalhador avulso e ao segurado
especial, e a partir de 31 de dezembro de 2008, data da publicação do
Decreto nº 6.722, de 30 de dezembro de 2008, quando oriundo de acidente
de qualquer natureza ocorrido durante o período de manutenção da
qualidade de segurado, desde que atendidos os requisitos exigidos para o
benefício.
Art. 334. O auxílio-acidente será concedido, como
indenização e condicionado à confirmação pela perícia médica do INSS,
quando, após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de
qualquer natureza, resultar seqüela definitiva, discriminadas de forma
exemplificativa no Anexo III do RPS, que implique:
I - redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia;
II - redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia,
exigindo maior esforço para o desempenho da mesma atividade da época do
acidente; ou
III - impossibilidade do desempenho da atividade que exercia a época do
acidente, ainda que permita o desempenho de outra, independentemente de
processo de Reabilitação Profissional.
§ 1º Caberá a concessão do auxílio-acidente ao segurado que foi
demitido pela empresa no período em que estava recebendo auxíliodoença
decorrente de acidente de qualquer natureza, preenchidos os demais
requisitos.
§ 2º Não caberá a concessão de auxílio-acidente de qualquer natureza ao segurado:
I - empregado doméstico, contribuinte individual e facultativo;
II - que na data do acidente não detinha mais a qualidade de segurado;
III - que apresente danos funcionais ou redução da capacidade funcional sem repercussão na capacidade laborativa; e
IV - quando ocorrer mudança de função, mediante readaptação
profissional promovida pela empresa, como medida preventiva, em
decorrência de inadequação do local de trabalho.
§ 3º Para fins do disposto no caput considerar-se-á a atividade exercida na data do acidente.
§ 4º Observado o disposto no art. 104 do RPS, o médico residente fará
jus ao beneficio de que trata este artigo, quando o acidente tiver
ocorrido até 26 de novembro de 2001, data da publicação do Decreto nº
4.032, de 26 de novembro de 2001.
Art. 335. O auxílio-acidente decorrente de acidente
de qualquer natureza é devido desde 29 de abril de 1995, data da
publicação da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995, independentemente da
DIB que o precedeu, se atendidas todas as condições para sua concessão.
Parágrafo único. A partir de 31 de dezembro de 2008, data de vigência
do Decreto nº 6.722, de 30 de dezembro de 2008, será devida a concessão
de auxílio-acidente oriundo de acidente de qualquer natureza ocorrido
durante o período de manutenção da qualidade de segurado, desde que
atendidos os demais requisitos.
Art. 336. Quando o segurado em gozo de
auxílio-acidente fizer jus a um novo auxílio-acidente, em decorrência de
outro acidente ou de doença, serão comparadas as rendas mensais dos
dois benefícios e mantido o benefício mais vantajoso.
Art. 337. Para apurar o valor da renda mensal do auxílioacidente deverá ser observado o disposto no art. 200.
Art. 338. O auxílio-acidente será suspenso quando da
concessão ou da reabertura do auxílio-doença, em razão do mesmo acidente
ou de doença que lhe tenha dado origem, observado o disposto no § 3º do
art. 75 do RPS.
§ 1º O auxílio-acidente suspenso será restabelecido após a cessação do
auxílio-doença concedido ou reaberto, salvo se concedida ao segurado
benefício de aposentadoria subsequente ao auxílio-doença, e ressalvadas
as hipóteses de acumulação.
§ 2º O auxílio-acidente suspenso, na forma do caput, será cessado se
concedida aposentadoria, salvo nos casos em que é permitida a
acumulação, observado o disposto no art. 176.
§ 3º O auxílio-acidente cessado para compor o cálculo da renda da
aposentadoria, deverá ser restabelecido, observadas as orientações a
seguir:
I - em se tratando de aposentadoria por invalidez, a partir do dia seguinte da DCB da aposentadoria;
II - em se tratando de desistência de aposentadoria na forma do
parágrafo único do art. 181-B do RPS, a partir do dia seguinte da DCB do
auxílio-acidente; ou
III - em se tratando de benefício cessado na DIB por apuração de
irregularidade, a partir do dia seguinte da DCB do auxílioacidente.
Art. 339. Ressalvado o direito adquirido, na forma do
inciso V do art. 528, não é permitido o recebimento conjunto de
auxílioacidente com aposentadoria, a partir de 11 de novembro de 1997,
data da publicação da Medida Provisória nº 1.596-14, de 10 de novembro
de 1997, convertida na Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997, devendo o
auxílio-acidente ser cessado:
I - no dia anterior ao início da aposentadoria ocorrida a partir dessa data;
II - na data da emissão de CTC na forma da contagem recíproca; ou
III - na data do óbito, observado o disposto no art. 176.
Seção VIII
Do Salário-Maternidade
Art. 340. O salário-maternidade será devido na forma
do art. 343 desta IN, inclusive nos casos de natimorto, aborto não
criminoso, adoção ou guarda judicial para fins de adoção, conforme o
caso, para os segurados:
I - empregado;
II - trabalhador avulso;
III - empregado doméstico;
IV - contribuinte individual;
V - facultativo;
VI - especial; e
VII - em período de manutenção da qualidade, conforme o art. 137.
§ 1º Será devido o benefício de salário-maternidade para os segurados
em período de manutenção da qualidade, conforme o art. 137.
§ 2º Se a perda da qualidade de segurado vier a ocorrer no período de
28 (vinte e oito) dias anteriores ao parto, será devido o
salário-maternidade.
Art. 341. Em se tratando de contrato de trabalho com
prazo determinado que tenha se encerrado pelo decurso do prazo
pré-estipulado entre as partes, será do empregador a responsabilidade do
pagamento do benefício, se a empregada estiver grávida na data da
rescisão.
Parágrafo único. A partir de 29 de maio de 2013, data da publicação da Portaria Ministerial nº 264, de 28 de maio de 2013, que aprovou o Parecer nº 675/2012/CONJUR-MPS/CGU/AGU, passou a ser devido o pagamento complementar do benefício de salário-maternidade à segurada empregada, que estava grávida na data da rescisão do contrato de trabalho por prazo determinado, nos casos em que a extinção tenha ocorrido a pedido ou por justa causa.
Art. 342. A partir de 23 de janeiro de 2014, data do
início da vigência do art. 71-B da Lei nº 8.213, de 1991, no caso de
falecimento da segurada ou segurado que fazia jus ao benefício de
salário-maternidade, nos casos de parto, adoção ou guarda para fins de
adoção, será devido o pagamento do respectivo benefício ao cônjuge ou
companheiro sobrevivente, desde que possua qualidade de segurado e
carência, se for o caso, na data do fato gerador do benefício
originário.
§ 1º O(a) segurado(a) sobrevivente terá direito ao pagamento do
salário-maternidade, em complemento ao benefício pago ao titular
originário, se o requerimento for realizado até o dia previsto para
encerramento do salário-maternidade originário, hipótese em que será
devido pelo período compreendido entre a data do óbito e a data de
cessação do salário-maternidade originário.
§ 2º Na hipótese de não ter sido concedido benefício para o titular
originário do direito, o salário-maternidade será devido integralmente
ao sobrevivente, desde que o benefício seja requerido no prazo de 120
(cento e vinte) dias a contar da data do fato gerador do benefício
originário.
§ 3º O benefício do (a) segurado (a) sobrevivente de que trata o caput será calculado sobre:
I - a remuneração integral, para o empregado e trabalhador avulso;
II - o último salário de contribuição para o empregado doméstico;
III - um 1/12 (um doze avos) da soma dos doze últimos salários de
contribuição, apurados em um período não superior a quinze meses, para
os segurados contribuinte individual, facultativo e aqueles em prazo de
manutenção da qualidade de segurado; e
IV - o valor do salário mínimo, para o segurado especial.
§ 4º O segurado sobrevivente pode receber de forma concomitante o
salário maternidade complementar e a pensão por morte como dependente do
titular originário, não se configurando a hipótese em acumulação
indevida de benefícios.
§ 5º O benefício não será devido ao sobrevivente no caso de falecimento
do filho, seu abandono, ou nas hipóteses de perda ou destituição do
poder familiar, decorrentes de decisão judicial.
Art. 343. O salário-maternidade é devido durante 120
(cento e vinte) dias, com início fixado em até 28 (vinte e oito) dias
antes do parto e a data da ocorrência deste, exceto para as seguradas em
período de manutenção da qualidade de segurado, para as quais o
benefício será devido a partir do nascimento da criança, observado o
disposto no § 7º deste artigo.
§ 1º Considera-se fato gerador do salário-maternidade, o parto,
inclusive do natimorto, o aborto não criminoso, a adoção ou a guarda
judicial para fins de adoção.
§ 2º A data de início do salário-maternidade coincidirá com a data do
fato gerador previsto no § 1º deste artigo, devidamente comprovado,
observando
que se a DAT for anterior ao nascimento da criança, a DIB será fixada conforme atestado médico original específico apresentado pela segurada, ainda que o requerimento seja realizado após o parto.
que se a DAT for anterior ao nascimento da criança, a DIB será fixada conforme atestado médico original específico apresentado pela segurada, ainda que o requerimento seja realizado após o parto.
§ 3º Para fins de concessão do salário-maternidade, considerase parto o
evento que gerou a certidão de nascimento ou certidão de óbito da
criança.
§ 4º Em caso de aborto não criminoso, comprovado mediante atestado
médico com informação do CID específico, a segurada terá direito ao
salário-maternidade correspondente a duas semanas.
§ 5º Tratando-se de parto antecipado ou não, ainda que ocorra parto de
natimorto, este último comprovado mediante certidão de óbito, a segurada
terá direito aos 120 (cento e vinte) dias previstos em lei, sem
necessidade de avaliação médico-pericial pelo INSS.
§ 6º Em casos excepcionais, os períodos de repouso anterior e posterior
ao parto podem ser aumentados em duas semanas, mediante atestado médico específico.
§ 7º Para a segurada em prazo de manutenção da qualidade de segurado, é
assegurado o direito à prorrogação de duas semanas somente para repouso
posterior ao parto.
§ 8º A prorrogação prevista nos § § 6º e 7º deste artigo compreende as
situações em que existir algum risco para a vida do feto ou da criança
ou da mãe, conforme certificado por atestado médico, sendo que, nas
hipóteses em que o pagamento é feito diretamente pela Previdência
Social, o benefício somente será prorrogado mediante confirmação desse
risco pela Perícia Médica do INSS.
Art. 344. A partir de 25 de outubro de 2013, data da
publicação da Lei nº 12.873, de 24 de outubro de 2013, será devido o
benefício de salário-maternidade ao segurado ou segurada da Previdência
Social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção, de
criança de até doze anos incompletos, pelo prazo de 120 (cento e vinte)
dias, desde que haja o afastamento da atividade.
§ 1º Para a segurada adotante, aplica-se o disposto no caput, observando ainda:I - no período de 16 de abril de 2002, data da publicação da Lei nº 10.421, de 15 de abril de 2002, a 7 de maio de 2012, véspera da data da intimação da decisão proferida na ACP nº 5019632-23.2011.404.7200/SC, com efeito nacional, o salário maternidade para a segurada adotante foi devido, de acordo com a idade da criança, conforme segue:
a) até um ano completo, por 120 (cento e vinte) dias;
b) a partir de um ano até quatro anos completos, por sessenta dias; e
c) a partir de quatro anos até completar oito anos, por trinta dias;
II - no período de 8 de maio de 2012, data da intimação da decisão proferida na ACP nº 5019632-23.2011.404.7200/SC, até 07 de junho de 2013, data da MP nº 619, de 6 de junho de 2013, posteriormente convertida na Lei nº 12.873, de 24 de outubro de 2013, o salário-maternidade foi devido somente à segurada adotante, pelo prazo de 120 (cento e vinte) dias, quando da adoção de criança de até doze anos de idade incompletos.
§ 2º O salário-maternidade é devido ao segurado ou segurada independentemente de a mãe biológica ter recebido o mesmo benefício quando do nascimento da criança.
§ 3º Para a concessão do salário-maternidade será indispensável que conste na nova certidão de nascimento da criança ou no termo de guarda para fins de adoção, o nome do adotante ou do guardião.
§ 4º Quando houver adoção ou guarda judicial para adoção simultânea de mais de uma criança, é devido um único saláriomaternidade, observando que no caso de empregos concomitantes, o segurado ou a segurada fará jus ao salário-maternidade relativo a cada emprego.
§ 5º Observado o disposto no § 2º do art. 71-A da Lei nº 8.213, de 1991, o benefício de salário-maternidade não poderá ser concedido a mais de um segurado em decorrência do mesmo processo de adoção ou guarda, inclusive na hipótese de um dos adotantes ser vinculado a Regime Próprio de Previdência Social.
Art. 345. O salário-maternidade será devido ao segurado em período de manutenção da qualidade de segurado, observando que:
I - o nascimento da criança, inclusive em caso de natimorto, ou a guarda judicial para fins de adoção ou a adoção ou o aborto não criminoso, deverá ocorrer dentro do prazo de manutenção da qualidade de segurada previsto no art. 137; e
II - o documento comprobatório para o requerimento do benefício é a certidão de nascimento do filho, exceto nos casos de aborto não criminoso, quando deverá ser apresentado atestado médico, e no de adoção ou guarda para fins de adoção, casos em que serão observadas as regras do art. 343.
§ 1º A partir de 25 de outubro de 2013, data da publicação da Lei nº 12.873, de 24 de outubro de 2013, passou a ser devido o salário-maternidade, pelo período de 120 (cento e vinte) dias, ao segurado do sexo masculino, inclusive em período de manutenção da qualidade de segurado, que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança.
§ 2º Para efeito do § 1º deste artigo, o requerente deverá assinar declaração específica com a finalidade de identificar a causa da extinção do contrato, se for o caso.
§ 3º Para efeito do disposto no caput o evento deverá ser igual ou posterior a 14 de junho de 2007, data da publicação do Decreto nº 6.122, de 2007.
§ 4º O segurado em manutenção da qualidade de segurado no RGPS, ainda que vinculado a RPPS, permanece enquadrado nos termos do caput.
Art. 346. O direito ao salário-maternidade para a segurada especial foi outorgado pela Lei nº 8.861, de 25 de março de 1994, sendo devido o benefício a partir de 28 de março de 1994, conforme segue:
I - até 28 de novembro de 1999, véspera da Lei nº 9.876, de 1999, para fazer jus ao benefício era obrigatória a comprovação de atividade rural, ainda que de forma descontínua, nos doze meses anteriores ao parto; e
II - a partir de 29 de novembro de 1999, data da publicação da Lei nº 9.876, de 1999, o período de carência a ser comprovado pela segurada especial foi reduzido de doze meses para dez meses anteriores à data do parto, mesmo que de forma descontínua.
Art. 347. As seguradas contribuinte individual e facultativa passaram a fazer jus ao salário-maternidade em 29 de novembro de 1999, data da publicação da Lei nº 9.876, de 1999, sendo que para aquelas seguradas que já tenham cumprido a carência exigida e cujo parto tenha ocorrido até o dia 28 de novembro de 1999, véspera da publicação da lei, é assegurado o salário-
maternidade proporcionalmente aos dias que faltarem para completar 120 (cento e vinte) dias de afastamento após 29 de novembro de 1999.
Art. 348. No caso de empregos concomitantes ou de atividade simultânea na condição de segurado empregado com contribuinte individual ou doméstico, o segurado fará jus ao saláriomaternidade relativo a cada emprego ou atividade.
§ 1º Inexistindo contribuição na condição de segurado contribuinte
individual ou empregado doméstico, em respeito ao limite máximo do
salário de contribuição como segurado empregado, o benefício será devido
apenas na condição de empregado.
§ 2º Quando o segurado se desligar de apenas uma das atividades, o
benefício será devido somente pela atividade que continuar exercendo,
ainda que em prazo de manutenção da qualidade de segurado na atividade
encerrada.
§ 3º Quando o segurado se desligar de todos os empregos ou atividades
concomitantes e estiver em prazo de manutenção da qualidade de segurado,
será devido o salário maternidade somente em relação à última atividade
exercida, observados os § § 3º e 4º do art. 148.
Art. 349. É devido o salário-maternidade para o
segurado em gozo de benefício de auxílio-doença, observado em relação ao
benefício por incapacidade o disposto no art. 313.
Art. 350. O segurado aposentado que retornar à
atividade fará jus ao pagamento do salário-maternidade, de acordo com o
art. 349.
Art. 351. A renda mensal do salário-maternidade será
calculada de acordo com a forma de contribuição da segurada à
Previdência Social, nos termos do art. 206.
§ 1º Na hipótese de segurado em gozo de auxílio-doença, inclusive o
decorrente de acidente do trabalho, cessado na data imediatamente
anterior ao início do benefício de salário maternidade, a renda mensal
deste benefício será apurada na forma estabelecida no art. 210.
§ 2º Na situação de pagamento complementar, conforme estabelece o do
art. 342, a renda mensal do salário-maternidade será calculada nos
termos do art. 206.
Art. 352. O salário-maternidade será pago diretamente
pelo INSS ou pela empresa contratante, devidamente legalizada,
observando as seguintes situações:
I - para requerimentos efetivados a partir de 1º de setembro de 2003, o
salário-maternidade devido à segurada empregada, independentemente da
data do afastamento ou do parto, será pago diretamente pela empresa,
conforme a Lei nº 10.710, de 5 de agosto de 2003, exceto no caso de
adoção ou de guarda judicial para fins de adoção, quando será pago
diretamente pelo INSS;
II - a segurada empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para
fins de adoção poderá requerer e receber o saláriomaternidade por
intermédio da empresa se esta possuir convênio com tal finalidade,
observado, a partir de 25 de outubro de 2013, o mesmo direito ao
segurado do sexo masculino;
III - as seguradas trabalhadoras avulsa, empregada doméstica,
contribuinte individual, facultativa, segurada especial, as em prazo de
manutenção da qualidade de segurado e, a partir de 1º de setembro de
2011, data da publicação da Lei nº 12.470, de 2011, as empregadas do
Microempreendedor
individual, terão o benefício de salário-maternidade pago pelo INSS, observado, no que couber, o disposto no art. 345 e, a partir de 25 de outubro de 2013, sendo garantido o mesmo direito ao segurado do sexo masculino;
individual, terão o benefício de salário-maternidade pago pelo INSS, observado, no que couber, o disposto no art. 345 e, a partir de 25 de outubro de 2013, sendo garantido o mesmo direito ao segurado do sexo masculino;
IV - quando da extinção de contrato de trabalho sem justa causa ou em
razão do encerramento do prazo de vigência inicialmente firmado entre
empregador e empregado na situação prevista no art. 341, o benefício
será pago diretamente pela empresa, quando a segurada estiver grávida na
data do encerramento do contrato de trabalho com prazo determinado; e
V - o beneficio de que trata o art. 342 será pago diretamente pela
Previdência Social, independentemente do tipo de filiação do segurado
sobrevivente.
Art. 353. O pagamento do salário-maternidade não pode
ser cancelado, salvo se após a concessão forem detectadas fraude ou
erro administrativo.
§ 1º O pagamento do salário-maternidade está condicionado ao
afastamento do trabalho ou atividade desempenhada, sob pena de suspensão
do benefício.
§ 2º Caso seja identificado o exercício de atividade concomitante
durante todo o período do salário-maternidade, caberá a devolução dos
valores recebidos no benefício.
Art. 354. O salário-maternidade poderá ser requerido
no prazo de cinco anos, a contar da data do fator gerador, observado o
disposto no art. 568.
Art. 355. Durante o período de percepção de
salário-maternidade, será devida a contribuição previdenciária na forma
estabelecida nos arts. 198 e 199 do RPS.
Parágrafo único. Serão descontadas durante o recebimento do
salário-maternidade as contribuições sobre o valor do benefício do
segurado contribuinte individual, facultativo e os em prazo de
manutenção da qualidade de segurado, de acordo com alíquota da última
contribuição, nos seguintes termos:
I - contribuinte individual e facultativo: 20% (vinte por cento) ou, se
optantes na forma do § 2º do art. 21 da Lei nº 8.212, de 1991, 11%
(onze por cento) ou 5% (cinco por cento); e
II - para o segurado em prazo de manutenção da qualidade de segurado a
contribuição devida será aquela correspondente à sua última categoria,
conforme o valor do salário-maternidade:
a) se contribuinte individual: 20% (vinte por cento), 11% (onze por
cento) ou 5% (cinco por cento), conforme a última contribuição;
b) sendo empregado doméstico: percentual referente ao empregado;
c) se facultativo: 20% (vinte por cento), 11% (onze por cento) ou 5% (cinco por cento), conforme a última contribuição; ou
d) como empregado: parte referente ao empregado.
Art. 356. A empresa deverá continuar recolhendo a
contribuição de 20% (vinte por cento) sobre o valor do
salário-maternidade pago diretamente pelo INSS ao segurado empregado,
além da contribuição prevista no art. 202 do RPS e das contribuições
devidas a outras entidades durante o período de recebimento desse
benefício.
§ 1º Quando o recebimento do salário-maternidade corresponder à fração
de mês, o desconto referente à contribuição do empregado, tanto no
início quanto no término do benefício, será feito da seguinte forma:
I - pela empresa, sobre a remuneração relativa aos dias trabalhados, aplicando-se a alíquota que corresponde à remuneração mensal integral, respeitado o limite máximo do salário de contribuição; e
II - pelo INSS, sobre o salário-maternidade relativo aos dias
correspondentes, aplicando-se a alíquota devida sobre a remuneração
mensal integral, observado o limite máximo do salário de contribuição.
§ 2º Quando o desconto na empresa ou no INSS atingir o limite máximo do
salário de contribuição, não caberá mais nenhum desconto pela outra
parte.
Art. 357. Observado o disposto no inciso VIII do art.
216 do RPS, no período de salário-maternidade do segurado empregado
doméstico, a parcela da contribuição devida por este será descontada
pelo INSS no benefício.
Art. 358. A contribuição devida pelo contribuinte
individual e facultativo, relativa à fração de mês, por motivo de início
ou de término do salário-maternidade, deverá ser efetuada pelo segurado
em valor mensal integral e a contribuição devida no curso do benefício
será descontada pelo INSS do valor do benefício.
Seção IX
Art. 359. salário-família é o benefício pago na
proporção do respectivo número de filhos ou equiparados de qualquer
condição até a idade de quatorze anos ou inválido de qualquer idade,
independente de carência e desde que o salário de contribuição seja
inferior ou igual ao limite máximo permitido nos termos do § 2º deste
artigo, ao segurado empregado, exceto ao empregado doméstico, e ao
trabalhador avulso.
§ 1º Também terão direito ao salário família, os segurados na categoria de empregado e trabalhador avulso, em gozo de:
I - auxílio doença;
II - aposentadoria por invalidez;
III - aposentadoria por idade rural; e
IV - demais aposentadorias, desde que contem com 65 (sessenta e cinco)
anos ou mais de idade, se homem, ou sessenta anos ou mais, se mulher.
§ 2º Para fins de reconhecimento do direito ao salário-família, o
limite máximo do salário de contribuição será atualizado pelos mesmos
índices aplicados aos benefícios do RGPS, fixados nos termos de Portaria
Interministerial que dispõe ainda do valor mensal da cota do benefício.
§ 3º Quando do reconhecimento do direito ao salário-família, tomar-se-á
como parâmetro o salário de contribuição da competência em que o
benefício será pago.
§ 4º Quando o pai e a mãe forem segurados empregados ou trabalhadores avulsos, ambos terão direito ao salário-família.
§ 5º Quando o pagamento do salário-família for efetuado em benefício
pago pelo INSS, a invalidez do filho maior de quatorze anos deverá ser
comprovada exclusivamente através da perícia médica do INSS.
§ 6º Só caberá o pagamento da cota de salário-família, referente ao
menor sob guarda, ao segurado empregado ou trabalhador avulso detentor
da guarda, exclusivamente para os termos de guarda e contratos de
trabalho em vigor em 13 de outubro de 1996, data da vigência da Medida
Provisória nº 1.523, de 1996, convertida na Lei nº 9.528, de 10 de
dezembro de 1997.
Art. 360. O salário-família será pago mensalmente:
I - ao empregado, pela empresa, com o respectivo salário, e ao trabalhador avulso, pelo sindicato ou órgão gestor de mão de obra, mediante convênio;
II - aos segurados em gozo de benefícios, de acordo com § 1º do art. 359, juntamente com o benefício; e
III - às empregadas e trabalhadoras avulsas em gozo de
salário-maternidade, pela empresa, condicionado à apresentação pela
segurada da documentação relacionada no art. 361.
§ 1º O salário-família do trabalhador avulso independe do número de
dias trabalhados no mês, devendo o seu pagamento corresponder ao valor
integral da cota.
§ 2º O salário-família correspondente ao mês de afastamento do trabalho
será pago integralmente pela empresa, pelo sindicato ou órgão gestor de
mão de obra, conforme o caso, e o do mês da cessação de beneficio pelo
INSS, independentemente do número de dias trabalhados ou em benefício.
§ 3º As cotas do salário-família pagas pela empresa deverão ser
deduzidas quando do recolhimento das contribuições sobre a folha de
salário.
§ 4º As cotas do salário-família não serão incorporadas, para qualquer efeito, à remuneração ou ao benefício.
Art. 361. O salário-família será devido a partir do
mês em que for apresentada à empresa, ao órgão gestor de mão de obra,
sindicato dos trabalhadores avulsos ou ao INSS, a documentação abaixo:
I - CP ou CTPS;
II - certidão de nascimento do filho;
III - caderneta de vacinação ou equivalente, quando o dependente conte com até seis anos de idade;
IV - comprovação de invalidez, a cargo perícia Médica do INSS, quando dependente maior de quatorze anos; e
V - comprovante de frequência à escola, quando dependente a partir de sete anos.
§ 1º A comprovação de frequência escolar será feita mediante
apresentação de documento emitido pela escola, na forma de legislação
própria, em nome do aluno, onde conste o registro de frequência regular
ou de atestado do estabelecimento de ensino, comprovando a regularidade
da matrícula e frequência escolar do aluno.
§ 2º A manutenção do salário-família está condicionada à apresentação:
I - anual, no mês de novembro, de caderneta de vacinação dos filhos e equiparados até os seis anos de idade; e
II - semestral, nos meses de maio e novembro, de frequência escolar
para os filhos e equiparados a partir dos sete anos completos.
§ 3º A partir de 30 de novembro de 1999, data da publicação do Decreto
nº 3.265, os meses de exigibilidade dos documentos são definidos pelo
INSS, através das Instruções Normativas que estabelecem os critérios a
serem adotados pela área de benefícios.
§ 4º A empresa, o órgão gestor de mão de obra ou o sindicato de
trabalhadores avulsos ou o INSS suspenderá o pagamento do salário-família se o segurado não apresentar o atestado de vacinação
obrigatória e a comprovação de frequência escolar do filho ou
equiparado, nas datas definidas no § 2º deste artigo até que a
documentação seja apresentada, observando que:
I - não é devido o salário-família no período entre a suspensão da cota motivada pela falta de comprovação da frequência escolar e sua reativação, salvo se provada a frequência escolar no período; e
II - se após a suspensão do pagamento do salário-família, o segurado
comprovar a vacinação do filho, ainda que fora de prazo, caberá o
pagamento das cotas relativas ao período suspenso.
§ 5º Quando o salário-família for pago pela Previdência Social, no caso
de empregado, não é obrigatória a apresentação da certidão de
nascimento do filho ou documentação relativa ao equiparado, no ato do
requerimento do benefício, uma vez que esta informação é de
responsabilidade da empresa, órgão gestor de mão de obra ou sindicato de
trabalhadores avulsos, no atestado de afastamento.
§ 6º Caso a informação citada no parágrafo anterior não conste no
atestado de afastamento, caberá à Unidade de Atendimento, no ato da
habilitação, incluir as cotas de salário-família sempre que o segurado
apresentar os documentos necessários.
Art. 362. O direito ao salário-família rege-se também pelos seguintes dispositivos:
I - tendo havido divórcio ou separação judicial de fato dos pais, ou em
caso de abandono legalmente caracterizado ou perda do poder familiar, o
salário-família passará a ser pago diretamente àquele a cujo cargo
ficar o sustento do menor, ou a outra pessoa, se houver determinação
judicial nesse sentido;
II - para efeito de concessão e manutenção do salário-família, o
segurado deve firmar termo de responsabilidade, no qual se comprometa a
comunicar à empresa ou ao INSS qualquer fato ou circunstância que
determine a perda do direito ao benefício, ficando sujeito, em caso do
não cumprimento, às sanções penais e trabalhistas;
III - a falta de comunicação oportuna de fato que implique cessação do salário-família, bem como a prática, pelo empregado, de fraude de
qualquer natureza para o seu recebimento, autoriza a empresa, o INSS, o
sindicato ou órgão gestor de mão de obra, conforme o caso, a descontar
dos pagamentos de cotas devidas com relação a outros filhos ou, na falta
delas, do próprio salário do empregado ou da renda mensal do seu
benefício, o valor das cotas indevidamente recebidas, sem prejuízo das
sanções penais cabíveis, observado o disposto no § 2º do art. 154 do
RPS;
IV - o empregado deve dar quitação à empresa, sindicato ou órgão gestor
de mão de obra de cada recebimento mensal do saláriofamília, na própria
folha de pagamento ou por outra forma admitida, de modo que a quitação
fique plena e claramente caracterizada; e
V - a empresa deverá guardar todos os documentos referentes a
concessão, manutenção e pagamento das cotas do saláriofamília pelo
período de dez anos, para fins de fiscalização.
Art. 363. O direito ao salário-família cessa automaticamente:
I - por morte do filho ou equiparado, a contar do mês seguinte ao do óbito;
II - quando o filho ou equiparado completar quatorze anos de idade,
salvo se inválido, a contar do mês seguinte ao da data do aniversário;
III - pela recuperação da capacidade do filho ou equiparado inválido, a
contar do mês seguinte ao da cessação da incapacidade; ou
IV - pelo desemprego do segurado.
Seção X
Da Pensão por Morte
Art. 364. A pensão por morte será devida ao conjunto
dos dependentes do segurado que falecer, aposentado ou não, observando
que:
I - para óbitos ocorridos até o dia 10 de novembro de 1997, véspera da
publicação da Medida Provisória nº 1596-14, de 10 de novembro de 1997,
convertida na Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997, a contar da data:
a) do óbito, tratando-se de dependente capaz ou incapaz, observada a
prescrição quinquenal de parcelas vencidas ou devidas, ressalvado o
pagamento integral dessas parcelas aos dependentes menores de dezesseis
anos e aos inválidos incapazes, observada a orientação firmada no
Parecer MPAS/CJ nº 2.630, publicado em 17 de dezembro de 2001;
b) da decisão judicial, no caso de morte presumida; e
c) da data da ocorrência, no caso de catástrofe, acidente ou desastre;
II - para óbitos ocorridos a partir de 11 de novembro de 1997, data da
publicação da Medida Provisória nº 1596-14, de 10 de novembro de 1997,
convertida na Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997, a contar da data:
a) do óbito, quando requerida:
1. pelo dependente maior de dezesseis anos de idade, até trinta dias da data do óbito; e
2. pelo dependente menor até dezesseis anos, até trinta dias após
completar essa idade, devendo ser verificado se houve a ocorrência da
emancipação, conforme disciplinado no art. 128;
b) do requerimento do benefício protocolizado após o prazo de trinta
dias, ressalvada a habilitação para menor de dezesseis anos e trinta
dias, relativamente à cota parte;
c) da decisão judicial, no caso de morte presumida; e
d) da data da ocorrência, no caso de catástrofe, acidente ou desastre, se requerida até trinta dias desta.
§ 1º Na contagem dos trinta dias de prazo para o requerimento previsto
no inciso II do caput, não é computado o dia do óbito ou da ocorrência,
conforme o caso.
§ 2º Para efeito do disposto no caput, equiparam-se ao menor de
dezesseis anos os incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida
civil na forma do art. 3º do Código Civil, assim declarados
judicialmente.
§ 3º Para efeito do disposto no caput, em relação aos inválidos capazes, equiparam-se aos maiores de dezesseis anos de idade.
§ 4º Independentemente da data do óbito do instituidor, tendo em vista o
disposto no art. 79 e parágrafo único do art. 103 da Lei nº 8.213, de
1991, combinado com o inciso I do art. 198 do Código Civil Brasileiro,
para o menor absolutamente incapaz, o termo inicial da prescrição,
previsto nos incisos I e II do art. 74 da Lei nº 8.213, de 1991, é o dia
seguinte àquele em que tenha alcançado dezesseis anos de idade ou
àquele em que tenha se emancipado, o que ocorrer primeiro, somente se
consumando a prescrição após o transcurso do prazo legalmente previsto.
§ 5º Por ocasião do requerimento de pensão do dependente menor de vinte
e um anos, far-se-á necessária a apresentação de declaração do
requerente ou do dependente no formulário denominado termo de
responsabilidade, no qual deverá constar se o dependente não incorreu em
uma das causas prevista no art. 131.
Art. 365. Caso haja habilitação de dependente posterior à concessão da pensão pela morte do instituidor, aplicam-se as seguintes regras, observada a prescrição quinquenal:
I - para óbitos ocorridos até o dia 10 de novembro de 1997, véspera da
publicação da Medida Provisória nº 1596-14, de 10 de novembro de 1997,
convertida na Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997:
a) se não cessada a pensão precedente, deve ser observado o disposto no
art. 76 da Lei nº 8.213, de 1991, fixando-se os efeitos financeiros a
partir da DER, qualquer que seja o dependente; e
b) se já cessado o benefício precedente, tratando-se de habilitação
posterior, a DIP deverá ser fixada no dia seguinte à data da cessação da
pensão precedente, qualquer que seja o dependente;
II - para óbitos ocorridos a partir de 11 de novembro de 1997, data da
publicação da Medida Provisória nº 1596-14, de 10 de novembro de 1997,
convertida na Lei nº 9.528, de 1997:
a) se não cessada a pensão precedente, os efeitos financeiros que
importem em exclusão ou inclusão de dependente contar-se-ão a partir da
DER, qualquer que seja o dependente; e
b) se já cessada a pensão precedente, a DIP será fixada no dia seguinte
à DCB, desde que requerido até trinta dias do óbito do instituidor. Se
requerido após trinta dias do óbito, a DIP será na DER, ressalvada a
existência de menor de dezesseis anos e trinta dias ou incapaz ou
ausente, em que a DIP será no dia seguinte à DCB de pensão,
relativamente à cota parte.
Art. 366. Não tem direito ao benefício de pensão por
morte o dependente que for condenado, ainda que em primeira instância,
pela prática de crime doloso de que tenha resultado a morte do segurado.
Parágrafo único. O dependente terá direito ao benefício de pensão por
morte se houver posterior decisão judicial que reverta a anterior
condenação.
Art. 367. A pensão por morte somente será devida ao
filho e ao irmão cuja invalidez seja anterior à ocorrência das hipóteses
do inciso III do art. 131 e desde que reconhecida ou comprovada, pela
perícia médica do INSS, a continuidade da invalidez até a data do óbito
do segurado.
Parágrafo único. Para óbito ocorrido a partir de 1 de setembro de 2011,
data da publicação da Lei nº 12.470, não será necessária a realização
de perícia médica se os dependentes mencionados no caput, que tenham
deficiência intelectual ou mental que os tornem absoluta ou
relativamente incapazes, assim declarados judicialmente, apresentarem
termo de curatela ou cópia da sentença de interdição, desde que esta:
I - seja anterior à eventual ocorrência da emancipação ou à data em que completou vinte e um anos; e
II - mantenha-se inalterada até o preenchimento de todos os requisitos necessários para o reconhecimento do direito.
Art. 368. Para óbitos ocorridos a partir de 5 de
abril de 1991, é devida a pensão por morte ao companheiro e ao cônjuge
do sexo masculino, desde que atendidos os requisitos legais.
Parágrafo único. Para cônjuge do sexo masculino, será devida a pensão
por morte para óbitos anteriormente a essa data, desde que comprovada a
invalidez, conforme o art. 12 do Decreto nº 83.080, de 24 de janeiro de
1979.
Art. 369. Conforme Portaria MPS nº 513, de 9 de
dezembro de 2010, fica garantido o direito à pensão por morte ao
companheiro ou companheira do
mesmo sexo, para óbitos ocorridos a partir de 5 de abril de 1991, desde que atendidas todas as condições exigidas para o reconhecimento do direito a esse benefício.
mesmo sexo, para óbitos ocorridos a partir de 5 de abril de 1991, desde que atendidas todas as condições exigidas para o reconhecimento do direito a esse benefício.
Art. 370. O dependente na qualidade de cônjuge terá direito ao benefício de pensão por morte, observando que:
I - a certidão de casamento que não constar averbação de divórcio ou de
separação judicial constitui documento bastante e suficiente para a
comprovação do vínculo; e
II - não havendo registro de separação ou do divórcio na certidão de
casamento, porém o cônjuge, volitivamente, declarar que se encontrava
separado de fato do instituidor ao tempo do óbito, deverá comprovar a
dependência econômica, na forma do § 1º do art. 371.
Art. 371. O cônjuge separado de fato ou divorciado,
bem como o ex-companheiro, terá direito à pensão por morte, mesmo que
este benefício tenha sido requerido e concedido à companheiro(a) ou novo
cônjuge, desde que recebedor de pensão alimentícia.
§ 1º Equipara-se à percepção de pensão alimentícia o recebimento de
ajuda econômica ou financeira sob qualquer forma, observando-se, no que
couber, o rol exemplificativo do art. 135.
§ 2º Equipara-se, para todos os fins, a separação judicial ao divórcio.
Art. 372. Na hipótese de cônjuge e companheiro
habilitados como dependentes no benefício de pensão por morte do mesmo
instituidor, o cônjuge deverá apresentar declaração específica contendo
informação sobre a existência, ou não, da separação de fato, observando
que:
I - havendo declaração de que não houve a separação de fato, o cônjuge terá direito à pensão por morte mediante a apresentação:
a) da certidão de casamento atualizada na qual não conste averbação de divórcio ou de separação judicial;
b) de pelo menos um documento evidenciando o convívio com o instituidor ao tempo do óbito;
II - havendo declaração de que estava separado de fato, o cônjuge terá
direito à pensão por morte, desde que apresente, no mínimo, um documento
que comprove o recebimento de ajuda financeira sob qualquer forma ou
recebimento de pensão alimentícia.
§ 1º Na situação prevista no inciso I do caput, estará afastado o
direito do companheiro, ainda que haja a apresentação de três documentos
na forma do § 3º do art. 22 do RPS.
§ 2º Na situação prevista no inciso II do caput, será devido o
benefício de pensão por morte desdobrada para o cônjuge e para o
companheiro que comprovar a união estável ao tempo do óbito.
Art. 373. No caso de requerimento de pensão por morte
com declaração de separação de fato em benefício assistencial anterior,
será devido o benefício de pensão por morte, desde que comprovado o
restabelecimento do vínculo conjugal, na forma do § 3º do art. 22 do
RPS.
§ 1º A certidão de casamento não poderá ser utilizada como um dos
documentos para a comprovação do restabelecimento do vínculo conjugal,
bem como não poderá ser comprovado esse restabelecimento exclusivamente
por meio de prova testemunhal.
§ 2º Apresentado início de prova material que possa levar à convicção do restabelecimento do vínculo conjugal, deverá ser oportunizado o processamento de Justificação Administrativa.
§ 3º Na hipótese prevista no caput ficando evidenciado o
restabelecimento do vínculo conjugal antes do óbito, e se em razão deste
restarem superadas as condições que resultaram na concessão do
benefício assistencial, os valores recebidos indevidamente deverão ser
devolvidos, observados os procedimentos do monitoramento operacional de
benefício.
Art. 374. Fica resguardado o direito à pensão por morte para:
I - o menor sob guarda, caso o óbito do segurado tenha ocorrido até 13
de outubro de 1996, véspera da publicação da MP nº 1.523, de 1996,
reeditada e convertida na Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997, desde
que atendidos os requisitos da legislação em vigor à época; e
II - a pessoa designada cuja designação como dependente do segurado
tenha sido feita até 28 de abril de 1995, véspera da publicação da Lei
nº 9.032, de 1995, se o óbito tiver ocorrido até aquela data e desde que
atendidas as demais condições.
Art. 375. A pensão por morte, havendo mais de um
pensionista, será rateada entre todos, em partes iguais, sendo revertido
em favor dos demais dependentes a parte daquele cujo direito à pensão
cessar, atentando-se que o pagamento da cota individual da pensão por
morte cessará quando da perda da qualidade de dependente, na forma
prevista no art. 131.
§ 1º Com a extinção da cota do último pensionista, a pensão por morte será encerrada.
§ 2º O dependente que recebe pensão por morte na condição de menor, que
se invalidar antes de completar vinte e um anos ou de eventual causa de
emancipação, deverá ser submetido à exame médicopericial, não se
extinguindo a respectiva cota se confirmada a invalidez,
independentemente da invalidez ter ocorrido antes ou após o óbito do
segurado.
§ 3º Aplica-se o disposto no § 2º deste artigo àquele que possuía
direito à pensão por morte na condição de menor e não a havia requerido
antes de se tornar inválido.
§ 4º A emancipação a que se refere o § 2º deste artigo não inclui a hipótese de colação de grau em ensino superior.
§ 5º A adoção produz efeitos a partir do trânsito em julgado da
sentença que a concede, data em que deverá ser cessado o benefício de
pensão ou a cota que o filho adotado recebe no âmbito do INSS em virtude
da morte dos pais biológicos.
§ 6º A pensão por morte concedida para filho adotado em razão da morte
dos pais biológicos, e mantida mesmo após a alteração do regulamento,
deverá ser cessada a partir de 23 de setembro de 2005, data de
publicação do Decreto nº 5.545, de 22 de setembro de 2005, observando
que não é devida a pensão por morte requerida por filho adotado em razão
da morte dos pais biológicos após a alteração do respectivo decreto,
independente da data da adoção.
§ 7º A cota individual da pensão por morte do dependente que com
deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente
incapaz, assim declarado judicialmente, que exerça atividade remunerada,
será reduzida em 30% (trinta por cento) durante o período em que
exercer
atividade remunerada, devendo ser integralmente restabelecida em face da extinção da relação de trabalho ou da atividade empreendedora.
atividade remunerada, devendo ser integralmente restabelecida em face da extinção da relação de trabalho ou da atividade empreendedora.
§ 8º O valor relativo à redução de que trata o § 7º deste artigo, não reverterá para os demais dependentes.
Art. 376. Excepcionalmente, no caso de óbito anterior
a 29 de abril de 1995, data da publicação da Lei nº 9.032, de 1995,
para o segurado que recebia cumulativamente duas ou mais aposentadorias
concedidas por ex-institutos, observado o previsto no art. 124 da Lei nº
8.213, de 1991, será devida a concessão de tantas pensões quantos forem
os benefícios que as precederam.
Art. 377. Caberá a concessão de pensão aos
dependentes mesmo que o óbito tenha ocorrido após a perda da qualidade
de segurado, desde que:
I - o instituidor do benefício tenha implementado todos os requisitos para obtenção de uma aposentadoria até a data do óbito; e
II - fique reconhecido o direito, dentro do período de graça, à
aposentadoria por invalidez, a qual deverá ser verificada por meio de
parecer médico-pericial do INSS com base em atestados ou relatórios
médicos, exames complementares, prontuários ou outros documentos
equivalentes, referentes ao ex-segurado, que confirmem a existência de
incapacidade permanente até a data do óbito.
§ 1º Para efeito do disposto no caput, os documentos do segurado
instituidor serão avaliados dentro do processo de pensão por morte, sem
resultar qualquer efeito financeiro em decorrência de tal comprovação.
§ 2º Para fins do disposto no inciso I do caput será observada a
legislação da época em que o instituidor tenha implementado as condições
necessárias para a aposentadoria.
Art. 378. Caberá a concessão nas solicitações de
pensão por morte em que haja débito decorrente do exercício de atividade
do segurado contribuinte individual, desde que comprovada a manutenção
da qualidade de segurado perante o RGPS na data do óbito.
§ 1º A manutenção da qualidade de segurado de que trata o caput
far-se-á mediante, pelo menos, uma contribuição vertida em vida até a
data do óbito, desde que entre uma contribuição e outra ou entre a
última contribuição recolhida pelo segurado em vida e o óbito deste, não
tenha transcorrido o lapso temporal a que se refere o art. 137,
observadas as demais condições exigidas para o benefício.
§ 2º Não será considerada a inscrição realizada após a morte do
segurado pelos dependentes, bem como não serão consideradas as
contribuições vertidas após a extemporânea inscrição para efeito de
manutenção da qualidade de segurado.
§ 3º O recolhimento das contribuições obedecerá às regras constantes nos arts. 25 e 28.
Art. 379. Para a concessão da pensão, em caráter
provisório, por morte presumida em razão do desaparecimento do segurado
por motivo de catástrofe, acidente ou desastre, nos termos do inciso II
do art. 112 do RPS, servirão como prova hábil do desaparecimento, entre
outras:
I - boletim do registro de ocorrência feito junto à autoridade policial;
II - prova documental de sua presença no local da ocorrência; e
III - noticiário nos meios de comunicação.
§ 1º Se existir relação entre o trabalho do segurado e a catástrofe, o acidente ou o desastre que motivaram seu desaparecimento, além dos documentos relacionados neste artigo e dos documentos dos dependentes, caberá também a apresentação da CAT, sendo indispensável o parecer médico-pericial para caracterização do nexo técnico.
§ 2º Verificado o reaparecimento do segurado, o pagamento da pensão
cessa imediatamente, ficando os dependentes desobrigados da reposição
dos valores recebidos, salvo má-fé.
Art. 380. Nas situações de morte presumida
relacionadas no art. 112 do RPS, a cada seis meses o recebedor do
benefício deverá apresentar documento da autoridade competente, contendo
informações acerca do andamento do processo, relativamente à declaração
de morte presumida, até que seja apresentada a certidão de óbito.
Seção XI
Do Auxílio-Reclusão
Art. 381. O auxílio-reclusão será devido nas mesmas
condições da pensão por morte aos dependentes do segurado recolhido à
prisão, que não receber remuneração da empresa nem estiver em gozo de
auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço,
observado o disposto no art. 385.
§ 1º Os dependentes do segurado detido em prisão provisória (preventiva
ou temporária) terão direito ao benefício desde que comprovem o efetivo
recolhimento do segurado por meio de documento expedido pela autoridade
responsável.
§ 2º Equipara-se à condição de recolhido à prisão, a situação do maior
de dezesseis e menor de dezoito anos de idade que se encontre internado
em estabelecimento educacional ou congênere, sob custódia do Juizado da
Infância e da Juventude, observado o disposto no § 1º do art. 7º.
§ 3º O auxílio-reclusão será devido a contar da data do efetivo
recolhimento do segurado à prisão, se requerido até trinta dias depois
desta, ou da data do requerimento, se posterior, observado, no que
couber, o disposto no art. 364.
§ 4º Ao término da prisão provisória o auxílio-reclusão pago aos
dependentes deverá ser cessado e, caso nova prisão ocorra, ainda que em
razão do mesmo evento causador da primeira privação de liberdade,
proceder-se-á à nova análise de dependência, qualidade de segurado e
renda, em novo requerimento de auxílio-reclusão.
Art. 382. Considera-se pena privativa de liberdade,
para fins de reconhecimento do direito ao benefício de auxílio-reclusão,
aquela cumprida em regime fechado ou semi-aberto, sendo:
I - regime fechado aquele sujeito à execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média; e
II - regime semi-aberto aquele sujeito à execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar.
§ 1º Não cabe a concessão de auxílio-reclusão aos dependentes do
segurado que esteja em livramento condicional ou que cumpra pena em
regime aberto.
§ 2º A privação da liberdade será comprovada por documento, emitido
pela autoridade competente, comprovando o recolhimento do segurado à
prisão e o regime de reclusão.
§ 3º Para o maior de dezesseis e menor de dezoito anos, serão exigidos certidão do despacho de internação e o documento atestando seu efetivo recolhimento a órgão subordinado ao Juiz da Infância e da Juventude.
Art. 383. A comprovação de que o segurado privado de
liberdade não recebe remuneração, conforme disposto no art. 381, será
feita através dos dados do CNIS.
§ 1º Em caso de dúvida fundada, poderá ser solicitada declaração da empresa ao qual estiver vinculado.
§ 2º O exercício de atividade remunerada pelo segurado recluso em
cumprimento de pena em regime fechado ou semiaberto, que contribuir na
condição de facultativo, não acarretará perda do direito ao recebimento
do auxílio-reclusão pelos seus dependentes.
§ 3º O segurado recluso, ainda que contribua como facultativo, não terá
direito aos benefícios de auxílio-doença, salário-maternidade e
aposentadoria durante a percepção, pelos dependentes, do
auxílio-reclusão, permitida a opção pelo benefício mais vantajoso.
§ 4º A opção pelo benefício mais vantajoso deverá ser manifestada por
declaração escrita do(a) segurado(a) e respectivos dependentes, juntada
ao processo de concessão, inclusive no auxílioreclusão, observado o
disposto no § 3º do art. 199.
§ 5º Caso o segurado, ao tempo da reclusão, seja recebedor de benefício
por incapacidade, caberá a concessão do auxílio-reclusão aos
dependentes quando cessar o benefício. Nessa hipótese, a data de início
do auxílio-reclusão será fixada na data do fato gerador (reclusão) e a
data do início do pagamento deverá observar que:
I - para reclusão ocorrida até 10 de novembro de 1997, véspera da
publicação da MP nº 1.596-14, convertida na Lei nº 9.528, de 1997, será
fixada no dia seguinte à data da cessação do auxíliodoença, qualquer que
seja o dependente;
II - para reclusão ocorrida a partir de 11 de novembro de 1997, a DIP será fixada:
a) no dia seguinte à data da cessação do auxílio-doença, desde que requerido até trinta dias da reclusão;
b) na data da entrada do requerimento, se requerido após trinta dias da
reclusão, ressalvado o direito dos absolutamente incapazes, para os
quais será fixada no dia seguinte à data de cessação do auxílio-doença.
§ 6º Aplicar-se-á o disposto no § 4º, no que couber, quando houver
cessação do pagamento da remuneração ao segurado recluso que, ao tempo
do encarceramento, continuou recebendo remuneração da empresa.
Art. 384. Quando as informações contidas no documento
expedido pela autoridade carcerária, com a finalidade de comprovar o
regime carcerário, forem suficientes para a identificação do instituidor
do benefício, não deverá ser exigida dos dependentes a apresentação de
documentos de identificação do recluso.
Parágrafo único. Será exigida a apresentação dos documentos do recluso
quando houver necessidade de acertos de dados fundamentais para o
reconhecimento do direito.
Art. 385. Quando o efetivo recolhimento à prisão
tiver ocorrido a partir de 16 de dezembro de 1998, data da publicação da
Emenda Constitucional nº 20, de 1998, o benefício de auxílio-reclusão
será devido desde que o último
salário de contribuição do segurado, tomado no seu valor mensal, seja igual ou inferior ao valor fixado por Portaria Interministerial, atualizada anualmente.
salário de contribuição do segurado, tomado no seu valor mensal, seja igual ou inferior ao valor fixado por Portaria Interministerial, atualizada anualmente.
§ 1º É devido o auxílio-reclusão, ainda que o resultado da RMI do benefício seja superior ao teto constante no caput.
§ 2º Quando não houver salário de contribuição na data do efetivo
recolhimento à prisão, será devido o auxílio-reclusão, desde que:
I - não tenha havido perda da qualidade de segurado; e
II - o último salário de contribuição, tomado em seu valor mensal, na
data da cessação das contribuições ou do afastamento do trabalho seja
igual ou inferior aos valores fixados por Portaria Interministerial,
atualizada anualmente.
§ 3º Para fins do disposto no inciso II do § 2º deste artigo, a
Portaria Interministerial a ser utilizada será a vigente na data da
contribuição utilizada como referência.
§ 4º Se a data da reclusão recair até 15 de dezembro de 1998, véspera
da vigência da Emenda Constitucional nº 20, de 1998, aplicar-se-á a
legislação vigente à época, não se aplicando o disposto no caput deste
artigo.
§ 5º No caso do segurado que recebe por comissão, sem remuneração fixa,
será considerado como salário de contribuição mensal o valor auferido
no mês do efetivo recolhimento à prisão, observado o disposto no § 2º
deste artigo.
§ 6º Para o disposto no caput, o décimo terceiro salário e o terço de Férias não deverão ser considerados no cômputo do último salário de
contribuição.
§ 7º A remuneração recebida em decorrência do pagamento de horas extraordinárias integrará o último salário de contribuição.
Art. 386. Fica garantido o direito ao
auxílio-reclusão ao companheiro ou companheira do mesmo sexo, para
reclusões ocorridas a partir de 5 de abril de 1991, desde que atendidas
todas as condições exigidas para o reconhecimento do direito a esse
benefício, observadas as orientações da Portaria MPS nº 513, de 2010.
Art. 387. O filho nascido durante o recolhimento do
segurado à prisão terá direito ao benefício de auxílio-reclusão a partir
da data do seu nascimento.
Art. 388. Se a realização do casamento ou
constituição de união estável ocorrer durante o recolhimento do segurado
à prisão, o auxílio-reclusão não será devido, considerando a
dependência superveniente ao fato gerador.
Art. 389. A pessoa cuja designação como dependente do
segurado tenha sido feita até 28 de abril de 1995, véspera da
publicação da Lei nº 9.032, de 1995, fará jus ao auxílio-reclusão, se o
recolhimento à prisão tiver ocorrido até aquela data, desde que
atendidas todas as condições exigidas.
Art. 390. Fica mantido o direito à percepção do
auxílioreclusão ao menor sob guarda, desde que a prisão tenha ocorrido
até 13 de outubro de 1996, véspera da vigência da MP nº 1.523, de 1996, e
reedições, convertida na Lei nº 9.528, de 1997, desde que atendidos
todos os requisitos da legislação em vigor à época.
Art. 391. A habilitação posterior de outro possível
dependente que importe na exclusão ou inclusão de dependentes somente
produzirá efeito a contar da data da habilitação, conforme disposto no
art. 107 do RPS.
Art. 392. Não será devida a concessão de
auxílio-reclusão quando o recolhimento à prisão ocorrer após a perda da
qualidade de segurado.
§ 1º Caberá a concessão do auxílio-reclusão aos dependentes mesmo que o fato gerador tenha ocorrido após a perda qualidade de segurado, desde que fique reconhecido o direito a auxílio-doença que garanta a qualidade de segurado na data da reclusão, o qual deverá ser verificado por meio de parecer médico-pericial do INSS.
§ 2º Para fins do disposto no § 1º deste artigo, o parecer
médico-pericial será fundamentado em atestados ou relatórios médicos,
exames complementares, prontuários ou outros documentos equivalentes,
referentes ao segurado, que confirmem a existência de incapacidade
permanente ou temporária.
Art. 393. As parcelas individuais do auxílio-reclusão
extinguemse pela ocorrência da perda da qualidade de dependente, na
forma prevista no art. 131, revertendo-se a parcela extinta aos
dependentes remanescentes.
Art. 394. O auxílio-reclusão cessa:
I - com a extinção da última cota individual;
II - se o segurado, ainda que privado de sua liberdade ou recluso passar a receber aposentadoria;
III - pelo óbito do segurado ou beneficiário;
IV - na data da soltura;
V - pela ocorrência de uma das causas previstas no inciso III do art.
131, no caso de filho ou equiparado ou irmão, de ambos os sexos;
VI - em se tratando de dependente inválido, pela cessação da invalidez, verificada em exame médico pericial a cargo do INSS;
VII - pela adoção, para o filho adotado que receba auxílioreclusão dos
pais biológicos, exceto quando o cônjuge ou o companheiro(
a) adota o filho do outro;
VIII - pelo levantamento da interdição no caso do(a) filho(a) ou irmã(o) com deficiência intelectual ou mental;
IX - pela fuga do recluso; e
X - quando o segurado deixar a prisão por livramento condicional ou por cumprimento da pena em regime aberto.
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos IX e X do caput, o benefício
não poderá ser reativado, caracterizando-se a nova captura ou regressão
de regime como novo fato gerador para requerimento de benefício.
Art. 395. Os pagamentos do auxílio-reclusão serão suspensos:
I - na hipótese da opção pelo auxílio-doença, na forma do § 2º do art. 383;
II - se o dependente deixar de apresentar atestado trimestral, firmado
pela autoridade competente, para prova de que o segurado permanece
recolhido à prisão; e
III - se o segurado recluso possuir, mesmo que nesta condição, vínculo empregatício de trabalho empregado, doméstico ou avulso.
§ 1º Nas hipóteses dos incisos I e III do caput, o benefício será
restabelecido, respectivamente, no dia seguinte à cessação do
auxílio-doença ou no dia posterior ao encerramento do vínculo
empregatício.
§ 2º Se houver exercício de atividade dentro do período de fuga,
livramento condicional, cumprimento de pena em regime aberto, este será
considerado para verificação de manutenção da qualidade de segurado.
Seção XII
Do Abono Anual
Art. 396. O abono anual, conhecido como décimo
terceiro salário ou gratificação natalina, corresponde ao valor da renda
mensal do benefício no
mês de dezembro ou no mês da alta ou da cessação do benefício, para o segurado que recebeu auxílio-doença, auxílioacidente, aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte ou auxílio-reclusão, na forma do que dispõe o art. 120 do RPS.
mês de dezembro ou no mês da alta ou da cessação do benefício, para o segurado que recebeu auxílio-doença, auxílioacidente, aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte ou auxílio-reclusão, na forma do que dispõe o art. 120 do RPS.
§ 1º O recebimento de benefício por período inferior a doze meses,
dentro do mesmo ano, determina o cálculo do abono anual de forma
proporcional.
§ 2º O período igual ou superior a quinze dias, dentro do mês, será
considerado como mês integral para efeito de cálculo do abono anual.
§ 3º O valor do abono anual correspondente ao período de duração do
salário-maternidade será pago, em cada exercício, juntamente com a
última parcela do benefício nele devido.
§ 4º O abono anual incidirá sobre a parcela de acréscimo de 25% (vinte e
cinco por cento), referente ao auxílio acompanhante, observado o
disposto no art. 120 do RPS.
§ 5º O pagamento do abono anual de que trata o art. 40 da Lei nº 8.213, de 1991, poderá ser realizado de forma parcelada.
Art. 397. Autorizado o pagamento parcelado do abono anual, o parcelamento será realizado da seguinte forma:
I - para os benefícios permanentes:
a) 50% (cinquenta por cento) do valor devido até a competência dezembro
ou da cessação do benefício, caso prevista, na competência agosto; e
b) 100% (cem por cento) do valor devido até a competência dezembro, na
competência novembro, descontado o valor da parcela paga anteriormente
no ano;
II - para os benefícios temporários:
a) 50% (cinquenta por cento) do valor devido até a competência agosto
ou da cessação do benefício, caso prevista, na competência agosto,
descontados os valores pagos anteriormente no ano decorrentes de
cessação de benefício posteriormente restabelecido; e
b) 100% (cem por cento) do valor devido até a competência dezembro ou
da cessação do benefício, caso prevista, na competência novembro,
descontado o valor das parcelas pagas anteriormente no ano.
Seção XIII
Da Habilitação e Reabilitação Profissional
Art. 398. A Habilitação e Reabilitação Profissional
visa proporcionar aos beneficiários, incapacitados parcial ou totalmente
para o trabalho, em caráter obrigatório, independentemente de carência,
e às pessoas portadoras de deficiência, os meios indicados para
proporcionar o reingresso no mercado de trabalho e no contexto em que
vivem.
Art. 399. Poderão ser encaminhados para o Programa de Reabilitação Profissional:
I - o segurado em gozo de auxílio-doença, acidentário ou previdenciário;
II - o segurado sem carência para a concessão de auxíliodoença previdenciário, incapaz para o trabalho;
III - o segurado em gozo de aposentadoria por invalidez;
IV - o segurado em gozo de aposentadoria especial, por tempo de
contribuição ou idade que, em atividade laborativa, tenha reduzida sua
capacidade funcional em decorrência de doença ou acidente de qualquer
natureza ou causa;
V - o dependente do segurado; e
VI - as Pessoas com Deficiência - PcD.
Art. 400. É obrigatório o atendimento pela
Reabilitação Profissional aos beneficiários descritos nos incisos I, II,
III e IV do art. 399, ficando condicionado às possibilidades
administrativas, técnicas, financeiras e às características locais, o
atendimento aos beneficiários relacionados aos incisos V e VI do mesmo
artigo.
Art. 401. O atendimento aos beneficiários, seus
dependentes e as Pessoas com Deficiência passíveis de Reabilitação
Profissional será descentralizado e funcionará nas APS, conduzido por
equipes multiprofissionais, com atribuições de execução das funções
básicas e demais funções afins ao processo de Reabilitação Profissional:
I - avaliação do potencial laborativo;
II - orientação e acompanhamento do programa profissional;
III - articulação com a comunidade, inclusive mediante celebração de
convênio para reabilitação integral, restrita as pessoas que cumpriram
os pressupostos de elegibilidade ao Programa de Reabilitação
Profissional, com vistas ao reingresso no mercado de trabalho;
IV - acompanhamento e pesquisa de fixação no mercado de trabalho; e
V - certificar ou homologar o processo de Habilitação e Reabilitação Profissional.
Parágrafo único. Os encaminhamentos que motivarem deslocamento de
beneficiário para atendimento na Reabilitação Profissional devem ser
norteados pela verificação da menor distância de localidade de domicílio
e reduzidos ao estritamente necessário, estando garantido o auxílio
para Programa de Reabilitação Profissional fora do domicílio.
Art. 402. Quando indispensáveis ao desenvolvimento do
programa de Reabilitação Profissional, o INSS fornecerá aos
beneficiários, inclusive aposentados, os seguintes recursos materiais:
I - órteses: tecnologia assistiva para correção ou complementação de funcionalidade;
II - próteses: tecnologia assistiva para substituição de membros ou parte destes;
III - outras tecnologias assistivas: produtos, recursos, metodologias,
estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a
funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com
deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua
autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social;
IV - auxílio-transporte urbano, intermunicipal e interestadual: que
consiste no pagamento de despesas com o deslocamento do beneficiário de
seu domicílio para atendimento na APS e para avaliações, cursos e/ou
treinamentos em empresas e/ou instituições na comunidade;
V - auxílio-alimentação: que consiste no pagamento de despesas
referentes aos gastos com alimentação (almoço ou jantar) aos
beneficiários em programa profissional com duração de oito horas;
VI - diárias: que serão concedidas conforme o art. 171 do RPS;
VII - implemento profissional: recursos materiais necessários para o
desenvolvimento da formação ou do treinamento profissional,
compreendendo material didático, uniforme, instrumentos e equipamentos
técnicos, inclusive os de proteção individual (EPI); e
VIII - instrumento de trabalho: recursos materiais necessários ao exercício de uma atividade laborativa, de acordo com o Programa de Habilitação/Reabilitação Profissional desenvolvido.
§ 1º São considerados como equipamentos necessários à Habilitação e à
Reabilitação Profissional, previstos no § 2º do art. 137 do RPS, desde
que constatada a sua necessidade pela equipe de reabilitação, o
implemento profissional e o instrumento de trabalho.
§ 2º O direito à concessão dos recursos materiais de que trata o caput
desse artigo, mediante os encaminhamentos decorrentes da celebração de
convênios de cooperação técnico-financeira, será garantido conforme
descrito em instrumento próprio.
Art. 403. Nos casos de solicitação de novo benefício
por segurado que já tenha se submetido ao Programa de Reabilitação
Profissional, o perito médico deverá rever o processo anteriormente
desenvolvido, antes de indicar novo encaminhamento à Reabilitação
Profissional.
Art. 404. Para o atendimento das pessoas elegíveis à
reabilitação poderão ser firmados convênios de cooperação
técnico-financeira, contratos, acordos e parcerias, no âmbito da
Reabilitação Profissional, com entidades públicas ou privadas de
comprovada idoneidade financeira e técnica, conforme previsto no art.
317 do RPS, nas seguintes modalidades:
I - atendimento e/ou avaliação nas áreas de fisioterapia, terapia
ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, e outros necessários ao
processo de Reabilitação Profissional;
II - atendimento, preparação e treinamento para uso de próteses, órteses e demais tecnologias assistivas;
III - melhoria da escolaridade, com alfabetização e elevação do grau de escolaridade;
IV - avaliação e treinamento profissional;
V - capacitação e profissionalização com vistas ao reingresso no mercado de trabalho;
VI - desenvolvimento de cursos profissionalizantes;
VII - disponibilização de áreas e equipamentos para
instituições/entidades/órgãos com atendimento prioritário à clientela da
Reabilitação Profissional;
VIII - estágios curriculares e extracurriculares para alunos em formação;
IX - fiscalização do cumprimento da reserva de vagas; e
X - homologação do processo de reabilitação e/ou readaptação profissional.
Parágrafo único. Todas as modalidades previstas neste artigo deverão ser monitoradas pela equipe de Reabilitação Profissional.
Art. 405. Para fins de subsidiar o processo de
Reabilitação Profissional, a equipe multiprofissional poderá solicitar
Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP à empresa.
Art. 406. No caso do beneficiário deixar de
comparecer ou dar continuidade ao processo de reabilitação profissional
proporcionado pela Previdência Social, terá seu benefício suspenso e
posteriormente cessado, conforme disciplinado em ato próprio.
Seção XIV
Do Serviço Social
Art. 407. O Serviço Social do INSS é um serviço
previdenciário que proporciona o acesso ao reconhecimento dos direito
aos cidadãos. As ações
profissionais do Serviço Social do INSS fundamentamse no art. 88 da Lei nº 8.213, de 1991, e no art. 161 do RPS, na Matriz Teórico - Metodológica do Serviço Social da Previdência Social publicada em 1994, e objetivam esclarecer ao usuário os seus direitos sociais e os meios de exercê-los, estabelecendo, de forma conjunta, o processo de superação das questões previdenciárias, tanto no âmbito interno quanto no da dinâmica da sociedade.
profissionais do Serviço Social do INSS fundamentamse no art. 88 da Lei nº 8.213, de 1991, e no art. 161 do RPS, na Matriz Teórico - Metodológica do Serviço Social da Previdência Social publicada em 1994, e objetivam esclarecer ao usuário os seus direitos sociais e os meios de exercê-los, estabelecendo, de forma conjunta, o processo de superação das questões previdenciárias, tanto no âmbito interno quanto no da dinâmica da sociedade.
§ 1º As ações do Serviço Social no INSS são realizadas pelos
Assistentes Sociais e desenvolvidas em consonância com as diretrizes e
objetivos estratégicos adotados pela instituição.
§ 2º A atuação destes profissionais visa colaborar na articulação da
política previdenciária com as outras políticas sociais e proporcionar
acesso qualificado da população às informações previdenciárias e
assistenciais.
Art. 408. O Serviço Social executará ações
profissionais em conjunto com outras áreas do INSS, com organizações da
sociedade civil que favoreçam o acesso da população aos benefícios e aos
serviços do RGPS, e com organizações que favoreçam a participação do
usuário na implementação e no fortalecimento da política previdenciária e
de assistência social, com base nas demandas locais e nas diretrizes
estabelecidas pela Diretoria de Saúde do Trabalhador.
Art. 409. Os recursos técnicos utilizados pelo
Assistente Social são, entre outros, o parecer social, a pesquisa
social, o estudo exploratório dos recursos sociais, a avaliação social
da pessoa com deficiência aos requerentes do Benefício de Prestação
Continuada - BPC/LOAS, estabelecida pelo Decreto nº 6.214, de 26 de
setembro de 2007, e a avaliação social da pessoa com deficiência em
cumprimento ao disciplinado na LC nº 142, de 2013.
§ 1º O Parecer Social consiste no pronunciamento profissional do
Assistente Social, com base no estudo de determinada situação, podendo
ser emitido na fase de concessão, manutenção, recurso de benefícios ou
para embasar decisão médico-pericial, por solicitação do setor
respectivo ou por iniciativa do próprio Assistente Social, observado
que:
I - a elaboração do Parecer Social pautar-se-á em estudo social, de
caráter sigiloso, constante de prontuário do Serviço Social;
II - a escolha do instrumento a ser utilizado para elaboração do
parecer (visitas, entrevistas colaterais ou outros) é de
responsabilidade do assistente social;
III - o parecer social não se constituirá em instrumento de constatação
de veracidade de provas ou das informações prestadas pelo usuário;
IV - nas intercorrências sociais que interfiram na origem, na evolução e
no agravamento de patologias, o parecer social objetivará subsidiar
decisão médico-pericial; e
V - deverá ser apresentado aos setores solicitantes por formulário específico denominado Parecer Social, conforme Anexo II.
§ 2º A pesquisa social constitui-se recurso técnico fundamental para a
realimentação do saber e do fazer profissional, voltado para a busca do
conhecimento crítico e interpretativo da realidade, favorecendo a
identificação e a melhor caracterização das demandas do INSS e do perfil
socioeconômico-cultural dos beneficiários como recursos para a
qualificação dos serviços prestados, o que propiciará:
I - o conhecimento da realidade social na qual se inserem os usuários
da política de seguridade social, considerando o seu contexto político,
cultural e socioeconômico, em sua relação com a Previdência Social;
II - a elaboração de planos, programas e projetos vinculados com a
proposta teórico-metodológica que embasa as ações do Serviço Social;
III - a produção e divulgação de novos conhecimentos que possam
contribuir para a ampliação da proteção social e melhoria dos serviços
prestados.
§ 3º O Estudo Exploratório dos Recursos Sociais constitui instrumento
que facilita a necessária articulação da política previdenciária com a
rede socioassistencial para o desenvolvimento do trabalho do Serviço
Social e atendimento aos usuários da Previdência Social.
§ 4º A avaliação social, em conjunto com a avaliação médica da pessoa
com deficiência, consiste num instrumento destinado à caracterização da
deficiência, e considerará os fatores ambientais, sociais, pessoais, a
limitação do desempenho de atividades e a restrição da participação
social dos requerentes do Benefício de Prestação Continuada da
Assistência Social.
§ 5º Para assegurar o efetivo atendimento aos beneficiários poderão ser
utilizados mecanismos de intervenção técnica, ajuda material,
articulação com a rede socioassistencial, intercâmbio com empresas,
instituições públicas e entidades da sociedade civil, inclusive,
mediante celebração de convênios, acordos ou termos de cooperação
técnica, conforme regulamentos do INSS.
§ 6º O Serviço Social terá como diretriz a participação do beneficiário
na implementação e fortalecimento da Seguridade Social, especialmente
no que tange à política previdenciária e da assistência social, e com as
outras áreas do INSS, entidades governamentais e organizações da
sociedade civil.
§ 7º O Serviço Social prestará assessoramento técnico aos Estados,
Distrito Federal e Municípios na elaboração de suas respectivas
propostas de trabalho relacionadas com a Previdência Social, bem como
compor comitês intersetoriais de políticas sociais.
Seção XV
Do Exame Médico Pericial
Art. 410. O Perito Médico poderá, quando entender
necessário, solicitar ao Médico Assistente do beneficiário que forneça
informações a ele relativas para fins do disposto nos § 2º do art. 43 e §
1º do art. 71, ambos do RPS ou para subsidiar emissão de laudo médico
pericial conclusivo, conforme Anexo VI.
Parágrafo único. Considera-se Médico Assistente o profissional
responsável pelo diagnóstico, tratamento e acompanhamento da evolução da
doença do paciente.
Art. 411. O segurado poderá solicitar remarcação do exame médico pericial por uma vez, caso não possa comparecer.
Art. 412. O INSS realizará a perícia médica do
segurado no hospital ou na residência, mediante a apresentação de
documentação médica comprovando a internação ou a impossibilidade de
locomoção.
CAPÍTULO VI
DA APOSENTADORIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Seção I
Dos Beneficiários
Art. 413. Para o reconhecimento do direito às aposentadorias de que trata a Lei Complementar nº 142, de 2013, considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
Art. 414. A concessão da aposentadoria por tempo de
contribuição ou por idade ao segurado que tenha reconhecido, em
avaliação médica e funcional realizada por perícia própria do INSS, grau
de deficiência leve, moderada ou grave, está condicionada à comprovação
da condição de pessoa com deficiência na data da entrada do
requerimento - DER ou na data da implementação dos requisitos mínimos
para o benefício a partir de 9 de novembro de 2013, data da entrada em
vigor da LC nº 142, de 2013.
§ 1º Para efeito de concessão da aposentadoria da pessoa com
deficiência, compete à perícia própria do INSS avaliar o segurado e
fixar a data provável do início da deficiência e o respectivo grau,
assim como identificar a ocorrência de variação no grau de deficiência e
indicar os respectivos períodos em cada grau, por meio de instrumento
de avaliação desenvolvido especificamente para esse fim, aprovado pela
Portaria Interministerial SDH/MPS/MF/MPOG/AGU nº 1, de 27 de janeiro de
2014, que será objeto de revalidação periódica no prazo máximo de 1 (um)
ano.
§ 2º A comprovação da deficiência será embasada em documentos que
subsidiem a avaliação médica e funcional, vedada a prova exclusivamente
testemunhal.
§ 3º A avaliação da pessoa com deficiência será realizada para fazer
prova dessa condição exclusivamente para fins previdenciários.
§ 4º Considera-se impedimento de longo prazo, para fins no disposto do
art. 413, aquele que produza efeitos de natureza física, mental,
intelectual ou sensorial, pelo prazo mínimo de dois anos, contados de
forma ininterrupta.
Seção II
Da Aposentadoria por Idade
Art. 415. A aposentadoria por idade da pessoa com
deficiência, uma vez cumprida a carência de 180 (cento e oitenta)
contribuições, prevista no inciso II do art. 25 da Lei nº 8.213, de 24
de julho de 1991, será devida ao segurado aos sessenta anos de idade, se
homem, e 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, se mulher.
Parágrafo único. Para efeito de concessão da aposentadoria de que trata
o caput, o segurado deve contar com no mínimo quinze anos de tempo de
contribuição, cumpridos na condição de pessoa com deficiência,
independentemente do grau.
Art. 416. Para fins da aposentadoria por idade da
pessoa com deficiência é assegurada a conversão do período de exercício
de atividade sujeita a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a
integridade física, cumprido na condição de pessoa com deficiência,
exclusivamente para efeito de cálculo do valor da renda mensal.
Parágrafo único. Para fins da aposentadoria por idade da pessoa com deficiência é vedada:
I - a conversão de tempo sujeito a condições especiais, bem como o
exercido na condição de pessoa com deficiência, para fins de carência e
tempo
mínimo de 180 (cento e oitenta) meses de contribuição exigido para a concessão da aposentadoria por idade; e
mínimo de 180 (cento e oitenta) meses de contribuição exigido para a concessão da aposentadoria por idade; e
II - a conversão do tempo na condição de pessoa com deficiência para fins de acréscimo no tempo de contribuição.
Art. 417. A carência de 180 (cento e oitenta)
contribuições exigida para a concessão da aposentadoria por idade
observará as regras definidas nos arts. 145, 146 e 149, não sendo
exigida concomitância com a condição de pessoa com deficiência.
Art. 418. O segurado especial, que contribuir
facultativamente ou não, terá direito à aposentadoria por idade à pessoa
com deficiência prevista na LC nº 142, de 2013, desde que comprove:
I - sessenta anos de idade se homem e 55 (cinquenta e cinco), se mulher;
II - ser segurado especial na DER ou data do preenchimento dos requisitos;
III - carência de 180 (cento e oitenta) meses de atividade rural e/ou contribuições;
IV - o mínimo de quinze anos de tempo de contribuição, rural ou urbano,
cumpridos simultaneamente na condição de pessoa com deficiência,
independentemente do grau; e
V - que o segurado seja pessoa com deficiência na DER, ressalvado o direito adquirido a contar de 9 de novembro 2013.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput à aposentadoria por
idade prevista no § 3º do art. 48 da Lei nº 8.213, de 1991 e § 2º do
art. 230 desta IN, computando-se os períodos de contribuição sob outras
categorias, inclusive urbanas, com direito à redução de cinco anos na
idade em razão da condição de segurado com deficiência.
Seção III
Da Aposentadoria por Tempo de Contribuição
Art. 419. A aposentadoria por tempo de contribuição
do segurado com deficiência, uma vez cumprida a carência de 180 (cento e
oitenta) contribuições, prevista no inciso II do art. 25 da Lei nº
8.213, de 1991, é devida ao segurado do RGPS, observado o disposto no
art. 199-A do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 1999, e os
seguintes requisitos:
I - aos 25 (vinte e cinco) anos de tempo de contribuição na condição de
deficiente, se homem, e vinte anos, se mulher, no caso de segurado com
deficiência grave;
II - aos 29 (vinte e nove) anos de tempo de contribuição na condição de
deficiente, se homem, e 24 (vinte e quatro) anos, se mulher, no caso de
segurado com deficiência moderada; e
III - aos 33 (trinta e três) anos de tempo de contribuição na condição
de deficiente, se homem, e 28 (vinte e oito) anos, se mulher, no caso de
segurado com deficiência leve.
§ 1º A aposentadoria de que trata o caput será devida aos segurados
especiais que contribuam facultativamente, de acordo com o disposto no
art. 199 e no § 2º do art. 200, ambos do RPS, sem prejuízo do cômputo do
período de atividade na condição de segurado especial exercido anterior
à competência novembro de 1991, para o qual não é exigido o
recolhimento de contribuições.
§ 2º A aposentadoria de que trata o caput está condicionada à
comprovação da condição de pessoa com deficiência na DER ou na data da
implementação dos requisitos para o benefício.
Art. 420. Para fins de carência observar-se-á o disposto no art. 417.
Seção IV
Dos Ajustes dos Graus de Deficiência e da Conversão
Art. 421. Para o segurado que, após a filiação ao
RGPS, tornar-se pessoa com deficiência, ou tiver seu grau alterado, os
parâmetros mencionados nos incisos I, II e III do art. 419, serão
proporcionalmente ajustados e os respectivos períodos serão somados após
conversão, conforme Anexo XLVII, considerando o grau de deficiência
preponderante, observado o disposto no § 1º deste artigo.
§ 1º O grau de deficiência preponderante será definido como sendo
aquele no qual o segurado cumpriu maior tempo de contribuição, antes da
conversão, e servirá como parâmetro para definir o tempo mínimo
necessário para a aposentadoria por tempo de contribuição do deficiente,
bem como para conversão.
§ 2º Quando o segurado tiver contribuído alternadamente na condição de
pessoa sem deficiência e com deficiência, os respectivos períodos
poderão ser somados, após aplicação da conversão de que trata o caput.
§ 3º Quando o segurado não comprovar a condição de pessoa com
deficiência na DER ou na data da implementação dos requisitos para o
benefício, poderá ser concedida a aposentadoria por idade ou por tempo
de contribuição, previstas nos arts. 48 e 52 da Lei nº 8.213, de 1991,
respectivamente, podendo utilizar a conversão dos períodos de tempo de
contribuição como deficiente.
Art. 422. A redução do tempo de contribuição da
pessoa com deficiência não poderá ser acumulada, no mesmo período
contributivo, com a redução aplicada aos períodos de contribuição
relativos a atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem
a saúde ou a integridade física.
§ 1º É garantida a conversão do tempo de contribuição cumprido em
condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física do
segurado com deficiência, para fins das aposentadorias de que trata o
art. 413, se resultar mais favorável ao segurado, conforme Anexo XLVI.
§ 2º É vedada a conversão do tempo de contribuição do segurado com
deficiência para fins de concessão da aposentadoria especial de que
trata a Seção V do Capítulo V.
Art. 423. Quando não houver alternância entre período
de trabalho na condição de pessoa com e sem deficiência, ou entre graus
diferentes de deficiência, não haverá hipótese de conversão.
Seção V
Da Avaliação da Deficiência
Art. 424. Compete à perícia própria do INSS,
representada pela perícia médica previdenciária e pelo serviço social do
INSS, para efeito de concessão da aposentadoria da pessoa com
deficiência, avaliar o segurado e fixar a data provável do início da
deficiência e seu respectivo grau, assim como identificar a ocorrência
de variação no grau de deficiência e indicar os respectivos períodos em
cada grau.
§ 1º A avaliação indicada no caput será realizada mediante a aplicação
do Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para Fins de
Aposentadoria - IFBrA que será objeto de revisão por instância técnica
específica instituída no âmbito do Ministério da Previdência Social, no
prazo máximo de um ano, a
contar da data de publicação da Portaria Interministerial SDH/MPS/MF/MPOG/AGU nº 1, de 2014.
contar da data de publicação da Portaria Interministerial SDH/MPS/MF/MPOG/AGU nº 1, de 2014.
§ 2º Com fins a embasar a fixação da data da deficiência e suas
possíveis alterações ao longo do tempo, caberá à perícia médica
previdenciária fixar a data de início do impedimento e as datas de suas
alterações, caso existam, por ocasião da primeira avaliação.
§ 3º As datas de início do impedimento e suas alterações serão
instruídas por meio de documentos, sendo vedada a prova exclusivamente
testemunhal.
§ 4º Serão considerados documentos válidos para embasamento das datas
citadas no § 3º deste artigo, todo e qualquer elemento técnico
disponível que permita à perícia médica formar sua convicção.
§ 5º A comprovação da deficiência somente se dará depois de finalizadas
as avaliações médica e do serviço social, sendo seu grau definido pela
somatória das duas avaliações e sua temporalidade subsidiada pela data
do impedimento e alterações fixadas pela perícia médica.
Seção VI
Das Disposições Gerais
Art. 425. É garantida a aplicação do fator
previdenciário no cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição e
por idade, devidas ao segurado com deficiência, se resultar em renda
mensal de valor mais elevado.
§ 1º Para efeito do caput, na aplicação do fator previdenciário será
considerado o tempo de contribuição computado para fins de cálculo do
salário de benefício.
§ 2º A aposentadoria por tempo de contribuição do segurado com
deficiência, terá a renda mensal de 100% (cem por cento) do salário de
benefício, para o segurado que comprovar o tempo de contribuição
previsto nos incisos I a III do art. 419.
§ 3º A aposentadoria por idade do segurado com deficiência, terá a renda mensal calculada na forma do art. 196.
Art. 426. O segurado, inclusive aquele com
deficiência, que tenha contribuído na forma dos incisos I e II do § 2º
do art. 21 da Lei nº 8.212, de 1991 e pretenda contar o tempo de
contribuição correspondente para fins de obtenção da aposentadoria por
tempo de contribuição ou de contagem recíproca do tempo de contribuição,
deverá complementar a contribuição mensal mediante o recolhimento,
sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do salário de
contribuição em vigor na competência a ser complementada, da diferença
entre o percentual pago e o de 20% (vinte por cento), acrescido dos
juros moratórios de que trata o § 3º do art. 5º da Lei nº 9.430, de 27
de dezembro de 1996.
Art. 427. O segurado com deficiência poderá solicitar
avaliação médica e funcional, a ser realizada por perícia própria do
INSS, para o reconhecimento do direito às aposentadorias por tempo de
contribuição ou por idade nos termos da LC nº 142, de 2013.
§ 1º Até dois anos após a vigência da LC nº 142, de 2013, ou seja, 8 de
novembro de 2015, somente será agendada a avaliação de que trata o
caput para o segurado que requerer o benefício de aposentadoria e contar
com os seguintes requisitos:
I - no mínimo vinte anos de contribuição, se mulher, e 25 (vinte e cinco), se homem; ou
II - no mínimo quinze anos de contribuição e 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, se mulher, e sessenta, se homem.
§ 2º Observada a capacidade de atendimento da perícia própria do INSS,
de acordo com a demanda local, poderá ser agendada a avaliação do
segurado que não preencha os requisitos mencionados no § 1º deste
artigo.
§ 3º Até o final do prazo previsto no § 1º deste artigo, será
analisada, pelos órgãos competentes, a necessidade de prorrogação do
referido prazo.
Art. 428. As informações do segurado relativas aos
períodos com deficiência leve, moderada e grave, fixadas em decorrência
da avaliação médica e funcional, constarão no CNIS, após as necessárias
adequações do sistema.
Art. 429. O segurado aposentado de acordo com as
regras da LC nº 142, de 2013, não estará obrigado ao afastamento da
atividade que exercer na condição de pessoa com deficiência.
Art. 430. Observada a vigência da LC nº 142, de 2013,
as aposentadorias por idade e tempo de contribuição concedidas até 9 de
novembro de 2013 de acordo com as regras da Lei nº 8.213, de 1991, não
poderão ser revistas para enquadramento nos critérios da LC nº 142, de
2013, ressalvada a hipótese de desistência prevista no parágrafo único
do art. 181-B do RPS.
Art. 431. Para a revisão da avaliação médica e
funcional, a pedido do segurado ou por iniciativa do INSS, aplica-se o
prazo decadencial previsto nos arts. 568 e 569, respectivamente.
Art. 432. Aplica-se ao segurado com deficiência as demais normas relativas aos benefícios do RGPS.
CAPÍTULO VII
DA CONTAGEM RECÍPROCA DE TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Art. 433. Para efeito de contagem recíproca, hipótese
em que os diferentes sistemas de Previdência Social compensar-se-ão
financeiramente, é assegurado:
I - o cômputo do tempo de contribuição na Administração Pública, para
fins de concessão de benefícios previstos no RGPS, inclusive de
aposentadoria em decorrência de tratado, convenção ou acordo
internacional; e
II - para fins de emissão de CTC, pelo INSS, para utilização no serviço
público, o cômputo do tempo de contribuição na atividade privada, rural
e urbana.
§ 1º Para a expedição da CTC, não será exigido que o segurado se desvincule de suas atividades abrangidas pelo RGPS.
§ 2º Para os fins deste artigo, é vedada:
I - conversão de tempo de contribuição exercido em atividade sujeita a
condições especiais, nos termos dos arts. 66 e 70 do RPS;
II - conversão do tempo de contribuição do segurado na condição de
pessoa com deficiência, reconhecida na forma da LC nº 142, de 2013; e
III - a contagem de qualquer tempo de serviço fictício.
§ 3º Caso o segurado seja aposentado pelo RGPS, será permitida a
emissão de CTC somente para períodos de contribuição posteriores à data
do início da aposentadoria concedida no RGPS, ainda que haja comprovação
de tempo anterior não incluído no benefício.
§ 4º Para efeito de contagem recíproca, o período em que o segurado
contribuinte individual e o facultativo tiverem contribuído com base na
alíquota reduzida de 5% (cinco por cento) ou 11% (onze por cento), na
forma do § 2º do art. 21 da Lei nº 8.212, de 1991, ou recebido salário
maternidade
nestas condições, só será computado se forem complementadas as contribuições para o percentual de 20% (vinte por cento).
nestas condições, só será computado se forem complementadas as contribuições para o percentual de 20% (vinte por cento).
§ 5º Será permitida a emissão de Certidão de Tempo de Contribuição -
CTC para fins da contagem recíproca ao segurado com deficiência que
tenha reconhecido, em avaliação médica e funcional realizada por perícia
própria do INSS, grau de deficiência leve, moderada ou grave.
§ 6º A CTC deverá conter a indicação dos períodos de tempo de
contribuição ao RGPS na condição de segurado com deficiência e os
respectivos graus, não sendo admitida a conversão do tempo de
contribuição exercido pelo segurado com deficiência em tempo de
contribuição.
Art. 434. O segurado terá direito de computar, para
fins de concessão dos benefícios do RGPS, o tempo de contribuição na
Administração Pública Federal Direta, Autárquica e Fundacional.
Parágrafo único. Poderá ser contado o tempo de contribuição na
Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, desde que estes assegurem aos seus
servidores, mediante legislação própria, a contagem de tempo de
contribuição em atividade vinculada ao RGPS.
Art. 435. O cômputo do tempo de contribuição de que
trata esta seção, considerando a legislação pertinente, observará os
seguintes critérios:
I - não será admitida a contagem em dobro ou em outras condições especiais;
II - é vedada a contagem de tempo de contribuição no serviço público
com o de contribuição na atividade privada, quando concomitantes;
III - não será contado por um regime o tempo de contribuição utilizado para concessão de aposentadoria por outro regime;
IV - o tempo de serviço anterior ou posterior à obrigatoriedade de
filiação à Previdência Social só será contado mediante indenização da
contribuição correspondente ao período respectivo; e
V - o tempo de contribuição do segurado trabalhador rural anterior à
competência novembro de 1991 será computado, desde que indenizado o
período respectivo.
§ 1º A indenização de períodos para fins de contagem recíproca observará o disposto no art. 26.
§ 2º Havendo parcelamento de débito, o respectivo período só será certificado pelo RGPS após a quitação, comprovada pela RFB.
Art. 436. A CTC emitida a partir de 16 de maio de
2008, data da publicação da Portaria MPS nº 154, de 15 de maio de 2008,
norma que disciplina procedimentos sobre a emissão de CTC pelos RPPS,
somente poderá ser aceita para fins de contagem recíproca, desde que
emitida na forma do
http://www-inss.prevnet/downloads/dirben/Normas_2010/in45anexos/ANEXO30.pdfAnexo
XXX.
Parágrafo único. A certidão de que trata o caput, será acompanhada de
relação dos valores das remunerações a partir da competência julho de
1994, por competência, que serão utilizados para fins de cálculo dos
proventos da aposentadoria, conforme modelo constante no Anexo XXXI.
Seção I
Da Certidão de Tempo de Contribuição - CTC
Art. 437. A CTC relativa ao militar, tanto o integrante da Força Armada quanto o militar dos Estados e do Distrito Federal, por ter regras constitucionais previdenciárias diferenciadas do servidor titular de cargo efetivo, não se submete às normas definidas na Portaria MPS nº 154, de 15 de maio de 2008.
Art. 438. Para efeito de contagem recíproca, o tempo
de contribuição para RPPS ou para RGPS, no que couber, deverá ser
provado com certidão fornecida:
I - pela unidade gestora do RPPS ou pelo setor competente da
Administração Federal, Estadual, do Distrito Federal e Municipal, suas
Autarquias e Fundações, desde que devidamente homologada pela unidade
gestora do Regime Próprio, relativamente ao tempo de contribuição para o
respectivo RPPS; ou
II - pelo setor competente do INSS, relativamente ao tempo de contribuição para o RGPS.
§ 1º Para efeito do disposto no caput, a CTC deverá ser emitida, sem rasuras, constando, obrigatoriamente:
I - órgão expedidor;
II - nome do servidor, número de matrícula, número do documento de
identidade (RG), CPF, sexo, data de nascimento, filiação, número do PIS
ou número do PASEP, e, quando for o caso, cargo efetivo, lotação, data
de admissão e data de exoneração ou demissão;
III - período de contribuição, de data a data, compreendido na certidão;
IV - fonte de informação;
V - discriminação da frequência durante o período abrangido pela
certidão, indicadas as várias alterações, tais como faltas, licenças,
suspensões e outras ocorrência;
VI - soma do tempo líquido;
VII - declaração expressa do servidor responsável pela certidão,
indicando o tempo líquido de efetiva contribuição em dias, ou anos,
meses e dias;
VIII - assinatura do responsável pela certidão e do dirigente do órgão
expedidor e, no caso de ser emitida por outro setor da administração do
ente federativo, homologação da unidade gestora do RPPS;
IX - indicação da lei que assegure, aos servidores do Estado, do
Distrito Federal ou do Município, aposentadorias por invalidez, idade,
tempo de contribuição e compulsória, e pensão por morte, com
aproveitamento de tempo de contribuição prestado em atividade vinculada
ao RGPS; e
X - documento anexo quando emitido pelo RPPS, contendo informação dos
valores das remunerações de contribuição a partir de julho de 1994, por
competência, a serem utilizados no cálculo dos proventos da
aposentadoria.
§ 2º A CTC emitida pelo Estado, Distrito Federal ou Município, deverá
conter a informação da lei instituidora do RPPS no respectivo ente
federativo, na forma do inciso IX do § 1º deste artigo.
§ 3º O tempo de serviço considerado para efeito de aposentadoria por
lei e cumprido até 15 de dezembro de 1998, véspera da vigência da Emenda
Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, será contado como
tempo de contribuição.
§ 4º É vedada a contagem de tempo de contribuição de atividade privada
com a do serviço público ou de mais de uma atividade no serviço público,
quando concomitantes, ressalvados os casos de acumulação de cargos ou
empregos públicos previstos nas alíneas "a" a "c"do inciso XVI do art. 37 e no inciso III do art. 38, ambos da Constituição Federal.
empregos públicos previstos nas alíneas "a" a "c"do inciso XVI do art. 37 e no inciso III do art. 38, ambos da Constituição Federal.
§ 5º A contagem do tempo de contribuição para certificação em CTC
observará o mês de trinta e o ano de 365 (trezentos e sessenta cinco)
dias.
Art. 439. A CTC será única e emitida constando o
período integral de contribuição ao RGPS, as remunerações a partir de 1º
de julho de 1994, e o órgão de lotação que se destina, em duas vias,
das quais a primeira via será fornecida ao interessado, mediante recibo
passado na segunda via, implicando sua concordância quanto ao tempo
certificado.
§ 1º Para efeito do disposto no caput, a pedido do interessado, a CTC
poderá ser emitida para períodos fracionados, o qual deverá indicar os
períodos que deseja aproveitar no órgão de vinculação, observando que o
fracionamento poderá corresponder à totalidade do vínculo empregatício
ou apenas parte dele.
§ 2º Entende-se por período a ser aproveitado, o tempo de contribuição
indicado pelo interessado para utilização junto ao RPPS ao qual estiver
vinculado.
§ 3º Poderá ser impressa uma nova via da CTC, sempre que solicitado
pelo interessado ou órgão de destino com a devida justificativa, sem
necessidade de apresentação de qualquer documento de comprovação do
tempo já certificado, presumindo-se a validade das informações nela
contidas.
Art. 440. Será permitida a emissão de CTC pelo INSS,
na forma do art. 436, ao segurado que exercer cargos constitucionalmente
acumuláveis na Administração Pública Federal, Estadual, Distrital ou
Municipal, conforme previsto nas alíneas "a" a "c" do inciso XVI do art.
37 da Constituição Federal, com destinação do tempo de contribuição
para, no máximo, dois entes federativos.
§ 1º Serão informados no campo "observações" da CTC, os períodos a
serem aproveitados em cada órgão, conforme indicação do requerente.
§ 2º A CTC deverá ser expedida em três vias, das quais a primeira e a
segunda serão fornecidas ao interessado, mediante recibo passado na
terceira via.
§ 3º É devida a emissão de CTC na forma definida neste artigo também na
hipótese de acumulação legal de dois cargos vinculados ao mesmo órgão.
Art. 441. Será permitida a emissão de CTC, pelo INSS,
para os períodos em que os servidores públicos da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios estiveram vinculados ao RGPS,
somente se, por ocasião de transformação para RPPS, esse tempo não tiver
sido averbado automaticamente pelo respectivo órgão.
§ 1º Tratando-se de RPPS instituído por ente federativo estadual ou
municipal, será necessário oficiar o órgão gestor do regime de
previdência para que informe a lei instituidora do regime, a vigência,
bem como, se há previsão expressa de averbação automática do período de
vínculo sujeito ao RGPS, a exemplo da previsão contida no art. 243 da
Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
§ 2º Ainda que o órgão gestor do RPPS informe a averbação automática do
período de vínculo sujeito ao RGPS, o segurado poderá optar em qual
regime deseja utilizar o período anterior à instituição do RPPS,
observado o disposto do § 1º do art. 452.
§ 3º A opção pela utilização no RGPS do período averbado automaticamente, na forma do § 2º, impõe a notificação formal ao órgão gestor do RPPS, informando sobre a vedação de nova utilização do mesmo período.
§ 4º O tempo de atividade ao RGPS exercido de forma concomitante ao
período de emprego público celetista, com filiação à Previdência Social
Urbana, objeto de averbação perante o Regime Jurídico Único - RJU,
conforme determinação do art. 247 da Lei nº 8.112, de 1990, somente
poderá ser computado para efeito de aposentadoria uma única vez,
independentemente do regime instituidor do benefício.
§ 5º Excepcionalmente, em relação às hipóteses constitucionais e legais
de acumulação de atividades no serviço público e na iniciativa privada,
quando uma das ocupações estiver enquadrada nos termos do art. 247 da
Lei nº 8.112, de 1990, todavia, for verificada a subsistência dos
diversos vínculos previdenciários até a época do requerimento do
benefício, admite-se a possibilidade de o trabalhador exercer a opção
pelo regime previdenciário em que esse tempo será, uma única vez,
utilizado para fins de aposentadoria, desde que estejam preenchidos
todos os requisitos para a concessão do benefício de acordo com as
regras do regime instituidor.
§ 6º Admite-se a utilização, no âmbito de um sistema de Previdência
Social, do tempo de contribuição que ainda não tenha sido efetivamente
aproveitado para obtenção de aposentadoria ou vantagem ao RPPS em outro,
na conformidade do inciso III, art. 96 da Lei nº 8.213, de 1991.
§ 7º Observado o disposto no § 4º deste artigo, em hipótese alguma será
emitida CTC para períodos de contribuição anteriores ao início de
qualquer aposentadoria no RGPS.
§ 8º Havendo desligamento de servidor do RPPS Federal, o tempo de
emprego público anterior à Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, ou
seja, trabalhado até 11 de dezembro de 1990, somente poderá ser
certificado para outro ente por meio de CTC emitida pelo INSS.
§ 9º Na hipótese de recebimento de CTC emitida por ente federal, cabe
observar se foram certificados períodos de vinculação ao RGPS, ocasião
em que será devida a emissão de carta de exigência para que o segurado
apresente a CTC revista, contemplando apenas o período de RPPS.
§ 10. Aplica-se o disposto nos § § 6º e 7º deste artigo à CTC emitida
por ente estadual, municipal ou distrital, observada a data da
instituição do Regime Próprio do ente emissor da certidão.
Art. 442. A partir de 25 de setembro de 1999, data da
publicação da MP nº 1.891-8, de 24 de setembro de 1999, e reedições
posteriores, o tempo prestado na Administração Pública certificado por
meio de CTC, será considerado, para todos os fins, ao segurado inscrito
no RGPS.
Parágrafo único. O disposto no caput não será considerado para aplicação da tabela progressiva prevista no Anexo XXVI.
Art. 443. É permitida a aplicação da contagem
recíproca de tempo de contribuição no âmbito dos acordos internacionais
de Previdência Social, somente quando neles prevista.
Art. 444. A CTC deverá ser emitida somente para os
períodos de efetiva contribuição para o RGPS, observado o disposto no §
1º do art. 128 do RPS, devendo ser desconsiderados aqueles períodos para
os quais não houver contribuição, com exceção das situações elencadas
no art. 445.
Parágrafo único. No caso de atividades concomitantes, quando o segurado estiver em débito em uma delas, não será devida a emissão da CTC para o período que abranger o débito, em nenhuma das atividades, ainda que uma esteja regular.
Art. 445. Observado o disposto no art. 444, mesmo na
ausência de prova do efetivo recolhimento das contribuições
previdenciárias, poderão ser certificados os períodos:
I - de empregado e trabalhador avulso, tendo em vista a presunção do recolhimento das contribuições;
II - de contribuinte individual prestador de serviço, a partir da
competência abril de 2003, na forma prevista na Lei nº 10.666, de 8 de
maio de 2003, tendo em vista a presunção das contribuições descontadas
pela empresa tomadora dos serviços;
III - de benefício por incapacidade referido nos incisos XVIII e XIX do art. 164;
IV - de gozo de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez entre 1º
de junho de 1973 a 30 de junho de 1975, uma vez que houve desconto
incidente no benefício;
V - de contribuição anterior ou posterior à filiação obrigatória à
Previdência Social, desde que indenizado na forma dos arts. 122 e 124 do
RPS, conforme o inciso IV do art. 127 do mesmo diploma legal;
VI - de atividade rural anterior à competência novembro de 1991, desde
que comprovado o recolhimento ou indenizado o período, conforme
disposições do inciso II do art. 125, inciso V do art. 127 e § 3º do
art. 128, todos do RPS;
VII - de atividade rural comprovado como segurado especial em qualquer período, desde que indenizado na forma do art. 26; e
VIII - de aluno aprendiz devidamente comprovado na forma dos arts. 76 à
78, desde que à época, o ente federativo não mantivesse RPPS.
§ 1º Todos os períodos de atividade rural, constantes de CTC emitidas a
partir de 14 de outubro de 1996, data da publicação da MP nº 1.523, de
1996, convalidada pela Lei nº 9.528, de 1997, que exigiu a contribuição
para esse fim, devem ter sido objeto de recolhimento de contribuições ou
de indenização correspondente, devendo ser revistas as respectivas
certidões emitidas em desacordo com o disposto neste parágrafo, ou seja,
cujo período não tenha sido objeto de contribuição ou de indenização,
observado o disposto nos arts. 452 e 453.
§ 2º Caso haja solicitação de ratificação, de retificação ou de
qualquer outra informação em relação às CTC que foram emitidas com
período de atividade rural até 14 de outubro de 1996, na forma do inciso
IV do art. 96 da Lei nº 8.213, de 1991 em sua redação original e inciso
V do art. 200 do Decreto nº 611, de 21 de julho de 1992, deverá ser
observado o § 3º deste artigo, sendo que em caso de revisão desta
certidão caberá observância ao contido nos arts. 452 e 453, podendo ser
indenizado o período de atividade rural, conforme o § 4º deste artigo.
§ 3º Toda e qualquer solicitação procedente de órgãos da Administração
Pública de ratificação/retificação de CTC, além de informar sobre a
legalidade/regularidade da expedição do documento, com indicação da
legislação vigente à época, deverá expressamente informar se houve o
recolhimento das contribuições respectivas, mesmo que em data posterior
ao período de exercício das atividades.
§ 4º A base de cálculo para a incidência da contribuição previdenciária para fins de indenização necessária à contagem recíproca do tempo de serviço/contribuição, no caso previsto no § 3º deste artigo, será o valor do provento recebido como aposentado na data do requerimento da indenização.
Art. 446. O período de trabalho exercido sob o Regime
Especial de que trata o parágrafo único do art. 3º da Lei nº 3.807, de
1960, não será passível de CTC no RGPS, considerando que não atende o
disposto no art. 126 do RPS.
Art. 447. No caso de emissão de CTC com conversão de
tempo de serviço exercido em atividade sujeita a condições especiais,
observar-se-á:
I - as certidões emitidas no período de 14 de maio de 1992 a 26 de
março de 1997, na vigência do Parecer MPS/CJ nº 27, de 18 de maio de
1992, com conversão de período de atividade especial, continuam válidas;
e
II - ressalvadas as hipóteses previstas nos § § 1º e 2º deste artigo,
não será emitida CTC com conversão de tempo de serviço exercido em
atividade sujeita a condições especiais, nos termos dos arts. 66 e 70 do
RPS, em tempo de contribuição comum, bem como a contagem de qualquer
tempo de serviço fictício, conforme o Parecer MPAS/CJ nº 846, de 26 de
março de 1997 e o art. 125 do RPS.
§ 1º Será permitida, por força do Parecer MPS/CJ nº 46, de 16 de maio
de 2006, a emissão de CTC com conversão de período trabalhado exercido
sob condições especiais no serviço público federal, referente ao
contrato que teve o regime de previdência alterado de RGPS para RPPS.
§ 2º Aplicam-se as orientações contidas no Parecer MPS/CJ nº 46, de
2006, extensivamente aos servidores públicos municipais, estaduais e
distritais, considerando-se instituído o Regime Próprio destes
servidores a partir da vigência da lei que institui o RPPS em cada ente
federativo correspondente, cabendo a emissão da CTC ser realizada pelas
APS.
§ 3º Excluindo-se a hipótese de atividade exercida em condições
especiais previstas nos § § 1º e 2º deste artigo, é vedada a contagem de
tempo de contribuição fictício, entendendo-se como tal todo aquele
considerado em lei anterior como tempo de serviço, público ou privado,
computado para fins de concessão de aposentadoria sem que haja, por
parte do servidor ou segurado, cumulativamente, a prestação de serviço e
a correspondente contribuição social.
Art. 448. Observado o disposto no art. 447, quando
for solicitada CTC com conversão do tempo de serviço prestado em
condições perigosas ou insalubres, o servidor deverá providenciar a
análise do mérito da atividade cujo reconhecimento é pretendido como
atividade especial e deixar registrado no processo se o enquadramento
seria devido ou não, ainda que a CTC não seja emitida com a conversão na
forma do inciso I do art. 96 da Lei nº 8.213, de 1991.
Art. 449. Observado o disposto no inciso I, do § 2º e
o § 5º, ambos do art. 433, para fins da avaliação da deficiência e seu
grau, o segurado será submetido à avaliação médica e social.
Art. 450. Se o segurado estiver em gozo de abono de
permanência em serviço, auxílio-acidente e auxílio-suplementar e
requerer CTC referente ao período de filiação ao RGPS para efeito de
aposentadoria junto ao RPPS, poderá ser atendido em sua pretensão, porém
o benefício será encerrado na data da emissão da respectiva certidão.
Parágrafo único. É permitida a emissão de CTC para períodos de contribuição posteriores à data da aposentadoria no RGPS, desde que tais contribuições não tenham sido restituídas ao segurado em forma de pecúlio.
Art. 451. O órgão concessor de benefício com contagem
recíproca deverá emitir oficio ao órgão público emitente da CTC, para
que este proceda às anotações nos registros funcionais e/ou na segunda
via da certidão ou efetue os registros cabíveis, conforme o disposto no
art. 131 do RPS.
Seção II
Da Revisão de Certidão de Tempo de Contribuição
Art. 452. A CTC que não tiver sido utilizada para
fins de averbação no RPPS ou, uma vez averbada, o tempo certificado,
comprovadamente não tiver sido utilizado para obtenção de aposentadoria
ou vantagem no RPPS, será revista, a qualquer tempo, a pedido do
interessado, inclusive para incluir novos períodos ou para
fracionamento, mediante a apresentação dos seguintes documentos:
I - solicitação do cancelamento da certidão emitida;
II - certidão original; e
III - declaração emitida pelo órgão de lotação do interessado, contendo
informações sobre a utilização ou não dos períodos certificados pelo
INSS, e para quais fins foram utilizados.
§ 1º Serão consideradas como vantagens no RPPS as verbas de anuênio,
quinquênio, abono de permanência em serviço ou outras espécies de remuneração, pagas pelo ente público.
§ 2º Em caso de impossibilidade de devolução pelo órgão de RPPS, caberá
ao emissor encaminhar a nova CTC com ofício esclarecedor, cancelando os
efeitos da anteriormente emitida.
§ 3º Os períodos de trabalho constantes na CTC, serão analisados de
acordo com as regras vigentes na data do pedido, para alteração,
manutenção ou exclusão, e consequente cobrança das contribuições
devidas, se for o caso.
Art. 453. Caberá revisão da CTC de ofício, observado o
prazo decadencial, em caso de erro material e desde que tal revisão não
importe em dar à certidão destinação diversa da que lhe foi dada
originariamente, mediante informação do ente federativo quanto à
possibilidade ou não da devolução da original, e na impossibilidade,
será adotado o procedimento contido no § 2º do art. 452.
CAPÍTULO VIII
DA COMPENSAÇÃO PREVIDENCIÁRIA
Seção I
Das Definições
Art. 454. A compensação previdenciária entre o Regime
Geral de Previdência Social - RGPS e os Regimes Próprios de Previdência
Social - RPPS dos servidores da União, dos Estados do Distrito Federal e
dos Municípios, na hipótese da contagem recíproca, obedecerá as
disposições constantes neste capítulo.
Art. 455. Entende-se por compensação previdenciária o
acerto de contas entre o RGPS e os RPPS referente ao tempo de
contribuição utilizado na concessão de benefícios nos termos da contagem
recíproca na forma da Lei nº 6.226, de 14 de julho de 1975.
§ 1º Os procedimentos relativos a compensação deverão observar as
disposições contidas na Lei nº 9.796, de 1999, no Decreto nº 3.112, de
1999 e na Portaria MPAS nº 6.209, de 1999.
§ 2º A compensação previdenciária não se aplica aos RPPS que não
atendam aos critérios e limites previstos na Lei nº 9.717, de 27 de
novembro de 1998, exceto quanto aos benefícios concedidos por esses
regimes no período de 5 de outubro de 1988 a 7 de fevereiro de 1999,
véspera da publicação da Portaria MPAS nº 4.992, de 5 de fevereiro de
1999, desde que estes estejam mantidos em 6 de maio de 1999, data da
publicação da Lei nº 9.796, de 1999.
§ 3º Não será devido pelo RGPS a compensação previdenciária em relação
aos servidores civis e militares dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios quanto aos períodos em que tinham garantida apenas
aposentadoria pelo ente e foram inscritos em regime especial de
contribuição para fazer jus aos benefícios de família, na forma do
parágrafo único do art. 3º da Lei Orgânica de Previdência Social - LOPS,
Lei nº 3.807, de 26 de agosto de 1960 e legislação posterior
pertinente.
Art. 456. Aplica-se a compensação previdenciária, nos
termos do Decreto nº 3.112, de 06 de julho de 1999, somente para os
benefícios de aposentadoria e pensão, dela decorrente, concedidos a
partir de 05 de outubro de 1988, assim discriminados:
a) aposentadoria por invalidez, quando não decorrente de acidente de trabalho;
b) aposentadoria por idade;
c) aposentadoria por tempo de serviço/contribuição; e
d) pensões precedidas das aposentadorias citadas nas alíneas "a" a "c" deste artigo.
§ 1º Nos termos do art. 4º do Decreto nº 3.112, de 1999, está excluída
da alínea "a" a aposentadoria por invalidez decorrente de acidente em
serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável,
especificada em Lei nº 8.213, de 1991, e a pensão dela decorrente.
§ 2º No caso de aposentadoria especial somente haverá compensação previdenciária quando o regime instituidor for o RGPS,
Considerando o disposto no parágrafo único do art. 5º da Lei nº 9.717,
de 1998, com as alterações introduzidas pela Medida Provisória nº
2.187-13, de 24 de agosto de 2001.
§ 3º Somente terão direito à compensação previdenciária os benefícios
citados no caput que estavam em manutenção em 6 de maio de 1999, data da
publicação da Lei nº 9.796, de 1999.
Art. 457. Aplica-se compensação previdenciária aos
períodos de contribuição certificados e utilizados para fins de
aposentadoria pelo INSS em decorrência de Acordos Internacionais,
conforme procedimento disposto nos incisos I e II do art. 642.
Parágrafo único. Não cabe ao RGPS pagar compensação previdenciária
referente a períodos de contribuições que forem efetuadas para a
previdência de outro país.
Art. 458. Para fins da compensação previdenciária considerase:
I - Regime Geral de Previdência Social: o regime previsto no art. 201
da Constituição Federal - CF, gerido pelo Instituto Nacional do Seguro
Social - INSS;
II - Regimes Próprios de Previdência Social: os regimes de previdência constituídos exclusivamente por servidores públicos titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
III - Regime de Origem: o regime previdenciário ao qual o segurado ou o
servidor público esteve vinculado, sem que dele receba aposentadoria ou
tenha gerado pensão para seus dependentes; e
IV - Regime Instituidor: o regime previdenciário responsável pela
concessão e pelo pagamento de benefício de aposentadoria ou pensão, dela
decorrente, a segurado, servidor público ou aos seus dependentes, com
cômputo de tempo de contribuição devidamente certificado pelo regime de
origem, com base na contagem recíproca prevista no art. 94 da Lei nº
8.213, de 1991.
Art. 459. A compensação previdenciária será realizada
para o tempo de contribuição nos moldes da contagem recíproca desde que
tenha sido aproveitado no benefício, não sendo considerados os
seguintes períodos:
I - de contagem em dobro ou em outras condições especiais;
II - de concomitância do tempo de serviço público com o de atividade privada;
III - o tempo de serviço utilizado para concessão de aposentadoria pelo outro regime;
IV - o tempo de serviço anterior ou posterior à obrigatoriedade de
filiação à Previdência Social, salvo se houver indenização da
contribuição correspondente ao período respectivo;
V - da parcela adicional do tempo de contribuição resultante de
conversão de tempo especial em comum, salvo em relação ao tempo de
serviço público federal sob regime da Consolidação das Leis Trabalhistas
- CLT prestado até 11 de dezembro de 1990, desde que tenha sido
aproveitado para a concessão de aposentadoria ou de pensão, dela
decorrente, conforme § 3º, do art. 4º da Portaria MPAS nº 6.209, de
1999;
VI - da parcela adicional do tempo de contribuição resultante de
conversão do tempo cumprido pelo segurado com deficiência, reconhecida
na forma do art. 70-D do Decreto nº 3.048, de 1999, em tempo de
contribuição comum;
VII - o período em que o segurado contribuinte individual e facultativo
tiver contribuído com base na alíquota reduzida de 5% (cinco por cento)
ou 11% (onze por cento) na forma do § 2º do art. 21 da Lei nº 8.212, de
1991, salvo se efetuar a complementação das contribuições para o
percentual de 20% (vinte por cento), conforme § 3º do respectivo artigo;
VIII - o tempo de serviço fictício, salvo se o tempo tiver sido contado
até 15 de dezembro de 1998, como tempo de serviço para efeito de
aposentadoria;
IX - o de aluno aprendiz, exceto o período certificado por meio de
Certidão de Tempo de Contribuição, na forma da Lei nº 6.226, de 14 de
julho de 1975 e do Decreto nº 85.850, de 30 de Março de 1981, conforme
citado no inciso III do art. 78 desta IN.
§ 1º Entende-se como tempo fictício aquele considerado em lei como
tempo de contribuição para fins de concessão de aposentadoria sem que
tenha havido, por parte do servidor, a prestação de serviço ou a
correspondente contribuição.
§ 2º O tempo de atividade rural reconhecido pelo INSS, mediante CTS ou
CTC expedida até 13 de outubro de 1996, véspera da publicação da Medida
Provisória nº 1.523, de 11 de outubro de 1996, convalidada pela Lei nº
9.528, de 10 de dezembro de 1997, que tenha sido utilizada pelo regime
instituidor
em aposentadoria concedida até essa data, será objeto de compensação previdenciária.
em aposentadoria concedida até essa data, será objeto de compensação previdenciária.
§ 3º O tempo de atividade rural reconhecido pelo INSS, mediante CTS ou
CTC emitidas a partir de 14 de outubro de 1996, somente será objeto de
compensação previdenciária, caso esse período tenha sido ou venha a ser
indenizado ao INSS pelo requerente, na forma prevista no § 13 do art.
216 do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto nº
3.048, de 1999, e disposto no Capítulo VII, Seção I.
Art. 460. Para o cálculo do percentual de
participação de cada regime de origem, será considerado o tempo de
contribuição total computado na concessão da aposentadoria, ainda que
superior a trinta anos para mulher, e 35 (trinta e cinco) anos para
homem.
Art. 461. Os requerimentos de compensação
previdenciária, tanto do RGPS quanto do RPPS, devem ser enviados, por
meio do Sistema Comprev, acompanhado dos documentos previstos no Manual
de Compensação Previdenciária constante da Portaria MPAS nº 6.209, de
1999.
Parágrafo único. Para fins do requerimento previsto no caput, os documentos deverão ser devidamente digitalizados.
Art. 462. A data de desvinculação do regime de origem será fixada, observado o § 1º do art. 476, da seguinte forma:
I - o dia seguinte ao último dia do afastamento da atividade no regime de origem; e
II - quando a data de ingresso no regime instituidor ocorrer em
concomitância com o regime de origem considera-se como data de
desvinculação o dia do ingresso no regime instituidor.
Seção II
Da Compensação Previdenciária do Rgps Como Regime Instituidor - Ri
Art. 463. Nas situações em que o RGPS for o regime
instituidor o INSS deverá apresentar ao administrador de cada regime de
origem, os requerimentos de Compensação Previdenciária referentes aos
benefícios concedidos com cômputo de tempo de contribuição no âmbito
daquele regime, contendo os dados e documentos previstos nos incisos I a
V e alíneas "a" a "d" do § 1º do art. 467.
Parágrafo único. A falta de celebração de convênio de que trata o art.
22 da Portaria nº 6.209, de 1999, não prejudica o direito do INSS de
encaminhar os requerimentos de compensação previdenciária relativos aos
benefícios por ele concedido.
Art. 464. Os benefícios previstos no art. 456 serão objeto de compensação previdenciária junto aos entes federativos.
Art. 465. O acesso ao Sistema Comprev, que
operacionaliza a compensação previdenciária, será realizado por meio de
cadastramento dos operadores no Sistema de Autorização de Acesso - SAA,
tanto para servidores do INSS quanto para os representantes dos entes
federativos.
Parágrafo único. O acesso, referido no caput, será realizado através de
endereços eletrônicos distintos para os servidores do INSS
(w3b8.prevnet/CV3) e para os representantes dos entes federativos (www6.
dataprev. gov. br/CV3).
Art. 466. Os benefícios concedidos com utilização de
Certidão de Tempo de Contribuição - CTC na forma da contagem recíproca, e
utilizada no cômputo
do tempo total de contribuição ficarão disponíveis, para análise, no Comprev RI Plenus na condição de candidatos à compensação.
do tempo total de contribuição ficarão disponíveis, para análise, no Comprev RI Plenus na condição de candidatos à compensação.
§ 1º Os benefícios aceitos como passíveis de Compensação Previdenciária
serão analisados e preenchidos os requerimentos, completando as
informações migradas dos sistemas atuais do INSS. Em seguida, serão
digitalizados os documentos elencados no § 1º do art. 467.
§ 2º Os procedimentos para execução dos trabalhos estarão normatizados em atos próprios.
Art. 467. Os requerimentos, de que trata o art. 461,
serão preenchidos e encaminhados, via Sistema Comprev, ao administrador
de cada regime de origem (RPPS) com as seguintes informações:
I - dados pessoais e outros documentos necessários e úteis à caracterização do segurado e, se for o caso, do dependente;
II - renda mensal inicial do benefício no RGPS;
III - data de início do benefício e data do início do pagamento;
IV - o tempo de contribuição no âmbito do RPPS e o tempo total da aposentadoria; e
V - os dados da Certidão de Tempo de Serviço ou Tempo de Contribuição,
fornecida pela União, pelos Estados, Distrito Federal ou pelos
Municípios, utilizada na concessão do benefício.
§ 1º Após o envio do requerimento serão digitalizados, pela Agência Gestora/Digitalizadora, os seguintes documentos:
a) cópia da Certidão de Tempo de Serviço ou de Tempo de Contribuição,
fornecida pela União, Estado, Distrito Federal ou Município;
b) Resumo de Documentos para Cálculo de Tempo de Contribuição,
observando os casos em que houve revisão no tempo total da
aposentadoria;
c) consulta dos dados básicos da concessão - CONBAS;
d) laudos de invalidez do segurado, nos casos de aposentadoria por
invalidez, e do (s) dependente(s) inválido(s), nos casos de pensão; e
e) certidão de óbito do instituidor e documentos comprobatórios do vínculo dos dependentes, no caso de pensão.
§ 2º A Agência Gestora/Digitalizadora, de que trata o § 1º, é o Órgão
Local indicado pela Gerencia Executiva como responsável pela
análise,deferimento ou indeferimento dos requerimentos de compensação
enviados pelos RPPS, bem como pela digitalização dos documentos
relativos aos requerimentos do RGPS, como regime instituidor, enviados
pelas agências de abrangência da respectiva Gerência Executiva.
§ 3º Em caso de divergência dos dados pessoais entre o cadastro do
benefício e a CTC apresentada, deverá ser digitalizado documento que
identifique o segurado, que será enviado com o requerimento.
§ 4º O requerimento de compensação previdenciária será dirigido ao ente
federativo, independentemente da CTS/CTC ter sido emitida por qualquer
órgão/entidade a ele vinculado.
§ 5º A não apresentação das informações e dos documentos a que se
refere este artigo veda a Compensação Previdenciária entre os regimes.
Art. 468. O militar integrante das forças armadas
deverá apresentar certidão de tempo de serviço militar, mesmo que não
tenha sido emitida nos moldes da Lei nº 6.226, de 1975 e da Portaria MPS
nº 154, de 2008, para comprovação de tempo de serviço prestado em prazo
maior que 18 meses. A
compensação previdenciária será processada normalmente, não havendo necessidade de excluir o tempo de serviço militar obrigatório.
compensação previdenciária será processada normalmente, não havendo necessidade de excluir o tempo de serviço militar obrigatório.
Art. 469. A compensação previdenciária devida pelos
RPPS relativa ao primeiro mês de competência do benefício será calculada
com base no valor da Renda Mensal Inicial - RMI do benefício pago pelo
RGPS, ou no valor da RMI calculada pelo Regime Próprio na data da
desvinculação, conforme § 1º deste artigo, o que for menor.
§ 1º O RPPS, como regime de origem, calculará a RMI de benefício de
mesma espécie daquele concedido pelo INSS, de acordo com a legislação
própria, na data da exoneração ou da desvinculação do ex-servidor.
§ 2º O valor apurado na forma do § 1º será reajustado com os mesmos
índices aplicados para correção dos benefícios mantidos pelo INSS, até o
mês anterior à data de início da aposentadoria no RGPS.
§ 3º Caso o RPPS não localize as remunerações do exservidor,
independentemente da data de desvinculação, o valor da renda mensal
inicial a ser considerado corresponderá ao valor da média geral de
benefícios do RGPS, tomando-se como base a Portaria Ministerial da
competência em que se deu o início do benefício.
§ 4º O valor apurado, nos § 2º ou 3º, será comparado ao valor da RMI do
benefício concedido pelo INSS, para escolha do menor valor, não podendo
este ser inferior ao salário mínimo e nem superior ao limite máximo do
salário de contribuição fixado em lei.
Art. 470. O coeficiente de participação na
compensação previdenciária será o resultado da divisão do tempo de
contribuição aproveitado do RPPS, pelo tempo total de contribuição
utilizado na concessão do benefício.
Parágrafo único. Para fins do calculo previsto no caput, o tempo do
RPPS e o tempo total considerado na aposentadoria serão transformados em
dias.
Art. 471. Será denominado pró-rata inicial o
resultado da multiplicação entre o valor escolhido nos termos do § 4º do
art. 469 pelo coeficiente de participação definido no artigo anterior.
§ 1º O pró-rata inicial apurado será corrigido pelos índices de
reajuste dos benefícios mantidos pelo INSS até a data do primeiro
pagamento da compensação previdenciária resultando no valor do pró-rata
mensal.
§ 2º O pró-rata mensal será reajustado na mesma data e com os mesmos
índices de reajustamento dos benefícios em manutenção concedidos pelo
RGPS.
§ 3º O valor do pró-rata referente a cada benefício não poderá exceder a
renda mensal do maior benefício da mesma espécie pago pelo regime de
origem.
Seção III
Da Compensação Previdenciária do Rgps Como Regime de Origem - Ro
Art. 472. Cada administrador do Regime Próprio de
Previdência Social, sendo Regime Instituidor, deverá apresentar ao INSS
requerimento de compensação previdenciária referente a cada benefício
concedido com cômputo de tempo de contribuição no âmbito do RGPS.
Parágrafo único. O requerimento de que trata este artigo deverá conter
os dados e documentos previstos no Manual de Compensação Previdenciária
constante na Portaria MPAS nº 6.209, de 1999 e os previstos no § 1º do
art. 473.
Art. 473. Os requerimentos serão preenchidos e encaminhados, via Sistema Comprev, ao RGPS com as seguintes informações:
I - dados pessoais e outros documentos necessários e úteis à caracterização do segurado e, se for o caso, do dependente;
II - o valor dos proventos da aposentadoria ou pensão dela decorrente e a data de início do benefício e do pagamento;
III - o tempo de contribuição no âmbito do Regime Geral de Previdência
Social utilizado no cômputo do tempo total da aposentadoria que servirá
de base para calcular a compensação previdenciária; e
IV - o tempo total computado na aposentadoria.
§ 1º Após o envio do requerimento serão digitalizados os seguintes documentos:
I - Certidão de Tempo de Serviço ou de Tempo de Contribuição fornecida
pelo INSS, utilizada para cômputo do tempo de contribuição no âmbito do
Regime Próprio de Previdência Social e/ou CTC emitida pelo ente
federativo na forma do § 2º, art. 10 do Decreto nº 3.112, de 06 de julho
de 1999;
II - ato expedido pela autoridade competente que concedeu a aposentadoria ou a pensão dela decorrente;
III - homologação do ato concessório do benefício pelo Tribunal ou Conselho de Contas competente;
IV - quadro ou mapa do cálculo tempo total computado na aposentadoria; e
V - a certidão de óbito do instituidor e documentos comprobatórios do vínculo dos dependentes, no caso de pensão.
§ 2º A não apresentação das informações e dos documentos nos termos
deste artigo veda a compensação previdenciária entre o RGPS e o Regime
Instituidor (RPPS).
§ 3º Quando for digitalizada a Certidão de Tempo de Contribuição e os
dados não ficarem legíveis é permitido o traslado dos dados para o
formulário previsto no Anexo XLIII, devendo o mesmo ser digitalizado
juntamente com a certidão ilegível.
§ 4º O formulário referido no parágrafo anterior deverá ser conferido e
assinado na APS digitalizadora mediante a apresentação da certidão
original.
Art. 474. Quando o servidor público possuir tempo de
contribuição, vinculado ao Regime Geral de Previdência Social, por
serviço prestado ao próprio ente instituidor, terá o tempo comprovado
por certidão específica, emitida pelo próprio ente instituidor, para
fins de compensação previdenciária, conforme § 2º do art. 10 do Decreto
nº 3.112, de 1999, e modelo constante no Anexo XLII.
§ 1º A análise do período constante na certidão citada no caput, deverá seguir os seguintes critérios:
a) na conferência com o vínculo do CNIS não será observado a questão da extemporaneidade;
b) a posse poderá ocorrer em data posterior ao ato de nomeação.
Sendo assim, a data início do período certificado pelo Ente deve ser a
data da posse do servidor, ou do efetivo exercício se este for diverso
da posse, conforme o § 1º do art. 15 da Lei nº 8.112, de 1990;
c) nas certidões emitidas pelos Entes Federativos a partir de 26 de
fevereiro de 2010, deverá constar declaração informando, de forma clara,
os dados conforme modelo do Anexo XLI;
d) as informações elencadas nas alíneas "a", "b" e "c" serão solicitadas nos casos em que for constatado que a data de início do RPPS for remota, e não constar registro nos sistemas atuais sobre qual regime de trabalho e de contribuição o referido servidor foi admitido; e
e) na ausência deste registro no CNIS, deverá ser juntada prova
inequívoca do vínculo e do recolhimento das contribuições
correspondentes a esse período.
§ 2º Quanto aos pedidos de compensação do Regime Próprio pendentes de
análise, caso seja necessário, solicitar informações ou documentos
complementares, o INSS comunicará ao RPPS e abrirá prazo de trinta dias
para cumprimento da exigência a contar da data da ciência.
§ 3º O vínculo com o RGPS certificado pelo ente federativo, poderá ser comprovada por meio dos seguintes documentos:
I - registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS do servidor;
II - folhas ou recibos de pagamentos de salários e demais registros contábeis;
III - livro ou ficha de registro de empregado;
IV - contrato de trabalho e respectiva rescisão;
V - atos de nomeação e de exoneração publicados; ou
VI - outros registros funcionais capazes de demonstrar o exercício da atividade e o vínculo ao RGPS.
§ 4º Não terá validade a certidão emitida pelo RPPS em caso de período
de filiação ao RGPS que não tenha sido exercido no próprio ente.
§ 5º O RGPS aceitará a certidão emitida pelo ente, mesmo que em data posterior ao início da aposentadoria de seu servidor.
§ 6º Para os municípios emancipados, o atual regime instituidor poderá
certificar o tempo de vínculo com o município do qual se emancipou.
§ 7º Caso não haja resposta do ente no prazo estabelecido no § 2º deste
artigo ou se após a verificação dos dados ainda resultarem divergências
caberá o indeferimento do requerimento de compensação, comunicando-se a
decisão ao requerente.
Art. 475. Os regimes próprios não poderão incluir o
tempo de Regime Especial de que trata o parágrafo único do art. 3º da
Lei nº 3.807, de 26 de agosto de 1960, nas certidões emitidas na forma
do § 2º, art. 10 do Decreto nº 3.112, de 1999, mesmo que o vínculo
conste no CNIS.
§ 1º Considera-se Regime Especial o período em que os servidores civis e
militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
contribuíam, com o percentual de 4,0 a 4,8%, apenas para fazer jus aos
benefícios de família.
§ 2º Se ficar comprovado que se trata, exclusivamente, de Regime
Especial caberá o indeferimento da compensação, comunicandose a decisão
ao ente.
§ 3º Quando comprovado pelo INSS a inclusão de período de que trata o
caput em objeto de compensação já mantidos, estes serão cessados devendo
todo o período pago indevidamente ser glosado.
§ 4º Caso o objeto de compensação de que trata o parágrafo anterior esteja cessado, será glosado o período pago indevidamente.
Art. 476. As informações referidas no art. 473
servirão de base para o INSS calcular a Renda Mensal Inicial - RMI, do
benefício objeto de compensação previdenciária, observada a data em que
houve a desvinculação desse regime pelo servidor.
§ 1º Observado o art. 462, e nos casos em que o servidor prestou
serviço ao próprio ente instituidor, quando vinculado ao RGPS, a data de
desvinculação
será a data de mudança do regime nos casos de enquadramento geral ou a data em que, efetivamente, o servidor foi enquadrado no novo regime.
será a data de mudança do regime nos casos de enquadramento geral ou a data em que, efetivamente, o servidor foi enquadrado no novo regime.
§ 2º O Período Básico de Cálculo - PBC será fixado na competência
anterior à data de desvinculação, observada a lei vigente à época, sendo
as remunerações obtidas no CNIS.
§ 3º Caso as remunerações não sejam encontrada no CNIS,
independentemente da data de desvinculação, o valor da renda mensal
inicial a ser considerado corresponderá ao valor da média geral de
benefícios do RGPS, tomando-se como base a Portaria Ministerial da
competência em que se deu o início do benefício.
§ 4º Quando a data da desvinculação for anterior a 5 de outubro de
1988, vigência da Constituição Federal, o cálculo do Salário de
Beneficio - SB e da Renda Mensal Inicial - RMI deverá ser feito
manualmente, de acordo com o Decreto nº 83.080, de 1979.
Art. 477. A compensação previdenciária devida pelos
RGPS relativa ao primeiro mês de competência do benefício será calculada
com base no valor da Renda Mensal Inicial - RMI do benefício pago pelo
RPPS, ou no valor da RMI calculada pelo RGPS na data da desvinculação,
conforme § 1º deste artigo, o que for menor.
§ 1º Para fins de apuração da RMI do RGPS, como regime de origem, o
cálculo será realizado na mesma espécie daquele concedido pelo ente
federativo, segundo as normas aplicáveis aos benefícios concedidos pelo
RGPS na data da desvinculação do exsegurado.
§ 2º O valor apurado na forma do § 1º, será reajustado com os mesmos
índices aplicados para a correção dos benefícios mantidos pelo INSS até o
mês anterior à data de início da aposentadoria no RPPS.
§ 3º O valor apurado nos termos deste artigo não poderá ser inferior ao
salário mínimo nem superior ao limite máximo do salário de contribuição
fixado em lei.
Art. 478. O coeficiente de participação na
compensação previdenciária será o resultado da divisão do tempo de
contribuição aproveitado do RGPS pelo tempo total de contribuição
utilizado pelo ente federativo na concessão do benefício.
Parágrafo único. Para fins do calculo previsto no caput, o tempo do
RGPS e o tempo total considerado na aposentadoria serão transformados em
dias.
Art. 479. O resultado da multiplicação da renda
mensal inicial definida no art. 477 pelo percentual apurado no artigo
anterior será denominado pró-rata inicial.
§ 1º O pró-rata inicial apurado será corrigido pelos índices de
reajuste dos benefícios mantidos pelo INSS até a data do primeiro
pagamento da compensação previdenciária, resultando, então, no valor do
pró-rata mensal.
§ 2º O pró-rata mensal será reajustado na mesma data e com os mesmos
índices de reajustamento dos benefícios em manutenção concedidos pelo
RGPS.
§ 3º O valor do pró-rata referente a cada benefício não poderá exceder a
renda mensal do maior benefício pago pelo regime geral.
Art. 480. Para efeito de concessão da compensação
previdenciária, os RPPS somente serão considerados regimes de origem
quando o RGPS for o regime instituidor.
Art. 481. Os administradores dos regimes instituidores devem comunicar ao INSS, de imediato, nos termos do Manual de Compensação Previdenciária constante da Portaria MPAS nº 6.209, de 1999, qualquer revisão no valor do benefício objeto de compensação previdenciária, sua extinção total ou parcial.
§ 1º Todas as alterações citadas no caput deste artigo deverão estar devidamente registradas no cadastro do Comprev.
§ 2º Tratando-se de revisão, serão utilizados os mesmos parâmetros para
a concessão inicial do requerimento de compensação previdenciária.
§ 3º Constatado o não cumprimento do disposto neste artigo, as parcelas
pagas indevidamente pelo regime de origem serão registradas, no mês
seguinte ao da constatação, como crédito do regime de origem.
Seção IV
Do Desembolso dos Valores Mensais da Compensação Previdenciária
Art. 482. O INSS manterá Sistema de Compensação
Previdenciária - Comprev, com o respectivo cadastro de todos os
benefícios objeto de compensação previdenciária de cada regime de
previdência.
§ 1º Mensalmente será efetuada a totalização dos valores devidos a cada
RPPS, bem como o montante por eles devido ao RGPS, isoladamente, a
título de compensação previdenciária.
§ 2º Cada regime instituidor disponibilizará os valores de que trata o §
1º deste artigo, lançando-os no Comprev, nas datas definidas pelo INSS.
§ 3º Apurados os valores de Fluxo devidos aos RPPS como regimes
instituidores, para o desembolso pelo RGPS, sendo o RGPS credor, o INSS
emitirá relatório de informação até o dia trinta de cada mês, devendo o
Regime Próprio de Previdência Social efetuar o pagamento até o quinto
dia útil do mês subsequente.
Art. 483. Os valores de créditos de compensação
previdenciária do Regime Próprio utilizados para a quitação de dívidas
do respectivo ente instituidor serão contabilizados como pagamentos
realizados, devendo o INSS registrar mensalmente essas operações e
informar a cada Regime Próprio de Previdência Social os valores a ele
referentes.
Art. 484. No caso do RPPS ou o ente instituidor não
efetuar o pagamento do débito resultante da compensação previdenciária a
que se refere ao § 3º do art. 482, ou na aplicação do disposto no
parágrafo único do art. 463, no prazo estabelecido, o INSS acionará o
órgão da Procuradoria Geral Federal responsável pela sua inscrição na
Dívida Ativa do INSS para efetuar a cobrança amigável ou judicial.
Art. 485. O pagamento de que trata o § 3º do art. 482
será por meio de Guia de Previdência Social - GPS, podendo, a sua
emissão, ser feita no site do Ministério da Previdência Social e deverá
ser efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao da competência.
Art. 486. Ficam resguardados os direitos da data de
entrada do primeiro requerimento de compensação indeferido pelos regimes
de origem, quando da apresentação de novo requerimento para o mesmo
CNPJ, NIT/NB, mesma matricula e tipo de benefício.
Art. 487. O passivo de estoque corresponde aos
valores devidos pelo regime de origem ao regime instituidor (RGPS ou
RPPS) a título de compensação previdenciária referente ao período
compreendido entre 5 outubro de 1988 a 5 de maio de 1999, observado o
prazo estabelecido no art. 12 da Lei nº
10.666, de 08 de maio de 2003, alterada pelo art. 11 da Lei nº 12.348, de 15 de dezembro de 2010.
10.666, de 08 de maio de 2003, alterada pelo art. 11 da Lei nº 12.348, de 15 de dezembro de 2010.
Parágrafo único. Para calcular o passivo de estoque, multiplicase o
valor do pró-rata mensal, pelo número de meses e dias existentes no
período compreendido entre a Data de Início do Benefício - DIB e a data
de 5 de maio de 1999, data da Lei nº 9.796, de 1999, ou na data da
cessação, se ocorrida em data anterior.
Art. 488. O passivo de fluxo corresponde aos valores
devidos pelo regime de origem ao regime instituidor (RGPS ou RPPS) a
título de compensação previdenciária referente ao período compreendido
de 6 de maio de 1999 até a data do primeiro pagamento da compensação
previdenciária, ou até a data de cessação do benefício, conforme o caso,
observado o prazo prescricional fixado no art. 1º do Decreto nº 20.910,
de 6 de janeiro de 1932.
§ 1º Para cálculo do passivo de fluxo, multiplica-se o prórata mensal
pelo número de meses e dias contados a partir de 6 de maio de 1999 até a
data da concessão da compensação previdenciária ou até a data da
cessação do benefício que gerou a concessão, conforme o caso.
§ 2º Apenas as parcelas relativas ao fluxo de compensação, apuradas a
partir da DIB, serão devidas aos benefícios concedidos a partir de 6 de
maio de 1999.
Art. 489. O repasse do fluxo mensal de compensação
previdenciária entre regimes poderá ser suspenso quando o credor deixar
de decidir ou decidir processos em quantidade proporcionalmente inferior
aos decididos pelo devedor,
Considerando-se os requerimentos protocolados há mais de noventa dias.
Parágrafo único. O fluxo normal da compensação previdenciária será
restabelecido no mês imediato à correção da proporção da análise dos
processos.
Art. 490. Os requerimentos de compensação
previdenciária apresentados pelo RPPS deverão serão analisados, pelo
INSS em cada Gerência Executiva, observando-se a ordem cronológica de
apresentação.
CAPÍTULO IX
DAS DISPOSIÇÕES DIVERSAS RELATIVAS AOS BENEFÍCIOS E SERVIÇOS
Seção I
Das Disposições Gerais
Art. 491. Mediante senha eletrônica o cidadão poderá
ter acesso às informações referentes aos dados cadastrais, vínculos,
remunerações ou contribuições e eventos previdenciários, constantes do
CNIS, no sítio da Previdência Social www.previdencia.gov.br, além de
outros serviços que porventura vierem a ser disponibilizados por este
meio.
Parágrafo único. O cadastro da senha será efetuado pelo segurado ou seu
representante legal, mediante procuração pública ou particular,
assinando termo de responsabilidade conforme modelo Anexo XXXII.
Art. 492. As certidões de nascimento, casamento e
óbito devidamente expedidas por órgão competente e dentro dos requisitos
legais, não poderão ser questionadas, sendo documentos dotados de fé
pública, conforme o contido nos arts. 217 e 1.604 do Código Civil,
cabendo ao INSS produzir prova em contrário, se comprovada a existência
de erro ou falsidade do registro.
§ 1º O fato de constar na certidão de nascimento a mãe como declarante não é óbice para a concessão do benefício requerido, devendo ser observadas as demais condições.
§ 2º Na hipótese de apresentação de Certidão de Nascimento e/ou Óbito
com dados incompletos quando do requerimento de benefícios deverá ser
adotado o seguinte procedimento:
I - no caso de Certidão de Nascimento em que conste, pelo menos, o ano
de nascimento do filiado, considera-se para fins de registro
administrativo a data de nascimento como sendo o último dia do ano e,
caso contenha o mês e o ano, mas não o dia, considera-se para fins de
registro administrativo o último dia daquele mês;
II - no caso de Certidão de Óbito em que não conste a data do evento,
considerar-se-á como data do óbito a data da lavratura de Certidão; e
III - aplica-se o disposto no inciso I para o caso de Certidão de Óbito em que a data do evento esteja incompleta.
Seção II
Da Tutela, Curatela e Guarda Legal, Guarda e Administração Provisória
Art. 493. O beneficiário, civilmente incapaz, será
representado pelo tutor nato, detentor da guarda, tutor, curador ou
administrador provisório, de acordo com os seguintes conceitos:
I - tutela é a instituição estabelecida por lei para proteção dos
menores, cujos pais faleceram, foram considerados ausentes ou decaíram
do poder familiar;
II - curatela é o encargo conferido a uma pessoa para que, segundo
limites legalmente estabelecidos, cuide dos interesses de alguém que não
possa livremente administrá-los, estando, assim, sujeitos à interdição,
na forma do Código Civil, incluindo-se os menores de dezoito anos se
assim declarados por sentença judicial;
III - guarda é um dos atributos do poder familiar que consiste no
direito definido em juízo, quando necessário, de um dos pais, ambos ou
terceiro ficar com a responsabilidade de ter o menor em sua companhia; e
IV - administrador provisório é o herdeiro necessário, observado o § 3º
deste artigo, ou o representante de entidade de atendimento de que
trata o art. 92 do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, que
representa o beneficiário enquanto não for finalizado processo judicial
de tutela ou curatela.
§ 1º A tutela, a curatela e a guarda legal, ainda que provisórios,
serão sempre declarados por decisão judicial, servindo, como prova de
nomeação do representante legal, o ofício encaminhado pelo Poder
Judiciário à unidade do INSS.
§ 2º Não caberá ao INSS fazer exigência de interdição do beneficiário,
seja ela total ou parcial, consistindo ônus dos pais, tutores, cônjuge,
de qualquer parente, ou do Ministério Público, conforme art. 1.768 do
Código Civil.
§ 3º Especificamente para fins de pagamento ao administrador
provisório, são herdeiros necessários, na forma do art. 1.845 do Código
Civil, os descendentes (filho, neto, bisneto), os ascendentes (pais,
avós) e o cônjuge.
§ 4º Aquele que apresentar guarda, tutela ou curatela com prazo
determinado, expresso no documento, deverá ser considerado definitivo.
§ 5º O administrador provisório poderá requerer benefício, sendo-lhe
autorizado o recebimento do valor mensal do benefício, exceto o previsto
no art. 495, durante o prazo de validade de seu mandato, que será de
seis
meses a contar da assinatura do termo de compromisso firmado no ato de seu cadastramento, conforme Anexo XLIX.
meses a contar da assinatura do termo de compromisso firmado no ato de seu cadastramento, conforme Anexo XLIX.
Art. 494. O dirigente de entidade de atendimento de
que tratam os arts. 90 e 92 do Estatuto da Criança e do Adolescente -
ECA, na qualidade de guardião da criança ou adolescente abrigado, será
autorizado a representar os menores sob sua guarda, mediante a
apresentação dos seguintes documentos:
I - guia de acolhimento institucional familiar, devidamente preenchida e
assinada pela autoridade judiciária conforme Anexo XVII;
II - comprovação da qualidade de dirigente da entidade;
III - documento de identificação pessoal, em que conste seu CPF; e
IV - declaração de permanência nos moldes do Anexo XVIII, renovada a cada seis meses.
Art. 495. O recebimento do benefício de titular
civilmente incapaz será realizado por um dos representantes elencados no
art. 493.
§ 1º O pagamento de benefícios ao administrador provisório será
realizado enquanto encontrar-se vigente o mandato, conforme § 5º do art.
493.
§ 2º A prorrogação, além do prazo de seis meses, dependerá da
comprovação, pelo administrador provisório, do andamento do respectivo
processo judicial de representação civil.
§ 3º O pagamento de atrasados referente à concessão, revisão ou
reativação de benefícios, somente poderá ser realizado quando o
requerente apresentar o termo de guarda, tutela ou curatela, ainda que
provisórios, expedido pelo juízo responsável pelo processo.
§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo aos casos de guarda legal de menor incapaz, concedidas no interesse destes.
§ 5º O representante de entidade de atendimento, de que trata o art. 92
do Estatuto da Criança e do Adolescente, para fins de renovação da
condição de administrador provisório, deverá apresentar os documentos
citados no art. 494, atualizados a cada seis meses.
Art. 496. No caso de tutor nato civilmente incapaz,
este será substituído em suas atribuições para com o beneficiário menor
incapaz por seu representante legal até o momento de adquirida (ou
recuperada) sua capacidade civil, dispensando-se, neste caso, nomeação
judicial.
Art. 497. O detentor da guarda, o curador, e o tutor,
devidamente designados por ordem judicial, poderão outorgar mandato a
terceiro, observadas as regras gerais de outorga de procuração, salvo
previsão expressa em contrário no termo judicial.
Seção III
Da Procuração
Subseção I
Da Procuração para Requerimentos
Art. 498. Procuração é o instrumento de mandato em
que alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos ou
administrar interesses.
Art. 499. O instrumento de mandato poderá ser público ou particular, preferencialmente nos moldes do Anexo IV.
Parágrafo único. Na hipótese de outorgante ou outorgado não alfabetizado se exige a forma pública.
Art. 500. Todas as pessoas capazes, no gozo dos direitos civis, são aptas para outorgar ou receber mandato, excetuando-se:
I - os incapazes para os atos da vida civil, ressalvado o menor entre dezesseis e dezoito anos não emancipado, que poderá ser apenas o outorgado (procurador), conforme o inciso II do art. 160 do RPS e o art. 666 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002; e
II - os servidores públicos civis e militares em atividade somente
poderão representar o cônjuge, o companheiro e/ou parentes até o segundo
grau, observado que, em relação aos de primeiro grau, será permitida a
representação múltipla.
§ 1º São parentes em primeiro grau os pais e os filhos e, em segundo grau, os netos, os avós e os irmãos.
§ 2º Para fins exclusivos de representação, são companheiros aqueles assim declarados no próprio instrumento de mandato.
Art. 501. Nos instrumentos de mandato público ou
particular deverão constar os seguintes dados do outorgante e do
outorgado, conforme modelo de procuração do Anexo IV:
I - identificação e qualificação do outorgante e do outorgado;
II - endereço completo;
III - objetivo da outorga;
IV - designação e a extensão dos poderes;
V - data e indicação da localidade de sua emissão;
VI - informação de viagem ao exterior, quando for o caso; e
VII - indicação do período de ausência quando inferior a doze meses, que servirá como prazo de validade da procuração.
§ 1º A procuração outorgada no exterior, para produzir efeito junto ao
INSS, deverá ser legalizada na Repartição Consular Brasileira no país
onde o documento foi emitido, exceto para os países:
I - França, que será dispensada a legalização ou qualquer formalidade
análoga, conforme o disposto no artigo 23 do Decreto nº 3.598, de 12 de
setembro de 2000; e
II - Argentina, que será legalizada apenas pelo respectivo Ministério
das Relações Exteriores, não havendo necessidade de ser submetida à
legalização consular, conforme Acordo sobre Simplificação de
Legalizações em Documentos Públicos, publicado no DOU nº 77, de 23 de
abril de 2004.
§ 2º A procuração emitida em idioma estrangeiro, particular ou pública,
será acompanhada da respectiva tradução por tradutor público
juramentado.
§ 3º Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será
exigido quando houver dúvida de autenticidade do instrumento.
§ 4º Para benefícios pagos através de conta de depósito (conta-corrente
e conta - poupança), o cadastramento de procurador somente terá efeito
para a realização de atos junto ao INSS, exceto a comprovação de vida,
que será realizada na rede bancária.
Art. 502. A procuração deverá ser apresentada no
início do atendimento e, quando formalizado processo, será anexada aos
autos acompanhada de cópia do documento de identificação do procurador.
§ 1º Será exigida a apresentação do documento de identificação do outorgante quando:
I - a procuração for particular sem firma reconhecida; ou
II - houver divergência de dados cadastrais entre o CNIS e a procuração.
§ 2º Quando se tratar de procuração pública com amplos poderes, deverá ser anexado ao processo cópia autenticada por servidor, sendo o original restituído ao interessado.
Art. 503. Cessa o mandato:
I - pela revogação ou renúncia;
II - pela morte ou interdição de uma das partes; ou
III - pelo término do prazo de validade ou conclusão do feito para o qual fora designado o procurador.
§ 1º A emissão de nova procuração, com os mesmos poderes, revoga a anterior.
§ 2º Presume-se válida a procuração perante o INSS enquanto não houver
ciência a respeito das ocorrências previstas neste artigo,
independentemente da data de emissão.
Art. 504. O procurador deverá assinar o "Termo de
Responsabilidade", descrito no Anexo IV, exceto nas situações em que não
houver formalização de processo, comprometendo-se a comunicar ao INSS
quaisquer eventos que possam anular a procuração.
Art. 505. É permitido o substabelecimento da procuração sempre que constar poderes para tal no instrumento originário.
Subseção II
Da Procuração para Recebimento de Valores
Art. 506. Para recebimento do benefício, o titular
poderá ser representado por procurador que apresente mandato com poderes
específicos nos casos de:
I - ausência;
II - moléstia contagiosa; ou
III - impossibilidade de locomoção.
§ 1º Para o cadastramento da procuração deverá ser observado que:
I - a comprovação da ausência será feita mediante declaração escrita do
outorgante contendo se a viagem é dentro país ou exterior e o período
de ausência, que poderá ser suprida pelo preenchimento do campo
específico do Anexo IV, sendo nos casos em que o titular já estiver no
exterior, apresentar o atestado de vida (prazo de validade de 90 dias a
partir da data de sua expedição) legalizado pela autoridade brasileira
competente;
II - a procuração outorgada por motivo de moléstia contagiosa será acompanhada de atestado médico que comprove tal situação;
III - a procuração outorgada por motivo de impossibilidade de locomoção será acompanhada de:
a) atestado médico que comprove tal situação;
b) atestado de recolhimento à prisão, emitido por autoridade competente, nos casos de privação de liberdade; ou
c) declaração de internação em casa de recuperação de dependentes químicos, quando for o caso.
§ 2º Os documentos que acompanham a procuração, previstos no inciso III
do § 1º deste artigo, deverão ser emitidos há, no máximo, trinta dias
da data de solicitação de inclusão do procurador.
Art. 507. Os efeitos da procuração cadastrada para
recebimento de benefícios vigoram por até doze meses, podendo ser
renovados dentro do prazo estabelecido, mediante comparecimento do
procurador para firmar novo termo de compromisso e, conforme o caso,
apresentação do atestado
médico ou dos demais documentos elencados nas alíneas do inciso III do § 1º do art. 506, observadas as disposições acerca da cessação do mandato previstas no art. 503, dispensando a apresentação de um novo mandato.
médico ou dos demais documentos elencados nas alíneas do inciso III do § 1º do art. 506, observadas as disposições acerca da cessação do mandato previstas no art. 503, dispensando a apresentação de um novo mandato.
Parágrafo único. Quando se tratar de renovação de procuração outorgada
por motivo de viagem ao exterior, será exigida apresentação de atestado
de vida (prazo de validade de noventa dias a partir da data de sua
expedição) legalizado pela autoridade brasileira competente,
alterando-se os parâmetros de Imposto de Renda do benefício, somente
quando ultrapassar o período de doze meses.
Art. 508. O titular de benefício residente em país
para o qual o Brasil não remeta pagamentos de benefícios, ou que optar
pelo recebimento no Brasil, deverá nomear procurador, de forma que o
recebimento dos valores ficará vinculado à apresentação da procuração.
Art. 509. Quando houver dúvidas quanto ao atestado
médico, atestado de recolhimento à prisão ou declaração de internação em
casa de recuperação de dependentes químicos, o servidor deverá adotar
medidas administrativas para verficar a autenticidade do documento.
Art. 510. Para recebimento de benefício somente será
aceita a constituição de procurador com mais de uma procuração ou
procurações coletivas nos casos de representantes credenciados de
leprosários, sanatórios, asilos e outros estabelecimentos congêneres, ou
nos casos de parentes de até primeiro grau, conforme definição do § 1º
do art. 500.
Seção IV
Do Pagamento dos Benefícios
Subseção I
Das Opções de Recebimento de Benefício
Art. 511. Os pagamentos dos Benefícios de Prestação Continuada não poderão ser antecipados.
§ 1º Excepcionalmente, nos casos de estado de calamidade pública
decorrente de desastres naturais, reconhecidos por ato do Governo
Federal, o INSS poderá, nos termos de ato do Ministro de Estado da
Previdência Social, antecipar aos beneficiários domiciliados nos
respectivos municípios:
I - o cronograma de pagamento dos benefícios de prestação continuada
previdenciária e assistencial, enquanto perdurar o estado de calamidade;
e
II - o valor correspondente a uma renda mensal do benefício devido,
excetuados os temporários, mediante opção dos beneficiários.
§ 2º O valor antecipado de que trata o inciso II do § 1º deste artigo
será ressarcido de forma parcelada, mediante desconto da renda do
benefício, para esse fim equiparado ao crédito de que trata o inciso II
do caput do art. 154 do RPS, nos termos do ato a que se refere o § 1º
deste artigo.
Art. 512. O pagamento será efetuado diretamente ao
titular do benefício, ou, no seu impedimento, ao seu representante legal
ou procurador especificamente designado, salvo nos casos de benefícios
vinculados a empresas acordantes.
Parágrafo único. O titular do benefício, após dezesseis anos de idade,
poderá receber o pagamento independentemente da presença dos pais ou
tutor.
Art. 513. A transferência do benefício entre órgãos
mantenedores deverá ser formalizada junto a APS mais próxima da nova
localidade onde residir o beneficiário.
§ 1º O segurado que estiver em mudança de residência, para um dos países com os quais o Brasil mantém Acordo de Previdência Social, poderá solicitar a transferência de seu benefício para recebimento naquele país, desde que exista mecanismo de remessa de pagamento para o país pretendido. Nesta situação, o benefício será transferido para a Agência de Previdência Social de Atendimento Acordos Internacionais competente.
§ 2º O beneficiário vinculado à empresa acordante poderá solicitar a
transferência de seu benefício para qualquer modalidade de pagamento ou
localidade, em caso de mudança de residência, devendo a APS mantenedora
comunicar imediatamente à referida empresa.
§ 3º A solicitação de transferência de agência mantenedora ocasiona o
bloqueio automático, por 60 (sessenta) dias, para inclusão de
consignações de operações financeiras no benefício, podendo ser
desbloqueado a qualquer tempo, mediante solicitação única e
exclusivamente do titular ou seu representante legal.
Art. 514. Os valores devidos a título de salário-família serão efetuados de acordo com os arts. 360 à 363.
Art. 515. O pagamento dos benefícios obedecerá aos seguintes critérios:
I - com renda mensal superior a um salário mínimo, do primeiro ao
quinto dia útil do mês subsequente ao de sua competência, observada a
distribuição proporcional do número de beneficiários por dia de
pagamento; e
II - com renda mensal no valor de até um salário mínimo, serão pagos no
período compreendido entre o quinto dia útil que anteceder o final do
mês de sua competência e o quinto dia útil do mês subsequente, observada
a distribuição proporcional dos beneficiários por dia de pagamento.
§ 1º Para os beneficiários que recebem dois ou mais benefícios vinculados ao mesmo NIT, deverá ser observado o seguinte:
I - se cada um dos benefícios tiver a renda mensal no valor de até um salário mínimo, haverá antecipação de pagamento, conforme inciso II do
caput; e
II - se pelo menos um dos benefícios tiver a renda mensal no valor
superior a um salário mínimo, o pagamento será efetuado nos cinco
primeiros dias úteis do mês subsequente ao da competência.
§ 2º Para os efeitos deste artigo, considera-se dia útil aquele de expediente bancário com horário normal de atendimento.
§ 3º No caso de benefício pago por meio de conta de depósitos, tendo o
INSS tomado conhecimento de fatos que levem à sua cessação com data
retroativa, deverá a APS comunicar imediatamente à instituição
financeira para bloqueio dos valores, proceder ao levantamento daqueles
creditados após a data da efetiva cessação e emitir GPS ao órgão
pagador, por meio de ofício.
§ 4º Independentemente da modalidade de pagamento, será obrigatória a
inclusão do número do Cadastro de Pessoa Física-CPF do titular, do
representante legal e do procurador no Sistema Informatizado de
Benefícios.
§ 5º O titular de benefício de aposentadoria, qualquer que seja a sua
espécie, ou de pensão por morte, conforme o Decreto nº 5.180, de 13 de
agosto de 2004, poderá autorizar, de forma irrevogável e irretratável,
que a instituição financeira na qual receba seu benefício retenha
valores para pagamento mensal de operações financeiras (empréstimos,
financiamentos, etc.), por ela concedida para fins de amortização.
Art. 516. Os benefícios poderão ser pagos por meio de cartão magnético, conta de depósito (conta corrente ou poupança) em nome do titular do benefício, ou através de provisionamento no órgão pagador - OP da empresa acordante, previamente cadastrado no momento da celebração do acordo.
§ 1º O pagamento através de cartão magnético será um procedimento
usual, não sendo permitida, neste caso, ao beneficiário a opção pelo
banco de recebimento.
§ 2º No momento da inclusão do benefício na base de dados do sistema
informatizado, o crédito do beneficiário será direcionado à rede
bancária de acordo com as regras definidas em contrato firmado entre o
INSS e as instituições financeiras.
§ 3º O pagamento poderá se realizar através de conta de depósitos
(conta corrente ou poupança), por opção do beneficiário/representante
legal assinada, conforme Anexo X, desde que a instituição financeira
esteja dentre aquelas que possuem contrato firmado junto ao INSS,
conforme regras vigentes.
§ 4º No caso de benefício com representante legal, a conta bancária
deverá estar em nome do titular do benefício ou ser em conjunto com o
representante.
§ 5º Nos pagamentos realizados através de empresa acordante, o valor
referente a cada beneficiário vinculado à respectiva empresa recebe a
denominação de provisionamento, sendo este direcionado para o OP da
mesma e, nessa modalidade a empresa é responsável pelo repasse dos
valores aos beneficiários.
Subseção II
Da Comprovação de Vida
Art. 517. Para efeito de manutenção de pagamento dos
benefícios, deverá ser realizada anualmente pelos recebedores de
benefícios do INSS junto a rede bancária, a comprovação de vida dos
beneficiários.
§ 1º A comprovação de vida e renovação de senha, preferencialmente,
deverão ser efetuadas pelo titular do beneficio, mediante identificação
por funcionário da instituição financeira de pagamento ou por sistema
biométrico em equipamento de auto-atendimento que disponha dessa
tecnologia.
§ 2º Na impossibilidade do comparecimento do titular, o previsto no §
1º poderá ser realizado pelo representante legal ou pelo procurador do
beneficiário devidamente cadastrado no INSS.
§ 3º Para beneficiários residentes no exterior, a comprovação de vida será realizada conforme o art. 655.
Subseção III
Da Liberação de Valores em Atraso e da Atualização Monetária
Art. 518. Para processos despachados, revistos ou
reativados a partir de 31 de dezembro de 2008, data da publicação do
Decreto nº 6.722, de 2008, observar:
I - o pagamento de parcelas relativas a benefícios efetuado com atraso,
independentemente de ocorrência de mora e de quem lhe deu causa, deve
ser corrigido monetariamente desde o momento em que restou devido, pelo
mesmo índice utilizado para os reajustamentos dos benefícios do RGPS,
apurado no período compreendido entre o mês que deveria ter sido pago e o
mês do efetivo pagamento, observada a prescrição;
II - nos casos de revisão sem apresentação de novos elementos, a correção monetária incidirá sobre as parcelas em atraso não prescritas, desde a DIP;
III - nas revisões com apresentação de novos elementos a correção
monetária incidirá sobre as diferenças apuradas a partir da Data do
Pedido da Revisão - DPR, data a partir da qual são devidas as diferenças
decorrentes da revisão;
IV - para os casos de reativação, incidirá atualização monetária,
competência por competência, levando em consideração a data em que o
crédito deveria ter sido pago, pelos mesmos índices do inciso I deste
artigo;
V - para os casos em que houver emissão de pagamento de competências
não recebidas no prazo de validade, o pagamento deverá ser emitido com
atualização monetária, a qual incidirá a partir da data em que o crédito
deveria ter sido pago, pelos mesmos índices do inciso I deste artigo; e
VI - se o primeiro pagamento do benefício for efetuado após 45 dias da
data de apresentação, pelo segurado, da documentação necessária a sua
concessão, os valores devidos serão corrigidos pelos mesmos índices do
inciso I deste artigo.
Art. 519. Em cumprimento ao art. 178 do RPS, o
pagamento mensal de benefícios de valor superior a vinte vezes o limite
máximo de salário de contribuição deverá ser autorizado expressamente
pelo Gerente Executivo, observada a análise da Divisão ou Serviço de
Benefícios.
Art. 520. Os créditos relativos a pagamento de
benefícios, cujos valores se enquadrem na alçada do Gerente Executivo,
serão conferidos e revisados criteriosamente pela APS que, concluindo
pela regularidade dos créditos, instruirá o processo com despacho
fundamentado, observando o contido nos § § 1º a 6º deste artigo,
procedendo, após, o encaminhamento aos Serviços/Seções vinculadas à
Divisão/Serviço de Benefícios que emitirão despacho conclusivo quanto à
regularidade para autorização do pagamento por parte do Gerente
Executivo.
§ 1º As Divisões/Serviços de Benefícios, Serviços/Seções de
Reconhecimento de Direitos, Serviços/Seções de Manutenção e APS,
deverão:
I - verificar o direito ao benefício, conferindo os dados existentes no sistema CNIS com as informações constantes do processo;
II - verificar a correta formalização e instrução, observada a ordem lógica e cronológica de juntada dos documentos;
III - conferir os procedimentos e as planilhas de cálculos com os valores devidos e recebidos;
IV - elaborar despacho historiando as ações no processo, bem como esclarecendo o motivo da fixação da DIP;
V - priorizar a emissão de novo PAB, se for o caso, com a devida
correção dos créditos até a data de sua efetiva liberação, para aqueles
processos que contarem com fundamentação e conclusão definitiva; e
VI - quando se tratar de benefícios implantados em decorrência de
decisão judicial, no que se refere à documentação necessária, deverá ser
cumprido o disciplinado em ato normativo especifico.
§ 2º Quando se tratar de revisão de pensão ou aposentadoria precedida
de outro benefício, o respectivo processo deverá ser apensado ao da
pensão e/ou aposentadoria.
§ 3º Inexistindo o processo que precede a aposentadoria ou a pensão, e, na impossibilidade de realizar a sua reconstituição, deverão ser juntadas a ficha de benefício em manutenção, quando houver, e anexadas as informações dos sistemas informatizados da Previdência Social e outros documentos que possam subsidiar a análise.
§ 4º Ressalvado o disposto no art. 566, observar nos casos de revisão,
em cumprimento à legislação previdenciária, se foi aplicada a prescrição
quinquenal e a correção monetária das diferenças apuradas para fins de
pagamento ou consignação, observando-se a data do primeiro pedido da
revisão.
§ 5º Independente do solicitante (segurado ou administração), as
revisões requeridas até cinco anos a contar da DDB, terão os efeitos
financeiros assegurados desde a DIP.
Subseção IV
Do Resíduo
Art. 521. O valor devido até a data do óbito e não
recebido em vida pelo segurado será pago aos seus dependentes
habilitados à pensão por morte, independentemente de inventário ou de
arrolamento.
§ 1º Inexistindo dependentes habilitados à pensão por morte, na forma
do caput, o pagamento será realizado mediante autorização judicial ou
pela apresentação de partilha por escritura pública, observadas as
alterações implementadas na Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 e
alterada pela Lei nº 11.441, de 4 de janeiro de 2007.
§ 2º Havendo mais de um herdeiro, o pagamento poderá ser efetuado a
apenas um deles, mediante declaração de anuência dos demais.
Seção V
Da Consignação
Art. 522. Consignação é uma forma especial ou
indireta de pagamento, meio pelo qual o devedor, titular de benefício,
possui para extinguir uma obrigação de pagamento junto ao INSS e/ou a
terceiros, comandada por meio de desconto em seu benefício.
§ 1º As consignações classificam-se em descontos obrigatórios, eletivos e por determinação judicial.
§ 2º São considerados descontos obrigatórios aqueles determinados por lei:
I - as contribuições à Previdência Social;
II - os pagamentos de benefícios indevidos ou além do devido;
III - o Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF; e
IV - pensão de alimentos.
§ 3º São considerados descontos eletivos aqueles que dependem de expressa vontade do titular do benefício, entre outros:
I - consignação em aposentadoria ou pensão por morte, para pagamento de
operações financeiras contratadas pelo titular do benefício em favor de
instituição financeira, conforme estipulado em normativos específicos; e
II - as mensalidades de associações e de demais entidades de
aposentados legalmente reconhecidas, desde que autorizadas por seus
filiados.
§ 4º Os descontos oriundos de determinação judicial deverão ser
processados pelo INSS, nos termos definidos judicialmente, observada a
margem consignável disponível no benefício.
§ 5º Não sendo possível a implantação de consignação em decorrência da ausência ou insuficiência de margem consignável, deverá ser comunicado o fato através de ofício ao respectivo juízo ou solicitante.
§ 6º O limite para consignação de débitos junto ao benefício,
obrigatórios, eletivos ou por determinação judicial, quando acumulados, é
de 100% do valor da renda mensal do benefício, devendo ser observados,
para os casos de consignações decorrentes de empréstimos bancários e de
valores recebidos indevidamente, os limites estabelecidos pelos
normativos vigentes.
§ 7º As consignações de caráter obrigatório prevalecem sobre as de
caráter eletivo, sendo que, entre as obrigatórias, observar-seá a
cronologia da implantação, salvo disposição em contrário.
§ 8º Os pagamentos retroativos, por não versarem obrigações mensais de
valor fixo insuscetíveis de cobrança confiscatória, não se sujeitam a
qualquer limite percentual no tocante à quitação de débitos do
beneficiário para com o INSS, podendo ser, para tanto, retidos em sua
integralidade.
§ 9º O acréscimo do valor de consignação, decorrente do aumento da
margem do benefício, somente ocorrerá mediante anuência expressa do
beneficiário.
Subseção I
Dos Descontos em Benefícios
Art. 523. O INSS pode descontar da renda mensal do benefício:
I - as contribuições devidas pelo segurado à Previdência Social, observado o contido no art. 522;
II - os pagamentos de benefícios com valores indevidos, observado o
disposto nos § § 2º ao 5º do art. 154 do RPS, devendo cada parcela
corresponder, no máximo, a 30% (trinta por cento) do valor do benefício
em manutenção, podendo o percentual ser reduzido por ato normativo
específico, e ser descontado em número de meses necessários à liquidação
do débito;
III - o Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, observandose que:
a) para cálculo do desconto, aplicam-se a tabela e as disposições
vigentes nas normas estabelecidas pela Receita Federal do Brasil,
b) para cálculo do desconto, no caso de pagamentos acumulados ou
atrasados, aplicam-se as tabelas e as disposições nas normas vigentes e
estabelecidas pela Receita Federal do Brasil, específicas para essas
situações;
c) na forma da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, são isentos de
desconto do IRRF os valores a serem pagos aos beneficiários que estão em
gozo de:
1. auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria por invalidez decorrente de acidente em serviço; e
2. benefícios concedidos a portadores de moléstia profissional,
tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia
maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante,
cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante,
nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteite
deformante), contaminação por radiação, Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida, Fibrose cística (mucoviscidose), hepatopatia grave e Síndrome
de Talidomida;
d) a isenção dos beneficiários portadores das doenças citadas no item 2
da alínea "c" do inciso III deste artigo, deverá ser comprovada
mediante laudo
pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
e) de acordo com o disposto no § 1º do Decreto nº 4.897, de 25 de
novembro de 2003, também estão isentas as aposentadorias e pensões de
anistiados;
f) o desconto do IRRF não incidirá sobre as importâncias pagas como pecúlio de que trata o art. 724;
g) os benefícios mantidos no âmbito dos Acordos de Previdência Social
estão sujeitos a regras do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, por
ocasião do efetivo crédito, obedecendo às instruções expedidas pela
Receita Federal do Brasil e aos Acordos Internacionais existentes com
cada país, para evitar a bitributação e evasão fiscal; e
h) o recolhimento de Imposto de Renda dos benefícios vinculados à
empresas acordantes será efetuado pela mesma, excetuandose aqueles
previstos no Acordo. Nestes casos a emissão dos respectivos comprovantes
será de responsabilidade da empresa acordante, que fornecerá ao
beneficiário a sua declaração anual de rendimentos;
IV - os alimentos decorrentes de sentença judicial, conforme Subseção II desta Seção;
V - consignação em aposentadoria ou pensão por morte, para pagamento de
operações financeiras (empréstimos, financiamentos, operações de
arrendamento mercantil, etc.) contraídos pelo titular do benefício em
favor de instituição financeira;
VI - as mensalidades de associações e de demais entidades de
aposentados legalmente reconhecidas, desde que autorizadas por seus
filiados.
§ 1º O beneficiário deverá ser cientificado, por escrito, dos descontos
efetuados com base nos incisos I e II do caput devendo constar da
comunicação a origem e o valor do débito.
§ 2º Deverão ser compensados no PAB ou na renda mensal de benefício
concedido regularmente e em vigor, ainda que na forma de resíduo, os
valores pagos indevidamente pelo INSS, desde que o recebimento indevido
tenha sido pelo mesmo beneficiário titular do benefício objeto da
compensação, devendo ser observado o prazo de decadência e de
prescrição, referido nos arts. 569 e 573, respectivamente, quando se
tratar de erro administrativo.
Subseção II
Da Pensão Alimentícia
Art. 524. A pensão alimentícia será implantada, em
cumprimento de decisão judicial em ação de alimentos ou dos termos
constantes da escritura, mediante ofício ou apresentação da escritura
pública expedida de acordo com o art. 1.124-A do Código de Processo
Civil, devendo o parâmetro ser consignado no benefício de origem.
§ 1º A pensão alimentícia deverá ser implantada pela unidade do INSS
onde reside(em) o(s) beneficiário(s) ou naquela onde lhe(s) for mais
conveniente.
§ 2º A Data de Início do Pagamento - DIP será a determinada pelo juízo
ou a constante da escritura pública e o seu cumprimento será imediato
pelo INSS, a partir da data do recebimento do ofício ou da apresentação
da escritura pública. Na impossibilidade de cumprimento imediato, por
ausência de dados para implantação da pensão alimentícia, o(a)
interessado(a) e o juízo deverão ser comunicados.
§ 3º A alteração do parâmetro da pensão alimentícia poderá ocorrer por força da apresentação de novo ofício judicial ou escritura pública, sendo a DIP fixada na forma estabelecida no § 2º deste artigo.
§ 4º Quando o termo inicial da consignação no valor do benefício
previdenciário a título de pensão alimentícia não estiver fixado pelo
juízo nem na escritura pública, a implantação da pensão alimentícia será
feita a contar da data do recebimento do ofício ou da apresentação da
escritura pública.
§ 5º Salvo quando expressamente consignado em decisão judicial, os
descontos de pensão alimentícia somente incidirão sobre a mensalidade
reajustada do benefício.
Art. 525. A pensão alimentícia cessa nas seguintes situações:
I - por óbito do titular da pensão alimentícia;
II - pela cessação do benefício de origem; ou
III - por determinação judicial ou escritura pública.
Art. 526. A pensão alimentícia não se caracteriza como benefício.
Parágrafo único. O pagamento de pensão alimentícia será realizado,
preferencialmente, através de conta de depósitos indicada pelo juízo ou
requerente, utilizando-se, para repasse financeiro, do protocolo de
pagamento de benefícios administrados pelo INSS junto à rede bancária.
Subseção III
Das Operações Financeiras Autorizadas pelo Beneficiário
Art. 527. O titular do benefício de aposentadoria ou
pensão por morte poderá autorizar a consignação em benefício para
pagamento de operações financeiras, conforme o estipulado em normativos
específicos e obedecendo aos seguintes critérios:
I - a consignação poderá ser efetivada, desde que:
a) o desconto, seu valor e o respectivo número de prestações a
consignar e reter sejam expressamente autorizados pelo próprio titular
do benefício;
b) a operação financeira tenha sido realizada por instituição
financeira ou pela sociedade de arrendamento mercantil a ela vinculada;
c) a instituição financeira tenha celebrado convênio com o INSS para esse fim; e
d) o valor do desconto não exceda, no momento da contratação, a 30%
(trinta por cento) o valor disponível do benefício, excluindo
Complemento Positivo - CP, PAB, e décimo terceiro salário,
correspondente à última competência emitida, constante do Histórico de
Créditos - HISCRE - Sistema de Benefícios;
II - entende-se por valor disponível do benefício, aquele apurado após as deduções das seguintes consignações:
a) pagamento de benefício além do devido;
b) Imposto de Renda;
c) pensão alimentícia;
d) mensalidades de associações e demais entidades de aposentados legalmente reconhecidas; e
e) oriundas de decisão judicial;
III - as consignações não se aplicam aos benefícios:
a) concedidos nas regras de Acordos de Previdência Social, para os segurados residentes no exterior;
b) pagos a título de pensão alimentícia;
c) assistenciais, inclusive os decorrentes de leis específicas;
d) recebidos por meio de representante legal do segurado: dependente tutelado ou curatelado;
e) pagos por intermédio da empresa acordante; e
f) pagos por intermédio de cooperativas de créditos que não possuam contratos para pagamento e arrecadação de benefícios.
Parágrafo único. O empréstimo poderá ser concedido por qualquer
instituição consignatária, independentemente de ser ou não responsável
pelo pagamento de benefícios.
Seção VI
Da Acumulação de Benefício
Art. 528. Salvo no caso de direito adquirido, não é
permitido o recebimento conjunto dos seguintes benefícios, inclusive
quando decorrentes de acidentes do trabalho:
I - aposentadoria com auxílio-doença;
II - auxílio-acidente com auxílio-doença, do mesmo acidente ou da mesma doença que o gerou;
III - renda mensal vitalícia com qualquer outra espécie de benefício da Previdência Social;
IV - pensão mensal vitalícia de seringueiro (soldado da borracha), com
qualquer outro Benefício de Prestação Continuada mantido pela
Previdência Social;
V - auxílio-acidente com aposentadoria, quando a consolidação das
lesões decorrentes de acidentes de qualquer natureza ou o preenchimento
dos requisitos da aposentadoria sejam posteriores às alterações
inseridas no § 2º do art. 86º da Lei nº 8.213, de 1991, pela Medida
Provisória nº 1.596-14, convertida na Lei nº 9.528, de 1997;
VI - mais de uma aposentadoria, exceto com DIB anterior a janeiro de
1967, de acordo com o Decreto-Lei nº 72, de 21 de novembro de 1966;
VII - aposentadoria com abono de permanência em serviço;
VIII - salário-maternidade com auxílio-doença ou saláriomaternidade com
aposentadoria por invalidez, observado o disposto no § 4º do art. 342;
IX - mais de um auxílio-doença, inclusive acidentário;
X - mais de um auxílio-acidente;
XI - mais de uma pensão deixada por cônjuge ou companheiro, facultado o
direito de opção pela mais vantajosa, exceto se o óbito tenha ocorrido
até 28 de abril de 1995, véspera da publicação da Lei nº 9.032, de 1995,
período em que era permitida a acumulação, observado o disposto no art.
359;
XII - pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro com
auxílio-reclusão de cônjuge ou companheiro, para evento ocorrido a
partir de 29 de abril de 1995, data da publicação da Lei nº 9.032, de
1995, facultado o direito de opção pelo mais vantajoso;
XIII - mais de um auxílio-reclusão de instituidor cônjuge ou
companheiro, para evento ocorrido a partir de 29 de abril de 1995, data
da publicação da Lei nº 9.032, de 1995, facultado o direito de opção
pelo mais vantajoso;
XIV - auxílio-reclusão pago aos dependentes, com auxíliodoença,
aposentadoria ou abono de permanência em serviço ou salário maternidade
do segurado recluso;
XV - seguro-desemprego com qualquer Benefício de Prestação Continuada
da Previdência Social, exceto pensão por morte, auxílio-reclusão,
auxílio-acidente, auxílio-suplementar e abono de permanência em serviço;
XVI - benefício assistencial com benefício da Previdência Social ou de qualquer outro regime previdenciário, exceto:
a) espécie 54 - Pensão Indenizatória a Cargo da União;
b) espécie 56 - Pensão Especial aos Deficientes Físicos Portadores da Síndrome da Talidomida - Lei nº 7.070, de 1982;
c) espécie 60 - Benefício Indenizatório a Cargo da União;
d) espécie 89 - Pensão Especial aos Dependentes das Vítimas da Hemodiálise - Caruaru - PE - Lei nº 9.422, de 1996; e
e) espécie 96 - Pensão Especial (Hanseníase) - Lei nº 11.520, de 2007; e
XVII - auxílio-suplementar com aposentadoria ou auxíliodoença,
observado quanto ao auxílio-doença o ressalvado no disposto no § 3º
deste artigo.
§ 1º A partir de 13 de dezembro de 2002, data da publicação da MP nº
83, de 2002, convalidada pela Lei nº 10.666, de 2003, o segurado
recluso, que contribuir na forma do § 6º do art. 116 do RPS, não faz jus
aos benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria durante a
percepção, pelos dependentes, do auxílio-reclusão, sendo permitida a
opção, desde que manifestada, também, pelos dependentes, pelo benefício
mais vantajoso.
§ 2º Salvo nos casos de aposentadoria por invalidez ou especial,
observado quanto a última, o disposto no parágrafo único do art. 69 do
RPS, o retorno do aposentado à atividade não prejudica o recebimento de
sua aposentadoria, que será mantida no seu valor integral.
§ 3º Se, em razão de qualquer outro acidente ou doença, o segurado
fizer jus a auxílio-doença, o auxílio-suplementar ou auxílio acidente
será mantido, concomitantemente com o auxílio-doença e, quando da
cessação deste será:
I - mantido, se não for concedido novo benefício; ou
II - cessado, se concedido auxílio-acidente ou aposentadoria.
§ 4º O auxílio-suplementar ou auxílio acidente será suspenso até a
cessação do auxílio-doença acidentário concedido em razão do mesmo
acidente ou doença, devendo ser restabelecido após a cessação do novo
benefício ou cessado se concedida aposentadoria.
§ 5º Pelo entendimento exarado no Parecer nº 175/CONJUR-2003, de 18 de
setembro de 2003, do Ministério da Defesa, ratificado pela Nota CJ/MPS
nº 483, de 18 de abril de 2007, os benefícios de ex-combatente podem ser
acumulados com a pensão especial instituída pela Lei nº 8.059, de 4 de
julho de 1990.
§ 6º Comprovada a acumulação indevida na hipótese estabelecida no
inciso XV deste artigo, deverá o fato ser comunicado a órgão próprio do
MTE, por ofício, informando o número do PIS do segurado.
§ 7º É permitida a acumulação dos benefícios previstos no RGPS com o
benefício de que trata a Lei nº 7.070, de 20 de dezembro de 1982,
concedido aos portadores da deficiência física conhecida como "Síndrome
da Talidomida", observado o § 3º do art. 167 do RPS e art. 530.
§ 8º Será permitida ao menor sob guarda a acumulação de recebimento de
pensão por morte em decorrência do falecimento dos pais biológicos com
pensão por morte de um dos seus guardiões, somente quando esta última
ocorrer por determinação judicial.
§ 9º Para benefícios assistenciais iniciados a partir de 18 de novembro
de 2011, será permitida a acumulação com as pensões indenizatórias a
cargo da União, observado o disposto no inciso XVI do caput deste
artigo.
§ 10. Os benefícios de auxílio-acidente com DIB anterior ou igual a 10 de novembro de 1997 acumulado com aposentadoria com DER e DDB entre 14 de setembro de 2009 até 06 de dezembro de 2012, deverão ser mantidos, independentemente da decadência.
Art. 529. É admitida a acumulação de auxílio-doença,
de auxílio-acidente ou de auxílio suplementar, desde que originário de
outro acidente ou de outra doença, com pensão por morte e/ou com abono
de permanência em serviço.
Art. 530. O recebimento da pensão especial hanseníase
não impede o recebimento de qualquer benefício previdenciário, podendo
ser acumulada inclusive com a complementação paga nas aposentadorias
concedidas e mantidas aos ferroviários admitidos até 31 de outubro de
1969, na Rede Ferroviária Federal S/A, bem como com os seguintes
benefícios:
I - Amparo previdenciário por invalidez - trabalhador rural (espécie
11), amparo previdenciário por idade - trabalhador rural (espécie 12),
renda mensal vitalícia por incapacidade (espécie 30) e renda mensal
vitalícia por idade (espécie 40), instituídas pela Lei nº 6.179, de
1974, dada a natureza mista, assistencial e previdenciária desses
benefícios;
II - Pensão especial devida aos portadores da síndrome de talidomida (espécie 56); e
III - Amparo social a pessoa portadora de deficiência (espécie 87) e
amparo social ao idoso (espécie 88) - benefícios assistenciais previstos
na Lei Orgânica da Assistência Social.
Art. 531. Comprovada a acumulação indevida, deverá
ser mantido o benefício concedido de forma regular e cessados ou
suspensos os benefícios irregulares, adotando-se as providências
necessárias quanto à regularização e à cobrança dos valores recebidos
indevidamente, observada a prescrição quinquenal.
Parágrafo único. As importâncias recebidas indevidamente, nos casos de
fraude ou erro da Previdência Social, deverão ser restituídas, observado
o disposto nos § § 2º e 3º do art. 154 do RPS e arts. 612 e 613.
Art. 532. O titular de Benefício de Prestação
Continuada e de renda mensal vitalícia que requerer benefício
previdenciário deverá optar expressamente por um dos dois benefícios,
cabendo ao servidor do INSS prestar as informações necessárias para
subsidiar a decisão do beneficiário sobre qual o benefício mais
vantajoso.
§ 1º A DIP do benefício previdenciário será fixada na DER estabelecida
de acordo com as regras vigentes para fixação da DER do INSS e o
benefício incompatível deverá ser cessado no dia imediatamente anterior.
§ 2º Tratando-se de opção pelo recebimento de pensão por morte, em
razão do disposto nos arts. 74, 79 e 103, todos da Lei nº 8.213, de
1991, deverá ser observado:
I - ocorrendo a manifestação dentro do prazo de trinta dias da data do
óbito, a pensão será devida desde a data do óbito, devendo ocorrer a
devolução dos valores recebidos no benefício assistencial;
II - para o menor antes de completar dezesseis anos e trinta dias, o
pagamento da pensão será devido desde a data do óbito, devendo ocorrer a
devolução dos valores recebidos no benefício assistencial, observado o
disposto no art. 365; e
III - para o absolutamente incapaz submetido à curatela será devida a pensão por morte desde a data do óbito, devendo ocorrer a devolução dos valores recebidos no benefício assistencial.
Art. 533. O titular de benefício previdenciário que
se enquadrar no direito ao recebimento de benefício assistencial será
facultado o direito de renúncia e de opção pelo mais vantajoso, exceto
nos casos de aposentadoria por idade, tempo de contribuição e especial,
haja vista o contido no art. 181-B do RPS.
Parágrafo único. A opção prevista no caput produzirá efeitos
financeiros a partir da DER e o benefício previdenciário deverá ser
cessado no dia anterior a DER do novo benefício.
Art. 534. O direito de opção de que tratam os arts. 532 e 533 poderá ser exercido uma única vez.
Seção VII
Das Informações de Registro Civil
Art. 535. Todos os Cartórios de Registro Civil de
Pessoas Naturais, de acordo com o art. 68 da Lei nº 8.212, de 1991,
estão obrigados a comunicar ao INSS, até o dia dez de cada mês, todos os
óbitos registrados no mês imediatamente anterior ou a inexistência
deles no mesmo período, devendo da relação constar a filiação, a data e o
local de nascimento da pessoa falecida.
§ 1º São de responsabilidade do titular do Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais as informações prestadas ao INSS.
§ 2º A falta de comunicação na época própria, bem como o envio de
informações inexatas, sujeitará o titular à multa prevista no art. 92 da
Lei nº 8.212, de 1991.
§ 3º No caso de não haver sido registrado nenhum óbito, deverá o
Titular do Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais comunicar este
fato ao INSS no prazo estipulado no caput deste artigo.
§ 4º A comunicação deverá ser feita por meio de Sistema Informatizado
de Controle de Óbitos - SISOBI, o qual será substituído gradativamente
pelo Sistema Nacional de Informações de Registro Civil - SIRC.
§ 5º Na comunicação deverão ser enviados, além dos dados referentes à
identificação do Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais, pelo
menos uma das seguintes informações relativas à pessoa falecida:
I - número de inscrição do PIS/PASEP;
II - número de inscrição no INSS, se contribuinte individual, ou número
de benefício previdenciário - NB, se a pessoa falecida for titular de
qualquer benefício pago pelo INSS;
III - número do CPF;
IV - número de registro da Carteira de Identidade e respectivo órgão emissor;
V - número do título de eleitor;
VI - número do registro de nascimento ou casamento, com informação do livro, da folha e do termo; ou
VII - número e série da CTPS.
Art. 536. O Sistema Nacional de Informações de
Registro Civil - SIRC tem a finalidade de captar, processar, arquivar e
disponibilizar dados relativos a registros de nascimento, casamento,
óbito e natimorto, produzidos pelas serventias de registro civil das
pessoas naturais.
§ 1º Os dados atualizados relativos aos registros de óbito serão
disponibilizados eletronicamente, nos termos dos arts. 39 e 41 da Lei nº
11.977, de 7 de julho de 2009, e do art. 68 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.
11.977, de 7 de julho de 2009, e do art. 68 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.
§ 2º O titular da serventia de registro civil de pessoas naturais
deverá inserir no sistema de informações de registro civil, de
preferência diariamente, os dados de óbito registrados no mês, observado
como prazo máximo o dia dez do mês subsequente, na forma definida pelo
comitê gestor.
§ 3º Na hipótese de não haver sido registrado nenhum óbito, deverá o
titular das serventias de registro civil de pessoas naturais comunicar o
fato por meio eletrônico, no prazo previsto no § 2º deste artigo.
§ 4º Os atos registrais referentes a registros de óbito praticados a
partir da vigência da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, ainda não
constantes do sistema de registro eletrônico, deverão ser inseridos no
sistema de informações de registro civil na forma disposta pelo comitê
gestor, observado o art. 39 da Lei nº 11.977, de 2009.
§ 5º Cabe ao INSS o desenvolvimento, a operacionalização e a manutenção
do sistema, observadas as diretrizes e deliberações do comitê gestor.
§ 6º Os dados obtidos por meio desse sistema não substituem certidões
emitidas pelas serventias de registros civis das pessoas naturais.
Seção VIII
Do Recurso
Subseção I
Das Disposições Gerais
Art. 537. Das decisões proferidas pelo INSS poderão
os interessados, quando não conformados, interpor recurso ordinário às
Juntas de Recursos do CRPS.
§ 1º Os titulares de direitos e interesses têm legitimidade para interpor recurso administrativo.
§ 2º Os recursos serão interpostos pelo interessado, preferencialmente,
perante o órgão do INSS que proferiu a decisão sobre o seu benefício,
que deverá proceder a sua regular instrução.
§ 3º O recurso interpõe-se por meio de requerimento no qual o
recorrente deverá expor os fundamentos do pedido de reexame, podendo
juntar os documentos que julgar convenientes.
§ 4º Admitir, ou não, o recurso é prerrogativa do CRPS, sendo vedado ao
INSS recusar o seu recebimento ou sustar-lhe o andamento, exceto nas
hipóteses expressamente disciplinadas no Regimento Interno do CRPS,
aprovado pela Portaria MPS nº 548, de 13 de setembro de 2011.
Art. 538. Das decisões proferidas no julgamento do
recurso ordinário, ressalvadas as matérias de alçada das Juntas de
Recursos, poderão os interessados, quando não conformados, interpor
recurso especial às Câmaras de julgamento, na forma do Regimento Interno
do CRPS.
§ 1º Constituem alçada exclusiva das Juntas de Recurso, não comportando
recurso à instância superior, as seguintes decisões colegiadas:
I - fundamentadas exclusivamente em matéria médica, quando os laudos ou
pareceres emitidos pela Assessoria Técnico Médica da Junta de Recursos e
pelos Médicos Peritos do INSS apresentarem resultados convergentes; ou
II - proferidas sobre reajustamento de benefício em manutenção, em
consonância com os índices estabelecidos em lei, exceto quando a
diferença na Renda Mensal Atual - RMA decorrer de alteração da Renda
Mensal Inicial - RMI.
§ 2º Caso o interessado apresente recurso das decisões de matérias de alçada, deverá a APS recepcionar o requerimento e encaminhar ao Serviço ou a Seção de Reconhecimento de Direitos, para contrarrazões e remessa à Câmara de Julgamento.
Art. 539. Quando houver interposição de recurso do
interessado contra decisão do INSS, o processo deverá ser encaminhado
para a Unidade que proferiu o ato recorrido e, no prazo estabelecido
para contrarrazões, será promovida a reanálise, observando-se que:
I - se a decisão questionada for mantida, serão formuladas as
contrarrazões e o recurso deverá ser encaminhado à Junta de Recursos;
II - em caso de reforma parcial da decisão, o recurso será encaminhado
para a Junta de Recursos para prosseguimento em relação à matéria que
permaneceu controversa; e
III - em caso de reforma total da decisão, deverá ser atendido o pedido
formulado pelo recorrente e o recurso perderá o seu objeto, sendo
desnecessário o encaminhamento ao órgão julgador.
Art. 540. Observadas as competências previstas no
Regimento Interno do INSS, cabe ao Serviço e à Seção de Reconhecimento
de Direitos das Gerências-Executivas interpor recurso especial e
oferecer as contrarrazões às Câmaras de Julgamento do CRPS.
§ 1º Nos termos do parágrafo único do art. 16 do Regimento Interno do
CRPS, o recurso especial somente será interposto pelo INSS quando as
decisões das Juntas de Recursos:
I - violarem disposição de lei, decreto ou portaria ministerial;
II - divergirem de súmula ou de parecer do Advogado Geral da União,
editado na forma da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993;
III - divergirem de pareceres da Consultoria Jurídica do MPS, aprovado pelo Ministro de Estado da Previdência Social; ou
da Procuradoria Federal Especializada - INSS, aprovado pelo
Procurador-Chefe da Procuradoria Federal Especializada - INSS; IV -
divergirem de enunciados editados pelo Conselho Pleno do CRPS;
V - tiverem sido fundamentadas em laudos ou pareceres médicos
divergentes emitidos pela Assessoria Técnico Médica da Junta de Recursos
e pelos Médicos peritos do INSS; e
VI - contiverem vício insanável, considerado como tal as ocorrências elencadas no § 1º do art. 60 do Regimento Interno do CRPS.
§ 2º Não cabe interposição de recurso especial por parte do INSS por motivo diferente daqueles citados no parágrafo anterior.
§ 3º O recurso especial interposto pelo interessado e apresentado na
APS deverá ser imediatamente encaminhado ao Serviço e à Seção de
Reconhecimento de Direitos das Gerências-Executivas para contrarrazões.
Subseção II
Dos Prazos de Recurso
Art. 541. O prazo para interposição de recurso
ordinário e especial, bem como para o oferecimento de contrarrazões, é
de trinta dias, contados de forma contínua, excluindo-se da contagem o
dia do início e incluindo-se o do vencimento.
§ 1º O prazo previsto no caput inicia-se:
I - para apresentação de contrarrazões por parte do INSS, a partir do protocolo do recurso, ou, quando encaminhado por via postal, da data de recebimento na Unidade que proferiu a decisão;
II - para interposição de recurso especial por parte do INSS, a partir
da data da entrada do processo na Unidade competente para apresentação
das razões recursais; ou
III - para os demais interessados, a partir da data da intimação da
decisão ou da ciência da interposição de recurso pela parte contrária.
§ 2º O prazo só se inicia ou vence em dia de expediente normal no órgão
em que tramita o recurso ou em que deva ser praticado o ato.
§ 3º Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte
se o vencimento ocorrer em dia em que não houver expediente ou em que
este for encerrado antes do horário normal.
Art. 542. Expirado o prazo de trinta dias da data em
que foi interposto o recurso sem que haja contrarrazões, os autos serão
imediatamente encaminhados para julgamento pelas Juntas de Recursos ou
Câmara de Julgamento do CRPS, conforme o caso, sendo considerados como
contrarrazões do INSS os motivos do indeferimento.
Art. 543. O recurso intempestivo do interessado deve
ser encaminhado ao respectivo órgão julgador com as devidas
contrarrazões do INSS, apontada a ocorrência da intempestividade.
§ 1º A constatação da intempestividade não impede a revisão de ofício pelo INSS quando incorreta a decisão administrativa.
§ 2º As contrarrazões apresentadas pelo interessado fora do prazo
regulamentar serão remetidas ao local onde o processo se encontra para
que seja feita a juntada.
§ 3º A intempestividade do recurso só poderá ser invocada se a ciência
da decisão observar estritamente o contido no § 2º do art. 28 do
Regimento Interno do CRPS, devendo tal ocorrência ficar devidamente
registrada nos autos.
Subseção III
Da Desistência do Recurso
Art. 544. Em qualquer fase do processo, desde que
antes do julgamento do recurso pelo órgão competente, o recorrente
poderá, voluntariamente, desistir do recurso interposto.
§ 1º A desistência voluntária será manifestada de maneira expressa, por petição ou termo firmado nos autos do processo.
§ 2º Uma vez interposto o recurso, o não cumprimento de exigência pelo
interessado não implica em desistência tácita ou renúncia ao direito de
recorrer, devendo o processo ser julgado no estado em que se encontra.
Art. 545. A propositura, pelo interessado, de ação
judicial que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o
processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na
esfera administrativa e desistência do recurso interposto.
§ 1º Considera-se idêntica a ação judicial que tiver as mesmas partes, a
mesma causa de pedir e o mesmo pedido do processo administrativo.
§ 2º Para identificar a existência da ação judicial, é autorizada a
utilização de qualquer sistema informatizado de consulta processual à
disposição do INSS.
Art. 546. Se for localizada ação judicial com as
mesmas partes, mas os dados disponíveis não puderem firmar a convicção
de que o objeto é idêntico
ao do processo administrativo, o INSS dará prosseguimento ao recurso, cabendo ao CRPS decidir sobre a sua admissibilidade, dispensado o procedimento do artigo seguinte.
ao do processo administrativo, o INSS dará prosseguimento ao recurso, cabendo ao CRPS decidir sobre a sua admissibilidade, dispensado o procedimento do artigo seguinte.
Art. 547. Quando houver comprovação da existência de
ação judicial com o mesmo objeto, o INSS dará ciência ao interessado
para que se manifeste no prazo de trinta dias, observado que:
I - se o interessado não comparecer, ou declarar que se trata de mesmo objeto, o INSS arquivará o processo; ou
II - se o interessado alegar que se trata de objeto diverso, o processo será encaminhado ao órgão julgador.
Art. 548. Caso o conhecimento da propositura da ação
judicial seja posterior ao encaminhamento do recurso ao CRPS, o INSS
observará os seguintes procedimentos:
I - se o recurso ainda não tiver sido julgado, o INSS comunicará o fato
à Junta ou Câmara incumbida da decisão, juntamente com o comprovante da
ação judicial com o mesmo objeto;
II - se o recurso já tiver sido julgado, com decisão favorável ao
interessado, e não houver trânsito em julgado da decisão judicial, o
INSS comunicará o fato à Procuradoria Federal Especializada para
orientação sobre como proceder em relação ao cumprimento da decisão
administrativa; ou
III - se o recurso já tiver sido julgado, e houver decisão judicial
transitada em julgado, a coisa julgada prevalecerá sobre a decisão
administrativa.
Subseção IV
Do Cumprimento dos Acórdãos
Art. 549. É vedado ao INSS escusar-se de cumprir
diligências solicitadas pelo CRPS, bem como deixar de dar efetivo
cumprimento às decisões definitivas daquele colegiado, reduzir ou
ampliar o seu alcance ou executá-las de maneira que contrarie ou
prejudique o seu evidente sentido.
§ 1º É de trinta dias, contados a partir da data de recebimento do
processo na origem, o prazo para cumprimento das decisões do CRPS, sob
pena de responsabilização funcional do servidor que der causa ao
retardamento.
§ 2º A decisão da instância recursal, excepcionalmente, poderá deixar
de ser cumprida se, após o julgamento, for demonstrado pelo INSS ao
interessado que foi deferido outro benefício mais vantajoso, desde que
haja opção expressa do interessado, na forma do art. 688.
Art. 550. Observado o disposto no Regimento Interno
do CRPS, a matéria julgada pela Junta de Recurso em matéria de alçada e
pela Câmara de Julgamento não será objeto de novas discussões por parte
do INSS, ressalvadas as seguintes hipóteses:
I - oposição de embargos de declaração;
II - revisão de acórdão;
III - alegação de erro material; ou
IV - pedido de uniformização de jurisprudência.
§ 1º A revisão de acórdão somente poderá ser suscitada se presentes os
requisitos constantes no art. 60 do Regimento Interno do CRPS, e não
suspende o cumprimento da decisão.
§ 2º Sendo rejeitada pelo órgão julgador a sugestão de revisão de
acórdão, a decisão será mantida nos exatos termos em que foi proferida.
§ 3º Se a revisão de acórdão ocasionar a cessação do benefício concedido em fase de recurso, não será efetuada a cobrança administrativa dos valores já recebidos, exceto:
I - se a revisão se deu em decorrência de fraude, dolo ou máfé do recorrente; ou
II - em relação aos valores recebidos após a ciência da decisão por parte do interessado.
Subseção V
Das Outras Disposições sobre Recursos
Art. 551. Se o INSS verificar, nas decisões recursais, a existência de matéria controversa prevista no art. 309 do RPS, deverá:
I - fazer um relatório circunstanciado da matéria, em abstrato, expondo
o entendimento da autarquia devidamente fundamentado e acompanhado de
cópias das decisões que comprovem a controvérsia; e
II - encaminhar à PFE local, para análise e pronunciamento.
§ 1º Será considerada como matéria controversa a divergência de
interpretação de lei, decreto ou pareceres da Consultoria Jurídica do
MPS, bem como do Advogado Geral da União, entre órgãos ou entidades
vinculadas ao MPS.
§ 2º O exame da matéria controversa de que trata o art. 309 do RPS só
deverá ser evocado em tese de alta relevância, em abstrato, não sendo
admitido para alterar decisões recursais em casos concretos já julgados
em única ou última instância.
Art. 552. O INSS poderá suscitar junto ao Conselho
Pleno do CRPS a uniformização em tese da jurisprudência administrativa
previdenciária, mediante a prévia apresentação de estudo fundamentado
sobre a matéria a ser uniformizada, no qual deverá ser demonstrada a
existência de relevante divergência jurisprudencial ou de jurisprudência
convergente reiterada, nos termos do Regimento Interno do CRPS.
Art. 553. O INSS pode, enquanto não ocorrida a
decadência, reconhecer expressamente o direito do interessado e reformar
sua decisão, independentemente das decisões recursais, observado o
seguinte procedimento:
I - quando o reconhecimento ocorrer após a chegada do recurso no CRPS,
mas antes de qualquer decisão colegiada, a comprovação da reforma da
decisão deverá ser encaminhada ao órgão julgador que decidirá a respeito
da extinção do processo; ou
II - quando o reconhecimento ocorrer após o julgamento pelo CRPS, em
qualquer instância, o INSS deverá encaminhar os autos com a devida
comprovação ao órgão julgador que proferiu a última decisão.
Art. 554. Se verificada, no cumprimento de decisão
recursal, a existência de outro benefício inacumulável já concedido ao
interessado, deverá a APS elaborar comparativo de cálculo dos benefícios
que permita ao interessado identificar qual é o mais vantajoso.
§ 1º Cabe ao interessado, de forma expressa, optar por um ou outro benefício:
I - caso opte por aquele que já está em manutenção, o órgão julgador
deverá ser cientificado através do encaminhamento dos autos com o
comprovante da opção; ou
II - caso opte pelo benefício recursal, os valores pagos naquele que será cessado deverão ser compensados na concessão do novo benefício.
§ 2º Caso o interessado não seja localizado ou não compareça para
realizar sua opção de forma expressa, o INSS deverá manter o benefício
que já está sendo pago e encaminhar os autos ao órgão julgador com a
devida comprovação do fato.
Art. 555. A apresentação de novos elementos em fase recursal não interfere na fixação da DIP do benefício.
Art. 556. Ocorrendo óbito do interessado, a
tramitação do recurso não será interrompida e, se a decisão lhe for
favorável, os efeitos financeiros vigorarão normalmente, nos termos da
decisão final, e os valores apurados serão pagos na forma do art. 521.
Art. 557. No caso de recurso interposto em face de
decisão fundamentada por Acordo Internacional, a instrução do recurso à
Junta de Recursos ou à Câmara de Julgamento ficará a cargo do Organismo
de Ligação Brasileiro (APSAI), de acordo com a Resolução emitida pelo
INSS.
Art. 558. Ocorrendo a interposição de recurso à
JR/CRPS contra decisão resultante de atuação do Monitoramento
Operacional de Benefícios - MOB, cabe a manifestação do MOB da APS ou da
GEX, dependendo daquele que atuou e que originou o decisório contrário,
para subsidiar a elaboração das contrarrazões do INSS por parte da APS.
Seção IX
Da Revisão
Art. 559. A revisão é o procedimento administrativo
utilizado para reavaliação dos atos praticados pelo INSS, observadas as
disposições relativas a prescrição e decadência.
Art. 560. A revisão poderá ser processada por
iniciativa do beneficiário, representante legal ou procurador legalmente
constituído, por iniciativa do INSS, por solicitação de órgãos de
controle interno ou externo, por decisão recursal ou ainda por
determinação judicial.
§ 1º Os beneficiários da pensão por morte tem legitimidade para dar
início ao processo de revisão do benefício originário de titularidade do
instituidor, respeitado o prazo decadencial do benefício originário.
§ 2º Após a revisão prevista no § 1º, a diferença de renda devida ao
instituidor, quando existente, será paga ao pensionista, na forma de
resíduos.
Art. 561. No caso de pedido de revisão de ato de indeferimento, deverão ser observados os seguintes procedimentos:
I - sem apresentação de novos elementos, o INSS reanalisará o ato, observado o prazo decadencial; ou
II - com a apresentação de novos elementos, esgotada a possibilidade de
revisão do ato com os elementos originários do processo, o pedido será
indeferido, e o servidor orientará sobre a possibilidade de novo
requerimento de benefício, com fundamento no § 2º do art. 347 do RPS.
Parágrafo único. Quando a decisão não atender integralmente ao pleito
do interessado, o INSS deverá oportunizar prazo para recurso.
Art. 562. Quando do processamento da revisão, deverá
ser analisado o objeto do pedido, bem como realizada a conferência geral
dos demais critérios que embasaram a decisão.
Parágrafo único. Fica dispensada a conferência dos critérios que
embasaram a concessão quando se tratar de revisão de reajustamento.
Art. 563. Os valores apurados em decorrência da revisão solicitada pelo titular, seu representante ou procurador, serão calculados:
I - para revisão sem apresentação de novos elementos, desde a DIP, observada a prescrição; ou
II - para revisão com apresentação de novos elementos, a partir da Data do Pedido da Revisão - DPR.
§ 1º Não se consideram novos elementos:
I - os documentos apresentados para provar fato do qual o INSS já tinha
ciência, inclusive através do CNIS, e não oportunizou ao segurado o
prazo para a comprovação no ato da concessão, tais como:
a) dados extemporâneos ou vínculos sem data de rescisão;
b) vínculos sem salários de contribuição;
c) período de atividade rural pendente de comprovação no CNIS; e
d) período de atividade especial informados pela empresa através de GFIP;
II - a decisão judicial de matéria previdenciária, na qual o INSS é
parte, e baseada em documentação apresentada no processo administrativo.
§ 2º Caso fique constatado que a decisão judicial se baseou em
documentação não presente no processo administrativo, fica caracterizada
a apresentação de novos elementos.
Art. 564. Os valores apurados em decorrência da
revisão solicitada pelo INSS serão calculados desde a DIP, observada a
prescrição.
Art. 565. Não se aplicam às revisões de reajustamento
os prazos de decadência de que tratam os arts. 103 e 103-A da Lei nº
8.213, de 1991.
Parágrafo único. Os prazos de prescrição aplicam-se normalmente, salvo
se houver a decisão judicial ou recursal dispondo de modo diverso.
Art. 566. A revisão que acarretar prejuízo ao titular
do benefício ou serviço somente será processada após os procedimentos
previstos no Capítulo XI desta IN.
Art. 567. Os benefícios concedidos para a segurada
empregada doméstica, com base no art. 36 da Lei nº 8.213, de 1991,
somente terão seus valores revistos se houver comprovação do efetivo
recolhimento da primeira contribuição sem atraso.
Seção X
Da Decadência e da Prescrição
Art. 568. É de dez anos o prazo de decadência de todo
e qualquer direito ou ação do segurado ou beneficiário para a revisão
do ato de concessão de benefício, a contar do dia primeiro do mês
seguinte ao do recebimento da primeira prestação ou, quando for o caso,
do dia em que tomar conhecimento da decisão indeferitória definitiva, no
âmbito administrativo, levando-se em consideração:
I - para os benefícios em manutenção em 28 de junho de 1997, data da
publicação da MP nº 1523-9, de 1997, a partir de 1º de agosto de 1997,
não importando a data de sua concessão; e
II - para os benefícios concedidos com DIB, a partir de 28 de junho de
1997, a partir do dia primeiro do mês seguinte ao do recebimento da
primeira prestação.
Parágrafo único. Em se tratando de pedido de revisão de benefícios com
decisão indeferitória definitiva no âmbito administrativo, em que não
houver a interposição de recurso, o prazo decadencial terá início no dia
em que o requerente tomar conhecimento da referida decisão.
Art. 569. O direito da Previdência Social de rever os atos administrativos decai em dez anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
§ 1º Para os benefícios concedidos antes do advento da Lei nº 9.784, de
1999, ou seja, com DDB até 31 de janeiro de 1999, o início do prazo
decadencial começa a correr a partir de 1º de fevereiro de 1999.
§ 2º Para os benefícios com efeitos patrimoniais contínuos, concedidos a
partir de 1º de fevereiro de 1999, o prazo decadencial contar-se-á da
data do primeiro pagamento.
Art. 570. Aplica-se a decadência na hipótese de
manutenção indevida de benefícios decorrentes de divergência cadastral
ou inacumulação legal, não desdobramento de cotas ou outras situações
decorrentes de manutenção de benefícios, exceto nos casos de ocorrência
de dolo, fraude ou má-fé.
Parágrafo único. Independentemente de decadência, em todos os casos
deverão ser adotados os procedimentos relativos à atualização/revisão do
benefício e, em caso de apuração de indício de irregularidade, deverão
ser observados os procedimentos previstos no Capítulo XI desta IN.
Art. 571. A revisão iniciada com a devida ciência do
segurado dentro do prazo decadencial impedirá a consumação da
decadência, ainda que a decisão definitiva do procedimento revisional
ocorra após a extinção de tal lapso.
Art. 572. A revisão de uma CTC para inclusão de novos
períodos ou para fracionamento de períodos de trabalho não utilizados
no órgão de destino da mesma poderá ser processada, a qualquer tempo,
não se aplicando o prazo decadencial de que trata o art. 568.
Art. 573. Prescreve em cinco anos, a contar da data
em que deveria ter sido paga, toda e qualquer ação para haver prestações
vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças devidas pela
Previdência Social.
§ 1º Não corre prescrição contra os absolutamente incapazes, na forma do art. 3º do Código Civil, assim entendidos:
I - os menores de dezesseis anos não emancipados;
II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; e
III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.
§ 2º Para os menores que completarem dezesseis anos de idade, a data do
início da prescrição será o dia seguinte àquele em que tenha completado
esta idade.
§ 3º Na restituição de valores pagos indevidamente em benefícios será
observada a prescrição quinquenal, salvo se comprovada má-fé.
§ 4º Na revisão, o termo inicial do período prescricional será fixado a partir da DPR.
CAPÍTULO X
DA JUSTIFICAÇÃO ADMINISTRATIVA
Seção I
Das Finalidades
Art. 574. A Justificação Administrativa - JA
constitui recurso que deve ser oportunizado, quando cabível, ao
interessado para suprir a falta ou insuficiência de documento ou
produzir prova de fato ou circunstância de interesse dos beneficiários,
perante o INSS, na forma prevista nos arts. 142 a
151 do RPS, e nas demais disposições constantes nesta Instrução Normativa.
151 do RPS, e nas demais disposições constantes nesta Instrução Normativa.
§ 1º A JA é ato de instrução do processo de atualização de dados do
CNIS ou de reconhecimento de direitos, processada mediante requerimento
do interessado e sem ônus.
§ 2º Não será admitida a JA quando o fato a comprovar exigir registro
público de casamento, idade ou de óbito, ou de qualquer ato jurídico
para o qual a lei prescreva forma especial.
Seção II
Do Início de Prova Material
Art. 575. O processamento da JA ou Justificação
Judicial - JJ, para fins de comprovação de tempo de serviço ou de
contribuição, dependência econômica, união estável, identidade e relação
de parentesco, só produzirão efeitos quando baseadas em início de prova
material, não sendo admitida prova exclusivamente testemunhal.
Parágrafo único. A JA para confirmar a identidade e relação de
parentesco constitui hipótese de exceção e será utilizada quando houver
divergência de dados a respeito da correspondência entre a pessoa
interessada e os documentos exibidos.
Art. 576. O servidor deverá emitir carta de
comunicação ao interessado, cientificando do prazo máximo de trinta dias
para a apresentação do pedido da JA, com o devido registro no sistema
corporativo de benefícios ou de atualização de dados do CNIS.
Art. 577. Tratando-se de JA para prova de tempo de
serviço ou de contribuição, será dispensado o início de prova material
quando houver impossibilidade de apresentação por motivo de força maior
ou caso fortuito, tais como incêndio, inundação ou desmoronamento, que
tenha atingido a empresa na qual o segurado alegue ter trabalhado,
devendo ser observada a correlação entre a atividade da empresa e a
profissão do segurado.
§ 1º A comprovação dos motivos referidos no caput será realizada com a
apresentação do registro no órgão competente, feito em época própria, ou
mediante elementos de convicção contemporâneos aos fatos.
§ 2º No registro da ocorrência policial, da certidão do Corpo de
Bombeiros, da Defesa Civil, ou de outro órgão público competente para
emitir certidão sobre o evento, deverá constar a identificação da
empresa atingida e a extensão dos danos causados.
Art. 578. O início de prova material deve ser contemporâneo aos fatos alegados, observadas as seguintes disposições:
I - o segurado deverá apresentar documento com a identificação da
empresa ou equiparada, referente ao exercício do trabalho que pretende
provar, na condição de segurado empregado;
II - o empregado rural deverá apresentar também, documento consignando a
atividade exercida ou qualquer outro elemento que identifique a
condição rurícola;
III - deverá ser apresentado um documento como marco inicial e outro
como marco final, e, na existência de indícios que tragam dúvidas sobre a
continuidade do período, ou seja, o período entre o documento
apresentado do marco inicial e final, poderão ser exigidos documentos
intermediários; e
IV - a aceitação de um único documento está restrita à prova do(s) ano(s) a que ele se referirem.
Parágrafo único. Não se aplica o contido no inciso I deste artigo, para benefícios concedidos no valor de um salário mínimo para períodos até 31 de dezembro de 2010, na forma do art. 183 do RPS.
Art. 579. Para a comprovação de atividade rural em
qualquer categoria, caso os documentos apresentados não sejam
suficientes, por si só, para a prova pretendida, mas se constituam como
início de prova material, a pedido do interessado, poderá ser processada
JA, observando que:
I - servem como prova material, dentre outros, no que couber, os documentos citados nos arts. 47 e 54;
II - deverá ser observado o ano de expedição, de edição, de emissão ou
de assentamento dos documentos referidos no inciso I deste artigo; e
III - os documentos dos incisos I e III a X do artigo 47, quando em
nome do próprio requerente dispensam a realização de JA para contagem de
tempo rural em benefício urbano e certidão de contagem recíproca.
§ 1º Tratando-se de comprovação na categoria de segurado especial, o
documento existente em nome de um dos componentes do grupo familiar
poderá ser utilizado como início de prova material, por qualquer dos
integrantes deste grupo, assim entendidos os pais, os cônjuges,
companheiros, inclusive os homoafetivos e filhos solteiros ou a estes
equiparados.
§ 2º Caso os documentos apresentados não sejam suficientes para a
comprovação da área, contínua ou descontínua, ou da embarcação
utilizada, para o desenvolvimento da atividade, assim como a comprovação
da identificação do proprietário por meio do nome e CPF, deverá ser
apresentada a declaração do segurado constante do Anexo XLIV.
Art. 580. Para a comprovação de tempo de serviço ou
de contribuição por processamento de JA, o interessado deverá juntar
prova oficial da existência da empresa no período requerido, salvo na
possibilidade de verificação por meio de sistemas coorporativos
disponíveis.
Parágrafo único. Para efeito do disposto no caput, servem como provas
de existência da empresa, dentre outras, as certidões expedidas por
órgãos do Município, Secretaria de Fazenda, Junta Comercial, Cartório de
Registro Especial ou Cartório de Registro Civil, nas quais constem
nome, endereço e razão social do empregador e data de encerramento, de
transferência ou de falência da empresa.
Art. 581. Somente será aceito laudo de exame
documentoscópico com parecer grafotécnico como início de prova material
se realizado por perito especializado em perícia grafotécnica
acompanhado dos documentos originais que serviram de base para a
realização do exame.
§ 1º Entende-se por perito especializado em perícia grafotécnica:
I - perito oficial: profissional de nível superior detentor de cargo
público específico para essa atribuição (Institutos de Criminalística ou
Institutos de Medicina Legal), que atue obrigatoriamente em perícias no
âmbito da Justiça Criminal, podendo também atuar na realização de
laudos periciais cíveis ou particulares; e
II - perito não oficial: profissional que atua em laudo pericial cível
ou laudo pericial de interesse particular e, do ponto de vista
técnico-científico, segue os mesmos critérios adotados pelos peritos
oficiais na realização das perícias criminais.
§ 2º São requisitos para comprovação da condição de perito especializado em perícia grafotécnica:
I - perito oficial: documentos que atestem sua especialização de perito
em exame documentoscópico e comprovem a função de perito oficial no
Instituto de Criminalística ou Instituto de Medicina Legal; e
II - perito não oficial: documentos que atestem sua especialização de
perito em exame documentoscópico, diploma de curso superior e inscrição
no conselho regional de fiscalização de sua profissão.
Deverá, ainda, comprovar experiência profissional em exame grafotécnico com perícias documentoscópicas realizadas em juízo.
Seção III
Da Justificação Administrativa para Comprovação da Atividade Especial
Art. 582. Quando o segurado não dispuser de
formulário para análise de atividade especial e a empresa estiver
legalmente extinta, a JA poderá ser processada, mediante requerimento,
observado o § 1º e o caput do art. 261 e, ainda, as seguintes
disposições:
I - quando se tratar de comprovação de enquadramento por categoria
profissional ou atividade até 28 de abril de 1995, véspera da publicação
da Lei nº 9.032, de 1995, na impossibilidade de enquadramento na forma
dos arts. 269 a 275, a JA será instruída com base em outros documentos
em que conste a função exercida, devendo ser verificada a correlação
entre a atividade da empresa e a profissão do segurado; e
II - quando se tratar de exposição à qualquer agente nocivo em período
anterior ou posterior à Lei nº 9.032, de 1995, a JA deverá ser instruída
obrigatoriamente com a apresentação do laudo técnico de avaliação
ambiental coletivo ou individual.
§ 1º Caso o laudo referido no inciso II seja extemporâneo ao período alegado, deverá atender às exigências do § 3º do art. 261.
§ 2º Para o disposto neste artigo, a comprovação da extinção da empresa far-se-á observando-se os § § 3º e 4º do art. 270.
§ 3º A JA processada na hipótese do inciso II deste artigo dependerá da
análise da perícia médica, devendo a conclusão do mérito ser realizada
pelo servidor que a autorizou.
Seção IV
Da Justificação Administrativa para Exclusão de Dependentes
Art. 583. Poderá ser processada a JA para eliminar
possível dependente em favor de outro, situado em ordem concorrente ou
preferencial, por inexistir qualquer condição essencial ao primeiro,
observando-se que:
I - cada pretendente ao benefício deverá ser cientificado, antes da
realização da JA, quanto à existência de outro possível dependente e ser
orientado a requerer, também, a oitiva de testemunhas ou realizar a
comprovação de dependência econômica, quando couber;
II - sempre que o dependente a excluir for incapaz, a JA somente poderá
ser realizada se ele estiver devidamente representado; e
III - no caso do inciso II deste artigo, em razão da concorrência de
interesses, o representante legal não poderá ser pessoa que venha a ser
beneficiada com a referida exclusão, hipótese em que não caberá o
processamento de JA, devendo o interessado fazer a prova perante o juízo
de direito competente.
Seção V
Do Requerimento
Art. 584. Para o processamento de JA, o interessado
deverá apresentar, além do início de prova material, requerimento
expondo os fatos que pretende comprovar, elencando testemunhas idôneas
em número não inferior a três e nem superior a seis, cujos depoimentos
possam levar à convicção dos fatos alegados.
Parágrafo único. Deverá ser oportunizada ao interessado a
complementação dos dados necessários, mediante exigência para
cumprimento no prazo máximo de trinta dias, em virtude da ausência dos
requisitos previstos no caput deste artigo.
Art. 585. Caso uma ou mais testemunhas residam em
localidade distante do local do processamento da JA, a oitiva poderá ser
realizada na Unidade de Atendimento mais próxima da residência de cada
uma delas, mediante requerimento do interessado.
Parágrafo único. A JA deverá ser analisada e concluída na Unidade de
Atendimento do protocolo, realizando-se apenas a oitiva das testemunhas
em Unidade diversa, se assim requerido.
Seção VI
Das Testemunhas
Art. 586. Não podem ser testemunhas:
I - a parte interessada, nos termos do art. 660;
II - o menor de dezesseis anos;
III - quem intervém em nome de uma parte, assim como o tutor na causa do menor e o curador, na do curatelado;
IV - o cônjuge e o companheiro, bem como o ascendente e o descendente
em qualquer grau, a exemplo dos pais, avós, bisavós, filhos, netos,
bisnetos;
V - o irmão, tio, sobrinho, cunhado, a nora, genro ou qualquer outro
colateral, até terceiro grau, por consanguinidade ou afinidade;
VI - quem, acometido por enfermidade ou por debilidade mental à época
de ocorrência dos fatos, não podia discerni-los ou, ao tempo sobre o
qual deve depor, não estiver habilitado a transmitir as percepções; e
VII - o cego e o surdo, quando a ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam.
Seção VII
Da Autorização
Art. 587. Após apresentação do requerimento por parte
do interessado, caberá ao servidor a análise dos requisitos ao
processamento da JA e se atendidos, autorizá-la com encaminhamento ao
processante.
Parágrafo único. No caso da não autorização da JA deverão ser observados os procedimentos previstos no art. 594.
Art. 588. Uma vez autorizada a JA, o interessado será
notificado do local, data e horário no qual será realizada a oitiva das
testemunhas.
§ 1º O INSS não intimará diretamente as testemunhas, cabendo ao interessado comunicá-las.
§ 2º Na hipótese dos arts. 584 e 585 caberá a cada Unidade de
Atendimento notificar o interessado sobre o local, data, horário e o
nome da testemunha que deverá comparecer.
Seção VIII
Do Processamento
Art. 589. No dia e hora marcados, as testemunhas serão indagadas pelo processante designado a respeito dos pontos que forem objeto de justificação, observado que:
I - por ocasião do processamento da JA, será lavrado o Termo de
Assentada e Autorização de Uso de Imagem e Depoimento, por testemunha,
conforme Anexo XLVIII, consignando-se a presença ou ausência do
justificante e de seu procurador, para, posteriormente, o processante
passar à inquirição da testemunha, que será realizada e registrada
mediante gravação em áudio e vídeo ou, na impossibilidade, registrando a
termo o depoimento;
II - o processante registrará a presença, ou não, do interessado e de seu representante/procurador;
III - cada uma das testemunhas será ouvida separadamente;
IV - cada uma das testemunhas será cientificada do motivo pelo qual o justificante requereu a JA e o que pretende comprovar;
V - cada uma das testemunhas será advertida das cominações previstas nos arts. 299 e 342 do Código Penal;
VI - o justificante e seu procurador são autorizados a presenciar a
oitiva e, ao final de cada depoimento, podem formular perguntas e
dirigi-las ao processante, que questionará as testemunhas;
VII - caso o processante entenda que as perguntas são impertinentes ou abusivas, pode restringi-las ou indeferi-las; e
VIII - caso o comportamento do justificante ou do procurador dificultem
ou prejudiquem o bom andamento do trabalho do servidor, serão
advertidos e proibidos de participar do restante do procedimento, caso
persistam.
Parágrafo único. Do Termo de Assentada e Autorização de Uso de Imagem e
Depoimento deverá constar o nome e a qualificação da testemunha, à
vista do seu documento de identificação, que será mencionado, conforme
Anexo XLVIII, que será assinado por todos os presentes à oitiva.
Art. 590. O comparecimento do justificante ou de seu procurador no processamento da JA não é obrigatório.
Parágrafo único. Caso o processante entenda necessário dirimir eventual
controvérsia, poderá convocar o justificante para prestar depoimento,
se este não estiver presente.
Art. 591. Concluído o depoimento das testemunhas, o
processante deverá realizar a análise quanto à forma, emitindo parecer
único que contenha:
I - o relatório sucinto dos fatos;
II - a sua percepção sobre a idoneidade das testemunhas;
III - a informação de que foi observada, no processamento, a forma prevista na lei e nos atos normativos; e
IV - a sua conclusão, de forma a esclarecer se a prova testemunhal foi
favorável à pretensão do justificante no requerimento, observado o § 1º
deste artigo.
§ 1º O processante utilizará os documentos e informações à sua disposição como subsídio para formular as perguntas.
§ 2º Não é competência do servidor processante a análise da prova material apresentada.
§ 3º Na hipótese do processamento da JA em mais de uma APS, conforme
disposto no art. 585, cada processante deverá emitir o parecer previsto
no caput em relação aos depoimentos por ele colhidos.
§ 4º O relatório conclusivo do processante, por si só, não faz prova dos fatos alegados no requerimento de JA, que dependerá do disposto na Seção IX deste Capítulo.
Seção IX
Da Análise do Mérito
Art. 592. Realizado o procedimento previsto nos arts.
589 a 591, o processo será encaminhado, preferencialmente, àquele que
determinou o processamento da JA, a fim de:
I - confrontar a prova oral produzida e o parecer conclusivo do
justificante com o início de prova material e as demais informações dos
sistemas corporativos; e
II - emitir decisão fundamentada esclarecendo se a JA foi eficaz para comprovar os fatos alegados pelo justificante.
§ 1º Caso a JA tenha sido eficaz para comprovar parcialmente os fatos
ou períodos de contribuição alegados pelo justificante, o parecer deverá
conter a delimitação clara entre o que foi e o que não foi reconhecido.
§ 2º Na impossibilidade de encaminhamento ao mesmo servidor que
autorizou o processamento da JA, a análise do mérito será realizada pela
autoridade superior.
Art. 593. Se, após o processamento da JA, ficar
evidenciado que a prestação de serviço ocorreu sem relação de emprego,
será feito o reconhecimento da filiação na categoria correspondente, com
obrigatoriedade do recolhimento das contribuições, quando for o caso.
Seção X
Do Recurso em Ja
Art. 594. Caso a JA não seja processada por não
preencher os requisitos necessários, ou por ausência de início de prova
material, ou ainda, por não compreender todo o período pretendido, o
segurado deverá ser cientificado, expressamente, da possibilidade de
recurso, informando o prazo.
Art. 595. Não caberá recurso da decisão conclusiva do INSS que considerar eficaz ou ineficaz a JA.
Art. 596. No retorno dos processos em fase recursal,
cuja decisão determinar o processamento da JA, a Unidade de Atendimento
deverá:
I - processar a JA, independentemente da existência de início de prova material; e
II - emitir o parecer conclusivo previsto no art. 591.
Seção XI
Das Outras Disposições
Art. 597. Após a conclusão da JA, se o interessado
apresentar documentos de início de prova adicionais que, confrontados
com os depoimentos, possam ampliar os períodos já homologados, poderá
ser efetuado termo aditivo e reconhecidos os novos períodos.
Art. 598. Não caberá reinquirição de testemunhas ou
novo processamento de JA para o mesmo objeto quando a anterior já tiver
recebido análise de mérito.
Art. 599. A JA processada por determinação judicial
deverá ser analisada quanto à forma e quanto ao mérito, de acordo com o
disposto nesta IN.
Parágrafo único. Na hipótese do caput, se ausentes os requisitos para o
processamento ou homologação da justificação, tais como inexistência de
início de prova material ou insuficiência do número de testemunhas, a
JA realizada será declarada ineficaz.
Art. 600. A JA poderá ser processada por meios eletrônicos, conforme procedimentos definidos em ato específico.
CAPÍTULO XI
DO MONITORAMENTO OPERACIONAL DE BENEFÍCIOS
Art. 601. O controle dos atos operacionais para
prevenção de desvios de procedimentos normativos, a verificação da
regularidade dos atos praticados na execução e a consequente garantia de
qualidade do trabalho, serão operados por ações adotadas por amostragem
pela Área de Benefícios no âmbito da Gerência-Executiva, na forma do
Regimento Interno, sendo competência da Auditoria verifica a qualidade
desses controles.
Art. 602. A APS, ao detectar indícios de
irregularidades em benefícios, serviços previdenciários, Certidão de
Tempo de Contribuição - CTC e alteração de dados do CNIS, deverá
formalizar o processo de apuração e efetuar a análise dos procedimentos
adotados, conforme critérios estabelecidos neste Capítulo.
§ 1º Ao iniciar a apuração poderão ser realizadas ações para elucidar
os fatos apontados ou convalidar o ato administrativo, tais como
Pesquisa Externa, convocação do interessado, emissão de ofício às
empresas, cartórios, juntas comerciais, órgãos públicos e outros
conforme a necessidade que cada caso requer.
§ 2º Se no decorrer da apuração houver indício(s) de envolvimento de
servidor no ato ilícito ou ação ilegal de associação criminosa, a APS
que está realizando a apuração deverá elaborar relatório detalhando o
ocorrido e encaminhar o processo para o MOB da Gerência-Executiva a qual
a APS está subordinada, que passará a ser responsável pela apuração do
indício de irregularidade.
§ 3º Nos casos de indício(s) de associação criminosa, a equipe do MOB
da Gerência-Executiva, por intermédio do gerente executivo, deverá
comunicar os fatos à Assessoria de Pesquisas Estratégicas e
Gerenciamento de Riscos - APEGR, para as providências cabíveis.
§ 4º Nos casos de constatação de recebimento indevido de benefícios
após o óbito do titular em que na apuração não houve à identificação
do(s) responsável(eis) pelo dano ao erário, o MOB deverá encaminhar
cópia integral dos processos de apuração, preferencialmente por meio
digital, à Polícia Federal, com trânsito pelo Gabinete do Gerente
Executivo local, solicitando diligências no sentido de identificação
do(s) recebedor(es).
Art. 603. A Equipe do MOB da Gerência-Executiva será
responsável, também, pelas apurações de indícios de irregularidades
apontadas nas Ações de Força Tarefa Previdenciárias (MPF, Polícia
Federal e APEGR) e do(s) processo(s) encaminhados pela(s) APS, em
conformidade com o § 2º do art. 602, devendo:
I - determinar o universo que será objeto de avaliação;
II - definir, por amostragem, aqueles benefícios que serão revistos com
o objetivo de verificar a regularidade dos atos praticados;
III - proceder às apurações, conforme as orientações previstas neste Capítulo; e
IV - concluída a apuração de todos os processos selecionados na
amostra, elaborar relatório gerencial sobre as apurações realizadas e
encaminhar:
a) o relatório original ao Gerente Executivo para ciência; e
b) cópia do relatório para a Auditoria Regional e para a Coordenação de Monitoramento Operacional de Benefícios, para conhecimento dos trabalhos realizados e providências adotadas.
Art. 604. Em qualquer fase da apuração, constatada a
regularidade de benefícios e serviços previdenciários, Certidão de Tempo
de Contribuição - CTC ou alteração de dados do CNIS, deverá ser emitido
relatório conclusivo com a descrição da regularidade e, caso o
interessado tenha sido notificado quanto à apuração, este deve ser
informado do resultado da regularidade.
Art. 605. Ainda que o requerimento de benefício ou
serviço previdenciário, de Certidão de Tempo de Contribuição - CTC ou de
alterações de dados no CNIS tenha sido indeferido, se forem constatados
indícios de irregularidades na documentação que embasou o requerimento,
deverão ser realizadas as devidas apurações e adotadas as providências
disciplinadas neste Capítulo.
Art. 606. Após análise do processo no qual a
irregularidade ficou comprovada, deverá ser emitido relatório individual
e expedido ofício de defesa ao(s) interessado(s) com a descrição do(s)
indício(s) de irregularidade(s) detectado(s), devidamente
fundamentado(s), bem como o montante dos valores passíveis de devolução,
quando for o caso, obedecendo ao princípio da ampla defesa e do
contraditório, oportunizando o direito de apresentar, no prazo legal,
defesa, provas ou documentos de que dispuser, bem como de ter vista ao
processo.
Parágrafo único. A defesa apresentada no prazo estabelecido deverá ser
apreciada quanto ao mérito, podendo ser considerada procedente,
procedente em parte ou improcedente.
Art. 607. Após a apreciação da defesa e demais
elementos constantes do processo de apuração, decorrido o prazo
regulamentar, em se concluindo:
I - pela regularidade, deverá ser elaborado despacho de conclusão da
análise da defesa e ser comunicada a decisão ao interessado;
II - pela irregularidade, em se tratando de benefício, deverá efetuar a
sua imediata suspensão, cessação ou revisão, conforme o caso, e emitir
ofício de recurso comunicando a decisão ao interessado, concedendo-lhe o
prazo regulamentar para interposição de recurso à JRPS e elaborar
relatório conclusivo;
III - pela irregularidade, em se tratando de CTC, proceder conforme
disposto no art. 441, emitindo-se ofício de recurso comunicando a
decisão ao interessado, concedendo-lhe o prazo regulamentar para
interposição de recurso à JRPS e elaborar relatório conclusivo; ou
IV - pela irregularidade, em se tratando de alterações de dados no
CNIS, deverá ser efetuado o imediato ajuste nos referidos dados,
conforme o caso, emitindo-se ofício de recurso comunicando a decisão ao
interessado, concedendo-lhe o prazo regulamentar para interposição de
recurso à JRPS e elaborar relatório conclusivo.
Parágrafo único. Se o interessado receber notificação e não apresentar
defesa no prazo legal, deverá ser adotada uma das providências previstas
nos incisos II a IV deste artigo, conforme o caso.
Art. 608. Nos casos de decisão desfavorável ao
interessado, ocorrendo a interposição de recurso à JRPS contra decisão
resultante de atuação do MOB, cabe a manifestação do MOB da APS ou da
Gerência-Executiva, dependendo daquele que atuou e que originou o
decisório contrário, para
subsidiar a elaboração das contrarrazões do INSS por parte da APS e seu devido encaminhamento à JRPS para julgamento.
subsidiar a elaboração das contrarrazões do INSS por parte da APS e seu devido encaminhamento à JRPS para julgamento.
Parágrafo único. Nos casos de recurso interposto pelo INSS às Câmaras
de Julgamento - CaJ do CRPS, o MOB também deverá se manifestar,
obedecendo a mesma origem da decisão mencionada no caput deste artigo,
para a elaboração do pedido recursal pelo(a) Serviço/Seção de
Reconhecimento de Direitos - Srd.
Art. 609. a Apresentação de Defesa ou de Recurso Será
Realizada, Preferencialmente, na Aps Mantenedora do Benefício, Podendo o
Interessado Apresentá-La em Qualquer Aps, com Encaminhamento Imediato à
Aps Mantenedora.
Art. 610. Durante o curso da apuração, caso o
interessado manifeste o desejo de ressarcir as importâncias recebidas
indevidamente, o pedido de ressarcimento ao erário deverá ser expresso,
sendo formalizado o processo de cobrança, uma vez que o ressarcimento ao
erário não encerra a apuração.
Art. 611. Ao finalizar o processo de apuração, se
houver valores a serem ressarcidos ao erário, deverá ser formalizado
processo de cobrança administrativa, conforme disciplinado em ato
próprio.
Art. 612. Em se tratando de erro, o levantamento dos
valores recebidos indevidamente será efetuado retroagindo cinco anos,
contados da data do Despacho de Instauração do processo de apuração,
incluindo-se os valores recebidos a partir dessa data até a cessação ou
revisão do benefício, atualizado os valores correspondentes a esse
período até a data da constituição do crédito, na forma do art. 175 do
RPS.
§ 1º A instauração do processo de apuração, materializada pelo Despacho
de Instauração, gera a suspensão da prescrição a qual durará cinco
anos.
§ 2º Na hipótese de interposição de recurso administrativo, o prazo prescricional fica suspenso até o julgamento do recurso.
Art. 613. Nos casos de comprovação de fraude, o
levantamento do montante recebido indevidamente abrangerá a
integralidade dos valores pagos com base no ato administrativo anulado,
não estando sujeito ao prazo decadencial previsto no art. 103-A, nem ao
prazo prescricional previsto no parágrafo único do art. 103, todos da
Lei nº 8.213, de 1991, devendo, ainda, observar a forma do art. 175 do
RPS.
Art. 614. Nas apurações de indícios de
irregularidades em benefícios por incapacidade, havendo a necessidade de
avaliação médicopericial, sua realização ocorrerá por junta médica do
INSS que emitirá parecer técnico conclusivo.
Art. 615. Concluída apuração e comprovada a fraude, o
processo de apuração original deve ser encaminhado à PFE, para análise e
providências cabíveis.
Art. 616. Concluída a apuração e comprovada a fraude
com envolvimento de servidor, o MOB enviará cópia do processo de
apuração à Corregedoria para providências no âmbito de sua competência,
com trâmite pelo gabinete do Gerente Executivo.
Seção I
Das Notificações e Prazos
Art. 617. As notificações tratadas nesta Seção
referem-se à convocação, defesa e recurso do interessado, bem como seus
respectivos editais, e
deverão ser emitidas com base no endereço do interessado constante nos bancos de dados da Previdência Social e entregues:
deverão ser emitidas com base no endereço do interessado constante nos bancos de dados da Previdência Social e entregues:
I - por via postal com Aviso de Recebimento - AR, sendo o(s)
interessado(s) considerado(s) notificado(s), mesmo que o AR não tenha
sido recebido pessoalmente por ele, mas em seu domicílio por terceiro,
tais como esposa, filho, parente, porteiro do prédio, dentre outros; ou
II - em mãos, quando entregue ao interessado pessoalmente e colhida a devida ciência.
§ 1º Os prazos serão considerados conforme abaixo:
I - para atendimento à convocação: trinta dias;
II - para apresentação de defesa: dez dias; e
III - para interposição de recurso: trinta dias.
§ 2º Os prazos serão contados a partir do recebimento e consideram-se
prorrogados até o primeiro dia útil seguinte se o vencimento recair em
dia em que não houver expediente ou este for encerrado antes do horário
normal.
§ 3º Quando o interessado não receber a notificação ou ocorrendo à
devolução da notificação com AR, estando o mesmo em local incerto e não
sabido, será providenciada, de imediato, a publicação ou afixação de
edital, conforme o disposto no § 4º do art. 26 da Lei nº 9.784, de 1999.
§ 4º A publicação de edital de que trata o § 3º deste artigo poderá ser
coletiva e deverá conter referência sumária do assunto e, se tratar de
edital de defesa e recurso, deverá constar ainda o montante dos valores
passíveis de devolução, quando for o caso.
§ 5º No caso de notificação ocorrida por meio de edital, o prazo para
atender convocação, apresentar defesa e interpor recurso, será contado a
partir do primeiro dia útil após o prazo de quinze dias da data da
publicação do edital, e, recaindo em sábado, domingo ou feriado,
prorrogar-se-á para o primeiro dia útil seguinte.
§ 6º Consideram-se notificados os segurados indígenas que estiverem
representados pela FUNAI, quando a notificação for endereçada
diretamente ao respectivo Órgão Regional daquela instituição.
§ 7º As comprovações de notificações por meio de AR, de edital e da
ciência entregues em mãos deverão, obrigatoriamente, ser juntadas ao
processo, com a finalidade de se evitar alegação de nulidade no
procedimento.
§ 8º Na falta de atendimento à convocação o benefício será suspenso até o comparecimento do interessado.
CAPÍTULO XII
DOS ACORDOS DE COOPERAÇÃO TÉCNICA
Art. 618. A Previdência Social poderá firmar Acordos
de Cooperação Técnica - ACT para processamento de requerimento e/ou
pagamento de benefícios previdenciários, acidentários e
salário-maternidade em casos de adoção, para processamento de
requerimento de CTC, para pagamento de salário-família a trabalhador
avulso ativo, para inscrição de beneficiários, para Reabilitação
Profissional, para descontos de mensalidades de entidades de classe e
acesso às informações dos sistemas informatizados, com:
I - empresas;
II - sindicatos e Órgãos de Gestão de Mão de Obra - OGMOS;
III - entidades de aposentados; e
IV - órgãos da Administração Pública Direta, Indireta, Autárquica e
Fundacional do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios.
§ 1º As entidades de previdência complementar fechada e patrocinadoras devidamente registradas, mantidas por empresa(s) ou grupo de empresas, poderão participar dos acordos de suas mantenedoras como intervenientes executoras, podendo amparar os empregados e respectivos dependentes dos mesmos.
§ 2º Considera-se empresa, para os fins previstos neste Capítulo, de
acordo com o art. 14 da Lei nº 8.213, de 1991, a firma individual ou a
sociedade que assume o risco de atividade econômica, urbana ou rural,
com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da
Administração Pública Direta, Indireta ou Fundacional.
§ 3º Equipara-se a empresa, para os efeitos da Lei nº 8.213, de 1991, o
contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço,
bem como a cooperativa, a associação ou entidade de qualquer natureza ou
finalidade, a missão diplomática e a repartição consular de carreira
estrangeira.
§ 4º Considera-se sindicato a associação de pessoas físicas ou
jurídicas que têm atividades econômicas ou profissionais, visando à
defesa dos interesses coletivos e individuais de seus membros ou da
categoria.
§ 5º Considera-se associação uma entidade de direito privado, dotada de
personalidade jurídica e caracterizada pela união de pessoas para
realização e consecução de objetivos comuns, sem finalidade lucrativa.
§ 6º Considera-se Órgão de Gestão de Mão de Obra - OGMO a entidade
civil de utilidade pública, sem fins lucrativos, cuja atribuição
exclusiva é a gestão do trabalho portuário, em conformidade com a Lei nº
12.815, de 2013, tendo por finalidade administrar o fornecimento de mão
de obra do trabalhador portuário e trabalhador portuário avulso.
§ 7º Somente poderão celebrar acordos os interessados que tenham
organização administrativa, com disponibilidade de pessoal para a
execução dos serviços que forem acordados em todas as localidades
abrangidas, independente do número de empregados ou de associados, e que
apresentem:
I - ofício com a solicitação do acordo proposto;
II - cópia autenticada da Assembléia Geral que elegeu a atual diretoria, se for o caso;
III - cópia do RG e do CPF da pessoa competente para assinar o acordo, conforme o Estatuto Social;
IV - certidões de regularidade fornecidas pela Secretaria da Receita
Federal do Brasil - SRFB, pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional -
PGFN, do Ministério da Fazenda, e pelos correspondentes órgãos estaduais
e municipais;
V - comprovantes de inexistência de débito junto ao Instituto Nacional
de Seguro Social - INSS, referentes aos três meses anteriores, ou
Certidão Negativa de Débito - CND atualizada, e, se for o caso, também a
regularidade quanto ao pagamento das parcelas mensais relativas aos
débitos renegociados;
VI - apresentação de Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço - FGTS, fornecido pela Caixa Econômica Federal -
CEF, nos termos da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990;
VII - certidão de Regularidade Trabalhista;
VIII - comprovação de não estar inscrito como inadimplente no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI - SICAFI;
IX - declaração expressa do proponente, sob as penas do art. 299 do
Código Penal, de que não se encontra em mora e nem em débito junto a
qualquer órgão ou entidade da Administração Pública Federal Direta ou
Indireta;
X - ato constitutivo e últimas alterações;
XI - registro do CNPJ; e
XII - ata de Assembléia Geral que definiu o percentual de desconto.
§ 8º Os documentos exigidos para a celebração dos acordos sem encargos
de pagamentos são os constantes nos incisos I a VII e X a XII, todos do §
7º.
§ 9º Para a celebração dos acordos com encargo de pagamento caberá a apresentação de todos os documentos elencados.
§ 10. A empresa ou o grupo de empresas que possuir ampla capilaridade
poderá celebrar acordo com o INSS para a criação de unidade
Prisma-Empresa via web, de processamento de requerimento de
aposentadoria e pensão previdenciária e acidentária, desde que todas as
condições para a celebração sejam atendidas e, que a empresa ou o grupo
disponha de equipamentos e de recursos humanos para a implantação do
empreendimento, resguardando-se à conveniência administrativa para a
pretensa celebração.
§ 11. O pagamento das cotas de salário-família ao trabalhador portuário
avulso somente poderá ser efetivado mediante a celebração de acordo com
os OGMOS e sindicatos.
§ 12. Havendo mais de uma unidade da empresa participante da execução
do acordo, a comprovação da regularidade fiscal, nos casos de acordo com
encargo de pagamento, deverá ser exigida da(s) unidade(s) que
receberá(ão) o reembolso dos benefícios, sem prejuízo da que assinar o
acordo, caso sejam diferentes.
§ 13. A realização de perícia médica nos acordos a serem celebrados
será de competência do INSS para requerimento de benefícios por
incapacidade e requerimentos de benefícios que necessitem de realização
deste procedimento.
§ 14. A celebração de acordos previstos na Lei nº 8.213, de 1991 e no
RPS, e alterações posteriores, ficará na dependência da conveniência
administrativa do INSS.
§ 15. A celebração de acordos com o encargo de pagamento somente deverá
ocorrer com empresas que pagam complementação dos valores dos
benefícios e se houver conveniência administrativa por parte da
Gerência-Executiva celebrante, que ficará responsável pela celebração,
execução, monitoramento dos pagamentos efetuados e cobrança/análise da
prestação de contas parcial e final de cada acordante.
Art. 619. A Previdência Social poderá firmar acordos
para consignação e retenção de empréstimos em benefícios
previdenciários, em favor das instituições financeiras e desconto de
mensalidades de entidades de classe nos termos desta IN.
Parágrafo único. Os Acordos de Cooperação Técnica devem ser firmados
entre o MPS/INSS e outros órgãos ou entidades da Administração Pública
ou com entidades privadas para realização de atividades de interesse
comum dos partícipes, que não envolvam repasses de dinheiro público.
Art. 620. O INSS poderá celebrar convênios, acordos de cooperação técnica e termos de execução descentralizada, que visem à disponibilização de dados constantes de cadastros geridos pelo INSS com os órgãos da Administração Pública Direta, Indireta, Autárquica e Fundacional do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, bem como os órgãos do Poder Judiciário e entidade privada, consoante Portaria Conjunta MPS/INSS/PREVIC nº 64, de 19 de fevereiro de 2014.
Art. 621. A prestação de serviços aos beneficiários
vinculados a entidades acordantes poderá abranger a totalidade ou parte
dos seguintes encargos:
I - processamento de requerimento de benefícios previdenciários e
acidentários devidos a empregados e associados, processamento de
requerimento de pensão por morte e de auxílio-reclusão devidos aos
dependentes dos empregados e dos associados da acordante;
II - pagamento de benefícios devidos aos empregados e a associados da acordante;
III - pagamento de pensão por morte e de auxílio-reclusão devidos aos dependentes dos empregados e dos associados da acordante;
IV - Reabilitação Profissional dos empregados e dos associados da acordante;
V - pedido de revisão dos benefícios requeridos pelos empregados e pelos associados da acordante;
VI - interposição de recursos a serem requeridos pelos empregados e pelos associados da acordante;
VII - inscrição de segurados no RGPS;
VIII - pagamento de cotas de salário-família a trabalhador avulso ativo, sindicalizado ou não;
IX - formalização de processo de pedido de CTC, para fins de contagem recíproca em favor dos empregados da acordante;
X - processamento de requerimento/pagamento de saláriomaternidade em caso de adoção;
XI - agendamento do atendimento em sistema específico, a associados, no
caso dos sindicatos ou entidade, ou empregados, na hipótese das
empresas; e
XII - pagamento de resíduo gerado pelo óbito do titular do benefício,
obedecendo aos mesmos procedimentos elencados no art. 521.
§ 1º O INSS poderá, em conjunto com o MPS, firmar acordos com órgãos
federais, estaduais ou do Distrito Federal e dos Municípios, bem como
com entidades de classe, com a finalidade de manter/implementar programa
de cadastramento dos segurados especiais.
§ 2º O acordo de que trata o § 1º deste artigo será celebrado no âmbito da Direção Central deste Instituto.
Art. 622. As entidades de que trata o art. 620,
denominadas acordantes, deverão celebrar acordo em cada
Superintendência/Gerência Executiva onde ele será executado, sendo que
uma Gerência poderá atender à demanda de outras localidades, desde que
tais procedimentos sejam previamente acordados entre as
Superintendências/Gerências Executivas envolvidas.
Parágrafo único. Havendo conveniência administrativa, a Diretoria de
Benefícios e as Superintendências Regionais poderão celebrar acordos de
abrangência nacional ou regional com empresas, sindicatos ou entidade de
aposentados devidamente legalizada, que possuam unidades
representativas
em diversos estados ou mesmo na abrangência das Superintendências Regionais, desde que o número de empregados/associados a serem atendidos pelo acordo justifique.
em diversos estados ou mesmo na abrangência das Superintendências Regionais, desde que o número de empregados/associados a serem atendidos pelo acordo justifique.
Art. 623. Os acordos com ou sem encargo de pagamento
de benefícios terão validade máxima de cinco anos, a contar da data de
sua publicação no DOU, salvo disposição em contrário.
§ 1º Os ajustes firmados por período inicial inferior a cinco anos
poderão ser prorrogados de acordo com o interesse das partes envolvidas,
observado o limite máximo previsto no caput.
§ 2º Em caráter excepcional, devidamente justificado e mediante
autorização da autoridade superior, o prazo de vigência previsto no
caput poderá ser prorrogado por até doze meses.
§ 3º É vedada a celebração de acordos com prazo de vigência indeterminado.
Art. 624. As cotas de salário-família correspondentes
ao mês do afastamento do trabalho serão pagas integralmente através dos
sindicatos e OGMOS acordantes. As do mês de cessação do benefício serão
pagas, integralmente, pelo INSS, não importando o dia em que recaiam as
referidas ocorrências.
Art. 625. A acordante não receberá nenhuma remuneração do INSS nem dos beneficiários pela execução dos serviços
objeto do acordo, considerando-se o serviço prestado ser de relevante
colaboração com o esforço do INSS para a melhoria do atendimento.
Art. 626. A execução das atividades previstas no
acordo por representantes da acordante não cria vínculo empregatício
entre estes e o INSS.
Art. 627. No prazo mínimo de 120 (cento e vinte)
dias, antes da expiração do Acordo de Cooperação Técnica, a Divisão de
Convênios, as Superintendências Regionais ou Gerências Executivas,
conforme o caso, deverão formalizar consulta às acordantes, objetivando a
manifestação de interesse na renovação do acordo.
Art. 628. Independentemente do prazo do acordo, a
qualquer momento o INSS e a acordante poderão propor a
resilição/rescisão do referido acordo, desde que haja denúncia expressa
ou descumprimento de cláusulas pactuadas, com antecedência mínima de
sessenta dias, visto que o encerramento da execução de acordo dar-se-á a
partir da data da publicação da resilição/rescisão no DOU.
Art. 629. É facultado aos segurados vinculados à empresa acordante, o requerimento de benefícios nas APS.
CAPÍTULO XIII
DOS ACORDOS INTERNACIONAIS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL
Seção I
Das Informações Gerais
Art. 630. Os Acordos de Previdência Social entre
países caracterizam-se como uma norma de caráter internacional para a
coordenação das legislações nacionais em matéria de previdência com
objetivo de ampliar a cobertura, garantindo o direito aos eventos de
velhice, tempo de serviço, invalidez, incapacidade temporária,
maternidade e morte, conforme previsto em cada Acordo, a isenção da
contribuição para trabalhadores em deslocamento temporário com o
objetivo de evitar a dupla tributação e, em alguns Acordos, a cobertura
na área da saúde.
§ 1º No Brasil os Acordos de Previdência Social são autorizados pelo Congresso Nacional e promulgados pelo Presidente da República.
§ 2º As pessoas amparadas pelos Acordos de Previdência Social, as quais
estão ou estiveram filiadas aos regimes previdenciários desses países
acordantes, bem como seus dependentes, têm direito aos benefícios neles
previstos e ficam sujeitas à legislação nacional do país acordante para o
qual tenha encaminhado o requerimento.
§ 3º Os servidores públicos sujeitos a regimes próprios e seus
dependentes, estão amparados pelos Acordos de Previdência Social
firmados pelo Brasil, desde que exista previsão expressa nesses
instrumentos.
§ 4º Os Acordos Internacionais de Previdência Social não implicam na
modificação da legislação vigente em cada país, cabendo a cada parte
analisar os pedidos, considerando a legislação própria aplicável e as
regras estabelecidas no respectivo Acordo.
§ 5º Conforme art. 85-A da Lei nº 8.212, de 1991, o Acordo de Previdência Social será interpretado como lei especial.
Art. 631. Para fins de aplicação dos Acordos de Previdência Social no Brasil, os seguintes conceitos devem ser considerados:
I - autoridade competente é o Ministro de Estado da Previdência Social;
II - instituição competente é o Instituto Nacional do Seguro Social; e
III - Organismos de Ligação são as Unidades designadas pelo Instituto
Nacional do Seguro Social por meio de Resolução com objetivo de promover
a comunicação entre os países, visando garantir o cumprimento das
solicitações formuladas no âmbito dos Acordos.
Art. 632. Os Acordos de Previdência Social prevêem a
totalização do tempo de contribuição ou período de seguro cumprido no
país acordante para garantia do direito, não considerando os valores
contribuídos nesse país.
Parágrafo único. O pagamento dos benefícios ocorrerá de forma
proporcional ao tempo e ao valor contribuído para os regimes de
previdência, resultando na garantia de benefícios em dois ou mais países
acordantes, desde que atendidas as condições necessárias previstas na
legislação previdenciária de cada país e conforme cada Acordo.
Art. 633. Os requerimentos, notificações, defesas e
recursos apresentados na Instituição Competente/Organismo de Ligação do
país acordante serão considerados como tendo sido apresentados na
Instituição Competente/Organismo de Ligação brasileiro.
§ 1º As notificações, defesas e recursos devem ser encaminhados ao
segurado ou seu representante legal e obedecerão aos prazos previstos
nos Acordos Internacionais de Previdência Social ou nos Ajustes
Administrativos, contudo, não havendo previsão expressa nesses atos,
observarão os prazos previstos na legislação brasileira.
§ 2º O início da contagem do prazo, exceto se disposto de forma diversa
no Acordo Internacional de Previdência Social ou Ajuste Administrativo,
será a data de recebimento da correspondência pelo segurado, constante
no AR. A data do cumprimento a ser considerada será a da entrega da
documentação na Instituição Competente/Organismo de Ligação do país
acordante, ou da postagem da correspondência para envio ao Brasil.
Art. 634. Os Acordos de Previdência Social e os
Ajustes Administrativos vigentes estão relacionados na página da
Previdência Social, no endereço eletrônico www.previdencia.gov.br, em
assuntos internacionais.
Seção II
Do Deslocamento Temporário
Art. 635. O empregado de empresa com sede em um dos
países acordantes, que for enviado ao território do outro, pelo período
previsto no Acordo para isenção de contribuição no País de destino,
continuará sujeito à legislação previdenciária do país de origem, desde
que acompanhado do Certificado de Deslocamento Temporário que deverá ser
requerido pelo empregador, observando-se as seguintes disposições:
I - a regra prevista no caput estende-se ao contribuinte individual que
presta serviço por conta própria, desde que previsto no Acordo de
Previdência Social;
II - a solicitação do Certificado de Deslocamento Temporário poderá ser
realizada diretamente na Agência da Previdência Social Atendimento
Acordos Internacionais competente ou na Agência da Previdência Social de
preferência do requerente. O requerimento deve ser realizado antes da
efetiva saída do país de origem;
III - o fornecimento do Certificado de Deslocamento Temporário,
considerando o País Acordante de destino, será de responsabilidade da
Agência da Previdência Social Atendimento Acordos Internacionais
competente de acordo com a Resolução emitida pelo INSS;
IV - em alguns Acordos de Previdência Social há previsão de prorrogação
do período de deslocamento inicialmente previsto, ficando a autorização
a critério da autoridade competente do país de destino; e
V - os formulários para solicitação do Certificado de Deslocamento
Temporário encontram-se disponíveis na página da Previdência Social:
www.previdencia.gov.br, em assuntos internacionais, na opção formulários
para Acordos Internacionais.
Seção III
Da Saúde
Art. 636. A prestação de assistência médica aos
segurados filiados do RGPS e seus dependentes está prevista nos Acordos
de Previdência Social firmados entre o Brasil e os países de Cabo Verde,
Itália e Portugal.
§ 1º Para os países signatários do Acordo Multilateral de Seguridade
Social do MERCOSUL, a assistência médica está prevista para o
trabalhador empregado que estiver em deslocamento temporário.
§ 2º A responsabilidade pela emissão do Certificado de Direito à
Assistência Médica - CDAM, que garante o atendimento no país de destino é
do Sistema Único de Saúde - SUS. Informações complementares são obtidas
no site do Ministério da Saúde através do endereço eletrônico
sna.saude.gov.br/cdam/.
Seção IV
Dos Benefícios em Acordos Internacionais
Subseção I
Do Requerimento
Art. 637. O requerimento de benefício com a indicação
de tempo de seguro cumprido no país acordante será analisado e
concluído pela Agência da Previdência Social Atendimento Acordos
Internacionais - APSAI competente, de acordo com a Resolução emitida
pelo INSS.
§ 1º A apresentação do requerimento, no Brasil, poderá ser realizada em
qualquer APS de preferência do requerente ou nas Agências da
Previdência Social Atendimento Acordos Internacionais, com o
preenchimento do
formulário de solicitação, disponível na página da Previdência Social: www.previdencia.gov.br, em assuntos internacionais, na opção formulários para acordos.
formulário de solicitação, disponível na página da Previdência Social: www.previdencia.gov.br, em assuntos internacionais, na opção formulários para acordos.
§ 2º O requerente poderá apresentar documento emitido pela Previdência
Social do País acordante, porém, a não apresentação de algum documento
de vinculação ao regime de previdência do outro país não será óbice para
a realização do protocolo.
§ 3º São atribuições da APS que recepcionar o requerimento de benefício no âmbito dos Acordos de Previdência Social:
I - acertar o cadastro do segurado da Previdência Social, atualizando
os dados cadastrais, os vínculos, as remunerações, as atividades e as
contribuições quanto à parte brasileira, conforme documentos
apresentados pelo requerente;
II - indicar o formulário de requerimento ao interessado de acordo com o país acordante;
III - encaminhar o segurado para a realização da perícia médica, quando
se tratar de requerimento de benefício por incapacidade, devendo o
médico perito preencher o formulário acordado no âmbito do Acordo
Internacional solicitado, sendo que, no caso de sugestão de
aposentadoria por invalidez, a homologação deverá ser realizada pelo
Serviço de Saúde do Trabalhador da Gerência de vinculação da APS; e
IV - protocolar no SIPPS e encaminhar o processo à Agência da
Previdência Social Atendimento Acordos Internacionais competente, após a
realização dos procedimentos acima.
§ 4º Os formulários para requerimento de benefícios no âmbito dos
Acordos Internacionais, de acordo com o país acordante, estão
disponíveis na página da Previdência Social: www.previdencia. gov.br, em
assuntos internacionais, na opção "formulários para acordos
internacionais". Os formulários para a realização de perícia médica se
encontram disponíveis em www-intraprev, MPS, na opção Secretaria
Executiva, em assuntos internacionais ou INSS, em "seu trabalho", na
opção "benefícios", em " Acordos Internacionais".
§ 5º Deverá ser realizada perícia médica pela APS, em formulário
próprio acordado entre os países, quando solicitado por brasileiro ou
estrangeiro com estada temporária no Brasil, amparado por Acordo de
Previdência Social. A APS encaminhará os documentos à Agência de
Previdência Social Atendimento Acordos Internacionais competente, de
acordo Resolução emitida pelo INSS.
§ 6º O requerimento de benefícios brasileiros para residente no
exterior, com tramitação pelo Organismo de Ligação do país acordante,
será encaminhado diretamente à Agência de Previdência Social Atendimento
Acordos Internacionais competente, de acordo com a Resolução emitida
pelo INSS.
§ 7º Para os requerimentos de benefícios por incapacidade brasileiros
encaminhados pelos Organismos de Ligação do país acordante a realização
da perícia médica será feita com base no formulário médico acordado para
este fim.
§ 8º A realização de perícia médica para segurados vinculados à
Previdência Social brasileira que estejam em países com os quais o
Brasil não mantém Acordo Internacional de Previdência Social, será
realizada com base no formulário médico próprio, Anexo V, preenchido por
médico indicado pelas representações consulares brasileiras no
exterior, sendo necessário a sua
tradução juramentada e o envio do requerimento do benefício pretendido e os documentos médicos que o segurado possuir.
tradução juramentada e o envio do requerimento do benefício pretendido e os documentos médicos que o segurado possuir.
§ 9º A tramitação da solicitação prevista no parágrafo anterior deverá
ser por meio da Coordenação de Acordos Internacionais da Diretoria de
Benefícios.
Subseção II
Da Análise dos Benefícios
Art. 638. Os Acordos Internacionais de Previdência
Social aplicar-se-ão ao regime de Previdência de cada País, cabendo a
cada uma das partes analisar os pedidos de benefícios apresentados e
decidir quanto ao direito e às condições, conforme legislação própria
aplicável e as especificidades de cada Acordo.
Art. 639. Os períodos de contribuição cumpridos no
país acordante poderão ser totalizados com os períodos de contribuição
cumpridos no Brasil, para efeito de aquisição, manutenção e recuperação
de direitos, com a finalidade de concessão de benefício brasileiro por
totalização, no âmbito dos Acordos de Previdência Social.
Parágrafo único. Os períodos concomitantes de seguro ou de contribuição
prestados nos dois países serão tratados conforme definido no texto de
cada Acordo.
Art. 640. O período em que o segurado esteve ou
estiver em gozo de benefício da legislação previdenciária do país
acordante será considerado somente para fins de manutenção da qualidade
de segurado.
Parágrafo único. O período de que trata o caput deste artigo não poderá
ser computado para fins de complementação e resgate da carência
necessária ao benefício da legislação brasileira.
Art. 641. Os períodos de contribuição cumpridos no
RPPS brasileiro poderão ser considerados na apuração do tempo de
contribuição nos benefícios no âmbito dos Acordos Internacionais,
inclusive para fins de validação ao País acordante, quando previsto no
Acordo Internacional.
Art. 642. No Brasil haverá emissão de CTC obedecida
às regras de contagem recíproca e compensação previdenciária nas
seguintes situações:
I - quando o período de RPPS brasileiro for anterior ao período no
RGPS, mesmo que o segurado esteja vinculado por último ao regime de
previdência do país acordante, previsto no respectivo Acordo; ou
II - quando o período de RPPS brasileiro for posterior ao período no
RGPS, estando o segurado vinculado por último a um regime de previdência
do País acordante, previsto no respectivo Acordo.
Parágrafo único. Não há compensação previdenciária entre o Brasil e os países acordantes.
Art. 643. Aplicam-se as disposições contidas no § 2º
do art. 675, com relação à certidão de casamento, exceto se houver
previsão expressa no Acordo de Previdência Social que dispense esse
procedimento para aceitação dos documentos exigidos na aplicação do
Acordo.
Parágrafo único. O contido no caput deverá ser excetuado quando a
certidão de casamento for oriunda da França ou Argentina, considerando
os seguintes Acordos Internacionais:
I - França, que será dispensada a legalização ou qualquer formalidade
análoga, conforme o disposto no art. 23 do Decreto nº 3.598, de 12 de
setembro de 2000; e
II - Argentina, que será legalizada apenas pelo respectivo Ministério das Relações Exteriores, não havendo necessidade de ser submetida à legalização consular, conforme Acordo sobre Simplificação de Legalizações em Documentos Públicos, publicado no DOU nº 77, de 23 de abril de 2004.
Subseção III
Do Recurso em Acordos Internacionais
Art. 644. O requerimento de recurso poderá ser
apresentado em qualquer APS de escolha do segurado, devendo ser enviado à
Agência da Previdência Social Atendimento Acordos Internacionais
competente, de acordo com a Resolução emitida pelo INSS.
Parágrafo único. A análise do pedido de recurso que envolva totalização
de períodos será realizada pela Agência da Previdência Social
Atendimento Acordos Internacionais de acordo com a Resolução emitida
pelo INSS.
Subseção IV
Da Revisão em Acordos Internacionais
Art. 645. O requerimento de revisão poderá ser
apresentado em qualquer APS de escolha do segurado, devendo ser enviado à
Agência da Previdência Social Atendimento Acordos Internacionais
competente de acordo com a Resolução emitida pelo INSS.
Parágrafo único. A análise do pedido de revisão de benefício que
envolva totalização de períodos será realizada pela Agência da
Previdência Social Atendimento Acordos Internacionais competente, de
acordo com a Resolução emitida pelo INSS.
Seção V
Do Cálculo do Benefício Utilizando o Tempo de Seguro de País Acordante
Art. 646. O cálculo dos benefícios concedidos por
totalização, no âmbito dos Acordos de Previdência Social, será realizado
conforme as regras dessa Seção.
Art. 647. Para fins de fixação do Período Básico de
Cálculo - PBC, deve-se ter em consideração o tempo de contribuição
realizado sob a legislação brasileira.
Art. 648. O Salário de benefício, para fins de
cálculo da prestação teórica dos benefícios por totalização com
contribuição para a Previdência Social brasileira, será apurado, segundo
as regras contidas no § 18 do art. 32 do RPS, conforme exposto a
seguir:
I - quando houver contribuído, no Brasil, em número igual ou superior a
60% (sessenta por cento) do número de meses decorridos desde a
competência julho de 1994, mediante aplicação do disposto no art. 188-A e
seus § § 1º e 2º, do RPS;
II - quando houver contribuído, no Brasil, em número inferior ao
indicado no inciso I, com base no valor da média aritmética simples de
todos os salários de contribuição correspondentes a todo o período
contributivo contado desde julho de 1994, multiplicado pelo fator
previdenciário, observado o § 2º do art. 188-A, o § 19 e, quando for o
caso, o § 14, do art. 32, ambos do RPS; e
III - sem contribuição no Brasil, a partir da competência julho de
1994, com base na média aritmética simples de todo o período
contributivo, multiplicado pelo fator previdenciário, observado o
disposto no § 2º do art. 188-A e, quando for o caso, no § 14 do art. 32,
ambos do RPS.
Art. 649. No cálculo da Renda Mensal Inicial - RMI, teoricamente o período de seguro apurado relativo ao país acordante será considerado como sendo do Brasil. A este cálculo dá-se o nome de Renda Mensal Inicial Teórica.
§ 1º A renda mensal inicial teórica não poderá ter valor inferior ao salário mínimo vigente na data do início do benefício, na forma do
inciso VI do art. 2º e do art. 33, ambos da Lei nº 8.213, de 1991.
§ 2º Deverá ser observada a aplicação dos arts. 50 e 53, ambos da Lei
nº 8.213, de 1991, nos casos de requerimento de aposentadoria por idade e
tempo de contribuição.
Art. 650. No cálculo da Renda Mensal Inicial
proporcional, sobre a renda mensal inicial teórica aplicar-se-á
proporcionalidade ou pró-rata, ou seja, o resultado da razão entre o
tempo de contribuição cumprido no Brasil dividido pelo tempo total,
conforme fórmula abaixo:
RMI1= RMI2 x TS TT
Onde:
RMI 1 = renda mensal inicial proporcional
RMI 2 = renda mensal inicial teórica
TS = tempo de serviço no Brasil
TT = totalidade dos períodos de seguro cumpridos em ambos os países
acordantes (observado o limite máximo, conforme legislação vigente).
§ 1º A renda mensal inicial proporcional dos benefícios concedidos no
âmbito dos Acordos de Previdência Social, por totalização, poderá ter
valor inferior ao do salário mínimo vigente, conforme § 1º do art. 35 do
RPS.
§ 2º O tempo de contribuição a ser considerado na aplicação da fórmula
do fator previdenciário é o somatório do tempo de contribuição para a
Previdência Social brasileira e o tempo de contribuição para a
Previdência Social do país acordante.
Seção VI
Da Manutenção em Acordos Internacionais
Subseção I
Do Pagamento
Art. 651. No segundo dia útil de cada mês realiza-se a
remessa dos créditos relativos aos pagamentos de benefícios de
residentes no exterior para a Instituição Financeira contratada que
efetiva os depósitos dos pagamentos aos beneficiários em países com os
quais o Brasil mantém Acordo de Previdência Social.
Art. 652. O titular de benefício pago pelo INSS, que
estiver de mudança para um dos países com os quais o Brasil mantém
Acordo de Previdência Social, e havendo mecanismo de remessa de valor
para o país pretendido, poderá solicitar a transferência do pagamento
para recebimento naquele país. O formulário consta na página da
Previdência Social www.previdencia.gov.br, em assuntos internacionais,
na opção formulários para acordos internacionais.
§ 1º O requerimento de transferência de pagamento, ainda que o
benefício não tenha sido concedido no âmbito dos Acordos de Previdência
Social, pode ser apresentado em qualquer APS que encaminhará o pedido à
Agência da Previdência Social de Atendimento Acordos Internacionais,
considerando o país de destino, de acordo com a Resolução emitida pelo
INSS.
§ 2º Quando o beneficiário da Previdência Social com pagamento no exterior retornar para o Brasil, poderá solicitar a transferência do pagamento do benefício para qualquer APS de sua preferência.
Art. 653. Os beneficiários da Previdência Social
brasileira que residem em países para os quais não há remessa de
pagamento devem outorgar procuração, por instrumento público ou
particular, com fim específico de recebimento de benefício.
§ 1º A procuração outorgada no exterior, para produzir efeito junto ao
INSS, deverá ser legalizada na Repartição Consular Brasileira no país
onde o documento foi emitido, conforme o Manual do Serviço Consular e
Jurídico - MSCJ - aprovado pela Portaria MRE nº 457, de 02 de agosto de
2010, exceto para os países:
I - França, que será dispensada a legalização ou qualquer formalidade
análoga, conforme o disposto no art. 23 do Decreto nº 3.598, de 2000; e
II - Argentina, que será legalizada apenas pelo respectivo Ministério
das Relações Exteriores, não havendo necessidade de ser submetida à
legalização consular, conforme Acordo sobre Simplificação de
Legalizações em Documentos Públicos, publicado no DOU nº 77, de 23 de
abril de 2004.
§ 2º A procuração emitida em idioma estrangeiro, particular ou pública,
será acompanhada da respectiva tradução por tradutor público
juramentado.
Art. 654. A manutenção dos benefícios concedidos por
totalização, no âmbito dos Acordos de Previdência Social, para
residentes no Brasil, será direcionada para a APS de preferência do
titular ou do procurador do beneficiário.
Parágrafo único. Quando houver dúvida quanto a créditos pagos e não
pagos no âmbito dos Acordos de Previdência Social deverá ser consultado o
Sistema de Pagamentos de Acordos Internacionais - SPAI.
Subseção II
Do Atestado de Vida em Acordos Internacionais
Art. 655. O atestado de vida, documento hábil
utilizado para garantir a manutenção dos benefícios previdenciários,
poderá ser emitido por representações consulares brasileiras no
exterior, em formulário próprio ou organismo de ligação do país
acordante.
§ 1º O atestado de vida tem prazo de validade de noventa dias a partir
da data de sua legalização pelas representações consulares brasileira no
exterior.
§ 2º A legalização do atestado de vida pelas representações consulares
brasileiras no exterior é obrigatória, exceto para os seguintes países:
I - França, que será dispensada a legalização ou qualquer formalidade
análoga, conforme o disposto no art. 23 do Decreto nº 3.598, de 2000; e
II - Argentina, que será legalizada apenas pelo respectivo Ministério
das Relações Exteriores, não havendo necessidade de ser submetida à
legalização consular, conforme Acordo sobre Simplificação de
Legalizações em Documentos Públicos, publicado no DOU nº 77, de 23 de
abril de 2004.
§ 3º Os notários locais no exterior poderão, por meio do formulário
próprio, Anexo XI, reconhecer a firma do beneficiário de forma
presencial, entretanto este procedimento, observadas as exceções
previstas nesta seção, não dispensa a legalização pelas representações
consulares brasileiras.
§ 4º Após o reconhecimento da firma pelo notário, o envio do formulário, Anexo XI, pelo beneficiário, às representações consulares brasileiras para legalização, poderá ser via correio.
§ 5º A legalização do atestado de vida pela representação consular
brasileira no exterior deverá ocorrer dentro de trinta dias da data do
reconhecimento da firma pelo notário local.
Subseção III
Art. 656. Os beneficiários residentes ou domiciliados
no exterior terão os rendimentos tributados na alíquota de 25% (vinte e
cinco por centro) a título de Imposto de Renda retido na fonte.
Parágrafo único. No caso de existência de Acordo Internacional para
evitar a dupla tributação e evasão fiscal entre o País de residência e o
Brasil deverá ser observado, nesse Instrumento, qual o país responsável
pela tributação do Imposto de Renda.
Subseção IV
Do Óbito no Exterior
Art. 657. As APS que recepcionarem certidão de óbito ocorrido no exterior deverão providenciar a cessação dos benefícios.
CAPÍTULO XIV
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO PREVIDENCIÁRIO
Seção I
Da Fase Inicial
Subseção I
Das Disposições Gerais
Art. 658. Considera-se processo administrativo
previdenciário o conjunto de atos administrativos praticados nos Canais
de Atendimento da Previdência Social, iniciado em razão de requerimento
formulado pelo interessado, de ofício pela Administração ou por terceiro
legitimado, e concluído com a decisão definitiva no âmbito
administrativo.
Parágrafo único. O processo administrativo previdenciário contemplará as fases inicial, instrutória, decisória e recursal.
Art. 659. Nos processos administrativos previdenciários serão observados, entre outros, os seguintes preceitos:
I - presunção de boa-fé dos atos praticados pelos interessados;
II - atuação conforme a lei e o Direito;
III - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou
parcial de poderes e competências, salvo autorização em lei;
IV - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades;
V - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;
VI - condução do processo administrativo com a finalidade de resguardar
os direitos subjetivos dos segurados, dependentes e demais interessados
da Previdência Social, esclarecendo-se os requisitos necessários ao
benefício ou serviço mais vantajoso;
VII - o dever de prestar ao interessado, em todas as fases do processo,
os esclarecimentos necessários para o exercício dos seus direitos, tais
como documentação indispensável ao requerimento administrativo, prazos
para a prática de atos, abrangência e limite dos recursos, não sendo
necessária, para tanto, a intermediação de terceiros;
VIII - publicidade dos atos praticados no curso do processo administrativo restrita aos interessados e seus representantes legais, resguardando-se o sigilo médico e dos dados pessoais, exceto se destinado a instruir processo judicial ou administrativo;
IX - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações,
restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias
ao atendimento do interesse público;
X - fundamentação das decisões administrativas, indicando os documentos
e os elementos que levaram à concessão ou ao indeferimento do benefício
ou serviço;
XI - identificação do servidor responsável pela prática de cada ato e a respectiva data;
XII - adoção de formas e vocabulário simples, suficientes para
propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos
dos usuários da Previdência Social, evitando-se o uso de siglas ou
palavras de uso interno da Administração que dificultem o entendimento
pelo interessado;
XIII - compartilhamento de informações com órgãos públicos, na forma da lei;
XIV - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações
finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos
de que possam resultar sanções e nas situações de litígio;
XV - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as prevista em lei;
XVI - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados; e
XVII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor
garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação
retroativa de nova interpretação.
Subseção II
Dos Interessados
Art. 660. São legitimados para realizar o requerimento do benefício ou serviço:
I - o próprio segurado, dependente ou beneficiário;
II - o procurador legalmente constituído;
III - o representante legal, assim entendido o tutor, curador, detentor
da guarda ou administrador provisório do interessado, quando for o
caso;
IV - a empresa, o sindicato ou a entidade de aposentados devidamente
legalizada, na forma do art. 117 da Lei nº 8.213, de 1991; e
V - o dirigente de entidade de atendimento de que trata o art. 92, §
1º, do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, na forma do art. 493.
Parágrafo único. No caso de auxílio-doença, a Previdência Social deve
processar de ofício o benefício, quando tiver ciência da incapacidade do
segurado, mesmo que este não o tenha requerido, observado o disposto no
art. 314.
Art. 661. É facultado à empresa protocolar
requerimento de auxílio-doença ou documento dele originário de seu
empregado ou contribuinte individual a ela vinculado ou a seu serviço,
observado o inciso IV do art. 660.
Parágrafo único. A empresa que adotar o procedimento previsto no caput terá acesso às decisões administrativas a ele relativas.
Subseção III
Dos Impedimentos e da Suspeição
Art. 662. É impedido de atuar no processo administrativo o servidor:
I - que tenha interesse direto ou indireto na matéria;
II - que tenha participado ou venha a participar como interessado,
perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrerem
quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau;
III - que esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro; e
IV - cujo cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau tenha atuado como intermediário.
Parágrafo único. Entende-se por parentes em primeiro grau, os pais e os
filhos; em segundo grau, os netos, os avós e os irmãos; em 3º grau, os
bisavós, bisnetos, tios e sobrinhos.
Art. 663. O servidor que incorrer em impedimento deve
comunicar o fato à chefia imediata que, ao acolher as razões, designará
outro servidor para atuar no processo.
Parágrafo único. A omissão do dever de comunicar o impedimento será apurada em sede disciplinar.
Art. 664. Pode ser arguida perante a chefia imediata a
suspeição de servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com
algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros,
parentes e afins até o terceiro grau.
Parágrafo único. É de dez dias o prazo para recurso contra a decisão
que não acolher a alegação de suspeição suscitada pelo interessado,
cabendo a apreciação e julgamento à chefia da Unidade de Atendimento.
Subseção IV
Da Comunicação dos Atos
Art. 665. A Unidade de Atendimento na qual tramita o
processo administrativo deverá comunicar os interessados sobre
exigências a cargo destes, bem como sobre as decisões e seus
fundamentos.
§ 1º A comunicação deverá conter:
I - identificação do interessado e, se for o caso, do terceiro interessado;
II - a finalidade da comunicação;
III - data, hora e local em que deve comparecer, acompanhado ou não de testemunhas, se for o caso;
IV - informação se o interessado deve comparecer acompanhado de seu representante legal;
V - informação da continuidade do processo independentemente do comparecimento; e
VI - indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes.
§ 2º A comunicação deverá ser realizada na primeira oportunidade,
preferencialmente por ciência nos autos. Quando não houver ciência nos
autos, a comunicação deverá ser feita via postal com aviso de
recebimento, telegrama ou outro meio que assegure a ciência do
interessado, devendo a informação ficar registrada no processo
administrativo.
§ 3º Presumem-se válidas as comunicações dirigidas ao endereço para
correspondência declinado nos autos pelo interessado, cabendo a ele
atualizar o respectivo endereço sempre que houver modificação temporária
ou definitiva, iniciando a contagem do prazo a partir da data da
ciência.
§ 4º As comunicações serão consideradas ineficazes quando feitas sem
observância das prescrições legais, mas o comparecimento do interessado
ou de seu representante legal supre sua falta ou irregularidade, iniciando neste momento a contagem do prazo.
ou de seu representante legal supre sua falta ou irregularidade, iniciando neste momento a contagem do prazo.
§ 5º Para complementar informações ou solicitar esclarecimentos, a
comunicação ao interessado poderá ser feita por qualquer meio, inclusive
comunicação verbal, direta ou telefônica, correspondência, telegrama,
fax ou correio eletrônico, registrando-se a circunstância no processo,
caso necessário.
§ 6º As intimações para comparecimento observarão a antecedência mínima de três dias úteis.
§ 7º Todos os prazos previstos em relação aos pedidos de interesse dos
segurados junto ao INSS começam a correr a partir da data da
cientificação oficial, excluindo-se da contagem o dia do começo e
incluindo-se o do vencimento, observando-se que:
I - considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte se
o vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for
encerrado antes da hora normal;
II - os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo; e
III - os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data e se,
no mês do vencimento, não houver o equivalente àquele do início do
prazo, tem-se como termo o último dia do mês.
Art. 666. O não atendimento da comunicação não
implica no reconhecimento da verdade dos fatos de modo desfavorável à
pretensão formulada pelo interessado.
Subseção V
Do Início do Processo
Art. 667. O requerimento de benefícios e serviços
deverá ser solicitado pelos canais de atendimento da Previdência Social,
previstos na Carta de Serviços ao Cidadão do INSS de que trata o art.
11 do Decreto nº 6.932, de 11 de agosto de 2009, tais como:
I - Internet, pelo endereço eletrônico www.previdencia.gov.br;
II - Central de Teleatendimento - 135; e
III - Unidades de Atendimento.
§ 1º As Unidades de Atendimento de Acordos Internacionais destinam-se
ao atendimento de requerimentos de benefícios e serviços exclusivamente
no âmbito dos Acordos Internacionais.
§ 2º As Unidades de Atendimento de demandas judiciais destinam-se
exclusivamente ao cumprimento de determinações judiciais em ações nas
quais o INSS for parte do litígio.
§ 3º O requerimento de benefícios e serviços agendáveis é composto de duas etapas:
I - agendamento por meio de um dos canais de atendimento; e
II - apresentação da documentação no local, data e horário agendado.
§ 4º O agendamento de benefícios e serviços deverá ser realizado
preferencialmente pelos canais de atendimento referidos nos incisos I e
II do caput.
§ 5º A relação dos serviços agendáveis e não agendáveis será divulgada
na Carta de Serviços ao Cidadão de que trata o art. 11 do Decreto nº
6.932, de 2009.
Art. 668. Todo requerimento de benefício ou serviço deverá ser registrado nos sistemas informatizados da Previdência Social na data do comparecimento do interessado.
Art. 669. Qualquer que seja o canal de atendimento
utilizado, será considerada como DER a data de solicitação do agendamento do benefício ou serviço, ressalvadas as seguintes hipóteses:
I - caso não haja o comparecimento do interessado na data agendada para conclusão do requerimento;
II - nos casos de reagendamento por iniciativa do interessado, exceto se for antecipado o atendimento; ou
III - no caso de incompatibilidade do benefício ou serviço agendado com
aquele efetivamente devido, hipótese na qual a DER será considerada
como a data do atendimento.
§ 1º Para fins do disposto no inciso III, a DER será mantida sempre que
o benefício requerido e o devido fizerem parte do mesmo grupo
estabelecido em cada inciso a seguir, na forma da Carta de Serviços ao
Cidadão:
I - aposentadorias;
II - benefícios por incapacidade;
III - benefícios aos dependentes do segurado;
IV - salário-maternidade; e
V - benefícios assistenciais.
§ 2º A DER será mantida sempre que o INSS não puder atender o solicitante na data agendada.
§ 3º No caso de falecimento do interessado, os dependentes ou herdeiros
poderão formalizar o requerimento do benefício, mantida a DER na data
do agendamento inicial, hipótese em que, obrigatoriamente, deverá ser
comprovado o óbito e anexado o comprovante do agendamento eletrônico no
processo de benefício.
§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo aos casos de requerimento de recurso e revisão.
Art. 670. O requerimento do benefício ou serviço
poderá ser apresentado em qualquer Unidade de Atendimento da Previdência
Social, independentemente do local de seu domicílio, exceto APS de
Atendimento a Demandas Judiciais - APSADJ e Equipes de Atendimento a
Demandas Judiciais - EADJ.
Parágrafo único. O INSS poderá, a seu critério, modificar o local do
atendimento para uma das Unidades de Atendimento do domicílio do
interessado, mediante prévia comunicação.
Art. 671. Conforme preceitua o art. 176 do RPS, a
apresentação de documentação incompleta não constitui motivo para recusa
do requerimento do benefício ou serviço, ainda que, de plano, se possa
constatar que o segurado não faz jus ao benefício ou serviço que
pretende requerer, sendo obrigatória a protocolização de todos os
pedidos administrativos cabendo, se for o caso, a emissão de carta de
exigência ao requerente.
Subseção VI
Da Identificação do Requerente
Art. 672. Todo atendimento presencial deverá ser
realizado mediante apresentação de pelo menos um dos seguintes
documentos de identificação:
I - Carteira de Identidade;
II - Carteira Nacional de Habilitação;
III - Carteira de Trabalho;
IV - Carteira Profissional;
V - Passaporte;
VI - Carteira de Identificação Funcional; ou
VII - outro documento dotado de fé pública que permita a identificação do cidadão.
§ 1º O documento de identificação apresentado deverá conter fotografia que permita o reconhecimento do requerente.
§ 2º Caso o documento apresentado não seja hábil para identificar o
interessado, o servidor deverá emitir carta de exigência para que o
interessado apresente algum outro documento que o identifique, observado
o art. 678.
§ 3º Verificada, a qualquer tempo, indício de fraude em relação a
qualquer documento apresentado, o servidor considerará não satisfeita a
exigência e deverá:
I - registrar a ocorrência no processo; e
II - dar ciência à chefia imediata que, no prazo máximo de cinco dias,
remeterá o processo à autoridade competente para adoção das providências
cabíveis.
§ 4º Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade.
§ 5º Caso o interessado não apresente documento de identificação com foto, não poderá ser realizado o atendimento pretendido.
§ 6º O INSS poderá utilizar biometria ou meio subsidiário de
identificação incorporado aos sistemas informatizados de atendimento,
como o registro fotográfico.
§ 7º A autenticação eletrônica, por certificação digital ou senha
pessoal, será considerada meio válido para identificação nos canais
remotos e autoatendimento, quando necessário.
Subseção VII
Da Formalização do Processo
Art. 673. Realizado o requerimento dos benefícios ou
serviços, o processo administrativo será formalizado com os seguintes
documentos:
I - capa;
II - requerimento formalizado e assinado;
III - procuração ou documento que comprove a representação legal, se for o caso;
IV - comprovante de agendamento, quando cabível;
V - cópia do documento de identificação do requerente e do representante legal, quando houver divergência de dados cadastrais;
VI - documentos comprobatórios relacionados ao pedido, caso houver; e
VII - decisão fundamentada.
§ 1º Ao requerente analfabeto ou impossibilitado de assinar será permitida respectivamente:
I - a aposição da impressão digital na presença de servidor do INSS, que o identificará; e
II - a assinatura a rogo na presença de duas pessoas, preferencialmente
servidores, as quais deverão assinar com um terceiro que assinará em
nome do interessado.
§ 2º O segurado e o dependente, maiores de dezesseis anos de idade,
poderão firmar requerimento de benefício, independentemente da presença
dos pais ou tutor, observando que seus pais ou tutor poderão representá-los perante a Previdência Social até a maioridade civil, ou seja, dezoito anos.
dos pais ou tutor, observando que seus pais ou tutor poderão representá-los perante a Previdência Social até a maioridade civil, ou seja, dezoito anos.
Art. 674. Na formalização do processo será suficiente
a apresentação dos documentos originais ou cópias autenticadas em
cartório ou por servidor do INSS, ou ainda conforme previsto no art.
676, podendo ser solicitada a apresentação do documento original para
verificação de contemporaneidade ou outras situações em que este
procedimento se fizer necessário.
§ 1º O servidor, após conferir a autenticidade dos documentos
apresentados, deverá devolver os originais ao requerente e providenciar,
quando necessário, a juntada das cópias por ele autenticadas ao
processo, mediante aposição de carimbo próprio.
§ 2º Quando for apresentada cópia de vários documentos para serem
conferidos com o original, é facultado ao servidor certificar a
autenticidade em despacho, fazendo referência às folhas em que esses
documentos foram inseridas no processo.
§ 3º A reprografia dos documentos, para fins de juntada ao processo, poderá ficar a cargo do INSS.
Art. 675. As certidões de nascimento, casamento e
óbito são dotadas de fé pública e o seu conteúdo não poderá ser
questionado, nos termos dos arts. 217 e 1.604, ambos do Código Civil.
§ 1º Existindo indício de erro ou falsidade do documento, caberá ao INSS adotar as medidas necessárias para apurar o fato.
§ 2º Para produzir efeito perante o INSS, as certidões de nascimento,
casamento e óbito de procedência estrangeira deverão ser legalizadas
pela autoridade consular brasileira, traduzida por tradutor público
juramentado no Brasil e registrada em Cartório de Registro e Títulos e
Documentos, sem prejuízo das disposições dos Acordos Internacionais de
Previdência Social.
§ 3º As disposições do caput não se aplicam aos documentos oriundos da
França ou Argentina, considerando os seguintes Acordos Internacionais:
I - França, que será dispensada a legalização ou qualquer formalidade
análoga, conforme o disposto no art. 23 do Decreto nº 3.598, de 2000; e
II - Argentina, que será legalizada apenas pelo respectivo Ministério
das Relações Exteriores, não havendo necessidade de ser submetida à
legalização consular, conforme Acordo sobre Simplificação de
Legalizações em Documentos Públicos, publicado no DOU nº 77, de 23 de
abril de 2004.
§ 4º A apresentação de certidão de casamento realizada no exterior sem
os requisitos de validade previstos no § 2º não impede que a análise da
condição de dependente prossiga com vistas ao reconhecimento de união
estável, na forma do art. 135.
Art. 676. Os documentos microfilmados por empresas ou
cartórios, ambos registrados na Secretaria Nacional de Justiça do
Ministério da Justiça, apresentados em cópia perfeitamente legível e
devidamente autenticada, fazem a mesma prova dos originais e deverão ser
aceitos pelo INSS, sem a necessidade de diligência junto à empresa para
verificar o filme e comprovar a sua autenticidade.
§ 1º A cópia de documento privado microfilmado deverá estar
autenticada, com carimbo aposto em todas as folhas, pelo cartório
responsável pelo registro da autenticidade do microfilme e que satisfaça
os requisitos especificados no Decreto nº 1.799, de 30 de janeiro de
1996.
§ 2º A confirmação do registro das empresas e cartórios na Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça poderá ser feita por meio de consulta ao Portal do Ministério da Justiça na Internet.
§ 3º O documento não autenticado na forma do § 1º deste artigo não
poderá ser aceito para a instrução de processos previdenciários,
podendo, na impossibilidade de apresentação do documento original, ser
confirmado por meio de Pesquisa Externa, observado o § 7º do art. 62 do
RPS.
Art. 677. Equiparam-se aos originais os documentos autenticados por:
I - órgãos da Justiça e seus auxiliares;
II - Ministério Público e seus auxiliares;
III - procuradorias;
IV - autoridades policiais;
V - repartições públicas em geral;
VI - advogados públicos; e
VII - advogados privados.
§ 1º Na hipótese do inciso VII a autenticação está vinculada ao
advogado privado que conste na procuração, ainda que apresentado por seu
substabelecido, desde que acompanhado de cópia da carteira da OAB.
§ 2º Para fins do disposto no parágrafo anterior, o documento
autenticado deverá conter nome completo, número de inscrição na OAB e
assinatura do advogado.
§ 3º Caso identificado indício de irregularidade nas cópias
apresentadas, o servidor poderá exigir a apresentação dos originais para
conferência.
Seção II
Da Fase Instrutória
Subseção I
Da Carta de Exigência
Art. 678. A apresentação de documentação incompleta
não constitui motivo para recusa do requerimento de benefício, ainda
que, de plano, se possa constatar que o segurado não faz jus ao
benefício ou serviço que pretende requerer, sendo obrigatória a
protocolização de todos os pedidos administrativos.
§ 1º Não apresentada toda a documentação indispensável ao processamento
do benefício ou do serviço, o servidor deverá emitir carta de
exigências elencando providências e documentos necessários, com prazo
mínimo de trinta dias para cumprimento.
§ 2º O prazo previsto no § 1º deste artigo poderá ser prorrogado por igual período, mediante pedido justificado do interessado.
§ 3º Emitida carta de exigências no momento do atendimento, deverá ser
colhida a assinatura de ciência na via a ser anexada no processo
administrativo, com entrega obrigatória de cópia ao requerente.
§ 4º Na hipótese do § 1º deste artigo, poderá ser agendado novo
atendimento, sendo imediatamente comunicado ao requerente a nova data e
horário agendados.
§ 5º Caso o interessado solicite o protocolo somente com apresentação
do documento de identificação, deverá ser protocolado o requerimento e
emitida carta de exigência imediatamente e de uma só vez, não sendo
vedada a emissão de novas exigências caso necessário.
§ 6º É vedado o cadastramento de exigência para apresentação de procuração.
§ 7º Esgotado o prazo para o cumprimento da exigência sem que os documentos tenham sido apresentados, o processo será decidido com observação ao disposto neste Capítulo, devendo ser analisados todos os dados constantes dos sistemas informatizados do INSS, para somente depois haver análise de mérito quanto ao pedido de benefício.
§ 8º Caso o requerente declare formalmente não possuir os documentos
solicitados na carta de exigência emitida pelo servidor, o requerimento
poderá ser decidido de imediato.
Art. 679. Observado o disposto no art. 19 do RPS, as
APS, quando necessário, devem manter cópia dos documentos
comprobatórios, devidamente conferidos, evitando-se a retenção dos
documentos originais.
Parágrafo único. Observada a necessidade de retenção dos documentos
referidos no caput, para subsidiar a análise e a conclusão do ato de
deferimento ou de indeferimento do benefício, por um prazo não superior a
cinco dias, deverá ser expedido, obrigatoriamente, o termo de retenção e
de restituição, em duas vias, sendo a primeira via do segurado e a
segunda do INSS e, em caso da identificação de existência de
irregularidades, proceder-se-á de acordo com o disposto no art. 282 do
RPS.
Subseção II
Da Instrução do Processo Administrativo
Art. 680. As atividades de instrução destinadas a
averiguar e comprovar os requisitos legais para o reconhecimento de
direito aos benefícios e serviços da Previdência Social serão realizadas
pelo INSS, seja o processo constituído por meio físico ou eletrônico.
Parágrafo único. O não cumprimento de um dos requisitos legais para o
reconhecimento de direitos ao benefício ou serviço não afasta o dever do
INSS de instruir o processo quanto aos demais.
Art. 681. Os dados constantes do CNIS relativos a
vínculos, remunerações e contribuições valem como prova de filiação à
Previdência Social, tempo de contribuição e salários de contribuição,
salvo comprovação de erro ou fraude.
Art. 682. A comprovação dos dados divergentes, extemporâneos ou não constantes no CNIS cabe ao requerente.
§ 1º Nos casos de dados divergentes ou extemporâneos no CNIS cabe ao
INSS emitir carta de exigências na forma do § 1º do art. 678.
§ 2º Quando os documentos apresentados não forem suficientes para o
acerto do CNIS, mas constituírem início de prova material, o INSS deverá
realizar as diligências cabíveis, tais como:
I - consulta aos bancos de dados colocados à disposição do INSS;
II - emissão de ofício a empresas ou órgãos;
III - Pesquisa Externa; e
IV - Justificação Administrativa.
Art. 683. Em caso de dúvida quanto à veracidade ou
contemporaneidade dos documentos apresentados, o INSS deve realizar as
diligências descritas no § 2º do art. 682.
Art. 684. Quando o requerente declarar que fatos e
dados estão registrados em documentos existentes em qualquer órgão
público a Unidade de Atendimento procederá, de ofício, à obtenção dos
documentos ou das respectivas cópias.
§ 1º As Unidades de Atendimento da Previdência Social não poderão
exigir do requerente a apresentação de certidões ou outros documentos
expedidos
por outro órgão ou entidade do Poder Executivo Federal, devendo o servidor proceder na forma do caput, nos termos do art. 3º do Decreto nº 6.932, de 2009.
por outro órgão ou entidade do Poder Executivo Federal, devendo o servidor proceder na forma do caput, nos termos do art. 3º do Decreto nº 6.932, de 2009.
§ 2º O disposto no § 1º deste artigo não impede que o interessado
providencie, por conta própria, o documento junto ao órgão responsável,
se assim o desejar.
Art. 685. Caso o segurado requeira novo benefício,
poderá ser utilizada a documentação de processo anterior para auxiliar a
análise.
§ 1º Identificada a existência de processo de beneficio indeferido da
mesma espécie, deverão ser solicitadas informações acerca dos elementos
nele constantes e as razões do seu indeferimento, suprindo-se estas pela
apresentação de cópia integral do processo anterior, a qual deverá ser
juntada ao novo pedido.
§ 2º Nos casos de impossibilidade material de utilização do processo
anterior ou desnecessidade justificada fica dispensada a determinação do
parágrafo anterior.
Art. 686. Quando for necessária a prestação de
informações ou a apresentação de documentos por terceiros, poderá ser
expedida comunicação para esse fim, mencionando-se data, prazo, forma e
condições de atendimento.
Parágrafo único. Não sendo atendida a solicitação, o INSS adotará as
medidas necessárias para obtenção do documento ou informação.
Seção III
Da Fase Decisória
Art. 687. O INSS deve conceder o melhor benefício a que o segurado fizer jus, cabendo ao servidor orientar nesse sentido.
Art. 688. Quando, por ocasião da decisão, for
identificado que estão satisfeitos os requisitos para mais de um tipo de
benefício, cabe ao INSS oferecer ao segurado o direito de opção,
mediante a apresentação dos demonstrativos financeiros de cada um deles.
§ 1º A opção deverá ser expressa e constar nos autos.
§ 2º Nos casos previstos no caput, deverá ser observada a seguinte disposição:
I - se os benefícios forem do mesmo grupo, conforme disposto no art. 669, a DER será mantida; e
II - se os benefícios forem de grupos distintos, e o segurado optar por
aquele que não requereu inicialmente, a DER será fixada na data da
habilitação do benefício, conforme art. 669.
Art. 689. Se por ocasião do atendimento estiverem presentes as condições necessárias, será imediatamente proferida a decisão.
Art. 690. Se durante a análise do requerimento for
verificado que na DER o segurado não satisfazia os requisitos para o
reconhecimento do direito, mas que os implementou em momento posterior,
deverá o servidor informar ao interessado sobre a possibilidade de
reafirmação da DER, exigindo-se para sua efetivação a expressa
concordância por escrito.
Parágrafo único. O disposto no caput aplica-se a todas as situações que resultem em benefício mais vantajoso ao interessado.
Art. 691. A Administração tem o dever de
explicitamente emitir decisão nos processos administrativos e sobre
solicitações ou reclamações em matéria de sua competência, nos termos do
art. 48 da Lei nº 9.784, de 1999.
§ 1º A decisão administrativa, em qualquer hipótese, deverá conter despacho sucinto do objeto do requerimento administrativo, fundamentação com análise das provas constantes nos autos, bem como conclusão deferindo ou indeferindo o pedido formulado, sendo insuficiente a mera justificativa do indeferimento constante no sistema corporativo da Previdência Social.
§ 2º A motivação deve ser clara e coerente, indicando quais os
requisitos legais que foram ou não atendidos, podendo fundamentarse em
decisões anteriores, bem como notas técnicas e pareceres do órgão
consultivo competente, os quais serão parte integrante do ato decisório.
§ 3º Todos os requisitos legais necessários à análise do requerimento
devem ser apreciados no momento da decisão, registrandose no processo
administrativo a avaliação individualizada de cada requisito legal.
§ 4º Concluída a instrução do processo administrativo, a Unidade de
Atendimento do INSS tem o prazo de até trinta dias para decidir, salvo
prorrogação por igual período expressamente motivada.
§ 5º Para fins do § 4º deste artigo, considera-se concluída a instrução
do processo administrativo quando estiverem cumpridas todas as
exigências, se for o caso, e não houver mais diligências ou provas a
serem produzidas.
Art. 692. O interessado será comunicado da decisão
administrativa com a exposição dos motivos, a fundamentação legal e o
prazo para interposição de recurso.
Art. 693. Sempre que a decisão gerar efeitos em relação a terceiros, o INSS deverá comunicá-los e oferecer prazo para recurso.
Art. 694. Tratando-se de titular empregado, após a
concessão de aposentadoria por invalidez ou especial, o INSS
cientificará o empregador sobre a DIB.
Seção IV
Das Disposições Diversas Relativas ao Processo
Subseção I
Da Desistência do Processo
Art. 695. O interessado poderá, mediante manifestação escrita e enquanto não proferida a decisão, desistir do pedido formulado.
§ 1º O pedido de desistência atinge somente aquele que o solicitou.
§ 2º A desistência não prejudica o prosseguimento do processo se a
Administração considerar que o interesse público assim o exige.
Subseção II
Da Conclusão do Processo Administrativo
Art. 696. Conclui-se o processo administrativo com a
decisão administrativa, ressalvado o direito de o requerente solicitar
recurso ou revisão nos prazos previstos nas normas vigentes.
Parágrafo único. Constatado erro, ainda que em fase de novo
requerimento, o processo administrativo anterior, já concluído, deverá
ser reaberto de ofício para a concessão do benefício, observado a
decadência e a prescrição.
Subseção III
Das Vistas, Cópia e da Retirada de Processos
Art. 697. É assegurado o direito de vistas e cópia
de processo administrativo, mediante requerimento, aos seguintes
interessados:
I - o titular do benefício, o representante legal e o procurador; e
II - ao advogado, em relação a qualquer processo, independentemente de procuração, exceto matéria de sigilo.
Art. 698. As cópias poderão ser entregues em meio físico ou digital, observando-se que o custo das cópias entregues em meio físico será ressarcido pelo requerente, conforme disposto em ato específico.
Parágrafo único. Quando o interessado optar pela realização das cópias
fora da Unidade, deverá ser acompanhado por servidor, que se
responsabilizará pela integridade do processo.
Art. 699. O advogado poderá retirar os autos da
Unidade, pelo prazo máximo de dez dias, mediante requerimento e termo de
responsabilidade com compromisso de devolução tempestiva, observados os
impedimentos previstos no art. 702.
§ 1º Para processos em andamento, o deferimento da carga depende da apresentação de procuração ou substabelecimento.
§ 2º Para processos findos, é dispensada a apresentação de procuração,
exceto quando houver documentos sujeitos a sigilo, observado o parágrafo
único do art. 698.
§ 3º O requerimento de carga deverá ser decidido no prazo improrrogável de dois dias úteis.
§ 4º É admitido o deferimento da carga àquele que não é advogado
somente nas hipóteses de estagiário inscrito na OAB e que apresente o
substabelecimento ou procuração outorgada pelo advogado responsável, nos
termos do § 2º do art. 3º da Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994.
§ 5º Quando aberto prazo para interposição de recurso ou contrarrazões
do interessado, a data de devolução do processo não será posterior ao
termo final do prazo para a prática do ato, ainda que inferior a dez
dias.
Art. 700. Não sendo devolvido o processo no prazo
estabelecido, a Unidade de Atendimento deverá comunicar o fato à PFE
local para adoção das medidas cabíveis.
Art. 701. Quando da entrega e da devolução do processo em carga, a Unidade deverá:
I - verificar a sua integridade;
II - conferir a numeração de folhas;
III - apor o carimbo de carga previsto no Anexo VII;
IV - reter termo de responsabilidade no qual fique expressa a obrigatoriedade de devolução tempestiva; e
V - efetuar o registro em livro ou sistema específico.
Art. 702. Não será permitida a retirada do processo nos seguintes casos:
I - quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração;
II - processos durante apuração de irregularidades;
III - processos com prazo em aberto para recurso ou contrarrazões por parte do INSS;
IV - processos em andamento nos quais o advogado deixou de devolver os
respectivos autos no prazo legal, e só o fez depois de intimado; e
V - processos que, por circunstância relevante justificada pela autoridade responsável, devam permanecer na unidade.
CAPÍTULO XV
DOS BENEFÍCIOS DE LEGISLAÇÃO ESPECIAL E EXTINTOS
Seção I
Dos Benefícios Especiais e Extintos
Art. 703. Ressalvado o direito adquirido, foram extintas as seguintes aposentadorias de legislação especial:
I - a partir de 14 de outubro de 1996, data da publicação da MP nº 1.523, de 1996, convertida na Lei nº 9.528, de 1997, para o jornalista profissional e o atleta profissional de futebol, de que tratavam, respectivamente, as Leis nº 3.529, de 13 de janeiro de 1959 e nº 5.939, de 19 de novembro de 1973; e
II - a partir de 16 de dezembro de 1998, data da publicação da Emenda
Constitucional nº 20, de 1998, conforme disposto na Portaria MPAS nº
4.883, de 16 de dezembro de 1998, para o aeronauta, de que tratava a Lei
nº 3.501, de 21 de dezembro de 1958.
Subseção I
Do Jornalista Profissional
Art. 704. A aposentadoria por tempo de serviço do
jornalista profissional foi instituída pela Lei nº 3.529, de 1959, e
será devida, observado o contido no art. 703, desde que esteja
completado, até 13 de outubro de 1996, véspera da publicação da MP nº
1.523, de 1996, que extinguiu o beneficio:
I - o mínimo de trinta anos de serviço em empresas jornalísticas,
inclusive na condição de contribuinte individual, ex-autônomo, observado
o disposto no art. 708; e
II - o mínimo de vinte e quatro contribuições mensais, sem interrupção que determine a perda da qualidade de segurado.
Art. 705. Será considerado jornalista profissional
aquele que, devidamente registrado no órgão regional do MTE, exerça
função habitual e remunerada, em qualquer das seguintes atividades:
I - redação, condensação, titulação, interpretação, correção ou
coordenação de matéria a ser divulgada, contenha ou não comentário;
II - comentário ou crônica, por meio de quaisquer veículos de comunicação;
III - entrevista, inquérito ou reportagem escrita ou falada;
IV - planejamento, organização, direção e eventual execução de serviços
técnicos de jornalismo, como os de arquivo, ilustração ou distribuição
gráfica de matéria a ser divulgada;
V - planejamento, organização e administração técnica de que trata o inciso I deste artigo;
VI - ensino de técnicas de jornalismo;
VII - coleta de notícias ou informações e respectivos preparos para divulgação;
VIII - revisão de originais de matéria jornalística, com vistas à correção redacional e à adequação da linguagem;
IX - organização e conservação de arquivo jornalístico e pesquisa dos respectivos dados para a elaboração de notícias;
X - execução de distribuição gráfica de texto, fotografia ou ilustração de cunho jornalístico, para fins de divulgação; e
XI - execução de desenhos artísticos ou técnicos de cunho jornalístico, para fins de divulgação.
Parágrafo único. Aos profissionais registrados exclusivamente para o
exercício das funções relacionadas nos incisos VIII a XI deste artigo, é
vedado o exercício das funções constantes dos incisos I a VII deste
artigo.
Art. 706. As funções desempenhadas pelos jornalistas profissionais como empregados são assim classificadas:
I - redator: aquele que, além das comuns incumbências de redação, tem o encargo de redigir editoriais, crônicas ou comentários;
II - noticiarista: aquele que tem o encargo de redigir matérias de cunho informativo, desprovidas de apreciação ou comentários, preparando-as ou redigindo-as para divulgação;
III - repórter: aquele que cumpre a determinação de colher notícias ou
informações, preparando ou redigindo matéria, para divulgação;
IV - repórter de setor: aquele que tem o encargo de colher notícias ou
informações sobre assuntos predeterminados, preparandoas para
divulgação;
V - rádio-repórter: aquele a quem cabe a difusão oral de acontecimento
ou entrevista pelo rádio ou pela televisão, no instante ou no local em
que ocorram, assim como o comentário ou crônica, pelos mesmos veículos;
VI - arquivista-pesquisador: aquele que tem a incumbência de organizar e
conservar, cultural e tecnicamente, o arquivo redatorial, procedendo à
pesquisa dos respectivos dados para a elaboração de notícias;
VII - revisor: aquele que tem o encargo de rever as provas gráficas de matéria jornalística;
VIII - ilustrador: aquele que tem a seu cargo criar ou executar desenhos artísticos ou técnicos de cunho jornalístico;
IX - repórter fotográfico: aquele a quem cabe registrar,
fotograficamente, quaisquer fatos ou assuntos de interesse jornalístico;
X - repórter cinematográfico: aquele a quem cabe registrar,
cinematograficamente, quaisquer fatos ou assuntos de interesse
jornalístico; e
XI - diagramador: aquele a quem compete planejar e executar a
distribuição gráfica de matérias, fotografias ou ilustrações de cunho
jornalístico, para fins de publicação.
Parágrafo único. Também são privativas de jornalista as funções
pertinentes às atividades descritas no art. 705: editor, secretário,
subsecretário, chefe de reportagem e chefe de revisão.
Art. 707. Considera-se empresa jornalística aquela
que tenha como atividade a edição de jornal ou revista ou a distribuição
de noticiário, com funcionamento efetivo, idoneidade financeira e
registro legal.
Parágrafo único. Equipara-se à empresa jornalística a seção ou o
serviço de empresa de radiodifusão, televisão ou divulgação
cinematográfica ou de agências de publicidade ou de notícias, em que
sejam exercidas as atividades previstas no art. 705.
Art. 708. Não serão computados como tempo de serviço os períodos:
I - de atividades que não se enquadrem nas condições previstas no caput do art. 705;
II - em que o segurado tenha contribuído em dobro ou facultativamente,
por não se tratar de prestação de efetivo trabalho nas condições
específicas exigidas;
III - de serviço militar, uma vez que, para a aposentadoria de
jornalista profissional, só devem ser considerados os períodos em que
foi exercida a atividade profissional específica; e
IV - os períodos em que o segurado não exerceu a atividade devido ao
trancamento de seu registro profissional no órgão regional do MTE.
Art. 709. O tempo de serviço de jornalista será
comprovado pelos registros constantes da CP, ou da CTPS, ou outros
documentos que consignem os
períodos de atividade em empresas jornalísticas, nas funções descritas nos arts. 705 e 706, observado o registro no órgão próprio do MTE.
períodos de atividade em empresas jornalísticas, nas funções descritas nos arts. 705 e 706, observado o registro no órgão próprio do MTE.
Art. 710. O cálculo do salário de benefício obedecerá
às mesmas regras estabelecidas para a aposentadoria por tempo de
contribuição e a RMI corresponderá a 95% (noventa e cinco por cento) do
salário de benefício.
Subseção II
Do atleta profissional de Futebol
Art. 711. A aposentadoria por tempo de serviço do atleta profissional de futebol, instituída pela Lei nº 5.939, de 1973,
será devida àquele que tenha praticado, em qualquer época, essa
modalidade de esporte, com vínculo empregatício e remuneração, em
associação desportiva integrada ao sistema desportivo nacional,
observado o direito adquirido até 13 de outubro de 1996.
Art. 712. O atleta profissional de futebol terá os
benefícios previdenciários concedidos de acordo com as normas em vigor
para os demais segurados, ressalvado quanto ao cálculo da renda mensal,
observando o disposto a seguir:
I - o cálculo dos benefícios de prestação continuada, requeridos a
contar de 23 de fevereiro de 1976, data da publicação do Decreto nº
77.210, de 20 de fevereiro de 1976, obedecerá às normas estabelecidas
para os segurados em geral, salvo nos casos que, em virtude do
desempenho posterior de outra atividade de menor remuneração, resultar
salário de benefício desvantajoso em relação ao período de atividade de
jogador profissional de futebol; e
II - na hipótese de ocorrer o disposto no inciso I deste artigo, o
salário de benefício, para cálculo da renda mensal, será obtido mediante
as seguintes operações:
a) média aritmética dos salários de contribuição relativos ao período
em que tenha exercido atividade de jogador profissional de futebol, após
sua competente correção, com base nos fatores de correção dos salários
de contribuição do segurado empregado que exerceu essa atividade e nos
do segurado beneficiado pelos acordos internacionais, observando-se a
DIB;
b) média aritmética dos salários de contribuição no PBC do benefício
pleiteado, segundo regra geral aplicada aos demais benefícios do RGPS;
c) média ponderada entre os montantes apurados nas alíneas anteriores,
utilizando-se, como pesos, respectivamente, o número de meses de
exercício da atividade de atleta profissional de futebol e o número de
meses que constituir o PBC do benefício pleiteado; e
d) ao salário de benefício obtido na forma da alínea anterior, será
aplicado o percentual de cálculo, percentagem básica somada à
percentagem de acréscimo, para apuração da renda mensal, conforme o
disposto no RGPS.
Subseção III
Do Aeronauta
Art. 713. A aposentadoria especial do aeronauta,
instituída pela Lei nº 3.501, de 1958, ressalvado o direito adquirido,
foi extinta em 16 de dezembro de 1998, data da publicação da Emenda
Constitucional nº 20, de 1998, conforme disposto na Portaria MPAS nº
4.883, de 1998.
Art. 714. Será considerado aeronauta o comandante, o
mecânico de vôo, o rádio-operador e o comissário, assim como aquele que,
habilitado pelo Ministério da Aeronáutica, exerça função remunerada a
bordo de aeronave civil nacional.
Art. 715. A comprovação da condição de aeronauta será feita para o segurado empregado pela CP ou CTPS e para o contribuinte individual, por documento hábil que comprove o exercício de função remunerada a bordo de aeronave civil nacional, observando que as condições para a concessão do benefício serão comprovadas na forma das normas em vigor para os demais segurados, respeitada a idade mínima de 45 (quarenta e cinco) anos e o tempo de serviço de 25 (vinte e cinco) anos.
Art. 716. Serão computados como tempo de serviço os períodos de:
I - efetivo exercício em atividade de vôo prestados contínua ou descontinuamente;
II - percepção de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, desde
que concedidos como consequência da atividade de aeronauta intercalados
entre períodos de atividade, sem que tenha havido perda da qualidade de
segurado; e
III - percepção de auxílio-doença por acidente de trabalho ou moléstia profissional, decorrentes da atividade de aeronauta.
Art. 717. Não serão computados na contagem do tempo
de serviço, para efeito da aposentadoria especial do aeronauta, os
períodos de:
I - atividades estranhas ao serviço de vôo, mesmo aquelas consideradas prejudiciais à saúde e à integridade física;
II - contribuição em dobro ou facultativa, por não se tratar de
prestação de efetivo trabalho em atividade a bordo de aeronave; e
III - atividade militar, uma vez que, para a aposentadoria especial de
aeronauta, só deverá ser considerado o período de atividade profissional
específica, conforme o disposto no art. 165 do Regulamento dos
Benefícios da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 83.080, de
1979.
Art. 718. O número de horas de vôo será comprovado
por Certidão da Diretoria de Aviação Civil que discrimine, ano a ano, as
horas de vôo, até 12 de fevereiro de 1967.
Art. 719. A data do início da aposentadoria será fixada da mesma forma prevista para a aposentadoria por tempo de contribuição.
Art. 720. A renda mensal corresponderá a tantos 1/30
(um trinta avos) do salário de benefício quantos forem os anos de
serviço, não podendo exceder a 95% (noventa e cinco por cento) desse
salário, conforme o disposto no art. 168 do Decreto nº 83.080, de 1979.
Art. 721. O reajustamento dos benefícios de aeronauta obedecerá aos índices da política salarial dos demais benefícios do RGPS.
Art. 722. Perderá o direito à aposentadoria especial
de que trata este Capítulo, o aeronauta que, voluntariamente, afastar-se
do vôo, por período superior a dois anos consecutivos.
Art. 723. As pensões devidas aos dependentes de aeronautas, aposentados ou não, serão concedidas e mantidas com base no RGPS.
Subseção IV
Do Pecúlio
Art. 724. O pecúlio, pagamento em cota única, será
devido ao segurado aposentado pelo RGPS, ou aos seus dependentes, que
permaneceu exercendo atividade abrangida pelo regime ou que voltou a
exercê-la, quando se afastar definitivamente da atividade que exercia
até 15 de abril de 1994, véspera da vigência da Lei nº 8.870, de 15 de
abril de 1994, ainda que
anteriormente a essa data tenha se desligado e retornado à atividade, sendo limitada a devolução até a mencionada data.
anteriormente a essa data tenha se desligado e retornado à atividade, sendo limitada a devolução até a mencionada data.
§ 1º Permitem a concessão de pecúlio as espécies de aposentadoria listadas no Anexo XXXIII.
§ 2º O período compreendido entre 22 de novembro de 1966, vigência do
Decreto-Lei nº 66, de 21 de novembro de 1966, a 15 de abril de 1994,
véspera da publicação da Lei nº 8.870, de 1994, está contemplado para o
cálculo de pecúlio.
§ 3º Para concessão de pecúlio a segurado em gozo de aposentadoria por
idade rural, serão consideradas as contribuições vertidas após novembro
de 1991, na condição de empregado ou de contribuinte individual, com
devolução limitada até 15 de abril de 1994, véspera da publicação da Lei
nº 8.870, de 1994.
§ 4º Na hipótese do exercício de mais de uma atividade ou de um
emprego, somente após o afastamento de todas as atividades ou empregos,
poderá o segurado aposentado requerer o pecúlio, excluindo as atividades
e os empregos iniciados a partir de 16 de abril de 1994, data da
publicação da Lei nº 8.870, de 1994.
Art. 725. Será também devido o pecúlio ao segurado ou
aos seus dependentes, em caso de invalidez ou morte decorrente de
acidente de trabalho, conforme segue:
I - ao aposentado por invalidez, cuja data do início da aposentadoria
tenha ocorrido até 20 de novembro de 1995, véspera da publicação da Lei
nº 9.129, de 20 de novembro de 1995, o pecúlio corresponderá a um
pagamento único de 75% (setenta e cinco por cento) do limite máximo do
salário de contribuição vigente na data do pagamento; e
II - aos dependentes do segurado falecido, cujo óbito tenha ocorrido
até 20 de novembro de 1995, véspera da publicação da Lei nº 9.129, de
1995, o pecúlio corresponderá a 150% (cento e cinquenta por cento) do
limite máximo do salário de contribuição vigente na data do pagamento.
Art. 726. O segurado inscrito com mais de sessenta
anos que não recebeu o pecúlio relativo ao período anterior a 24 de
julho de 1991, terá direito aos benefícios previstos na Lei nº 8.213, de
1991, uma vez cumpridos os requisitos para a concessão da espécie
requerida.
Art. 727. O direito ao recebimento do valor do
pecúlio prescreverá em cinco anos, a contar da data em que deveria ter
sido pago, nas seguintes condições:
I - para segurados, a contar da data do afastamento definitivo da atividade que exerciam em 15 de abril de 1994; ou
II - para os dependentes e sucessores, a contar da DAT ou da data do óbito, conforme o caso.
Parágrafo único. Não prescreve o direito ao recebimento do pecúlio para
menores de dezesseis anos e aos absolutamente incapazes, na forma do
Código Civil.
Art. 728. Observado o disposto nos arts. 58 e 729, a
comprovação das condições, para efeito da concessão do pecúlio, será
feita da seguinte forma:
I - a condição de aposentado será verificada pelo registro no banco de dados do sistema;
II - o afastamento da atividade do segurado:
a) empregado, inclusive o doméstico, será verificada pela anotação da saída feita pelo empregador na CP ou na CTPS ou em documento equivalente;
b) contribuinte individual, será verificada pela baixa da inscrição no
INSS ou qualquer documento que comprove a cessação da atividade, tais
como: alteração do contrato social, ou extinção da empresa, ou carta de
demissão do cargo, ou ata de assembléia, conforme o caso; e
c) trabalhador avulso, será verificada por declaração firmada pelo
respectivo sindicato de classe ou pelo órgão gestor de mão de obra;
III - as contribuições:
a) do segurado empregado e do trabalhador avulso, será verificada por
Relação de Salário de contribuição ou os impressos elaborados por meio
de sistema informatizado, desde que constem todas as informações
necessárias, preenchidas e assinadas pela empresa; e
b) do segurado contribuinte individual e do empregado doméstico, será
verificada por antigas Guias de Recolhimento e pelos carnês de
contribuição.
Parágrafo único. Para efeito do disposto no inciso III deste artigo, os
salários de contribuição deverão ser informados em valores históricos
da moeda, conforme Anexo XXXIV.
Art. 729. Para fins de concessão de pecúlio, deverá
ser emitida Pesquisa Externa quando as informações contidas na Relação
dos Salários de Contribuição - RSC não constarem no CNIS, a qual será
realizada por servidor da Área de Benefícios, observado os arts. 103 e
104.
Parágrafo único. No caso de divergência dos valores entre a RSC e o CNIS, o pecúlio será concedido com o valor contido na RSC.
Art. 730. Havendo período de contribuinte
individual, o pecúlio só será liberado mediante a comprovação dos
respectivos recolhimentos.
§ 1º Caso não haja a comprovação de algum recolhimento, o benefício
será processado com as competências comprovadamente recolhidas,
observando que havendo período em débito deverá, obrigatoriamente,
proceder à apuração do percentual correspondente ao custeio da
Seguridade Social, conforme o disposto no § 3º do art. 11 da Lei nº
8.213, de 1991.
§ 2º Quando da emissão do pagamento do pecúlio, deverá ser procedida a
compensação entre o valor devido ao segurado e o valor do débito apurado
na forma do § 1º deste artigo.
Art. 731. As contribuições decorrentes de empregos ou
de atividades vinculadas ao RGPS, exercidas até 15 de abril de 1994,
véspera da publicação da Lei nº 8.870, de 1994, na condição de
aposentado, não produzirão outro efeito que não seja o pecúlio.
Art. 732. O servidor público federal abrangido pelo
RJU, instituído pela Lei nº 8.112, de 1990, aposentado pelo RGPS, em
função de outra atividade, em data anterior a 1º de janeiro de 1991, não
terá direito ao pecúlio, se o período de atividade prestado na condição
de celetista foi transformado, automaticamente, em período prestado ao
serviço público.
Art. 733. Publicar-se-ão mensalmente os índices de
correção das contribuições para o cálculo do pecúlio, mediante Portaria
Ministerial, observada, para as contribuições anteriores a 25 de julho
de 1991, a legislação vigente à época do respectivo recolhimento.
Art. 734. O valor total do pecúlio será corrigido
monetariamente desde o momento em que restou devido, ainda que pago em
atraso, independentemente de ocorrência de mora e de quem lhe deu causa,
apurado no período compreendido entre o mês que deveria ter sido pago e o mês do efetivo pagamento.
apurado no período compreendido entre o mês que deveria ter sido pago e o mês do efetivo pagamento.
Seção II
Das Situações Especiais
Subseção I
Do Anistiado - Art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias
Art. 735. A partir de 1º de junho de 2001, o segurado
anistiado que, em virtude de motivação exclusivamente política, foi
atingido por atos de exceção, institucional ou complementar ou abrangido
pelo Decreto Legislativo nº 18, de 15 de dezembro de 1961, pelo
Decreto-Lei nº 864, de 12 de setembro de 1969, ou que, em virtude de
pressões ostensivas ou expedientes oficiais sigilosos, tenha sido
demitido ou compelido ao afastamento de atividade remunerada no período
de 18 de setembro de 1946 a 5 de outubro de 1988, deverá requerer ao
Ministério da Justiça o que de direito lhe couber, nos termos da Lei nº
10.559, de 13 de novembro de 2002, observado o contido nos demais
artigos desta Subseção.
Art. 736. O pagamento de aposentadoria ou pensão
excepcional de anistiados - espécies 58 e 59 - que vem sendo efetuado
pelo INSS será mantido, sem solução de continuidade, até a sua
substituição pela reparação econômica de prestação mensal, permanente e
continuada, instituída pela Lei nº 10.559, de 2002.
Art. 737. Após a concessão da reparação econômica e a
consequente cessação da aposentadoria ou pensão excepcional de
anistiados pelo INSS, caso o segurado reúna as condições necessárias,
poderá ser concedido benefício do RGPS, observado o prévio requerimento
administrativo, computando-se para este fim os períodos amparados pela
legislação previdenciária e o período de anistia, em que o segurado
esteve compelido ao afastamento de suas atividades profissionais em
virtude de punição ou de fundada ameaça de punição, por razões
exclusivamente políticas, reconhecido pela Comissão de Anistia do
Ministério da Justiça através de Portaria publicada no DOU.
Art. 738. Não poderão ser computadas para a concessão
de benefícios do RGPS as contribuições que tenham sido devolvidas sob a
forma de pecúlio.
Art. 739. Os benefícios concedidos na forma do art.
737, submetem-se ao limite máximo do salário de contribuição, conforme
art. 35 do RPS.
Art. 740. Aplica-se no que couber, o disposto no art.
735 e as orientações contidas no Parecer CJ/MPS nº 01, de 18 de janeiro
de 2007, aos processos de benefícios indeferidos com pedidos de
recursos tempestivos ainda pendentes de decisão, caso o segurado reúna
as condições necessárias para a concessão do beneficio do RGPS,
fixando-se a DER na data da publicação do referido parecer, em 19 de
janeiro de 2007.
Art. 741. As aposentadorias excepcionais de
anistiado, enquanto mantidas pelo INSS até a sua substituição pelo
regime de prestação mensal, permanente e continuada, a cargo do
Ministério da Justiça, submetem-se ao teto estabelecido pelo art. 37,
inciso XI, da Constituição Federal, cujo valor corresponde à remuneração dos Ministros do Supremo Tribunal Federal - STF.
Art. 742. As pensões de anistiado, espécie 59,
concedidas pelo INSS a partir de 6 de maio de 1999, derivadas de
aposentadoria excepcional de anistiado
mantida pelo no INSS na data do óbito do segurado instituidor, submetem-se ao limite a que se refere o § 5º do art. 214 do RPS.
mantida pelo no INSS na data do óbito do segurado instituidor, submetem-se ao limite a que se refere o § 5º do art. 214 do RPS.
Subseção II
Dos Ferroviários Servidores Públicos e Autárquicos Cedidos pela União à Rede Ferroviária Federal S/a
Art. 743. Para efeito de concessão dos benefícios dos
exferroviários requeridos a contar de 13 de dezembro de 1974, data da
publicação da Lei nº 6.184, de 11 de dezembro de 1974, serão observadas
as seguintes situações:
I - ferroviários optantes: servidores do extinto Departamento Nacional
de Estradas de Ferro que, mediante opção, foram integrados nos quadros
de pessoal da Rede Ferroviária Federal S/A - RFFSA, sob submissão da CLT, mantida a filiação à Previdência Social Urbana; e
II - ferroviários não optantes:
a) os já aposentados, que não puderam se valer do direito de opção;
b) servidores em atividade que não optaram pelo regime da CLT; e
c) servidores que se encontram em disponibilidade.
Art. 744. A concessão de benefícios aos ferroviários
optantes que estão em atividade, bem como aos seus dependentes, será
regida pelas normas estabelecidas para os segurados em geral.
§ 1º É devida a complementação, na forma da Lei nº 8.186, de 21 de maio
de 1991, às aposentadorias dos ferroviários e respectivos dependentes,
admitidos até 31 de outubro de 1969, na RFFSA ou nas respectivas
estradas de ferro pertencentes a ela, nas unidades operacionais e nas
subsidiárias a ela pertencentes, que detinham a condição de ferroviário
na data imediatamente anterior à data do início da aposentadoria.
§ 2º Por força da Lei nº 10.478, de 28 de junho de 2002, foi estendido,
a partir de 1º de abril de 2002, aos ferroviários admitidos até 21 de
maio de 1991 pela RFFSA, o direito à complementação de aposentadoria na
forma da Lei nº 8.186, de 1991.
§ 3º A complementação da aposentadoria devida pela União é constituída
pela diferença entre o valor da aposentadoria paga pelo INSS e o da remuneração do cargo correspondente ao do pessoal em atividade na RFFSA e
suas subsidiárias, com a respectiva gratificação adicional por tempo de
serviço.
§ 4º O valor da complementação da pensão por morte paga a dependente do
ferroviário, será apurado observando-se o mesmo coeficiente de cálculo
utilizado na apuração da renda mensal da pensão.
§ 5º Em nenhuma hipótese, o benefício previdenciário complementado
poderá ser pago cumulativamente com as pensões especiais previstas nas
Leis nº 3.738, de 4 de abril de 1960, e nº 6.782, de 19 de maio de 1980,
ou quaisquer outros benefícios pagos pelo Tesouro Nacional, nos termos
do parágrafo único do art. 5º da Lei nº 8.186, de 1991.
Art. 745. Os ferroviários servidores públicos ou
autárquicos, que se aposentaram até de 12 de dezembro de 1974, véspera
da publicação da Lei nº 6.184, de 1974, ou até 14 de julho de 1975,
véspera da publicação da Lei nº 6.226, de 1975, sem se valerem do
direito de opção, conservarão a situação anterior a essa última data
perante a Previdência Social, observadas, quanto aos benefícios devidos
aos dependentes, as seguintes situações:
I - aposentado pela Previdência Social urbana que recebe complementação por conta do Tesouro Nacional:
a) ao valor mensal da complementação paga ao aposentado, excluído o salário-família, será aplicado o mesmo coeficiente de cálculo utilizado
na apuração da renda mensal da pensão; e
b) a parcela obtida de acordo com a alínea anterior será paga aos dependentes como complementação à conta da União;
II - aposentado pela Previdência Social urbana e pelo Tesouro Nacional:
a) será calculada a pensão previdenciária pelas normas estabelecidas
para os segurados em geral, tendo por base a aposentadoria
previdenciária;
b) em seguida ao disposto na alínea "a" deste inciso, será calculada a
pensão estatutária, que corresponderá a 50% (cinquenta por cento) do
valor da aposentadoria estatutária, excluído o saláriofamília, qualquer
que seja o número de dependentes, sendo que o valor da aposentadoria
estatutária será obtido por meio de informação contida no último
contracheque do segurado ou de outro documento que comprove o valor dos
proventos na data do óbito;
c) obtido o valor mensal da pensão estatutária, se ele for maior que o
da previdenciária, a diferença será paga como complementação à conta da
União; e
d) se o valor da pensão estatutária for igual ou inferior ao da previdenciária, prevalecerá esse último;
III - aposentado apenas pelo Tesouro Nacional (antigo regime especial):
a) será considerado como salário de contribuição para cálculo da
Aposentadoria Base o valor mensal da aposentadoria estatutária paga pelo
Tesouro Nacional nos 36 (trinta e seis) últimos meses imediatamente
anteriores ao óbito do segurado, observados os tetos em vigor; e
b) obtido o valor da Aposentadoria Base, o cálculo da pensão
previdenciária obedecerá ao disposto nas normas para os demais
benefícios;
IV - aposentado apenas pela Previdência Social urbana: o cálculo da
pensão obedecerá ao disposto nas normas em vigor à época do evento.
Art. 746. Os segurados que ao desvincularem da RFFSA,
e reingressarem no RGPS como empregado de outra empresa, contribuinte
individual ou facultativo, entre outros, tem direito à complementação da
Lei nº 8.186, de 1991 ou da Lei nº 10.478, de 2002, desde que tenham
implementado todas as condições exigidas à concessão do benefício na
data do desligamento da RFFSA, conforme o disposto na Súmula do STF nº
359, de 13 de dezembro de 1963.
Parágrafo único. Em caso de pedido de revisão com base neste artigo e
se comprovadas às condições na forma da legislação previdenciária, a
revisão deve ser processada, desconsiderando-se as contribuições
posteriores, com a devida alteração do Ramo de Atividade - RA/Forma de
Filiação - FF no sistema, informando sobre a revisão, por meio de
ofício, ao órgão responsável para as providências a seu cargo.
Art. 747. Aos ferroviários servidores públicos ou
autárquicos será permitida a percepção cumulativa de aposentadoria
devida pela Previdência Social com os proventos de aposentadoria da
União, na forma da Lei nº 2.752, de 10 de abril de 1956, e do Parecer
L -211, de 4 de outubro de 1978, da Consultoria-Geral da República (dupla aposentadoria).
§ 1º Terão direito à dupla aposentadoria os servidores que pertenceram às seguintes Estradas de Ferro da União:
I - Estrada de Ferro Bahia - Minas;
II - Estrada de Ferro Bragança;
III - Estrada de Ferro Central do Piauí;
IV - Estrada de Ferro Sampaio Corrêa;
V - Estrada de Ferro D. Teresa Cristina;
VI - Estrada de Ferro Goiás;
VII - Estrada de Ferro S. Luiz - Teresina;
VIII - Estrada de Ferro Rede de Viação Cearense;
IX - Viação Férrea Federal Leste Brasileiro;
X - Estrada de Ferro Madeira - Mamoré;
XI - Estrada de Ferro Tocantins;
XII - Estrada de Ferro Mossoró - Souza;
XIII - Estrada de Ferro Central do Brasil, para aqueles que foram
admitidos até 24 de maio de 1941, data do Decreto-Lei nº 3.306, de 24 de
maio de 1941, que transformou essa Ferrovia em Autarquia; e
XIV - Estrada de Ferro Noroeste do Brasil até o Decreto-Lei nº 4.176, de 13 de março de 1942.
§ 2º A concessão da aposentadoria obedecerá ao disposto no RGPS.
Art. 748. Os ferroviários servidores públicos ou
autárquicos que se aposentaram até de 14 de julho de 1975, véspera da
publicação da Lei nº 6.226, de 1975 e seus dependentes terão direito ao
saláriofamília estatutário, não fazendo jus ao salário-família
previdenciário.
§ 1º A concessão do salário-família estatutário compete à RFFSA,
cabendo ao INSS o seu pagamento, à conta da União, à vista dos elementos
fornecidos pelas ferrovias.
§ 2º Quando o ferroviário aposentado falecer recebendo saláriofamília
no Tesouro Nacional, o pagamento pelo INSS, à conta da União, dependerá
de comunicação do Ministério da Fazenda, por meio de suas delegacias
regionais.
Art. 749. Os ferroviários servidores públicos e
autárquicos, em atividade ou em disponibilidade, que deixaram de exercer
o direito de opção pelo regime da CLT, na forma permitida pela Lei nº
6.184, de 1974, farão jus aos benefícios previdenciários, até que sejam
redistribuídos para outros órgãos da Administração Pública ou que
retorne à repartição de origem, desde que atendidos os demais requisitos
regulamentares.
Parágrafo único. Para fins de instrução dos pedidos de benefícios, além
dos documentos habitualmente exigidos, deverá o segurado apresentar
declaração da RFFSA atestando não ter sido redistribuído para outro
órgão da Administração Pública e que não retornou à repartição de
origem, sem o que não será processado o pedido.
Subseção III
Do Ex-Combatente
Art. 750. São considerados ex-combatentes os segurados enquadrados nas seguintes situações:
I - no Exército:
a) os que tenham integrado a Força Expedicionária Brasileira - FEB,
servindo no teatro de operações de guerra da Itália, entre 1944 e 1945; e
b) os que tenham participado efetivamente de missões de vigilância e segurança do litoral, como integrantes da guarnição de ilhas oceânicas ou de unidades que se deslocaram de suas sedes para o cumprimento daquelas missões;
II - na Aeronáutica:
a) os que tenham integrado a Força Aérea Brasileira - FAB, em serviço
de comboios e patrulhamento durante a guerra no período de 1942 a 1945;
b) os que tenham sido tripulantes de aeronaves engajadas em missões de patrulha; e
c) os pilotos civis que, no período compreendido entre 22 de março de
1941 a 8 de maio de 1945, tenham comprovadamente participado, por
solicitação de autoridade militar, de patrulhamento, busca, vigilância,
localização de navios torpedeados e assistência aos náufragos;
III - na Marinha:
a) os que tenham participado de comboio de transporte de tropas ou de abastecimento ou de missões de patrulhamento;
b) os que tenham participado efetivamente de missões de vigilância e
segurança do litoral, como integrantes de guarnições de ilhas oceânicas;
c) os que tenham sido tripulantes de navios de guerra ou de mercantes atacados por inimigos ou destruídos por acidente; e
d) os que, como integrantes da Marinha Mercante Nacional, tenham
participado pelo menos de duas viagens em zona de ataques submarinos, no
período compreendido entre 22 de março de 1941 a 8 de maio de 1945;
IV - em qualquer Ministério Militar: os que integraram tropas transportadas em navios escoltados por navios de guerra.
Art. 751. Não é considerado ex-combatente, para
efeito do amparo da Lei Especial de que trata esta Seção, o brasileiro
que tenha prestado serviço militar nas Forças Armadas Britânicas,
durante a II Guerra Mundial.
Art. 752. A prova da condição de ex-combatente será
feita por Certidão fornecida pelos Ministérios Militares, na qual, além
de afirmada a condição de ex-combatente do requerente, seja indicado o
período em que serviu e a situação em que se enquadra, entre as
referidas no art. 750.
§ 1º No caso de segurados que tenham servido ao Exército, é
imprescindível que a expedição da Certidão tenha obedecido ao disposto
na Portaria nº 19-GB, do Ministério do Exército, de 12 de janeiro de
1968, publicada no DOU de 26 de janeiro de 1968.
§ 2º As certidões expedidas pelas Organizações Militares do Ministério
do Exército, anteriormente a 15 de setembro de 1967, data da publicação
da Lei nº 5.315, de 12 de setembro de 1967, poderão, entretanto, serem
aceitas para fins de benefícios de ex-combatentes, desde que consignem
os elementos necessários à caracterização do segurado como
ex-combatente, nas condições do inciso I do art. 750.
§ 3º A prova da condição referida na alínea "d", inciso III do art.
750será feita por Certidão do Estado Maior da Armada, da Diretoria de
Portos e Costas, em que conste haver o interessado realizado, no mínimo,
duas viagens em zona de ataques submarinos, indicando os períodos de
embarque e desembarque e as respectivas embarcações.
§ 4º As informações constantes na Certidão serão confrontadas com os registros das cadernetas de matrícula.
§ 5º A Certidão fundamentada apenas em declaração feita em justificação judicial não produz, na Previdência Social, efeitos probatórios do direito alegado.
Art. 753. A aposentadoria por tempo de contribuição é
devida ao segurado ex-combatente que contar com 25 (vinte e cinco anos)
de serviço efetivo, sendo a RMI igual a 100% (cem por cento) do salário
de benefício.
Parágrafo único. Os benefícios de ex-combatente podem ser acumulados
com a pensão especial instituída pela Lei nº 8.059, de 1990, na forma
disposta no Parecer nº 175/CONJUR, de 2003, do Ministério da Defesa e na
Nota CJ/MPS nº 483, de 2007.
Art. 754. Não será computado em dobro o período de
serviço militar que tenha garantido ao segurado a condição de
ex-combatente, exceto o período de embarque em zona de risco agravado,
conforme o Decreto-Lei nº 4.350, de 30 de maio de 1942, desde que
certificado pelo Ministério da Marinha.
Art. 755. O cálculo do salário de benefício do
auxílio-doença, das aposentadorias por invalidez, por idade ou por tempo
de contribuição do ex-combatente, inclusive no caso de múltiplas
atividades, observará as mesmas regras estabelecidas para o cálculo dos
benefícios em geral, inclusive quanto à limitação que trata o art. 33 da
Lei nº 8.213, de 1991.
§ 1º O valor da RMI dos benefícios de que trata o caput será igual a 100% (cem por cento) do salário de benefício.
§ 2º Conforme definido no Parecer CJ/MPS nº 3.052, de 30 de abril de
2003, o termo "aposentadoria com proventos integrais" inserto no inciso V
do art. 53 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias da
Constituição Federal de 1988, não assegura ao ex-combatente
aposentadoria com valor equivalente à remuneração que este percebia na
atividade e os proventos integrais que o mencionado preceito garante são
os estabelecidos pela legislação previdenciária.
Art. 756. No caso de pensão por morte de segurado
excombatente, a habilitação dos dependentes, bem como o cálculo, o
rateio e a extinção de cotas, serão regidos pelas normas em vigor para
os demais benefícios de pensão do RGPS.
Art. 757. Os benefícios de ex-combatentes,
aposentadoria e pensão por morte, concedidos com base nas Leis revogadas
nº 1.756, de 5 de dezembro de 1952, e nº 4.297, de 23 de dezembro de
1963, a partir de 1º de setembro de 1971, passaram a ser reajustados
pelos mesmos índices de reajustes aplicáveis aos benefícios de prestação
continuada da Previdência Social.
Parágrafo único. Para os benefícios concedidos até 31 de agosto de
1971, com base nas leis revogadas a que se refere o caput, a partir de
16 de dezembro 1998, o pagamento mensal não poderá ser superior à remuneração do cargo de Ministro de Estado e, a contar de 31 de dezembro
de 2003, à remuneração de Ministro do STF.
Seção III
Das Pensões Especiais Devidas pela União
Subseção I
Da Pensão Especial Aos Deficientes Físicos Portadores da Síndrome da Talidomida
Art. 758. É garantido o direito à Pensão Especial
(Espécie 56) a pessoa com Síndrome da Talidomida nascidos a partir de 1º
de março de 1958, data do início da comercialização da droga no Brasil,
denominada "Talidomida"
(Amida Nfálica do Ácido Glutâmico), inicialmente comercializada com os nomes comerciais de Sedin, Sedalis e Slip, de acordo com a Lei nº 7.070, de 20 de dezembro de 1982.
(Amida Nfálica do Ácido Glutâmico), inicialmente comercializada com os nomes comerciais de Sedin, Sedalis e Slip, de acordo com a Lei nº 7.070, de 20 de dezembro de 1982.
Parágrafo único. O benefício será devido sempre que ficar constatado
que a deformidade física for consequência do uso da Talidomida,
independentemente da época de sua utilização.
Art. 759. A data do início da pensão especial será fixada na data da entrada do requerimento.
Art. 760. A RMI será calculada mediante a
multiplicação do número total de pontos indicadores da natureza e do
grau de dependência resultante da deformidade física, constante do
processo de concessão, pelo valor fixado em Portaria Ministerial que
trata dos reajustamentos dos benefícios pagos pela Previdência Social.
§ 1º Sempre que houver reajustamento, o Sistema Único de Benefícios -
SUB, multiplicará o valor constante em Portaria Ministerial, pelo número
total de pontos de cada benefício, obtendo-se a renda mensal
atualizada.
§ 2º O beneficiário da Pensão Especial Vitalícia da Síndrome da
Talidomida, maior de 35 (trinta e cinco anos), que necessite de
assistência permanente de outra pessoa e que tenha recebido a pontuação
superior ou igual a seis pontos, fará jus a um adicional de 25% (vinte e
cinco por cento) sobre o valor desse benefício, conforme disposto no
art. 13 da MP nº 2.129-10, de 22 de junho de 2001.
§ 3º O beneficiário da Pensão Especial Vitalícia da Síndrome da
Talidomida terá direito a mais um adicional de 35% (trinta e cinco por
cento) sobre o valor do benefício, desde que, alternativamente,
comprove:
I - vinte e cinco anos, se homem, e vinte anos, se mulher, de
contribuição para a Previdência Social, independentemente do regime; ou
II - cinquenta e cinco anos de idade, se homem, ou cinquenta anos de
idade, se mulher, e contar pelo menos quinze anos de contribuição para a
Previdência Social, independentemente do regime.
§ 4º Na decisão proferida nos autos da ACP nº 97.0060590-6 da 7ª Vara
Federal de São Paulo/SP, a União, por meio do Ministério da Saúde, foi
condenada ao pagamento mensal de valor igual ao do que trata a Lei nº
7.070, de 1982, a título de indenização, aos já beneficiados pela pensão
especial, nascidos entre 1º de janeiro de 1966 a 31 de dezembro de
1998, considerados de segunda geração de vítimas da droga.
§ 5º A partir de março de 2005, por determinação do Ministério Público
Federal, o INSS assumiu o pagamento da indenização devida aos
beneficiários deste Instituto, que anteriormente era efetuado pelo
Ministério da Saúde.
§ 6º Nas novas concessões, o sistema identificará os beneficiários com
direito ao pagamento da indenização a que se refere o § 4º deste artigo e
processará o pagamento.
§ 7º A opção pelo pagamento da indenização de que trata a Lei nº
12.190, de 13 de janeiro de 2010, importa em renúncia e extinção da
indenização de que trata o § 4º deste artigo, na forma do art. 7º do
Decreto nº 7.235, de 19 de julho de 2010.
Art. 761. O benefício é vitalício e intransferível,
não gerando pensão a qualquer eventual dependente ou resíduo de
pagamento a seus familiares.
Art. 762. É vedada a acumulação da Pensão Especial da Talidomida com qualquer rendimento ou indenização por danos físicos, inclusive os benefícios assistenciais da LOAS e Renda Mensal Vitalícia que, a qualquer título, venha a ser pago pela União, porém, é acumulável com outro benefício do RGPS ou ao qual, no futuro, a pessoa com Síndrome possa a vir filiar-se, ainda que a pontuação referente ao quesito trabalho seja igual a dois pontos totais.
Parágrafo único. O benefício de que trata esta Subseção é de natureza
indenizatória, não prejudicando eventuais benefícios de natureza
previdenciária, e não podendo ser reduzido em razão de eventual
aquisição de capacidade laborativa ou de redução de incapacidade para o
trabalho, ocorridas após a sua concessão.
Art. 763. Para a formalização do processo, deverão
ser apresentados pelo pleiteante, no ato do requerimento, os seguintes
documentos:
I - fotografias, preferencialmente em fundo escuro, tamanho 12x9 cm, em
traje de banho, com os braços separados e afastados do corpo, sendo uma
de frente, uma de costas e outra(s) detalhando o(s) membro(s)
afetado(s);
II - certidão de nascimento ou casamento;
III - prova de identidade do pleiteante ou de seu representante legal; e
IV - quando possível, eventuais outros subsídios que comprovem o uso da Talidomida pela mãe do pleiteante, tais como:
a) receituários relacionados com o medicamento;
b) relatório médico; e
c) atestado médico de entidades relacionadas à doença.
Art. 764. O processo original, com todas as peças,
após a formalização, será encaminhado para realização do exame pericial,
feito por junta médica, na APS.
Subseção II
Da Pensão Mensal Vitalícia do Seringueiro e Seus Dependentes
Art. 765. Para fazer jus à pensão mensal vitalícia, o requerente deverá comprovar que:
I - não aufere rendimento, sob qualquer forma, igual ou superior a dois salários mínimos;
II - não recebe qualquer espécie de benefício pago pela Previdência Social urbana ou rural; e
III - se encontra em uma das seguintes situações:
a) trabalhou como seringueiro recrutado nos termos do Decreto-Lei nº
5.813, de 14 de setembro de 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, nos
seringais da região amazônica, e foi amparado pelo Decreto-Lei nº 9.882,
de 16 de setembro de 1946; ou
b) trabalhou como seringueiro na região amazônica atendendo ao apelo do
governo brasileiro, contribuindo para o esforço de guerra na produção
da borracha, durante a Segunda Guerra Mundial.
Art. 766. Na hipótese de o requerente residir em casa
de outrem, parente ou não, ou de vivenciar a condição de internado ou
de recolhido em instituição de caridade, não terá prejudicado o direito à
pensão mensal vitalícia.
Art. 767. É vedada a percepção cumulativa da pensão
mensal vitalícia com qualquer outro benefício de prestação continuada
mantido pela Previdência Social, ressalvada a possibilidade de opção
pelo benefício mais vantajoso.
Parágrafo único. A prova de que não recebe qualquer espécie de benefício ou rendimentos será feita pelo próprio requerente, mediante termo de responsabilidade firmado quando da assinatura do requerimento.
Art. 768. Para comprovação da efetiva prestação de serviços, serão aceitos como prova plena:
I - os documentos emitidos pela Comissão Administrativa de
Encaminhamento de Trabalhadores para a Amazônia - CAETA, em que conste
ter sido o interessado recrutado nos termos do Decreto-Lei nº 5.813, de
1943, para prestar serviços na região amazônica, em conformidade com o
acordo celebrado entre a Comissão de Controle dos Acordos de Washington e
a Rubber Development Corporation;
II - contrato de encaminhamento emitido pela CAETA;
III - caderneta do seringueiro, em que conste anotação de contrato de trabalho;
IV - contrato de trabalho para extração de borracha, em que conste o
número da matrícula ou o do contrato de trabalho do seringueiro;
V - ficha de anotações do Serviço Especializado da Mobilização de
Trabalhadores para a Amazônia - SEMTA ou da Superintendência de
Abastecimento do Vale Amazônico - SAVA, em que conste o número da
matrícula do seringueiro, bem como anotações de respectivas contas; e
VI - documento emitido pelo ex-Departamento de Imigração do Ministério
do Trabalho, Indústria e Comércio ou pela Comissão de Controle dos
Acordos de Washington, do então Ministério da Fazenda, que comprove ter
sido o requerente amparado pelo programa de assistência imediata aos
trabalhadores encaminhados para o Vale Amazônico, durante o período de
intensificação da produção de borracha para o esforço de guerra.
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, será admitida a JA
ou a JJ como um dos meios para provar que o seringueiro atendeu ao
chamamento do governo brasileiro para trabalhar na região amazônica,
desde que acompanhada de razoável início de prova material, conforme
alterações introduzidas pela Lei nº 9.711, de 20 de novembro de 1998.
Art. 769. O início da pensão mensal vitalícia do
seringueiro será fixado na DER e o valor mensal corresponderá a dois
salários mínimos vigentes no País.
Art. 770. A pensão mensal vitalícia continuará sendo
paga ao dependente do beneficiário, por morte desse último, no valor
integral do benefício recebido, desde que comprove o estado de carência,
na forma dos incisos I e II do art. 765, e não seja mantido por pessoa
de quem dependa obrigatoriamente.
Subseção III
Da Pensão Especial das Vítimas de Hemodiálise de Caruaru-Pe
Art. 771. É garantido o direito à Pensão Especial
Mensal ao cônjuge, companheiro ou companheira, descendentes, ascendentes
e colaterais até segundo grau, das vítimas fatais de hepatite tóxica,
por contaminação em processo de hemodiálise realizada no Instituto de
Doenças Renais, com sede na cidade de Caruaru, no Estado de Pernambuco,
no período de 1º de fevereiro de 1996 a 31 de março de 1996, mediante
evidências clínico-epidemiológicas determinadas pela autoridade
competente, conforme o disposto na Lei nº 9.422, de 24 de dezembro de
1996.
Parágrafo único. A despesa decorrente da concessão da pensão especial será atendida com recursos alocados ao orçamento do INSS pelo Tesouro Nacional.
Art. 772. Consideram-se beneficiários da Pensão Especial Mensal:
I - o cônjuge, o companheiro ou companheira e o filho não emancipado,
de qualquer condição, menor de vinte e um anos de idade ou inválido;
II - os pais;
III - o irmão não emancipado de qualquer condição, menor de vinte e um anos de idade ou inválido; e
IV - os avós e o neto não emancipado de qualquer condição, menor de vinte e um anos de idade ou inválido.
§ 1º Havendo mais de um pensionista habilitado ao recebimento da Pensão
Especial Mensal, o valor do beneficio será rateado entre todos em
partes iguais, sendo revertida em favor dos demais a parte daquele cujo
direito à pensão cessar.
§ 2º A existência de dependentes de uma mesma classe exclui os
dependentes das classes seguintes, quanto ao direito às prestações.
Art. 773. A concessão da Pensão Especial Mensal
dependerá do atestado de óbito da vítima, indicativo de causa mortis
relacionada com os incidentes mencionados no art. 771, comprovados com o
respectivo prontuário médico, e da qualificação definida no citado
artigo, justificado judicialmente, quando inexistir documento oficial
que o declare.
Art. 774. Para fins de comprovação da causa mortis, deverá ser apresentado:
I - certidão de óbito com o indicativo da causa mortis; e
II - prontuário médico em que fique evidenciado que a contaminação em
processo de hemodiálise no Instituto de Doenças Renais de Caruaru/PE,
ocorreu no período de 1º de fevereiro de 1996 a 31 de março de 1996,
independentemente da data do óbito ter ocorrido após este período.
Art. 775. A data de início da Pensão Especial Mensal
será fixada na data do óbito e o valor corresponderá a um salário mínimo vigente no país, observada a prescrição quinquenal.
§ 1º Aos beneficiários da Pensão Especial Mensal não será devido o pagamento do décimo terceiro salário.
§ 2º A Pensão Especial Mensal não se transmitirá aos sucessores e se extinguirá com a morte do último beneficiário.
Subseção III
Das Disposições Gerais
Art. 786. O auxílio especial mensal estará sujeito à
incidência de Imposto sobre a Renda, nos termos da legislação
específica, mas não ao desconto de contribuição previdenciária.
Parágrafo único. O auxílio especial mensal não estará sujeito a
consignações derivadas de empréstimos, financiamentos e operações de
arrendamento mercantil contratados junto a instituições financeiras e
sociedades de arrendamento mercantil na forma da Lei nº 10.820, de 17 de
dezembro de 2003.
Art. 787. A gratificação natalina (décimo terceiro
salário) não será devida ao beneficiário do auxílio especial mensal de
que trata esta IN.
Art. 788. O auxílio especial mensal não poderá ser
acumulado com o benefício de prestação continuada nos termos do § 4º do
art. 20 da Lei nº 8.742, de 1993, ressalvado o direito de opção pelo
mais vantajoso.
§ 1º Se o jogador receber outros benefícios de caráter assistencial ou indenizatório, deverá ser verificada a legislação de cada benefício quanto à possibilidade ou não de acumulação com o benefício de que trata esta Seção.
§ 2º Para apuração do valor do auxílio especial mensal, na hipótese
prevista no caput, não será considerado o rendimento decorrente do
benefício cessado.
Art. 789. As despesas deste auxílio especial correrão à conta do Tesouro Nacional.
Seção V
Da Pensão Especial Hanseníase
Art. 790. A pensão especial hanseníase, espécie 96,
prevista na MP nº 373, de 24 de maio de 2007, convertida na Lei nº
11.520, de 18 de setembro de 2007, e regulamentada pelo Decreto nº
6.168, de 24 de julho de 2007, é devida às pessoas atingidas pela
hanseníase e que foram submetidas a isolamento e internação compulsórios
em hospitais-colônia até 31 de dezembro de 1986.
§ 1º A pensão especial de que trata o caput mensal, vitalícia e
personalíssima, não sendo transmissível a dependentes e herdeiros e é
devida a partir 25 de maio de 2007, data da publicação da MP nº 373, de
2007.
§ 2º O valor da pensão especial hanseníase é de R$ 750,00 (setecentos e
cinquenta reais) e é reajustado anualmente de acordo com os índices
concedidos aos benefícios de valor superior ao piso do RGPS.
Art. 791. Os requerimentos da pensão especial
hanseníase, feitos desde 25 de maio de 2007, data da publicação da MP nº
373, de 2007, não são protocolados nas APS, devendo ser endereçados
pelos próprios interessados diretamente à Secretária de Direitos Humanos
da Presidência da República, nos termos previstos no Decreto nº 6.168,
de 2007, por meio do formulário constante em seu anexo, a quem cabe
decidir sobre o pedido.
§ 1º Conjuntamente com o requerimento, devem ser apresentados os
documentos pessoais de identificação, o CPF e todos os documentos e
informações comprobatórios da internação compulsória.
§ 2º Os requerimentos apresentados na forma deste artigo são submetidos
à Comissão Interministerial de Avaliação, instituída pelo art. 2º da MP
nº 373, de 2007, responsável pela análise de todos os requerimentos e
composta por representantes dos órgãos a seguir indicados:
I - Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que a coordena;
II - Ministério da Saúde;
III - Ministério da Previdência Social;
IV - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; e
V - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
§ 3º O INSS dá apoio administrativo, bem como os meios necessários à
execução dos trabalhos da Comissão Interministerial de Avaliação, nos
termos do inciso II, art. 5º do Decreto nº 6.168, de 2007, e § 3º do
art. 2º da Lei nº 11.520, de 2007.
§ 4º Após análise e conclusão do processo de requerimento pela Comissão
Interministerial de Avaliação, é publicada, no DOU, portaria do
Secretário de
Direitos Humanos da Presidência da República referente à concessão ou indeferimento da pensão.
Direitos Humanos da Presidência da República referente à concessão ou indeferimento da pensão.
Art. 792. Para implantação, manutenção e pagamento da
pensão especial hanseníase, após publicação da respectiva portaria de
concessão, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
encaminha ao INSS cópia integral do respectivo processo administrativo.
Art. 793. Observado o disposto no inciso XXXI, art.
39 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, são isentos de
tributação os rendimentos decorrentes da pensão especial hanseníase.
Art. 794. A indenização será paga diretamente ao
beneficiário, salvo em caso de justo motivo, quando poderá ser
constituído procurador especialmente para este fim, observadas as
orientações sobre procuração definidas nesta IN.
Art. 795. A pensão especial hanseníase não gera
direito ao abono anual previsto no art. 40 da Lei nº 8.213, de 24 de
julho de 1991, e no art. 120 do RPS.
Art. 796. Se no procedimento de implantação da pensão
especial for constatado o óbito do beneficiário, a implantação deve ser
realizada e os créditos relativos ao período de 25 de maio de 2007 até a
data do óbito devem ser bloqueados, podendo ser reemitidos
posteriormente para pagamento aos sucessores do titular, mediante
apresentação de alvará judicial.
Art. 797. As despesas decorrentes do pagamento da
pensão especial hanseníase, espécie 96, correm à conta do Tesouro
Nacional e devem constar de programação orçamentária específica no
orçamento do Ministério da Previdência Social.
Art. 798. As APS deverão fornecer as informações
necessárias ao exercício do direito aos interessados que procurem
informações sobre a pensão especial instituída pela MP nº 373, de 2007,
convertida na Lei nº 11.520, de 2007.
CAPÍTULO XVI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 799. O procurador que representar mais de um
beneficiário, quando do comparecimento para tratar de assuntos a eles
pertinentes, deverá se adequar às regras de atendimento estabelecidas
pelas APS, para o bom andamento dos serviços.
Art. 800. Ressalvado o disposto no art. 688, são
irreversíveis e irrenunciáveis as aposentadorias por idade, por tempo de
contribuição e especial, após o recebimento do primeiro pagamento do
benefício ou do saque do PIS e/ou FGTS, prevalecendo o que ocorrer
primeiro.
§ 1º Para efetivação do cancelamento do benefício, deverão ser adotadas as seguintes providências:
I - solicitação, por escrito, do cancelamento da aposentadoria, por parte do segurado;
II - bloqueio do crédito no caso de pagamento por meio de cartão
magnético ou conta corrente ou ressarcimento através de GPS dos valores
creditados em conta corrente até a data da efetivação do cancelamento da
aposentadoria;
III - comunicação formal da CEF/Banco do Brasil, informando se houve o saque do FGTS ou PIS/PASEP em nome do segurado; e
IV - para empresa acordante, o segurado além de apresentar a documentação elencada nos incisos I e III, deverá apresentar declaração da empresa informando o não recebimento do crédito, cabendo ao Serviço/Seção de Manutenção da Gerência Executiva a invalidação das competências provisionadas junto ao Sistema de Invalidação de Crédito.
§ 2º Os procedimentos disciplinados no caput e no § 1º deste artigo,
deverão ser adotados para o contribuinte individual, o facultativo e o
doméstico que ainda tenham FGTS e PIS a resgatar.
§ 3º O INSS, após o cancelamento do benefício, emitirá carta de comunicação para a empresa, acerca da referida situação.
§ 4º Uma vez solicitado o cancelamento do benefício e adotados os
procedimentos mencionados neste artigo, o benefício não poderá ser
restabelecido.
Art. 801. É vedada a transformação de aposentadoria
por idade, tempo de contribuição e especial, em outra espécie, após o
recebimento do primeiro pagamento do benefício ou do saque do respectivo
FGTS ou do PIS.
§ 1º Na hipótese de o segurado ter implementado todas as condições para
mais de uma espécie de aposentadoria na data da entrada do requerimento
e em não tendo sido lhe oferecido o direito de opção pelo melhor
benefício, poderá solicitar revisão e alteração para espécie que lhe é
mais vantajosa.
§ 2º Os efeitos financeiros, na hipótese do § 1º deste artigo, devem
ser considerados desde a DER do benefício concedido originariamente,
observada a prescrição quinquenal.
Art. 802. A partir de 7 de maio de 1999, data da
publicação do RPS, não cabe mais encerramento de benefício e, por
consequência, reabertura dos encerrados até 6 de maio de 1999, salvo se o
beneficiário houver cumprido a exigência até essa última data.
Art. 803. Para requerimento de Benefício de Prestação
Continuada de que trata a Lei nº 8.742, de 1993, até publicação de ato
normativo específico, aplicar-se-á, no que couber, subsidiariamente, o
disciplinado nesta IN.
Art. 804. Revoga-se a Instrução Normativa nº
20/INSS/PRES, de 10 de outubro de 2007, a Instrução Normativa nº
30/INSS/PRES, de 14 de julho de 2008, a Instrução Normativa nº
45/INSS/PRES, de 6 de agosto de 2010 e a Instrução Normativa nº
50/INSS/PRES, de 4 de janeiro de
2011.http://www-inss.prevnet/normas/aci/instrucoes-normativas/2000/instrucao-normativa-inss-dc-no-25-de-07-de-junho-de-2000/at_download/Anexo01
Art. 805. Os anexos desta IN serão disponibilizados
no sítio da Previdência Social, www.previdencia.gov.br e no Portal do
INSS, bem como publicados em Boletim de Serviço.
Art. 806. Esta Instrução Normativa entra em vigor na
data de sua publicação, devendo ser aplicada a todos os processos
pendentes de análise e
decisãohttp://www-inss.prevnet/normas/aci/instrucoesnormativas/2000/instrucao-normativa-inss-dc-no-25-de-07-de-junhode-2000/at_download/Anexo01.
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